All You Need Is Love
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Abriram a porta cautelosamente, torcendo para que os amigos ainda estivessem dormindo. Não tiveram tanta sorte... A pessoa que mais torciam para não estar acordada estava. E Santana não perderia a oportunidade de debochar dos amigos.
– Os ninfomaníacos chegaram! – gritou a latina, fazendo com que os amigos que dormiam nos colchões depositados no chão da sala se remexessem.
– Cala a boca, Santana! – sussurrou Quinn, puxando-a pelo braço até a cozinha. Sam as seguiu.
– Me solta!
– Como que você conseguiu acordar “cedo” depois de beber tanto ontem?
– Pelo visto eu sou a única que sinto fome nessa casa. E eu tenho meus truques, Trouty Mouth. Eu acordo e vomito igual um alien e fico novinha em folha novamente.
– Que nojo... – a loira fez careta.
– Quero que saibam que existem grupos de apoio para esse tipo de vício.
– Que vício? – questionou Sam.
– Em sexo. Duas pessoas que abandonam os amigos para irem transar, provavelmente em um motel barato, só podem ser viciadas em sexo.
– Santana, até parece que você não faria o mesmo!
– Jamais. Eu transaria aqui mesmo.
– Távendo! Você sempre foi uma vadia! Antes de namorar a Britt, você transava com todos, fosse por prazer ou para conseguir algo, não é mesmo, Lopez?
– Eu realmente transava com qualquer um... Inclusive com você, né, querida?
– Como é que é? – perguntou Sam, que antes apenas assistia a discussão.
– É isso mesmo que você ouviu! Eu e a Quinn mandamos ver! A Loira Viciada não te contou?
– Você prometeu que aquilo ficaria apenas entre a gente.
– Ops!
Quinn deu um tapa no rosto da latina, que levou a mão instintivamente para a bochecha vermelha.
– Tu eres loca!– gritou Santana, estapeando a loira.
– Chega! – esbravejou Sam, separando as duas. – Vocês parecem duas crianças do jardim de infância! Quinn, quero falar com você na varanda.
A loira fuzilou Santana com os olhos e deixou sua bolsa em cima da mesa que ficava na sala. Seguiu o namorado até o lado de fora da casa.
– Se é sobre o que eu e Santana fizemos...
– Por que não me contou antes?
– E-Eu tive medo.
– Que eu te largasse?
Quinn afirmou com a cabeça.
– Jamais, Quinny!
– Eu não sou lésbica, tá?! A gente bebeu muito no casamento do Mr.Shue e da Emma e rolou. Sou 100% hétero, pode ter certeza.
– Tudo bem. Mas, caso você fosse bi, gostaria que me contasse. Vou te apoiar sempre, meu amor. Eu te amo, não importa se sua opção sexual é dupla ou não.
– Acho que esse termo não existe, Sam. – riram. – Eu agradeço o carinho, mas eu tenho certeza de que não sou bi, está bem? Ah! Também te amo!
Beijaram-se. Assim que entraram, depararam-se com Santana segurando a fantasia de Quinn na mão.
– Mas que porra é essa, Loira? Isso fede a sexo!
– Me devolve isso, Santana! Você não pode sair mexendo nas coisas dos outros!
– Eu fui ver se você tinha comida na sua bolsa e encontrei... Isso.
Com a gritaria, os amigos acordaram assustados. Quinn conseguiu pegar a fantasia da mão de Santana e subiu para guardá-la.
– O que aconteceu? – questionou Kurt, espreguiçando-se.
– Eu estou tentando ajudar a Quinn com um probleminha. Ela é viciada em...
– Bacon! – interrompeu Sam, falando um pouco mais alto do que gostaria. – E todos nós sabemos que faz muito mal pra saúde... – enrolou.
– Eu lembro que ela morria de raiva da minha mãe, que não a deixava comer bacon durante a gravidez. – relembrou Puck, ficando ao lado de Santana.
– Puta merda, Puckerman! Que bafo do demônio! Parece que sua língua foi construída em cima de um cemitério indígena... Vai escovar os dentes, pelo amor de Deus!
– Ai Sant, não precisa ser grossa. – disse Brittany.
– Ai Britt-Britt, eu não consigo segurar minha sinceridade. Mas eu fiz uma boa ação! Duvido que se você chegasse perto dele não ia dizer o mesmo.
– Ai que dor de cabeça! – reclamou Kurt. – parece que tem pessoinhas dançando sapateado dentro do meu cérebro.
– Gay... – disse a latina.
Hummel bufou e pegou a caixinha de remédio que Rachel lhe oferecia.
