All You Need Is Love
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Vamos ao capítulo! Consegui fazer um maiorzinho.
– Quinny, você sabe que eu nunca escondi meus sentimentos por você... Mas nunca te contei algo... – Evans suspirou antes de continuar. – Você foi meu primeiro amor Q., meu primeiro e único! Eu escrevi essa carta há alguns anos e acho importante você lê-la. – disse entregando o envelope.
Quinn leu sem piscar! O que continha naquela carta, era emocionante, sincero, romântico... Por que Sam nunca a enviou? Essa era a pergunta que a loira tinha na cabeça.
– Eu nunca enviei, pois tinha medo da sua reação... – disse Sam.
– É uma linda carta! – disse Q. emocionada.
– Quinn Fabray, eu te amo minha loirinha! Eu quero te fazer muito feliz! Você aceita ser minha namorada?
– Sam... Eu preciso que você explique melhor o que quis dizer com “meu primeiro e único amor”... Digo, você namorou a Mercedes, a Brittany... Tem a Santana também... Como eu posso ter sido seu único amor? – perguntou enquanto caminhavam pela ponte iluminada por velas.
– Sabe, Quinn, eu sempre tive muito carinho por todas elas. São pessoas incríveis e isso ninguém pode discordar. Eu gostava muito da Mercedes, mas ela é o que podemos chamar de Diva e ela estava descobrindo-se naquela época, precisava de espaço. Eu entendi isso, demorou um pouco, mas aconteceu. E a Britt... Bem, a Brittany é uma das pessoas mais doces que eu já conheci, além de você, claro, e aquele jeitinho dela me conquistou. Eu acho que foi o mais perto de apaixonar-se. Nós ficamos juntos por um bom tempo e eu sofri bastante com o nosso término, eu realmente gostava dela. Mas ao mesmo tempo em que eu sabia que ela tinha um carinho enorme por mim, eu tinha certeza de que ninguém poderia fazê-la mais feliz do que a Santana. Isso doía, mas era a verdade. Quando a gente gosta de alguém, quer vê-lo feliz, portanto se a felicidade dela estava com a Lopez, eu não poderia impedir que ela fosse feliz. E o que eu tive com a Santana, foi mais para te fazer ciúmes mesmo... – disse cabisbaixo. – Eu queria que você achasse que eu não ligava mais para você, o que foi um ato ridículo e eu me arrependo de ter feito isso, mas não durou quase nada... Já você Quinny... – sorriu para a loira. – Você me provoca um sentimento diferente, algo que nem eu consigo explicar. Eu me sinto o cara mais feliz do mundo quando arranco um sorriso seu! Em nenhum momento eu deixei de pensar em você, eu senti muito a sua falta. Eu te amo, Quinn! Estou sendo sincero, não é um simples “eu te amo”, é muito mais do que isso, são as palavras que encontro para meus sentimentos. Lembra daquela promessa que te fiz no colegial? Ela ainda está valendo! E então, aceita namorar comigo?
A loira mordeu o lábio inferior e sorriu antes de responder:
– Eu também te amo! Ouviu isso? Eu te amo, Sam! – falou um pouco mais alto. – E ser sua namorada é meu maior desejo! Eu aceito! – disse pulando no colo do, enfim, namorado.
– Eu sou o cara mais sortudo do mundo! Minha namorada é a mulher mais linda do universo! – disse contente, enquanto rodopiava Q.
Os loiros estavam radiantes. Quinn pediu para voltarem para casa, pois ela queria ir com ele à plataforma (quase casa na árvore). Ao chegarem em casa, Quinn disse para o namorado esperá-la lá. Fabray vestiu seu pijama, pegou dois travesseiros e alguns lençóis e edredons e foi ao encontro de Evans.
Sam sorria para o além, ainda não conseguia acreditar que ele e a loira estavam namorando novamente. Não poderia estar mais feliz.
Foi tirado de seus devaneios por Quinn, que pedia ajuda para subir as escadas com as sacolas que carregava.
