All Things Go...

39 Remember December...


Notas iniciais
Sei que eu abandonei a fiction, mas terminei ela e estou voltando aqui pra postar.... Muziks... Red..... TayTay Bad Romance.... Gaga Sweet Dreams .... Bey. Ghost..... Ella

As gotas de água caiam no vidro do ônibus que mais uma vez estava vazio, apenas eu e Aaron voltavamos, sai do MC Donalds revoltado, um garoto tão inteligente, nao é feio e se matando no Mc Donalds, deixei meu cartão com ele, eu estava mesmo precisando de um ajudante, agora se ele me ligar eu posso convencer Walt a dar o emprego a ele, o salário é melhor que o que ele recebe agora, não sei onde uma pessoa inteligente como Kalli foi parar em um fast food tao ruim de se trabalhar...

Olhei para a tela desligada do meu celular, a chuva havia se tornado apenas poucos pingos que caiam lentamente, o ônibus parou e o meu ponto era o próximo então fiquei de pé e Aaron me acompanhou. A semana mais tranquila do ano havia chegado, todos estavam e casa, a semana de inferno, chuvas e neve iriam deixar tudo frio e romântico, menos pelas partes de ter usar milhões de casacos, odeio usar casacos enormes, amo usar roupas apertadas, curtas ou de tecidos meio finos, no inverno começo a usar camurça, linho, lã. Pensava em o que iria vestir e fazer quando chegasse em casa, enquanto Aaron bagunça meu cabelo, não consigo sorrir sabendo da situação de Kalli. O ônibus passa pelo ponto e sei que o meu é o próximo, então já fico de pé, Aaron me segura pela cintura, então descemos n frente da casa da Sra. Conoll, uma velha amiga minha, uma ex beldade das revistas e passarelas de New York, ela sempre me contava historias sobre seus namorados secretos, como Gene Kelly, Richard Austin e outros produtores e grandes estelas de Hollywood, ela era vizinha de Fábricio, então liguei meu telefone para ver que horas eram, parei e fiquei olhando pra tela do meu Lumia Jade, usando Miui agora, deixando a versão Google do Android 5.1.1. Pra trás, eu tinha 8 mensagens, uma de May, duas de mamãe três de papai uma de um número desconhecido e uma de Tori, alem de ver a tarja vermelha, que a Xiaomi implantou pra mensagens super urgentes, então lógico abri e comecei a ler " Helppp, não sei, rastreie meu sinal, estamos em Ohio, me ajude" realmente nai tenho notícias notórias delas a alguns dias, então deve ser grave, — Aaron, tenho que correr, minha tia esta em perigo, tenho de ir a Ohio agora mesmo. — Não vou deixar Robert, ligue pra polícia, você não vai ajudar em nada, nem mesmo vocês humanos tolos ė sua falsa justiça... — Aaron sorriu de uma maneira estranha. — Se você não é um humano comum o que você é... — Ele apertou meu braço. — Vamos responda. — Ele gritou.

– Aaron, não me faça fazer nada contra você. — Falei. — Ele continuava a me segurar. — Você pode ate não fazer nada contra ele, mas eu não prometo nada. — 'Plafst' foi o som surdo que o soco de Fábricio emitiu a partir do encontro com o rosto de Aaron. Enquanto eu corria, entrei em casa e por milagre não havia pessoas bêbadas jogadas pelo chão, nem garrafas de bebida ou havia tido um incêndio, May estava de pé, mamãe e papai estavam em casa. Então subi correndo pro meu quarto, peguei minha mochila vermelha com azul e coloquei dois moletons e uma camisa e um par de sapatos de caminhada, corri no banheiro tomei um banho pra tirar a noite mal passada, peguei um dos carregadores portáteis e um de tomada. Peguei algumas cuecas e acessórios do tipo pasta de dentes e acho que meu colar de ametista, não sei bem o que irei enfrentar, já que o único detalhe que me passaram é Ohio, bem isso ajudou 'Muiiiiitisssssimo" So que nunca, mas quem está na chuva não pode reclamar, apenas aproveitar banho.... — Mammys e May, vou sair não sei quando volto. — Gritei. — Volta pro jantar? Se não voltar tiro seu prato da mesa. — Foi a única coisa que minha mãe falou, sei que ela me ama e que se eu não voltar hoje ela vai enlouquecer. Peguei meu fone Bluetooth, o de caminhada, o azul tecno e as baterias do bluetooth, então peguei minha carteira e meu exemplar de As Crônicas de Nárnia que escondia dinheiro reserva, tinha mais ou menos umas seiscentas pratas, então simplesmente sai correndo, peguei meu casaco e vesti, quando sai na rua nem sinal de Fábricio ou de Aaron, então fui pro ponto de ônibus, quando menos espero um carro para lá na frente, todos em New York sabe que não se pode parar de carro no ponto de ônibus, então quando me apróximo do vidro, ele se abre mostrando Fábricio. — Onde esta indo? — Perguntou. — Eu deveria ter desconfiado que aquele Mercedes era dele, o sorriso bonito, a blusa azul social que ele vestia, mais do que tudo parecia um deus grego, lindo por natureza. — Não estou indo dar uma volta no centro, ou comer na frente da Tiffany and Co. — Ele sorriu. — Claro por que fazer isso é tipo super velho, as crianças gays de outros estados vinham pra New York fazer isso... — Ele sorriu. — Mas não posso aceitar a carona, vai embora, saia do frio. — Então o meu ônibus que me levaria pro terminal rodoviário passou e não parou no ponto por causa do carro. — Não acredito nisso, já estou atrasado e você ainda tenta ferrar mais com minha vida? — Ele sorriu. — Ferrar como? Salvando você do troglodita que estava segurando seu braço? Querendo levar você onde diabos você quiser ir? — Acho que isso não é querer ferrar, mas sim ajudar.... — Eu sorri de maneira irônica.

