All You Need Is Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
– Então é isso... A piranhazinha é má mesmo! – concluiu Ashley, tirando fotos da tela do computador com o celular. – Agora tenho as provas que precisava. Sam Evans e Quinn Fabray, preparem seus corações para uma futura reconciliação.
Ashley desligou o aparelho, juntou seu material na maleta e deixou a casa. Precisava ir embora antes que a garota acordasse.
Passaria em casa apenas para trocar de roupa – trajava seu uniforme – e iria à casa de Sam, precisava avisá-lo o mais rápido possível. Com as fotos em mãos, o loiro decidiria o que fazer.
Assim que chegou a casa, estranhou o silêncio. Pensou que Quinn pudesse estar dormindo, a loira estava muito cansada e pelo o que ouviu do seu quarto, ontem à noite, dormiu depois de muito chorar. Porém, a garota não estava no quarto de hóspedes. Na cozinha também não, pois Ashley teria ouvido algum barulho quando chegou. Ela devia apenas ter ido ao banheiro, pensou. Caminhou até seu quarto apressadamente, o quanto antes entregasse as provas a Sam, mais rápido seria a reconciliação.
Enquanto trocava-se, notou uma carta em cima de sua escrivaninha. Quem a deixara ali? Não se lembrava dela mesma ter colocado... Mas sua cabeça andava tão distante, que era bem capaz de ter esquecido que deixou a carta sobre o móvel.
Não era bem uma carta daquelas que chegam pelo correio em um envelope com selos e todas aquelas coisas oficiais, era apenas um envelope, que pelo visto tinha sido feito com uma folha branca qualquer. Abriu e surpreendeu-se ao ler o nome da autora da carta. Era de Quinn.
Querida Ash,
Estou escrevendo essa carta, pois não sei se encontraria as palavras certas pessoalmente. Liguei para uma rodoviária e me disseram que a estrada havia sido liberada. Parece que ela teve de ser fechada ontem devido a um deslizamento de terra grave. Mas já resolveram tudo e os veículos podem circular normalmente. Tem um ônibus que nos deixa próximo à Los Angeles, pegarei outro ônibus até o bairro que moro. Não se preocupe, o primeiro ônibus, em que farei uma viagem longa, pelo o que me disseram, é bem confortável. Estou a caminho da rodoviária.
Perdoe-me sair assim sem me despedir, mas não gosto de despedidas e acho que já chorei o suficiente ontem. Muito obrigada por ter me abrigado e pelo carinho que recebi. Sou muito grata a você. Sabe Ash, se não fosse por você, talvez eu nunca tivesse voltado a namorar o Sam... Você abriu meus olhos para os sentimentos que eu tinha tenho, por ele. E confesso que, uns dos melhores momentos da minha vida foram passados aqui em Nashville. Fazia tempo que não me sentia realmente feliz...
Preciso de um tempo para pensar na minha vida. É melhor voltar a focar em mim e esquecer os homens. Fiz isso por um bom tempo e, digamos que amadureci muito profissionalmente. Estou caminhando aos poucos para a realização do meu sonho de montar meu próprio atelier.
Espero que mesmo com o término do meu namoro com o Sam, possamos continuar amigas. Anotei meu celular e meu endereço naquele bloquinho que fica na mesa da sua cozinha. Obrigada por tudo, Ash! Cuide-se.
Com muito carinho,
Quinn.
Ashley emocionou-se ao ler a carta. Pôde sentir o quão vulnerável Quinn é. A loira realmente estava decidida a esquecer Sam.
Droga! As provas... Quinn precisava saber de tudo antes de partir. – pensou.
Guardou a carta na bolsa, precisava mostrar para seu sobrinho. Terminou de vestir-se e pegou sua bolsa, correndo em direção ao carro. Foi até a casa de Sam e tocou a campainha.
– Tia Ash! Alguma novidade? – questionou, dando passagem para que a tia entrasse.
– Querido, desculpa por não ter te contado antes, mas eu não podia desrespeitar o espaço da Quinn...
– Do que você está falando?
– A Quinn estava lá em casa. Ela me pediu sigilo e eu atendi seu pedido.
– Vamos lá agora! Eu preciso vê-la.
– Esse é o problema, Sam. – disse, entregando a carta para o sobrinho.
O loiro leu as palavras da ex-namorada atentamente e emocionou-se. Isso não podia estar acontecendo... Precisava falar com ela.
– Vamos à rodoviária. Rápido!
– Sam, eu não sei se ela escreveu essa carta há vinte minutos, duas horas... Ela pode estar na bilheteria comprando a passagem, quanto pode estar dentro do ônibus.