– O que é isso tudo, Quinny?
– Quero dormir olhando para as estrelas, ao lado do meu namorado. Trouxe tudo que precisamos. Me ajuda a estender isso aqui. – disse pegando os edredons.
Depois de prepararem tudo, deitaram-se. Quinn encostou a cabeça no peito do loiro e abraçaram-se para esquentar, pois apesar dos lençóis, o frio era intenso.
– Esse céu estrelado é encantador, amanhã o dia será ensolarado, perfeito para uma prainha! – brincou a loira. – Boa noite, meu amor!
– Você me chamou de que? – perguntou Sam, com um sorriso bobo, puxando a loira para mais perto de si.
– Meu amor! É o que você é, o homem que eu amo!
– Eu também te amo muito, linda! Durma bem! – disse acariciando o rosto da namorada com as costas da mão e aplicando um beijo carinhoso nos lábios rosados dela.
Dormiram abraçados, uma ótima maneira de combater o clima que fazia na altura que se encontravam.
Na manhã seguinte, Quinn acordou com os braços fortes de Sam depositados em sua cintura, sentia-se segura. Seu pressentimento estava correto, um lindo sol iluminava o local. Desde que chegou, não havia aproveitado a praia, estava louca para tomar sol e dar uns mergulhos, caso a água estivesse em uma temperatura agradável.
– Bom dia, namorado! – disse Q. ao perceber que o loiro espreguiçava-se.
– Bom dia, namorada! Dormiu bem?
– Muito! Sammy, eu estava pensando, podíamos ir a praia hoje, o que acha?
– Acho ótimo! O dia está maravilhoso, precisamos aproveitar. Vamos voltar para casa, eu preparo algo rápido para comermos enquanto você se arruma, depois eu subo e coloco o calção. – disse juntando os lençóis.
Após arrumarem a plataforma, fizeram o combinado. Sam preparou panquecas. Por morar sozinho, teve que aprender a se virar, e com um tempo, o café da manhã passou de cereal para algo que sustentasse mais.
Quinn desceu vestindo uma saída de praia.
– Eu amo panquecas! E as suas estão com uma cara ótima!
– Eu também gosto muito! Espero que o gosto esteja tão bom quanto a aparência!
– Está deliciosa. – disse Q. provando o alimento.
– Ótimo! Eu vou trocar de roupa e pegar o protetor solar, nós que somos brancos desse jeito precisamos nos proteger. Desculpa não esperar você terminar de comer.
– Tem razão. Sem problemas. Mas não demore, pois eu quero aproveitar o sol antes de meio-dia. Quero ficar bronzeada, não torrada! – brincou a loira.
Sam vestiu-se apropriadamente para o local, pegou o protetor solar e desceu. Quinn estava arrumando uma bolsa de praia para colocar sua canga, óculos de sol e um livro que havia levado para ler durante a noite, porém, há alguns dias, ela arranjou outra distração para esse horário.
Os loiros saíram pela porta da cozinha, que dava para os fundos da casa, consequentemente, para a praia. Quinn esticou o tecido na areia e retirou a saída de praia. Sam agarrou-a por trás.
– Ainda bem que você só foi vestir esse biquíni agora que a gente está junto, pois eu não ia aguentar te ver assim, gostosa desse jeito, e ficar simplesmente babando, sem poder fazer nada... Mas agora isso não é problema! – disse puxando a namorada para um beijo caloroso.
Sam pegou Q. no colo e foi em direção a água com ela, que gritava pedindo para colocá-la no chão.
– Para Sam! A água deve estar gelada... Eu não quero entrar agora! Me solta! – gritou Fabray enquanto debatia-se.
– Você que pediu, ou melhor, mandou... – disse soltando a loira, que caiu na água, que por sorte, não estava tão gelada...
– Eu não acredito que você fez isso! Vou te matar! – disse Quinn pulando em cima do rapaz, afundando-o.
