All Things Go...
1 Shine Star Shine
Notas iniciais
Na noite de 21 de fevereiro de 1978 esse foi o meu caminho, meu destino e meu cerne, não sei bem se isso pode ser chamado de destino ou de apenas algo descompensado usando o destino para me favorecer em algo bom, mesmo eu não sendo uma pessoa tão boa assim, as vezes creio eu que nem mesmo a meia mais suja do mundo seja tão suja como eu... Bem, pelo menos eu tomo banho... Enquanto essa meia nem mesmo lavada deve ser. Dedico minha infelicidade a apenas três pessoas J.P, a mim mesmo e a Sra. Madonna. Nem sei por que culpo Madonna, ela nem mesmo sabe quem eu sou, mas foda-se, era tempo de ABBA Donna Summer e Glória Gaynor. Eu tinha apenas 16 anos e tinha cara de uma bixinha inexperiente que nunca foi enrabada na vida, mas não era bem assim eu sempre fui um viado bem inteligente e mesmo com 16 já sabia ficar chapado cheirando cocaína com qual quer um que quisesse que eu chupasse eles, então peguei meu RG falso e sai de casa.
—Pra onde você vai Robert? — Perguntou minha mãe que foi a única pessoa que eu conheci a engravidar com 16 anos então basicamente ela parece ser minha irmã mais velha e pra minha sorte ela não vai a igreja e meu pai vive viajando então eu sou livre como uma borboleta. — Vou pra casa do Ron Mãe. — Gritei.
—Se forem fazer algo errado tenha juízo em... -Tem gente que sai dos anos 60, mas os anos 60 não saem delas. — Pensei. — Mãe vamos apenas ouvir ABBA a noite inteira e assistir algo que esteja passando na TV a cabo e ir dormir, mais nada, eu não vou ter relações sexuais com ninguém antes dos 30 e “Nossa como eu sou mentiroso uau isso e tão supimpa, minha mãe esta caindo em cheio.” A senhora sabe que Ron e um santo. — Continuei...
— Tudo bem, vá, mas não durma muito tarde okay? — Apenas balancei a cabeça em positivo e sai. — Nossa Robert que feio mentir para sua mãe. — Fabrício me dava conselhos novamente... — Ai amor minha mãe tem que saber que eu já estou pronto para cuidar de minha vida e mesmo assim eu não sai do Brooklyn para ouvir você falar pra mim o que devo ou não fazer.
— Vem cá. — Ele me puxou do assento do carro para mais perto dele e me beijou fazendo meu rosto pinicar por causa daquele bigode. Passamos pela casa de Fabrício para que eu mudasse de roupas e ai seguiriamos para a Boogie Nightclub e chegando ao banheiro tiro aquele maldito moletom que vesti para sair de casa. — Amor já se trocou? — A voz perguntou abrindo a porta do banheiro.
— Era Fabri que estava pronto e me esperava. — Uau como você está lindo Fabri. – Afirmei olhando aquele Broto do pés a cabeça, aquele cabelo preto caindo atrás das orelhas. — Ele chegou mais perto de mim que estava me preparando para vestir a minha blusa, ele me agarrou por trás em forma de um abraço, ele era tão carinhoso e ainda sentia a ereção dele, o bigode roçando os pelos no meu pescoço Fabrício como um dos mais bonitos descendentes de italianos que eu já peguei “Aliás, o único” ele me deixava louco, bem, mas fazer o que. Ele abriu o pequeno armário que ficava atrás do espelho do banheiro, enquanto eu abotoava o segundo botão da minha blusa e ele continuava a beijar meu pescoço enquanto nossos corpos se moviam de uma forma tão natural e erógena.
— Aqui tome — Ele pegou a pílula azul do potinho branco e ia entregando na minha mão. — Ia pegar exatamente no mesmo momento que ele a colocou no meio daqueles lábios tão bem desenhados e finalmente o beijei engolindo a pílula com aquela língua quente que invadia minha boca, Fabrício sabia exatamente como me fascinar me elevar e tirar meu espírito para fora de meu corpo.
— Ele fez o mesmo com a segunda pílula apenas invertendo e fazendo-me empurrar com minha língua a bela pílula azul pela garganta dele.
— Vamos temos que estar no Boogie Nightclub daqui a dez minutos. — Fabrício mostrava tudo que ele tinha desde um ligeiro volume no meio da calça boca de sino verde, até mesmo os pelo pretos no peito quadrado e espalhado, com um belo par de ombros largos e distintos.