– Na minha situação, só me resta ser positivo. – pegou as chaves do carro que eram oferecidas por Ashley.
– Vamos com o meu carro, é melhor.
Tia e sobrinho correram contra o tempo para chegarem à rodoviária. Estacionaram o carro na primeira vaga que avistaram. Sam correu até a bilheteria para perguntar sobre o ônibus para Los Angeles.
– Os passageiros estão entrando no veículo, senhor. – respondeu uma atendente com voz anasalada.
O loiro correu até uma multidão que entregava os bilhetes a uma senhora para poderem embarcar. Avistou uma loira subindo as escadas do ônibus.
– Quinn! – gritou.
A loira olhou e ficou chocada ao ver que seu ex-namorado, agora, esbarrava nas pessoas, tentando passar no meio da multidão. Os passageiros que estavam atrás dela começaram a empurrá-la. Quinn suspirou, olhou o ex mais uma vez e entrou no ônibus.
Sam só parou de tentar desviar-se das pessoas que aguardavam outros ônibus quando viu as portas fecharem. Paralisou. Observou o veículo sumir com os olhos marejados, tentava ao máximo segurar o choro, pois tinha medo de que se começasse, não parasse mais.
– Vai ficar tudo bem, querido. – disse Ashley, abraçando-o.
– Eu a perdi, tia. Como que vai ficar tudo bem?
– Sam, você tem o celular dela e o endereço, ainda podem resolver as coisas lá em LA.
– E se ela recusar minhas ligações, se não permitir minha entrada na casa dela?
– As fotos! Vou mandar pro celular dela.
– No meio dessa confusão toda, tinha até esquecido que precisava mostrar as provas a ela.
– Enviei. – observou-o suspirar, um pouco aliviado. – Mas o celular dela está desligado, ela só receberá quando ligá-lo.
– Droga! – chutou as pedras que haviam no caminho durante o percurso até o carro.
Entraram no carro e seguiram para a casa de Sam. O loiro, que estava com a cabeça encostada na janela, se emocionava com a música que tocava no rádio, (I've had) The Time Of My Life. É uma música marcante para o relacionamento deles. Cantaram na competição do Glee Club e foi um momento que transmitiram felicidade e paixão um ao outro.
– Chegamos, Sam. Eu não vou poder ficar aqui agora, pois preciso adiantar algumas coisas do salão para amanhã, mas eu passo aqui mais tarde, se você quiser.
– Não precisa, tia. Obrigado. Eu só preciso descansar um pouco.
– O sol está se pondo, pode ir ver da plataforma. O que acha?
– É... – suspirou.
– Sinto muito, querido.
– Obrigado por tudo, tia Ash. Eu te adoro e você sabe disso. – sorriu de canto.
– Qualquer coisa, é só ligar.
Despediram-se e Sam caminhou lentamente até a praia. Observou as ondas se chacoalharem e o reflexo do sol na água era lindo. Uma ótima cena para assistir ao lado de sua amada. Decidiu entrar em casa, estava começando a sentir frio devido ao vento.
Abriu a porta e deparou-se com uma loira, que tinha os olhos marejados, sentada no sofá. Não era qualquer loira, era sua loira.
– Quinn?! V-Você não estava voltando para Los Angeles. – gaguejou.
– Exatamente, estava.
Sam tentou falar algo, mas começou a chorar.
– Ei, não chore. – pediu Quinn, aproximando-se do rapaz e olhando profundamente nos olhos dele.
– Eu só queria te dizer que... – fora interrompido pelo dedo indicador de Quinn, que o encostava suavemente nos enormes lábios de Sam.
– Eu já sei de tudo, Sammy. Sei que foi armação da Jennifer e queria me desculpar por ter duvidado de você. Eu deveria ter acreditado nas suas palavras, mas a dor que eu senti com a “traição” era tão grande que me cegou da verdade.
– Você não tem que se desculpar por nada, Quinny. – disse, puxando-a pela cintura. — Mas como você voltou?
– Eu liguei o celular e vi as fotos, expliquei pro motorista que o homem que eu amo estava na rodoviária e que precisava vê-lo. Ele me deixou em uma cooperativa de taxi e eu vim até aqui. — sorriu. — Eu te amo, Sam. Não aguentaria nem mais um segundo longe de você.
– Eu também te amo, minha loira. – puxou-a para um beijo repleto de saudade.