– Vamos para a praia? – sugeriu Quinn, descendo as escadas.
– Ótima ideia, Quinny! – elogiou Rachel.
– Não sei não... Já é tarde e minha pele de pêssego não pode pegar esse sol. – comentou Kurt.
– Então, Lady Hummel, você fica aqui dentro de casa sozinho, pois vamos todos pra praia. – respondeu Santana friamente.
O rapaz mostrou a língua para a latina, que lhe mostrou o dedo do meio.
– Meninas, iremos nos trocar no quarto da irmã do Sam, ok? – avisou Quinn, sendo acompanhada pelas garotas, que haviam deixado suas bolsas lá.
– Esperem! Posso ir com vocês? – perguntou Kurt.
– Enquanto você tiver essa tromba de elefante entre as pernas, nem pensar! – respondeu rapidamente a latina.
– Nojenta!
– Sorte sua de ter uma amiga com uma mente genial e ter a brilhante ideia de lembrar a todas para trazerem biquíni. – comentou com Quinn.
– Obrigada, Santana... – respondeu a loira, indiferente.
– Confesso que assim que vi que aqui tinha praia, fiquei louca para dar um mergulho. – disse a baixinha.
– Será que aqui têm golfinhos? – questionou Brittany, ignorando completamente o comentário de Rachel.
– Acho que não, Britt.
– Que pena... Eu queria conhecer um tubarão gay.
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No quarto de Sam, os rapazes se trocavam.
– Várias gatinhas de biquíni... Ai, Pucksauro, segura a onda aí. – dizia Puck para seu... Pênis.
– É melhor segurar mesmo, pois são todas compromissadas. – disse Sam, “ameaçando-o”.
– A Mercedes tá livre. – comentou Artie.
– Então fica com ela, eu estou interessado em outra. Fiquem tranquilos, não é nenhuma das namoradas de vocês.
– Então quem é?
– Uma garota aí... Pena que ela não quer nada comigo. – disse Puck cabisbaixo.
– Se você disser quem é, talvez possamos te ajudar. – disse Sam, apoiando a mão no ombro do amigo.
– Melhor não.
– Você quem sabe. Mas, sempre que precisar, pode contar comigo, cara!
– Valeu, Sam!
– Pelo visto já estão todos prontos, certo? Então vamos, pois ficar vendo esses corpos seminus está me dando um calor... – abanou-se Kurt.
– Quanta ousadia, jovem! – brincaram os rapazes.
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– Ai! Você está me machucando, Anã! – reclamava Santana de Rachel, que tentava tirar sua pulseira do cabelo da latina.
– Acho melhor cortar... Tá preso e não quer soltar. – disse Rachel preocupada.
– Você tem estrume no lugar de um cérebro, Berry? Puta merda! Eu vou voltar careca e a culpa é sua!
– Você que me pediu ajuda pra amarrar o biquíni, não posso fazer nada.
– Puxa de uma vez! Seja o que Deus quiser...
E assim a baixinha fez, tendo de ouvir a reclamação de Santana pelos 15 minutos seguintes.
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– Como elas demoram... Ninguém merece! – reclamou Puck.
– Você diz isso porque não é você que tem que esperar a Rachel se arrumar para o ensaio de um musical. Ela começa a se arrumar 3 horas antes. – disse Finn.
Os rapazes caminharam para a praia, decidiram que não iriam mais esperá-las.
Quinn desceu depressa e pulou nas costas do namorado, que estava conversando com Mike. O amigo, percebendo que ficaria de vela, foi de encontro aos outros.
– Minha loira gostosa. – sussurrou o loiro, apertando as nádegas da namorada. – Te amo.
– Eu não me canso de ouvir isso.
– Ótimo, pois eu não me canso de falar. – beijou-lhe.
Assim que todas as garotas desceram, os rapazes propuseram uma partida de vôlei.
– Eu não jogo isso nem morto. – disse Kurt.
– Vai ser divertido, baby. – Blaine tentou convencê-lo.
– B, olha a minha cara de quem tá a fim de levar bolada na cara!
– Eu vou ficar contigo, Kurt. Não sou muito fã de praticar esportes. – disse Mercedes, sorrindo timidamente.
– Isso nós percebemos claramente. – completou Santana com um sorriso cínico.
– Vem comigo! – disse Brittany, puxando a namorada para um lugar afastado do grupo.
Sentaram-se na areia, olhando para as ondas, que se quebravam não muito longe delas, molhando seus pés com os respingos.
– Me chamou pra namorar, Britt-Britt?
