All You Need Is Love
18 Capítulo 18
Notas iniciais
– Sabe, Sam, você é o primeiro cara que me faz sentir-me especial, amada.
– Um brinde à nossa reconciliação! – estenderam as taças.
– A nós! Ao nosso amor!
– Eu achei que fosse te perder... – confessou o loiro. – Quando você entrou naquele ônibus, eu entendi como se tudo tivesse acabado entre a gente, e você nem imagina o tamanho do vazio que eu senti com isso...
– Sammy, por mais que eu tivesse ido embora, ainda teríamos chance de nos entendermos por lá, apesar de eu ter entrado naquele ônibus com o pensamento de que eu jamais olharia nos seus olhos novamente.
– Eu sei como você fica quando está magoada, talvez se você não tivesse visto a mensagem da Ash, você ainda teria esse pensamento em mente.
– Sammy, me faz um favor?
– Claro.
– Vamos parar de falar do passado, mesmo que seja um passado de apenas algumas horas. Vamos focar no presente, na gente, agora. – sussurrou Quinn, sentando no colo do namorado, de maneira que cada perna ficasse em cada lado.
Sam a beijou, apertando as fartas nádegas da mesma. Quinn segurava os fios loiros do rapaz, afagando-os.
– Meu celular está tocando. – avisou a loira, tentando se desvencilhar de Sam, que beijava seu pescoço.
– Você precisa mesmo atender? Está tão bom aqui... – bufou o loiro.
– Pela hora, deve ser importante. É melhor eu ir verificar.
O loiro concordou com a cabeça, um pouco irritado. Quinn subiu as escadas e correu até a mesinha que havia no quarto de Sam para atender a ligação.
– Alô!
– Quinn, aqui é a morena mais gostosa que você já conheceu.
– Ah, oi Santana.
– Espera! Como assim “Ah, oi Santana”? – tentou imitar a voz de Quinn – Que desânimo é esse?
– Desculpa, Lopez, mas eu estava em um momento, digamos, que me deu até calor, com meu namorado e vim correndo atender achando que era uma emergência... – fora interrompida.
– Agora eu entendi tudo, sua ninfomaníaca.
– Olha quem fala!
– Não te liguei para discutirmos sobre sexo e sim para confirmar de amanhã, pois não vou gastar meu precioso tempo e cansar meus lindos pezinhos dirigindo até a casa do bocudo.
– Sim, está tudo confirmado. E, Santana, você vai vir a pé, por acaso, para seus pés ficarem cansados?
– Dirigir cansa, jumenta. Meus pés ficam doloridos depois de dirigir por horas.
– Por que você não reveza com a Brittany?
– Porque eu não quero ter que parar a viagem toda vez que ela vir um cavalo ou uma vaca, além de você, é claro, até porque eu acho que não vamos te encontrar na estrada...
– Nossa... Hilária você! Já pensou em ser humorista? – debochou Quinn.
– Não tenho tempo pra piadas de tio gordo.
Quinn bufou.
– Se era só isso que você queria saber...
– Já entendi que você quer ir rebolar no membro do seu namorado. – interrompeu a morena.
– Não é nada disso! Eu só não quero ficar ouvindo você me destratar.
– Ih! Pode parar com o drama, você sabe muito bem que essa função é de outra pessoa.
A loira suspirou ao sentir o namorado abraçando-a por trás. Amava aquela sensação.
– Eu tenho que ir. – disse com a voz falha devido às mãos do namorado que dançavam em seu corpo.
– O quê? Não estou conseguindo te ouvir muito bem... O sinal nos metrôs de NY é péssimo.
– O que você está fazendo em um metrô a essa hora da noite? – sussurrou.
– Brittany me convenceu a ajudar os sem-teto e... – a ligação começou a “picotar”.
– Alô? Alô?! Latina Caliente? – sussurrou o apelido da morena.
Quinn deixou o celular em cima da pia, afinal, havia um loiro de cueca cheio de vontade atrás dela. E Santana acabaria desligando a ligação.
– Quem era? – indagou Sam.
– Acho que era engano. A ligação estava péssima.
Sam não deu a mínima para a resposta de sua pergunta, estava mais interessado no ato de tirar a sua camisa da namorada.
– Vamos tomar um banho? Estou morrendo de calor. – sugeriu o loiro, sorrindo maliciosamente.
Quinn o empurrou na parede e distribuiu beijos pelo pescoço e peitoral, arranhando-o. Sam suspirava. A loira levou a mão de Sam até sua intimidade e o olhou pervertidamente.