— Vamos. — Peguei na mão de Fabrício e seguimos para sair do apartamento, na hora que entrei não havia percebido que tudo estava praticamente mudando como uma pequena metamorfose, uma mudança significativa. — Chegamos ao carro e antes de partimos tive a Duvida e resolvi acabar com ela. – Fabri você esta reformando o apartamento? — Ele fixou em meu olhar e apenas respirou por alguns minutos.
— Estou reformando por que quero algo e não vou me cansar enquanto não tiver resposta, mas quero que você venha morar comigo, bem já que não podemos casar, pelo menos poderíamos morar juntos.
— Fabri esse e o MDMA falando ou e você? — Não sei se o tempo pra fazer efeito e o mesmo em nós dois, então estava com minhas dúvidas.
— Não Rob eu estou falando serio quero você comigo para sempre e depois de nos conhecermos a quase três anos acho que esta na hora de finalmente ficarmos juntos. — Não ligo para seus pais e os meus me aceitaram a anos, não quero ninguém se não for você Rob quero ficar com você pra sempre... — Fabrício soava como uma brisa de conforto e suavidade.
— Agora temos que ir depois iremos conversar mais. — Fabrício ligou o motor do carro e as ruas estavam quase vazias e iluminadas como nunca pela luz no luar que pelo jeito reinava em cima de nossas cabeças, a brisa do mar brincava com nossos cabelos principalmente com os de Fabrício, estávamos passando pela ponte do Brooklyn novamente, mas dessa vez íamos para a antiga área dos armazéns que ficava mais afastada do bairro em si, ele estava lindo com os cabelos voando uma fita do ABBA tocando e eu me senti tão livre e aberto como uma flor de lotus, nunca em 150 anos fui pedido em casamento, ou quase isso.
— Estamos Chegando Rob. — Fabrício me falou enquanto o MDMA fazia o efeito bem mais rápido e eficaz, sentia meu cabelo caindo na minha testa e tentando entrar em meus olhos enquanto o vento que entrava pelo vidro aberto do carro, eu sentia cada vez mais os arrepios como se pequenas pedras batessem em mim, mas apenas tocassem de leve.
— Senti o carro parar e quando Fabrício abriu a porta pra que eu saísse eu percebi que havíamos chegado e também havia visto o grande letreiro de neon escrito em um vermelho vibrante de luzes piscando estávamos a alguns metros de distância da porta, mas mesmo assim dava pra ouvir que Donna Summer Cantava enquanto as pessoas agitavam na pista de dança sem se preocupar com o mundo externo.
— Vamos amor temos de entrar, a não ser que queira ficar no carro e transar a noite inteira. — Fabrício falava com aquela pronuncia forte e velha típico de italianos. — Bem que eu queria ficar aqui no carro e fazer isso mesmo amor, mas quero dançar também.
— Entramos na Discoteca facilmente já que Fabrício conhecia o cara com a prancheta que fica na porta. No momento que chegamos no meio da pista de dança a música foi alterada de Donna para ABBA e era a minha preferida 'Bem uma das minhas preferidas' pensei bem 'Voulez Vous' meu braço foi agarrado e girado e comecei a sorrir em meio aos murmúrios nossa risada apenas crescia bem o fato que eu estava meio louco e fora de mim o suficiente para fazer qual quer coisa. Eu já havia experimentado algumas drogas apenas por diversão, mas essa foi a primeira vez que eu usei MDMA ela parecia raiz de Beladona forte eminente e além de dar uma alegria a mais a todos que a tomasse, bem Senti a mão de Fabrício me pegando pelo pescoço e era mais um dos beijos demorados e molhados dele.
Não sei quantas horas passei dançando e nem sei quantos Martinis eu tomei nem mesmo se o absinto ainda esta fazendo efeito, mas sei que meu mundo está girando mais do que o convencional, tudo gira como se fosse um vestido na ventania do outono.
Fabrício me amassava e abraçava mostrando para os olhares curiosos que eu tinha dono.
— ABBA tocava novamente, mas em um ritmo mais lento e poderoso, as bocas de sino ainda rodavam junto com seus donos. — Fabrício oi, aqui. — Gritava uma voz um tanto feminina, mas o toque masculino ainda mostrava que o dono ou dona dessa voz não e nem homem nem mulher em sua totalidade.
— Vamos Rob, alguns dos meus amigos estão me chamando você não ouvistes?
— Vamos embora Fabrício. Por favor. — Tentei argumentar, mas ele estava decidido a ver quem era que gritava seu nome no meio da pista de dança.
— Então foi ai que vi a cena mais estranha e extremamente homossexual um gay trajando roupas bem femininas e uma maquiagem cheia por brilho e cores extravagantes que alguém já havia visto no mundo.