Sam encostou-a na parede e beijou seu pescoço, alisando sua coxa. O loiro a pegou no colo e subiram as escadas aos beijos. No quarto, era possível ver o pôr-do-sol pela janela. Os raios finais do sol refletiam no cômodo, deixando o ambiente mais romântico. Guiou-a até a cama lentamente e, com ajuda de Quinn, retirou a camisa que trajava. Sentiu as unhas de sua amada arranharem seu peitoral levemente.
Quinn ajoelhou-se na cama e, de costas para o rapaz, pediu a ele que retirasse o vestido que usava. Sam atendeu ao pedido. Retirou sua calça e, agora, ambos trajavam apenas as roupas íntimas.
A loira retirou o sutiã e jogou a peça em um canto do quarto. Sorriu para o loiro e mordeu o lábio inferior ao sentir o toque da boca quente de Sam com seus seios. O rapaz massageava um enquanto sugava o outro. Quinn apenas revirava os olhos de prazer. Desceu os beijos pela barriga da loira, em seguida para as pernas, onde apertava as coxas da mesma. Subiu até os lábios dela e beijou calmamente. Somente o toque dos lábios o fazia delirar e, certamente, a loira também. Ele a encarou com um sorriso de canto.
– O que foi?
– Você é tão linda! – sua voz era quase inaudível.
Quinn sorriu timidamente.
– Volta a ser minha?
– Eu nunca deixei de ser sua.
Beijaram-se novamente, mas dessa vez, o beijo, que fora iniciado com bastante calma, não havia mais calmaria alguma. Exploravam os corpos um do outro com as mãos. Sam retirou a cueca e, enquanto colocava a camisinha, Quinn desfazia-se de sua calcinha.
O loiro a penetrou devagar e beijou sua testa.
– Senti tanta falta de ter você dentro de mim. – declarou Quinn, arranhando as costas do rapaz suavemente.
Faziam amor sem pressa alguma. Pareciam querer prolongar o momento por toda a vida. Sam aumentava os movimentos conforme a frequência dos gemidos de Quinn, que puxava os fios loiros do rapaz.
Gemeram alto ao sentir o orgasmo atingirem-nos.
– Eu te amo, minha loira!
– Eu também te amo, meu loiro!
Sam deitou-se ao lado da amada e envolveu-a em um abraço. Beijou a testa da loira, que fechou os olhos e apreciou o carinho.
Ficaram nessa troca de carícias por um bom tempo, até que Quinn levantou com um olhar safado e vestiu a blusa que Sam trajava anteriormente e sua calcinha.
– Quero cozinhar pra você. – mordeu o lábio inferior.
– Tudo bem. – levantou-se e vestiu a cueca. – Vou buscar algumas coisas no jardim. E arrumarei a mesa enquanto você prepara a comida, está bem?
– Claro. – beijou-o. – Mas você vai assim de cueca? Não quero que os vizinhos vejam o meu homem desse jeito.
– Seu homem?
Quinn concordou com a cabeça. – Meu! Somente meu.
Quinn desceu e separou os ingredientes. Faria uma massa que amava. Rondelli ao molho quatro queijos. Cantarolava uma música qualquer enquanto cozinhava. O perfume de Sam estava na pele dela e isso era algo que ela simplesmente amava.
O loiro foi até o jardim e colheu algumas rosas, as mesmas que usara no jantar em que pediu Quinn em namoro novamente. Forrou a mesa e pôs os pratos, taças e talheres. Acendeu velas sobre a mesa e algumas nos móveis que ficavam próximos. Espalhou as pétalas de rosas pela mesa e fez um pequeno coração com as pétalas sobre os pratos. Foi até o armário da cozinha em que os vinhos ficavam armazenados. Escolheu um dos melhores e colocou na mesa.
Quinn, após um tempo, saiu da cozinha com a massa e sorriu ao ver a decoração que o loiro havia feito. Colocou o prato no meio da mesa e sentou-se na cadeira que era puxada por Sam.
– Uau! Isso aqui está lindo. – sorria.
– O cheirinho também está maravilhoso.
– Espero que esteja bom, é um dos meus pratos favoritos.
– Aceita um pouco de vinho, senhorita? – Sam imitou os gestos de um garçom.
– Sim, obrigada. – disse Quinn em tom de brincadeira. – Mas é só um pouco mesmo, lembra o estado que fiquei com aqueles coquetéis de fruta no bar?
– Impossível esquecer. – riram. – Lembro que fiquei encantado quando te vi naquela noite. Eu finalmente conheci a mulher que você se tornou.
– Sabe, Sam, você é o primeiro cara que me faz sentir-me especial, amada.
– Um brinde à nossa reconciliação! – estenderam as taças.
– A nós! Ao nosso amor!
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