– Estou tão molhadinha... Culpa sua.
– Assim que eu gosto.
Quinn pulou em seu colo, agarrando-se em sua cintura. O rapaz apoiou-a sobre a pia e retirou a calcinha da namorada, massageando seu clitóris.
– Que fogo, hein!
– Você que me deixa assim.
Sam beijou-a com fervor, enquanto a mesma apertava seu membro sobre a cueca.
– Tira! – disse Quinn, porém sua voz era quase inaudível devido à situação.
O rapaz obedeceu: tirou a cueca e jogou-a em um canto qualquer. Conduziu a namorada até o chuveiro, ligando-o.
Riram ao serem surpreendidos pela água fria.
– Tem que virar a torneira para o outro lado, idiota! – riu Quinn.
– Implicante.
– Irritante.
– Chata.
– Gostoso. – afirmou a loira, beijando-o. – Te amo, seu bobo!
– Te amo mais, loira gostosa! – completou Sam, separando-se do beijo.
Quinn ligou a torneira para o lado esquerdo, que era a quente. A água caía perfeitamente sobre os corpos, e, embora o espaço fosse pequeno, era o suficiente para o que os dois pretendiam fazer ali.
A loira gemeu com o contato de sua pele quente e o mármore frio, que foi provocado por um empurrão de Sam.
– Machucou? – perguntou preocupado.
– Não importa! – respondeu Quinn, segurando o pênis de Sam e estimulando-o.
O loiro revirava os olhos de prazer, enquanto massageava os seios da loira. Quinn ajoelhou-se no chão e encarou o membro ereto do namorado, que permanecia de olhos fechados. Abocanhou-o rapidamente, iniciando uma sessão de chupões por toda a extensão, enquanto o estimulava.
– Ah Quinn... Para! Preciso guardar energia e outras coisas, você sabe.
A loira levantou-se e beijou o namorado. Saiu do box e abriu o armário que havia no banheiro, procurando a camisinha.
– Parte debaixo. – disse Sam ao perceber do que se tratava.
A loira voltou com o preservativo e entregou ao rapaz, que o colocou.
Quinn agarrou-se à cintura de Sam, mais uma vez. Segurou o pênis do namorado e o ajudou a introduzi-lo. O loiro iniciou os movimentos com calma para a namorada acostumar-se.
– Desliga o chuveiro, a água está vindo nos meus olhos. – riu.
Assim ele fez.
– Você é tão linda, tão minha. – sussurrou no ouvido da loira, enquanto apertava os seios da mesma.
Quinn gemeu.
– Eu te amo demais, loiro. – puxou os cabelos de Sam ao sentir os movimentos irem mais fundo.
Sam acelerava conforme os gemidos de Quinn ficavam mais longos e altos. A loira rebolava, demonstrando que queria mais.
– Eu quero bem rápido, Sam! Não se preocupe se está me machucando, eu estou bem.
– Eu tenho medo de ir muito forte, amor.
– Já disse que estou bem. – arranhou as costas do namorado. — Eu estou quase lá, Sammy. Não para não!
O rapaz aumentou, se é que possível, os movimentos, enquanto a beijava, quase sem fôlego.
Ao sentir o orgasmo atingi-la, Quinn mordeu o ombro de Sam, que gemeu. Continuou movimentando-se para atingir o próprio ápice, o que fez com que Quinn se contorcesse de prazer.
Sam gozou e encostou a cabeça nos seios da namorada, cansado. Tinha a respiração pesada. Saiu de dentro de Quinn e colocou-a em pé. Beijaram-se calmamente, suas línguas pareciam dançar uma valsa.
Quinn ligou o chuveiro e, de olhos fechados, apreciou a água escorrer por seu corpo.
– Se eu não estivesse tão cansado, teríamos um terceiro round.
– Por mais que eu queira, estou exausta também. – disse Quinn, pegando o tubo de sabonete líquido e colocando o conteúdo em sua mão para, em seguida, espalhar no peitoral de Sam.
O rapaz fez o mesmo, massageando o corpo da loira ao mesmo tempo em que a ensaboava. Quinn pegou um pouco de espuma e colocou no cabelo de Sam, rindo.
– Você fica uma gracinha assim. – brincou.
– Você também fica linda. – tirou um pouco de espuma do próprio cabelo e passou no nariz da namorada, que riu.
Terminaram o banho e enxugaram-se. Quinn vestiu um pijama e Sam apenas uma cueca.
– Vou guardar a comida na geladeira e volto. – disse a loira.