– Se você se comportasse, teria sido.
– Ih, lá vem sermão.
– Sant, você tem que parar de ser tão indelicada com as pessoas. A Mercedes com certeza ficou chateada com o seu comentário... Eu vi pela cara dela.
– Pensasse antes de comer três pacotes de Cookies assim que acordou.
– Santana! E tem a Quinn também... Eu tava acordada quando você começou a falar que ela era viciada em sexo. Eu tenho sono leve e os seus berros me assustaram, achei que você estivesse sendo atacada por macacos. Enfim, se a Quinn é viciada ou não, o que no caso é a segunda opção, você tem que falar de maneira delicada, só assim poderia ajudá-la.
– Acho que você andou assistindo muitos documentários sobre bullying, não é mesmo?
– Para de fazer piada com tudo! É por isso que ninguém te atura por muito tempo! – disse Brittany, colocando a mão na boca ao perceber a besteira que havia dito.
– Nunca pensei que fosse ouvir esse tipo de coisa de você... – disse a latina, começando a chorar.
– Desculpa... Eu não quis dizer isso. É que você é muito indelicada, às vezes.
– Eu só não quero ser falsa... Prefiro dizer tudo na cara. – tentava conter as lágrimas.
– Só que você é sincera até demais. Vem cá. – puxou a cabeça da namorada para seu colo. – Eu só estou te pedindo pra tomar mais cuidado antes de sair por aí falando as verdades. E quero que engula o orgulho e vá pedir desculpas pra Mercedes e, principalmente, pra Quinn. Ela é sua melhor amiga, Sant. The Unholy Trinity, lembra? E só nós duas não completamos o trio... Falta uma certa loira.
– Tem razão, Britt. Eu vou me desculpar com elas, prometo. Mas, antes, vamos aproveitar que estamos só nós duas... Sem ninguém enxendo o saco?
– E como você gostaria de aproveitar?
– Assim. – puxou o queixo da loira para baixo, fazendo com que as duas selassem os lábios.
– Te amo, latina.
– Eu também te amo, loirinha.
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Os amigos jogavam a partida de vôlei. Meninos X Meninas. As garotas estavam indignadas, pois as duas melhores jogadoras estavam fora, provavelmente, se pegando.
Brittany e Santana caminhavam de mãos dadas até os amigos que estavam sentados na areia, assistindo ao jogo.
– Mercedes, desculpa por ter dito aquilo... Não quis te ofender.
– Eu sei que você fala as coisas por impulso, Santana. Mas, da próxima vez, pensa um pouquinho, pois a sua sorte é que eu te conheço há tempos e sei muito bem como seu gênio é. E, obrigada por ter vindo aqui se desculpar. – abraçaram-se.
As namoradas chegaram perto dos amigos que jogavam e riram ao ver que as meninas estavam desesperadas tentando não marcar pontos para o time adversário.
– Vocês são ótimas! – comentou a latina, ironicamente.
– Droga! Isso não é justo! A Santana me distraiu! – gritou Tina ao perceber que os meninos haviam feito ponto.
– Ih, gente! A muda fala! – brincou Santana, sendo fuzilada com os olhos por Brittany.
– Quinn, deixa que eu te substituo. A Sant tem algo pra te dizer.
A loira assentiu e foi com Santana até o local onde, outrora, a latina e sua namorada conversavam.
– O que você quer? Eu estou no meio de um jogo.
– Eu quero te pedir desculpas.
– Engraçado... Acho que essa é a quinta vez que você me pede perdão em apenas dois dias...
– Ai Quinn, para de fazer cu doce e aceita logo meu pedido de desculpas.
– Eu só te perdoo, pois sei que não conseguirei ficar brigada com você por muito tempo.
– Loira, você sabe que eu te amo, não é?
– Se você disser de novo, eu acredito.
– Ah vai tomar...
– Epa! Olha essa boca! – interrompeu.
– Loira Azeda.
– Latina Miss Simpatia.
– Prefiro “Latina Caliente”.
– Okay. – beijou a bochecha da amiga.
– Eca!
Riram. Por mais que brigassem de hora em hora, eram como irmãs. Apenas elas mesmas se entendiam. E isso, nada nem ninguém iria mudar.
– Gente, eu tava pensando... O que vocês acham de um Lual? Eu acho que seria muito bacana... A gente pode acender uma fogueira e ficar em volta dela cantando. Ah! Podemos preparar algumas coisas para comer e têm marshmallows na dispensa. – disse Quinn animada, aproximando-se do pessoal.