— Oi Sylvain tudo bem com você? -Fabrício estava sendo educado com a criatura assexuada. — O tal sujeito tascou dois beijos em meu namorado um em cada lado do rosto firme e branco semi pálido de Fabrício.
— Sim eu estou bem Fabrício, faz muito tempo que não lhe vejo e ainda esta com carne nova... — Que Criatura mais arrogante e essa? — Pensei.
— Ah bem eu estou a muito tempo sem vir aqui mesmo, eu tenho ido a outros tipos de lugares e agora ainda mudei mais por causa de Robert. — Fabrício riu.
— Fabrício vamos embora, por favor, eu não quero mais ficar aqui. — Sylvain fez uma expressão facial meio de nojo.
— Nossa eu não sabia que você era controlado por bixinhas grávidas Fabrício. — Aquela
Drag Queen do Bronx estava querendo levar um soco bem grande no meio da cara maquiada, mas não poderia fazer isso na frente de Fabrício.
— Ele não está grávido Sylvain. Só esta cansado demais, já dançamos umas vinte músicas desde que chegamos aqui. — Fabrício tentou relevar a provocação, mas eu não conseguia simplesmente relevar aquela bixa.
— Olha aqui Sylvain viado, bicha, filho da puta eu quero levar ele pra cama e me jogar encima de Fabrício e trepar e ir dormir não ligo pra o que você pensa ou deixa de pensar de mim. Invejoso. — Mandei todo o meu veneno encima daquela criatura assexuada.
— Olhe aqui feto de bixa eu já mandava na noite, antes mesmo de você aprender a fazer um boquete, aliás antes mesmo do ato se chamar "boquete" então me respeite e tenha educação por que você esta parecendo uma mulher grávida que manda no marido e ainda foi mal educado por seus pais. Não olhe pra mim por que não quero um broto de tofu como você me olhando.
— Pulei pra cima daquela Drag Queen e puxei o cabelo dela pra que ela chegasse mais perto. — Venha aqui, você não estava procurando briga com a grávida aqui agora vem anda cai dentro sua esfolada do caralho vai tirar essa barba. – Fabrício me puxava para que eu soltasse o cabelo da Sylvain, mas eu nem pensava em largar...
— Chega Rob, nós vamos embora agora. Vamos sair daqui e vamos pra casa porque você já esta bêbado demais.
— Eu segui Fabrício enquanto ele andava pelo meio da multidão e Sylvain ficava para trás gritando alguma coisa que o som abafado da música cobria.
— O carro ainda estava ali parado enquanto todo o resto do mundo se movia. Tudo girava, e Fabrício era a única luz da noite além do farol do carro que estava ligado. — Rob você sabe o que eu vou fazer agora?
— Sim ficar quieto e me beijar, bem não quero mais nada além disso, quero que você saiba que eu te amo Fabrício e quero passar o resto da minha vida com você. — Ele sorriu e me beijou novamente fazendo o bigode pinicar no meu rosto.
Quando ele abre a porta de trás do carro eu fico surpreso por que ele me deita levemente no banco e vai pra frente para sairmos daquele lugar. — Hey Jude! Don't make me Cry to The Sad song blá blá blá. — Eu balbucio no banco de trás já perdendo a consciência, eu já não sabia se eramos nos que estavamos rodando ou o mundo que resolvera brincar de ciranda. — Rob deixa de coisa fique quieto até chegarmos em casa. — Foi a ultima frase que ouvi. — Cai no sono de uma maneira bem pesada e perpétua como uma princesa de mil anos.
— Ei Chegamos estamos na cama você quer que eu tire algo além dos sapatos? – Fabrício me perguntava com um tom de compreensão tão maravilhoso que eu não poderia encontrar pessoa melhor que ele nesse mundo. — Pode tirar minha calça por favor, obrigado. — Falei e voltei pra dentro das sombras e dos sonhos que estavam me chamando. "No meio da noite uma luz brilha, o radio relógio diz que são 3h40min da manhã e que o dia não vai voltar, as velas me guiam com suas chamas pequenas e murchas, vejo rostos banhado pela pouca luz dourada produzida pelas velas, os olhos com expressões de medo e bocas que se moviam, mas não saiam uma frase delas, meu medo ficava ainda maior, eu não sabia onde estava, mas não era em casa... Finalmente um filete de luz preenche um espaço para me ajudar a enxergar uma silhueta de uma pessoa a minha frente, era ele, não acredito, não sei onde estou e essa criatura esta fazendo aqui?" "Era ele, Sylvain estava no meu sonho ou era realidade? — Bem para todo caso e o que diria minha avó, uma quebra no infinito”.