Sam assentiu com a cabeça e deitou-se, estava realmente cansado — ainda mais depois de um banho desses -.
Quinn desceu e colocou a louça suja dentro da pia, amanhã lavaria tudo. Guardou o resto da refeição na geladeira e subiu para procurar seu celular. Precisava mandar uma mensagem para Ashley, confirmando de amanhã – afinal, não poderia arrumar os preparativos para a festa surpresa de Sam com o loiro em casa – e agradecer pela ajuda no namoro deles, pois se não fosse por ela, os dois ainda estariam separados.
Ao chegar ao quarto, deparou-se com o namorado dormindo. Os cabelos molhados e bagunçados e aquele corpo que ela tanto apreciava. Mordeu o lábio inferior ao lembrar-se do que acabara de acontecer durante o banho.
Foi até o banheiro e pegou o celular, que estava em um canto da pia. Mandou a seguinte mensagem para a tia de Sam:
Ash, queria te agradecer por tudo! Eu e Sam voltamos e estamos muito mais que felizes kkk. Nem sei como te agradecer...
Ps: Tudo confirmado pra amanhã (hoje, né? Nem tinha me tocado que já passou de meia noite)? Beijos.
Guardou o celular dentro da bolsa, caso ela respondesse ao acordar, não correria risco de Sam ver a mensagem. Escovou os dentes e deitou-se ao lado do namorado, apoiando-se no peito dele. Dormiram abraçados.
___ o ___
No dia seguinte, o loiro levantou e fez sua higiene bucal, ainda sonolento. Porém, estava animado com seu aniversário, queria comemorar muito com Quinn. Ligou o chuveiro e entrou de uma vez só, um banho frio o ajudaria a acordar.
Quinn acordou ao ouvir o namorado cantarolar, talvez um pouco alto demais, no banho. Riu sozinha. Lembra-se de ter ouvido Finn comentando que descobriu Sam em um vestiário escolar. O loiro parecia estar se divertindo. No momento, fazia o som de uma guitarra. Quinn o imaginou tocando uma guitarra imaginária. Era bem o tipo de coisa que Sam faria.
A loira tirou o celular da bolsa e viu a mensagem de Ashley:
Você está falando sério? Jura juradinho que vocês voltaram? Awnnn! Confirmadíssimo! Vou ligar pro Sam e pedir para ele vir até aqui, sozinho, claro.
Ah, quase que me esqueço! Eu contratei um barista (vou te mandar o número dele), ligue e combine o horário. Bjs!
Quinn sorriu aliviada, estava tão distraída que nem notou o namorado sair do banheiro enrolado em uma toalha.
– Bom dia, Quinny. – sorriu o loiro.
– Bom dia, amor. – retribuiu o sorriso.
– Sabe que dia é hoje? – perguntou Sam animado.
– Sei. Sexta-feira. – fingiu indiferença.
– É... Sexta... Claro. – concordou cabisbaixo.
Quinn entrou no banheiro e suspirou. Estava louca para correr para os braços de Sam e parabenizá-lo, mas a surpresa seria mais legal se ela fingisse não saber da data.
Tomou um rápido banho e desceu as escadas apressadamente. Sam preparava o café-da-manhã.
– Amor, a Ash ligou enquanto você estava no banho, disse a ela que você ligaria quando saísse.
– Ah deve ser para me desejar... – fora interrompido. Quinn sabia o que ele iria dizer.
– Oba! Panquecas! Tem geléia de amora, você quer?
– Pode ser. – respondeu desapontado.
Comeram em silêncio, apenas trocando olhares. Toda vez que Sam tentava dizer algo, Quinn o interrompia e falava algo qualquer, assim, evitava que o mesmo falasse do aniversário. Por fim, Sam desistiu de falar qualquer coisa, ficou quieto.
O loiro ligou para a tia, que pediu que ele fosse até a casa dela para ajudá-la a consertar um vazamento em um lavatório. Sam sabia como os materiais do estabelecimento da tia eram importantes para ela, afinal, eram seus objetos de trabalho. Despediu-se de Quinn com um beijo na bochecha, estava magoado com ela. Como a namorada podia ter esquecido seu aniversário?
___ o ___
Quinn saiu às pressas de casa. Caminhou até a casa de Jennifer e tocou a campainha. Foi atendida por um senhor, que pediu que a mesma aguardasse.
– Quinn? – surpreendeu-se Jennifer. – Achei que a mamãe tivesse ido embora de Nashville...
Quinn riu.
– Do que está rindo? Disse algo engraçado? – questionou a garota dos cabelos cor de mel.