– Quinny, que ideia incrível! Eu topo, com certeza! – Rachel completou.
– Tem comida, então eu topo. – disse Santana.
– Ah, todo mundo topa, pronto! — disse Puck, um pouco irritado.
– Então enquanto eu e os rapazes buscamos lenha na floresta pra fazer a fogueira...
– Me senti em um livro de contos de fada, daqueles que os personagens se perdem e tem de fazer uma fogueira para se aquecerem durante a noite. – Brittany sonhava acordada.
– Continuando – prosseguiu Sam -, vocês, meninas e Kurt, vão preparando coisas para comermos, está bem?
Todos assentiram e seguiram para suas devidas “tarefas”.
– Sei fazer uma pizza sensacional. – disse Kurt, orgulhoso de si.
– É... Eu sei. Eu e o Sam fizemos essa pizza.
– Aposto que transaram na cozinha. Adivinhei?
– Acertou! Parabéns! Quer um troféu?
– Só se o prêmio for um tapa na sua cara.
– Vão começar de novo? – questionou Rachel, revirando os olhos.
– Não, só estava brincando com a minha latina linda.
– Então, Kurt, prepara as pizzas enquanto eu faço cupcakes com a Tina. – disse Brittany.
– É impressão minha ou a Britt está super inteligente hoje? – sussurrou Rachel para Santana, que era abraçada por Quinn.
– Faz um comentário desse tipo novamente e vê se eu não te dou uma coça, Berry! – ameçou Santana, fazendo com que a baixinha se afastasse e Quinn risse da reação de ambas.
As pizzas e os cupcakes ficaram prontos e a fogueira estava preparada, faltava apenas acender o fogo. Quinn pegou a mesinha de centro da sala e levou para o lado de fora. Lá, colocou os alimentos e as bebidas. Por fim, todos sentaram-se nas cangas que estavam envolta da fogueira postas por Brittany, que vinha com os sacos de marshmallow.
Quinn e Sam sentaram-se ao lado de Santana e Brittany, dessa forma, The Unhloy Trinity estava completo. Os outros casais se acomodaram e Mercedes ajudou Artie a posicionar sua cadeira em um bom lugar. Puck acendeu a fogueira, pois devido ao pôr-do-sol, uma brisa batia, e sentou-se ao lado dos amigos.
– Sabe, é incrível como vocês mudaram a minha vida de uma forma gigantesca! – comentou Sam. – Passei os melhores momentos da minha vida, e os piores também, pois vocês sempre estiveram comigo, ao lado de vocês. Foram tantos romances, tantas brigas, tantas lágrimas, tantos sorrisos... – continuou, com os olhos marejados.
– Que lindo, meu amor! – Quinn o beijou. – Eu terei essas mesmas lembranças. Acho que todos nós teremos...
– Verdade, Q. – concordou Finn, que abraçava a namorada.
– Ai gente, assim eu vou chorar! – completou a baixinha.
Os rapazes buscaram alguns instrumentos e sentaram-se novamente. Haviam combinado de tocar We Are Young, não precisariam dizer às meninas qual música cantariam, tinha certeza de que elas logo reconheceriam.
Iniciaram os acordes da música e as meninas sorriram para os rapazes.
“Give me a second I
I need to get my story straight
My friends are in the bathroom
Getting higher than the Empire State
My lover he's waiting for me
Just across the bar
My seat has been taken by some sunglasses
Asking about a scar”
Rachel iniciou, sorrindo para Finn, que continuou:
“And I know I gave it to you months ago
I know you're trying to forget
But between the drinks and subtle things
The holes in my apologies
You know I'm trying hard to take it back”
Sam e Quinn, que trocavam carícias, cantaram:
“So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home”
Juntos, os amigos, que relembravam de todos os momentos que passaram, fossem bons ou ruins, cantaram:
“Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun”
“Carry me home tonight
Just carry me home tonight
Carry me home tonight
Just carry me home tonight”
Quinn cantou suavemente, enquanto Sam afagava seus cabelos loiros.
“The moon is on my side
I have no reason to run
So will someone come and carry me home tonight”
Rachel e Mercedes completaram.
“The angels never arrived
But I can hear the choir
So will someone come and carry me home”
Santana e Brittany cantaram, sorrindo uma para a outra.
O pôr-do-sol chegava ao fim e os raios solares finais refletiam nos olhos brilhantes de cada um dos amigos.
“Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun”
Por fim, cantarolaram juntos os últimos versos da canção. Tinham sorrisos sinceros nos rostos. Amavam-se imensamente! Eram laços que jamais teriam fim.
“So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home tonight”
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