– Quer saber, tudo bem, desisto vou entrar nesse carro com você, quero que se foda, me leve para o terminal Green Park. — Ele olhou pra mim e me encarou. — Não estava falando sobre o terminal, sei que quando viu a mensagem se apavorou, sei que ela é da mulher com nome de constelação, sei que está indo a Ohio, então fiz minhas malas e estamos prontos para partir. — Eu sorri e bati a mão na cara. — Okay, mas quando chegar em Ohio, você vai me deixar em paz okay? — Ele sorriu. — Sei que em sua mente você quer que eu o acompanhe para sempre, sei que gosta de mim. — Ele falar isso foi como um soco no estômago, tem um lado bom, sim tem um lado ótimo, quer dizer que ele ode corresponder ao sentento que tinha por ele a anos atrás... — Bem, somos vizinhos, você é um pouco mais velho que eu, conheço seus pais, sua empresa, sei tudo sobre você, senhor Harvard, Yale, viveu em sonhos, realidades, tudo de bom... — Ele sorriu. — Enquanto eu colava meu rosto no vidro, vi alguém com uma juba vermelha e uma roupa dourada. — Parece que te conheço a tanto tempo, mas não aqui, em outro lugar, quase o mesmo cenário, dias cinzas de chuva, lençóis que não cobriam quase nada.... — Então ele parou. — Tudo bem, acho que agora vou ouvir música, essa situação me deixou mais do que assustado, mesmo eu sabendo que é verdade, já que tenho os mesmos flash, ele era muito mais bonito que agora, Cabelo preto, barba sempre por fazer, o bom gosto para restaurantes e música, a reforma no apartamento, nossas brigas por causa de um cara hippie, quando minha mãe conheceu ele, lembro das palavras de Sylvain sobre a maldição, a cara do meu pai quando mamãe revelou que eu era gay.... Queria tanto voltar para os anos 70, viver em uma casa onde todos, não só minha irmã sabiam sobre mim... — O que esta pensando? — Fábricio perguntou. — Nada. — Respondi. — Apenas pensando na vida... — Completei...

– A viajem ate os limites de New York foi normal, coloquei o fone, ele tirou, mexi no celular, ele me impediu, tentei responder a mensagem de May, mas foi em vão a tentativa, ele jogou meu celular no banco de trás, olhou pra mim e sorriu. Estávamos passando pela rodovia 55, em busca de Ohio ou mais conhecido como o filho bastardo do Michigan, então claro não faltava mais nada pra que eu pedisse pra me suicidar... Bem trancado num carro com um gato que me pediu em casamento na minha outra vida, deve ser um sonho... Ou pesadelo... — Vamos conversar? -Ele perguntou. — Sim vamos, não vou mais "tentar" fugir de você... — Falei. — Por que está indo pra Ohio? Deixando escola, trabalho, amigas e tudo mais? — Fábricio perguntou me olhando com aquela cara... — Bem, tenho de ajudar umas pessoas, uma é minha amiga e a outra é minha tia... — Ele ficou sério, nem me atrevi a falar nada mais, apenas olhar a expressão de Fábricio. — De repente ligando o rádio, você se solta... — Ele falou... — Ehhh quem sabe? — Quando ele ligou o radio, estava tocando Take Shelter do Years And Years, então comecei a entrar no ritmo da música, cantando, mexendo as mãos, por que me opor a Take Shelter é tipo comer comida estragada....