– Estou rindo da sua perda.
– Que perda?
– Eu sei que foi você que armou tudo, Jennifer.
– Do que está falando?
– Eu sei que você já é sonsa por natureza, mas se esforce um pouco para diminuir isso agora. Nós duas sabemos muito bem do que estou falando. Você armou o término do meu namoro, vadia de quinta! – gritou Quinn, aplicando um tapa no rosto da mais baixa.
– Como você tem a coragem de me bater dentro da minha própria casa?
– Eu só estou fazendo o que muitos em sua volta não tiveram coragem de fazer. Você merece uma surra, mas eu tenho coisas mais importantes para fazer... – dito isso, virou-se e começou a caminhar de volta.
Foi surpreendida por um puxão de cabelo vindo de Jennifer. A força fez com que Quinn caísse no chão, por sorte não se machucou.
– Cachorra! – gritou a loira, puxando Jennifer para o chão e subindo em cima dela.
Após inverter as posições, Quinn iniciou uma sessão de tapas e arranhões. A loira era realmente boa nisso. Estava tomada pela raiva e colocando mais força do que deveria, rebaixando-se.
– Parem! – gritou uma das empregadas. – Ai meu Deus!
– Perdoe-me, mas essa vagabunda mereceu. – disse Quinn, saindo de cima da mais baixa.
Jennifer estava arranhada e sua boca sangrava. Havia se saído bem machucada e gritava com a loira, demonstrando o ódio.
A empregada a levou para dentro de casa, deixando Quinn parada na rua. A loira sabia que tinha exagerado, mas havia sido tomada pela raiva. Passou a mão pelos cabelos, ajeitando-os e voltou para casa.
Enviou uma mensagem no grupo do Glee Club no WhatsApp confirmando a festa, não queria correr o risco de alguém esquecer.
Em seguida, chamou um taxi e foi até o centro de Nashville, onde havia um pequeno shopping, em que ela poderia comprar os enfeites e o presente de Sam. Além disso, havia um pequeno mercado ao lado do shopping.
Tentou acelerar o máximo que pôde, pois havia combinado às 20 horas com os amigos e pediu à Ash para Sam estar em casa às 20:30. Mesmo que ainda tivesse o dia pela frente, sabia que não seria fácil decorar a casa do namorado inteira e se arrumar. Rezava para que Ashley conseguisse enrolá-lo, mas, no fundo, ela sabia que daria tudo certo.
– Afinal, estou falando de Ashley Evans... – disse a si mesma.
Quinn pegou um dos taxis que havia na porta do shopping e voltou para casa. Guardou um dos presentes de Sam em sua mala, afinal, de certa forma, era um presente para os dois. O outro, ela escondeu no “quarto de tralhas”. Comprou garrafas de refrigerante e caixas de suco. Não teria que se preocupar com as bebidas alcoólicas, por causa do barista contratado.
– Ai meu Deus! O barista! – lembrou-se.
A loira discou o número do rapaz e confirmou endereço e horário com o mesmo. Suspirou aliviada, menos trabalho com as bebidas. Ashley tinha arrasado na escolha do presente.
Quinn pediu auxílio a alguns vizinhos que caminhavam na orla para ajudá-la a mover os móveis pesados. Esvaziaram a sala de estar quase que completamente, deixando apenas os sofás. O resto dos móveis ficou guardado em um “quarto de tralhas” que havia na casa. Moveram a mesa da cozinha para um canto da sala.
Mas a mesa não poderia ficar vazia, não é mesmo? Lavou suas mãos e separou tudo o que havia comprado no mercado.
___ o ___
Sam estava há horas tentando consertar um vazamento no salão de Ashley, um vazamento que fora inventado pela irmã de seu pai. O loiro estava chateado, pois nem a própria tia lembrou-se de seu aniversário. Desde que chegou, ela só abriu a boca para reclamar dos problemas que apareciam no estabelecimento.
– Querido, desculpa te chamar assim, mas você é o único que não rejeitou meu pedido de ajuda.
– Tudo bem, tia.
– Vou preparar um lanche, eu nem fiz almoço porque iria passar o dia fora. Já volto.
– Não precisa se preocupar comigo, tia Ash. Eu já vou voltar pra casa, almoço com a Quinn.
– Uhum... Claro. – sussurrou Ashley, ironicamente.
___ o ___
Quinn preparou mini tortas salgadas de diferentes sabores e um enorme bolo de chocolate, onde colocou alguns bonecos do Avatar, que comprou em uma confeitaria de bolos infantis – eram comestíveis – em cima. Fez alguns cupcakes também.