– Desculpa, minha linda! – disse abraçando-a por trás e aplicando beijos em seu pescoço. – Você me perdoa? – perguntou fazendo cara de cachorrinho abandonado.
– Isso te responde? – perguntou inclinando a cabeça para trás e beijando o namorado.
– Com certeza. – respondeu iniciando outro beijo.
Quinn podia sentir a ereção de Sam, pois sua bunda estava bem perto da parte íntima do rapaz. O loiro apertava um seio de Q. e usava a mão livre para massagear o sexo da loira, que gemia abafado devido ao beijo, por dentro da calcinha. Por estarem dentro d’água, a mão de Sam deslizava com facilidade, o que aumentava o prazer de Quinn. O loiro parou com os movimentos.
– Por que parou? – perguntou com a voz falha. – Estava tão bom! – disse fechando os olhos lentamente.
– Vamos lá para dentro, preciso pegar o preservativo. – respondeu o loiro, saindo da água, pegando a bolsa de Quinn e carregando a namorada no colo.
Ao entrarem, o rapaz jogou a bolsa no sofá e voltou a beijar Fabray, apoiando-a em uma mesinha alta, o que fez com que um enfeite caísse no chão, ainda bem que era de plástico.
Os dois começaram a rir da situação, o tesão era tanto, que um objeto daqueles não tinha a menor importância... Sam agarrou a loira à sua cintura e subiu as escadas com ela. Deitaram-se na cama do rapaz e beijavam-se calorosamente, quando o beijo foi interrompido por Q.
– Estamos ensopados, sua cama vai ficar toda molhada...
– Foda-se! – disse enquanto colocava a camisinha. – Isso não importa, Quinny! – completou, beijando o corpo da loira, que já se encontrava nu, aliás, ambos estavam.
– Tem razão... Agora, me fode logo! Não aguento mais, Sam!
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A família Evans estava a caminho da casa de praia. Já haviam chegado a Nashville e em pouco tempo, estariam adentrando o bairro onde a casa localizava-se.
– Eu não acredito que você me obrigou a vir, mãe! Poxa! A galera tava organizando um campeonato de basquete muito irado! – reclamou Stevie.
– Nós já conversamos sobre isso! Apesar de morarmos em L.A, dificilmente vemos seu irmão... E essa é uma ótima oportunidade para isso. É importante passar um tempo com a família, Stevie. Agora que fez quatorze anos, só quer saber de ficar com os amigos... – respondeu Mary, a mãe.
– Ai garoto, para de reclamar! A mãe está certa! Eu to morrendo de saudade do Sammy e você também deveria estar! Mas quer saber, mãe, deveríamos ter deixado ele ficar, pelo menos assim ele não iria ficar enchendo o saco! – disse Stacy, visivelmente irritada.
– Cala a boca, pirralha! – deu ênfase na última palavra.
– Cara, como você é ridículo! Eu sou um ano mais nova e você me chama de pirralha, idiota!
– Ok! Olha, como eu sou maneiro, vou deixar você escolher entre os seguintes insultos: fresca, metida, chata, irritante, puxa-saco... Ah! E meu preferido: pirralha sem-noção!
– Babaca!
– Esse não ta na lista... – provocou.
– Ah! Você é muito idiota! Ninguém merece ficar perto de você! – reclamou, revirando os olhos.
– Você que é... – dizia Stevie quando fora interrompido.
– Chega! Parem os dois! Eu é que não aguento! – gritou Dwight, o pai, fazendo com que os irmãos se calassem e encolhessem os ombros.
Permaneceram assim por um bom tempo. Stacy ouvia música e observava a paisagem, fazia tempo que não visitava aquele lugar e estava com saudade do ambiente country e tranquilo da cidade. Já Stevie, estava mais interessado no vídeo game que jogava no celular.