As quebras do infinito são lugares desabitados que ficam no meio das dimensões alternativas sendo acessados apenas por bruxos ou aqueles que procuram essência de magia poderosa esses portais são quase difíceis de existirem ou serem abertos.
— Sim você esta em uma quebra do infinito, eu sequestrei você apenas para mostrar o meu poder, você não deveria ter me incomodado, deveria apenas sair de perto do Fabrício, agora ele e nada que era seu vai ser mais, te trouxe aqui apenas para isso.
— Como assim o que você quer de mim, quer minha vida? — O rosto de Sylvain esta iluminado por uma luz vermelha com sangue e tudo era mostrado de uma forma bem lenta, Risadas e Gárgulas voavam acima de mim.
— Você vai voltar para seu corpo e acordar, mas não vai contar nada sobre o pesadelo, apenas vai tomar água e voltar a dormir. — Foram as últimas palavras de Sylvain.
— Acordei com suor saindo como pequenos rios sobre mim. Tudo estava grudando em mim, os braços de Fabrício, as cobertas da cama e meus próprios cabelos.
— Levantei e fui até a cozinha. No meio da escuridão com apenas a luz do luar iluminando tudo além da luz do banheiro que eu liguei depois de usar tomei água apaguei a luz e fui para o quarto e quando deitei novamente Fabrício se mexeu, ele estava acordando.
— Rob o que aconteceu? Eu te incomodei ou ronquei? — Ele perguntava de uma forma tão meiga e perfeita que eu não acreditava que aquele cara era real.
— Não foi nada Fabri foi apenas uma pequena vontade de tomar água que me veio agora.
— Ele me olhou com a lua iluminando aquele olho verde maravilhoso e pegou em minha testa para arrumar meu cabelo que estava entrando no meu olho.
— Vamos voltar a dormir Rob, não quero que você fique a noite inteira acordado, quero tomar café amanhã com você.
Apenas nada mais se encaixou de volta no lugar, apenas aquele maldito sonho ruim que tive com Sylvain e do pouco de magia que entendia, mas pra acessar a quebra do infinito o usuário tem que ter muito poder ainda mais para acessar o sonho de outras pessoas, mas pelo jeito Sylvain era muito, mas muito poderoso mesmo.
Consegui dormir depois das 4:00 da manhã, bem pelo menos era a horas que o rádio relógio marcava quando eu fechei meus olhos pela primeira vez, depois disso dormi um pouco, enquanto dormia não sonhei mais apenas tudo ficou escuro. Depois das oito da manha eu estava sendo acordado por Fabrício.
— Rob acorda, vamos tomar café. — Levantei arrumando minha apenas a parte de baixo do pijama que Fabrício me emprestava para dormir lá e o tirei de dentro do meu traseiro, e fui para o banheiro, olhei no espelho e arrumei o cabelo e escovei os dentes. E fui para a cozinha onde Fabrício estava na mesa me esperando para tomar café.
— Ele estava saiu da cadeira que estava sentado e tenta me beijar, mas algo mais forte que eu e ele parece interromper o nosso beijo e uma voz vem a minha cabeça. — Você sabe que não poderá mais fazer isso, você sabe que não poderá mais ama-lo pois e errado e eu o proibi. A voz pareceria aquela do meu sonho ruim da noite passada.
— Bem sente Rob e vamos comer. — Fabrício estava mais pálido do que o normal ele definitivamente não era o Fabrício que eu conhecia, bem poderia até ser mas esta muito mais pálido que o costume. — Durante o café da manhã que durou 35 longos minutos de muito silencio e olhares desencontrados e tudo estava diferente e frio, mas eu não poderia falar nada do que eu suspeitava que havia acontecido e ainda não sabia de nada, nem mesmo sobre o estado de espírito de Fabrício.
— Bem acho que esta na hora de ir embora. — Falei para Fabrício apenas tentando acabar com aquele ambiente de energia carregada e estranha demais para mim, tudo havia se tornado meio que um furacão de um dia para o outro desde o meu encontro com Sylvain.
Acabou que eu fiquei com raiva de depois de um telefonema que Fabrício recebeu e ele me deixou na calçada e saiu correndo de carro e eu tive de voltar pra casa de ônibus, a parte boa foi poder admirar toda a paisagem e as coisas que só acontecem no Brooklyn. A parte ruim foi ser quase enxotado pela pessoa que te pediu quase em casamento horas atrás.