Pendurou algumas velas – daquelas que ficam penduradas no teto – e deixou para acendê-las mais tarde. Forrou a mesa e deixou os aperitivos guardados, quando estivesse próximo à hora da festa, colocaria tudo sobre o móvel. Ajeitou os sofás de modo que ficasse um ambiente amplo. Havia improvisado, com a ajuda dos vizinhos, um palco em frente aos sofás. Colocou ali os instrumentos que achou no “quarto de tralhas” e uma caixa de som, que estava ligada com seu IPod.
Subiu para se arrumar. Tomou um banho rápido, vestiu-se e secou o cabelo, que por ser curto, não gastava tanto tempo para arrumá-lo. Colocou os acessórios e calçou os sapatos. Maquiou-se e passou seu perfume, o qual era o favorito de Sam. Por fim, olhou-se no espelho, suspirou e desceu. Ainda tinha que terminar de arrumar a sala de estar.
Serviu a mesa e acendeu as velas, estava lindo. Simples, mas adorável. Ligou a caixa de som e selecionou uma música qualquer, apenas para se distrair enquanto os convidados não chegavam.
___ o ___
Sam estava lanchando pela segunda vez com sua tia. Estava arrasado por ter que passar um aniversário, que nem ao menos fora lembrado, consertando um vazamento. Ashley ofereceu-lhe suco de uva.
– Lembro que era seu sabor favorito quando pequeno. Sempre que vinha aqui em casa, me pedia suco de uva. – riu Ashley.
– Ainda gosto bastante.
Ashley derrubou propositalmente o suco em cima de Sam, que ficou paralisado. Por fim, acabaram rindo da situação.
– Foi sem querer, Sam. Desculpa.
– Tudo bem. Acidentes acontecem.
– Vem aqui, você precisa trocar de roupa. – fez sinal com a mão para que ele a seguisse.
– Mas eu não tenho outra roupa aqui na sua casa, tia Ash. – disse enquanto caminhava atrás da tia até o quarto da mesma.
– Seus pais me pediram para te entregar. – disse Ashley, tirando de dentro do armário uma caixa de presente.
– O que é isso? – indagou.
– Feliz aniversário, querido. O meu presente você vai receber depois. – sorriu.
– Achei que tivesse esquecido. – comentou o loiro, contente.
– Jamais esqueceria o aniversário do meu sobrinho favorito. – abraçou-o.
– Obrigado, tia. É que a Quinn esqueceu...
– É mesmo? – encenou.
– Sim... Mas tudo bem, eu vou falar com ela assim que chegar a casa. Não quero deixá-la sem graça por ter esquecido. – comentou enquanto abria o presente. – Uau! Essa roupa é linda, bem a minha cara. – admirou o presente deixado pelos pais. Ganhei na hora certa. – brincou, referindo-se à roupa manchada de suco de uva.
___ o ___
Quinn já estava ficando apreensiva com a demora dos amigos, já eram 20:10 e ninguém havia aparecido. Em cinco minutos, sua tensão foi resolvida ao ouvir a campainha tocar. Eram Artie, Mercedes e o casal de asiáticos.
Foram recebidos com gritos de felicidade e abraços calorosos.
– Demoramos, pois não estávamos conseguindo ajustar a cadeira do Artie. – justificou Mercedes.
– O importante é que estão aqui. Fiquem à vontade! Querem beber alguma coisa? O barista ainda não chegou, mas tem suco e refrigerante.
– Deixa de frescura e senta aqui com a gente, Q. – chamou o cadeirante.
– Senti tanto a falta de vocês! – confessou a loira, sentando-se ao lado de Mercedes em um sofá. Os asiáticos estavam no outro, ao lado de Artie.
– Acho melhor esperarmos o pessoal chegar para contarmos das nossas respectivas vidas, não quero ter que repetir a cada vez que chegar alguém. – disse Tina.
Os amigos riram, mas concordaram.
– Hey, Quinn! Abre logo, está pesado! – gritou alguém do lado de fora, cujo a loira podia jurar que era Puck.
Estava certa. O rapaz, que antes tinha um moicano, chegou junto ao barista. Eles carregavam o bar ambulante.
– Puck! – o abraçou, assim que ele soltou o que segurava.
– E aí, Quinn! Quanto tempo... Tá linda!
– Obrigada. – beijou sua bochecha. – Ainda bem que você chegou, hein! – disse ao barista. – Pode colocar o bar ali na cozinha.