– Pai, para o carro! Mãe, posso ficar aqui na praça? Por favor! A Sophie (a melhor amiga da menina) tá ali e o pessoal que estudou comigo aqui também! – pediu a loirinha, apontando para uma pracinha, que hoje era utilizada apenas como ponto de encontro de adolescentes, já que os brinquedos velhos não funcionavam mais.
– Filha, você não pode encontrar com ela outro dia? Fizemos uma viagem longa, saímos hoje, praticamente de madrugada, você está cansada. Amanhã você a chama para ir lá em casa ou vice-versa. – sugeriu a mãe.
– Nada disso! – falou Stevie. – Essas duas vão perturbar muito lá em casa. A Stacy que vai pra casa da Sophie!
– Garoto, se enxerga! Não sou eu que faço competição de video game até hoje... – provocou.
– Vão começar novamente? – perguntou Dwight, em um tom sério.
– Não, pai... – responderam juntos.
– Ah quer saber, podem ir! – cedeu Mary. – Stevie, seus amigos estão aí também, fique com sua irmã. Mais tarde pegamos vocês. Qualquer coisa, me liguem.
– Valeu, mãe! – disseram animados!
Os irmãos despediram-se e saíram. Stacy e Sophie, após abraçarem-se, foram com algumas meninas para um canto da praça, sentaram na grama e ficaram conversando. Já Stevie, contava para os amigos sobre a cidade grande. Nashville era bem desenvolvida, mas era muito tranquila, muito diferente de Los Angeles.
Dentro do carro, Dwight e a esposa conversavam sobre os filhos.
– Esses dois brigam muito, mas se amam! – disse Mary sorrindo.
– Eu sei, querida. – respondeu à mulher.
Seguiram o caminho. A praça não era muito longe de casa, portanto em quinze minutos Sr. e Sra. Evans chegaram ao destino.
– Finalmente chegamos! Estou exausta. E pensar que ainda vou ter que fazer faxina, a casa deve estar um caos. Espero que o Sam ao menos tenha ajeitado algumas coisas...
– Amanhã você resolve isso. Amor, pegue a mochila do Stevie, por favor. Está leve, não se preocupe. Eu levo o resto.
– Boa sorte com a mala da Stacy... Veio ficar dois dias, mas parece um ano pela quantidade de roupas.
– Percebe-se...
Depositaram as malas no canto da sala. Dwight sentou, cansado. Mary procurou por Sam, mas não o encontrou.
– Será que o Sam saiu? Ele sabia que viríamos... Eu só não liguei, pois saímos muito cedo e provavelmente ele ainda estaria dormindo...
– Acalme-se Mary. Daqui a pouco ele deve estar de volta, deve ter saído com os amigos, não sei. – disse o marido, dando de ombros para a situação.
Escutaram um grito abafado. Era uma voz grossa, portanto era um homem. Olharam-se assustados.
– Ai meu Deus! O que será isso, Dwight? Eu não fui lá em cima... Será que é o Sam? Ele pode ter se machucado. – disse colocando a mão na testa, preocupada.
– Ah! Sam! Mais rápido! – gritou uma voz feminina.
– O que foi isso? – perguntou a mulher, horrorizada.
– Querida, nós dois sabemos o que foi isso... E sabemos o que está acontecendo.
– Eu não estou acreditando que o meu filho trouxe uma piranha para dentro da minha casa! – falou raivosa. – Eu vou lá em cima!
– Calma, Mary! Não há nada de errado acontecendo... Vamos dar uma volta na orla e quando voltarmos, conversaremos com ele.
– Tem uma vagabunda gemendo o nome do nosso filho e você diz que não há nada de errado?! Faça-me o favor! – disse subindo as escadas.
O Sr. Evans correu atrás da mulher para tentar impedi-la, porém ouviu um barulho alto da porta batendo ao abrir. Aproximou-se da esposa, que olhava espantada para os loiros nus.
– O que está acontecendo aqui?! – gritou Mary.
Notas finais
Até o próximo! o/
Meus divos divônicos, nos vemos nos reviews!
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