Decidi descer um ponto antes da ponte e pegar a velha balsa de travessia eu sempre fazia isso quando estava triste e Aaron o Cara que trabalha lá e meu amigo da depressão. Aaron me viu e veio falar comigo. — Oi Robert, tudo bem? — Aquele sorriso atrás do cigarro e da barba azul por fazer dava um encanto a mais em Aaron, ele era muito maravilhoso.
— Oi Aaron, não estou muito bem não, mas pelo menos estou tentando seguir, Vou comprar a passagem e já volto.
— Não vai comprar nada. — Aaron me segurou e me olhou de uma forma diferente e que apenas ele tinha de olhar as coisas.
— Como vou entrar no Barco sem a passagem? — Perguntei a Aaron.
— Comigo, nada mais nem nada menos. -Aaron sorriu e me puxou aquele lindo homem de olhos negros e cabelos curtos e castanhos olhou pra mim e me puxou pelo braço e saímos correndo para a balsa.
— São pra isso que servem os amigos, mas me diga Robert o que aconteceu dessa vez?
Faz tempos que não aparece aqui e da última vez foi apenas por causa da briga com sua amiga.
— Aaron encarava minha alma pelo jeito como ele me olhava, pois não havia mais nada que escondesse meu sentimento daquele cara. Eu serei obrigado a falar tudo pra ele.
— Bem Aaron e uma historia bem, mas bem interessante, não sei se você vai querer ouvir, mas já que você insistiu tanto antes eu vou contar. — Aaron apenas me encarou, soltou a fumaça do cigarro e sorriu.
— Sabe aquela cara o Italiano que mora do outro lado da cidade, que eu estava conhecendo e essas coisas assim?- Aaron pensou alguns segundos com seu cigarro entre os dedos... — Sim eu sei quem é Fabrí... Alguma coisa. — Sorri.
— Acho que se chama Fabrício. — Terminou Aaron.
— Sim esse mesmo, hoje ele começou a agir estranho e eu acabei saindo da casa dele e não sei o que aconteceu ou o que vai acontecer daqui pra frente, mas estou sei lá meio magoado e não sei se você vai me achar louco, mas acho que Isso tem muito haver com algo ruim, magia e essas coisas assim. — Aaron engasgou com a fumaça do cigarro, mas depois de algum tempo conseguiu respirar de novo.
— Mas como você sabe sobre isso, ou como você suspeita que possa ser magia, Robert isso e um assunto bem estranho, mas você está falando com a pessoa que não lhe acha louco, mas sim pode acreditar maia ainda em você. — Ele Sorriu e eu encontrei um lugar para sentar na cabine do condutor da balsa.
— Sim Aaron eu conheço um pouco sobre magia por causa da minha avó Wicca que mora na Flórida, ela falava algumas coisas sobre magia quando eu era pequeno, mas nunca havia presenciando algo assim, bem eu nunca havia nem mesmo ouvido casos de magia tão explícito no mundo.
— Acho que eu conheço mais sobre magia do que você Robert. — Aaron levantou a maga da camiseta e mostrou uma longa marca negra na pele e o desenho parecia muito com uma estrela bem mal desenhada.
— Isso e o que eu penso ser? — perguntei a Aaron, puxei minha blusa e fiquei de costas para ele, mostrando a mesma marca bem afixada em minhas costas acima de minhas costelas.
— Eu tenho sangue mágico Robert, mas eu sou de Nova Orleans a terra da magia e tive
Pessoas que me ajudaram através dos anos, mas nunca pensei que outra pessoa.
Poderia ter marcas de magia.
— Eu falei que minha avó mora na Flórida, mas se você não tivesse me interrompido, poderia ter explicado.
A balsa acabará de ancorar do outro lado da ponte e Aaron acabara de ascender outro cigarro e erguia a mão em minha direção, mas eu olhei meu relógio e vi que tinha que sair correndo para chegar em casa antes do maldito meio dia, se não minha mãe iria ligar para a casa de Ron e descobrir que eu não dormi lá.
Corria pelo meio das calçadas infestadas de pessoas andando e correndo em lados opostos ao meu falando “Desculpa, desculpa, estou apresado” Corria contra algo maior ainda que o tempo que era a desconfiança da minha mãe. Tudo estava cinza como os típicos dias do Brooklyn, os casacos cinza e pretos estavam quase terminando de carregar minha morte por falta de oxigênio. Enfim chego na frente do velho portão de ferro fundido pintado de tinta, abri e entrei correndo para dentro de casa.
Chegando na sala, lá estava minha mãe tirando o telefone do gancho e pronta para ligar para quem quer que fosse.
— Menino você acha que isso e hora de chegar em casa? — Minha mãe gritava.
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