O rapaz assentiu.
Blaine e Kurt chegaram logo em seguida e correram para abraçar os amigos. Hummel afirmou que a loira estava deslumbrante incontáveis vezes.
– Finn e Rachel estão estacionando o carro, a Rach provavemente está dizendo o que ele deve fazer no volante.
A loira riu, lembrando-se da baixinha.
– Só falta a Sant e a Britt... Devem estar se pegando na estrada, só pode! – comentou Quinn.
A loira ouviu o celular apitar, avisando que havia recebido uma mensagem.
Latina Caliente – Chegay, loira!
Quinny – Ainda bem! Vou abrir a porta, só um minuto.
Latina Caliente – Não! Cheguei a Nashville. Ainda estamos a caminho.
Quinny – Se apresse! O Sam vai chegar daqui há pouco. Espera, se você está dirigindo, como que está falando comigo? Sei que não é a Britt escrevendo, pois não há nenhuma carinha, corações...
Latina Caliente – Paramos, pela quinta vez, para tirar foto com um animal. Não sei que bicho é esse, acho que é da sua espécie...
Quinny – Santana, faça-me o favor de chamar a sua namorada e virem logo. Obrigada!
Latina Caliente – Sim, senhora!
Quinn deixou o celular em cima da mesa, caso ela mandasse outra mensagem ou Sam ligasse.
– Quinny! – gritaram Rachel e Finn, abrindo a porta, que estava entreaberta.
– Que saudade, Finchel! – disse a loira, abraçando-os. – Fiquem à vontade.
___ o ___
O loiro tomou um breve banho e vestiu-se. Agradeceu aos elogios que a tia fazia.
– Tenho que ir, tia. Deixei a Quinn sozinha o dia todo... Não achei que fosse demorar tanto aqui. Obrigado por tudo.
– Feliz aniversário, Sam!
Abraçaram-se e o loiro seguiu para o carro. O caminho foi um pouco demorado por causa de um desvio que tinha na rua de Ashley.
Estacionou o carro e caminhou lentamente até a porta de entrada. Conseguia ouvir uns burburinhos e passos dentro da casa. Estranhou. As luzes estavam apagadas.
– Será que Quinn havia dormido? – pensou. – De quem são esses passos?
Assim que abriu a porta, assustou-se com os gritos dos amigos:
– SURPRESA! – gritaram em uníssono.
Sam sorriu, extasiado de felicidade em revê-los. Quinn aproximou-se.
– Parabéns, amor! Espero que tenha gostado da surpresa. – beijou-o.
– Eu amei, Quinny. Achei que tivesse esquecido, mas pelo visto errei.
– Não esqueceria seu aniversário. E, além disso, hoje faz exatamente duas semanas que nos reencontramos. – sorriu.
– Te amo demais, minha loira. – puxou-a para um beijo caloroso, os amigos davam gritinhos e batiam palmas para o casal.
– Podem parar com a pegação porque Brittana chegou! – anunciou Santana, abrindo a porta com força.
– Sammy! – gritou Brittany, indo de encontro ao loiro e pulando nele.
– Britt! – animou-se, rodopiando-a.
– Minha latina favorita! – gritou Quinn, abraçando-a.
– Claro que sou sua favorita, sou a única que você conhece...
– Senti falta desse seu sarcasmo, Sant!
Santana riu.
– Pode parar com isso aí, bocudo! – gritou a latina, referindo-se ao abraço dos loiros.
– Deixa a chatice pra lá, Sant. Eles são amigos, qual o problema em se abraçarem? – perguntou Quinn.
– Se você não vê problema na sua amiga pendurada igual um macaco no seu namorado, que provavelmente está excitado, afinal, minha loira é muito gostosa, tudo bem. Mas eu vejo! – a latina puxou Brittany e foi de encontro ao rapaz. – Trouty Mouth, não lembrava que a sua boca era tão grande... Acho que ela está maior... Olha só, Britt! – chamou a namorada, apontando para a boca do mesmo. — Sinto em lhe dizer, mas isso me lembra uma vagina.
– Santana e seus comentários sempre agradáveis... – disse Kurt, revirando os olhos.
– Quietinha, Lady Hummel!
– Também senti sua falta, Santana. – riu Sam.
Após todos se cumprimentarem, sentaram-se no sofá. O barista serviu alguns drinks.
– Hora de abrir os presentes! – anunciou Brittany, batendo palminhas.
– Britt, a festa acabou de começar. – disse Artie delicadamente.
– Tudo bem, Britt, vamos abrir os presentes agora. – concordou Sam.
Brittany fez uma dancinha de comemoração, fazendo os amigos gargalharem.
– Feliz aniversário, Sam! – desejou Artie, entregando um DVD, que tinha várias fotos dos amigos na capa. – Tem alguns vídeos que fiz na época do Glee Club e depoimentos do pessoal do Studio.
– Valeu, cara. – abraçou o amigo.
– Eu queria te dar uma blusa da nova coleção da Isabelle, minha chefe, mas o Blaine quase me matou quando eu pedi ajuda pra escolher a blusa. Ele disse que você não ia gostar... – disse Kurt, mais uma vez, revirando os olhos.
– Por isso, eu mesmo escolhi o presente. – continuou Blaine. – Um kit de protetores labial. Tem vários sabores. – riu.
– Nem sei como agradecer. Valeu, Klaine. – brincou.
– Sam, eu não sabia o que comprar... Faz tanto tempo que a gente não se vê, portanto não sei se o seu gosto mudou. Caso você não goste, pode trocar. – disse Mercedes, entregando o presente.
– Obrigado, Mercedes. – agradeceu, abrindo a sacola. – Adorei a blusa. — havia o símbolo do Capitão América estampado.
– O meu é o mais legal. – disse Brittany, estendendo um pedaço de lã azul. – De nada.
– Obrigado pelo... Cachecol, Britt.
– É um boneco do Avatar, seu bobo. Eu mesma que fiz.
– Ah! Obrigado, Britt. Ficou igualzinho. – sorriu de canto.
– Isso aqui, meu caro, é um aparelho de dublagem sensacional. Artie me contou que você está trabalhando no Studio dele. – disse Mike.
– Espero que goste, testamos na loja e funcionou. – riu Tina.
– Valeu, Tike! Não precisavam ter gastado dinheiro comigo.
– Esse é o meu, amor. É um violão muito especial. – disse Quinn, sentando no colo do namorado. — Sabe por quê? – a loira apontou para a frase “I’m lucky I’m in love with my best friend” que havia na parte de trás do instrumento. — É a nossa música, portanto, sempre que tocar esse violão irá lembrar-se de mim.
– Eu amei, Quinn. Muito obrigado, minha loira. – beijaram-se.
– Por último, o mais especial de todos. – disse Santana. – Desculpa, Loira, mas o meu presente deixa o seu no chinelo.
– E o que é de tão interessante?
– Bem, deixe-me explicar. – prosseguiu a latina, bebendo um pouco do seu drink. – Ontem eu liguei para essa coisa linda aqui – apontou para Quinn – só que a ligação estava horrível, no começo. A Quinn deixou o celular em algum lugar, que imagino ser no banheiro, mas não desligou o telefonema. Nisso, eu estava tentando achar um lugar onde o sinal fosse melhor. Quando eu finalmente encontrei sinal naquele fim de mundo, tudo o que eu ouvi foi isso. – pegou o celular e abriu o arquivo de gravação.
Tudo o que podiam ouvir eram gemidos, gritos e urros de prazer. Além de palavras de baixo calão, cujas não eram ditas para o parceiro e sim para aumentar o tesão.
Todos estavam espantados com a frieza de Santana, afinal, gravar um momento de intimidade da amiga não era lá a coisa mais legal do mundo...
– Como você pôde fazer isso comigo, Santana? – indagou Quinn incrédula.
– Sant, você magoou a Quinn e o Sam também não gostou. – repreendeu Brittany.
– Se você queria estragar a festa, parabéns, conseguiu. – bufou Rachel.
– Ei, ei, ei, podem parar de me judiar. Foi só uma maneira gentil de mostrar que temos amigos talentosíssimos no mundo pornô. – comentou a latina, bebendo o drink de uma vez só. – Foi só uma brincadeira, gente.
– Uma brincadeira que eu não esperava nem de você... – disse Quinn, tentando conter as lágrimas. – Com licença. – a loira subiu para o quarto de Sam.
– Espera, amor! – gritou Sam, correndo atrás da loira.
– Vadia! – gritava Quinn com as paredes.
– Ei, calma. – Sam segurou o queixo da namorada. – Nós temos a sorte de serem os nossos amigos... E, além do mais, você conhece a Santana, é bem a cara dela fazer isso.
– Sam, acho que você não entendeu. Ela gravou a gente transando! Ela invadiu nossa privacidade de uma forma tão cruel...
– Eu vou lá puxar a orelha dela, ok?
– Faça o que quiser, eu vou me recompor e desço.
– Tudo bem.
Sam desceu e encontrou a latina sendo repreendida pelos amigos.
– Como ela está? – perguntou a morena preocupada.
– Ah, agora é a amiga carinhosa... – disse Blaine.
– Vai dançar twerk, idiota! – revirou os olhos. – Eu não queria magoá-la. – disse cabisbaixa.
– Ela ta chateada e com razão, né? Olha, depois de ter sido pego transando com ela pelos meus pais e ter sido um stripper, não sinto vergonha de mais nada. Já a Quinn... Bom, ela não gostou nada da sua “brincadeira”.
– Eu vou lá falar com ela...
– Não, não vai. – disse Quinn friamente.
– Loira, me desculpa, por favor.
– Santana, eu não vou estragar a festa do meu namorado por causa das suas besteiras. – disse Quinn aumentando o volume da música que tocava.
Santana desligou a música e subiu no palco improvisado.
– Eu queria falar umas coisas aqui... – ninguém se importou, continuaram a consolar Quinn. – Sexo! – gritou, todos olharam. – Sempre funciona. Senta aí, Fabray.
Os amigos se ajeitaram nos sofás. Quinn encarava Santana.
– Bem, eu sei que você está com raiva de mim e sei também que errei. E eu queria pedir o seu perdão... Você é a minha melhor amiga, Quinn. E, até alguns anos, era a única. Mesmo que a gente tenha saído no tapa diversas vezes... Ai! Não acredito que vou dizer isso... – limpou as lágrimas que começavam a escorrer. — Eu te amo! Amor de amiga, claro. Nós já fizemos loucuras juntas, você sabe do que estou falando. – disse sem graça. — E eu já te contei coisas que jamais falei para qualquer outra pessoa. Você é muito mais que minha amiga, é uma irmã pra mim. Me desculpa por isso e por todas as besteiras que ainda farei?
Quinn chorava. Os amigos aplaudiam a atitude de Santana.
– Eu também te amo, Latina Caliente! – abraçaram-se.
– Desculpas também, Trouty. E só pra deixar bem claro, esse momento fofo foi efeito da bebida!
Todos riram.
– Abraço em grupo! – gritou Brittany, levantando-se e indo em direção às amigas que se abraçavam.
Os amigos se abraçaram e sentaram-se em círculo no chão da sala.
– Gente, depois de tanto tempo sem vê-los, quero saber um pouquinho da vida de cada um. – disse Quinn, que sentou ao lado de Santana e ficou abraçada a ela.
– Eu estrelei Funny Girl na Broadway e estou ensaiando para Wicked. – disse Berry, orgulhosa de si.
– Eu sou professor em NY. Comecei dando aulas no WMHS, mas depois que eu e Rachel fomos morar em NY, achei melhor dar aulas por lá. – comentou Finn.
– Eu sou dona de um escritório de advocacia, sou melhor que todos os babacas que trabalham lá, claro. Venço todos os casos, por quê? – Finn abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompido. — Porque sou diva.
– Santana, você tem certeza que não ameaça nem bate em alguém? – perguntou Kurt.
– Hummel, eu sou profissional, tá querido?
– Eu e o Mike temos uma academia de dança em NY. – Brittany interrompeu a pequena discussão. – Eu sou professora das crianças, pois adoro unicórnios e elas são fofinhas como eles.
– E eu dou aula para os jovens adultos. Além dos diversos professores que temos na academia. – completou Mike.
– No momento, estou dando aulas de sapateado na academia deles. – comentou Tina.
– Eu sou cafetão em Los Angeles. – disse Puck, recebendo olhares incrédulos. – Brincadeira, gente. Toco em bares e restaurantes.
– Sou médico. – disse Blaine.
– Ainda trabalho na Vogue.com, mas estou me esforçando para montar meu próprio atelier, estou quase lá. – sorriu Kurt.
– Essa também é minha meta, Kurt! – disse Quinn animada. – Eu trabalho em uma boutique de LA por enquanto.
– E eu na parte de dublagens do Studio do Artie. – sorriu para o chefe.
– Eu estou gravando o meu disco. – comentou Mercedes, contente.
– Fico muito feliz por todos vocês! – disse Quinn.
O barista serviu algumas bebidas. Ouviram o som da campainha.
– Está esperando mais alguém? – perguntou Santana. – Não me diga que algum parente do Sam veio...
– Não chamei mais ninguém não... Já vai! – gritou para a pessoa que estava do lado de fora, caminhando até a entrada. – Jennifer? – assustou-se ao abrir.
Fale com o autor