– Havia começado a anoitecer estávamos a quase cinco horas viajando e meus deuses não aguento mais ouvir música, estou cantando " Hagging Three a tipo uma hora, estou ficando mais louco que Hiress por que sem querer me gabar, já sou inteligente como o Beetee... Sim ainda estamos em New York e sim ainda estamos vivos, estou com fome, mas falar isso agora esta fora de questão. — Esta com fome? — Ele perguntou. — Não muita, antes de ser sequestrado eu fui a um Mc Donalds... — Ele me olhou. — Mas o máximo que aquele idiota deve ter te dado foi uma batata, estou ouvindo os roncos do seu estômago, Robert não minta pra mim, sei que está com fome, vamos parar em um desses Restaurantes da Rodovia, espero que não sejamos sequestrados pelos caras do Massacres dos filmes de terror... — Ele começou a rir... Então conclui, se minhas piadas eram ruins, as de Fábricio eram o dobro das minhas... — Tudo bem, estou com fome, pare em um Mc Donalds que tem ao lado de um posto de gasolina vermelho, lá não tem perigo de sermos sequestrados...

O Mc Donald's estava vazio, e olha que eu comia nele a muito tempo, desde que comecouba tradição de voltar a Flórida pra passar as férias ou o natal de papai lá, reuníamos toda a família ate mesmo Tia Yrrie que era tipo quem mamãe mais odiava no mundo, olha que ela apresentou meus pais um ao outro foi em uma das festas de Crystal Bay, a festa do dia das abóboras, era um evento milenar que foi criado por Greta Horvan a bruxa mais velha e Stalkeada da cidade, ela pelas contas das pessoas surgiu muito depois dos dinossauros, sobreviveu enquanto se prostituía a demônios, magos e espíritos da floresta, foi uma aprendiz de Pã o deus dos Perdidos, mas voltando aqui, Fábricio pediu um Big Chiken e eu claro um Mc Fish e um Milk Shake de Morango, enquanto Fábricio pedia mais coisas eu apenas olhava o display do meu telefone, já eram quase oito horas da noite, o por do sol havia sido incrível, mas estar preso em um carro com um cara que você ama não é assim tão fácil, conclui isso, horas depois de fazer tudo pra não enlouquecer. Fazer Fábricio calar a boca é impossível, mas ficar com ele no silêncio é ainda mais ruim... — Depois de sair do Mc Donald's peguei meu fone e ouvi Marina, Happy era a única música que era minha salvação de não pegar minha mochila e sair pedindo carona na rodovia...

– Agora vamos para um hotel, dormir um pouco, amanha chegaremos em Ohio. — Ele mexeu os lábios e eu como um bom leitor consegui entender, também estava tocando Stay High no meu fone, e pra músicas assim elel é meio baixo, porque ele realça a voz de quem canta, e vamos falar a verdade, a voz da Tove é doce, irresistível e maravilhosa, sem igual ou pra alguém conseguir explicar...

– Chegamos no Silence Of Hills Hotel, era um hotel bem grand no meio da rodovia, era um desses lugares onde se começam uma lua de mel, tinha piscina e tudo mais, bem legal, ainda mais por que o letreiro era simples para um hotel de luxo, entrando na recepção uma mulher loira com um penteado Sra. Monroe estava lá sentada mexendo em um celular, olhando de longe posso ate apostar que é um Galaxy S5. — Olá, boa noite. — Ela falou sorrindo. — Boa Noite, Zoey. — Tentei ler seu crachá. — E vocês quem são? — Ela perguntou. — Sou Robert é esse daqui e hummmm.... — pensei por alguns instantes e Fábricio fez o favor ( Só que nunca) de ficar calado esperando que eu fala-se seu nome para a Zoey. — Esse é Fábricio, meu ex namorado que está me levando a Ohio. — Tadinha, mesmo tentando não fazer isso deixei ela confusa. — Melhor você ficar sem entender Zoey. — Disse Fábricio. — Ela sorriu. — Queremos um quarto com duas camas. — Falei. — Ela sorriu. — Não, não, não, queremos um quarto com uma cama de casal, então ela mexeu no velho Mac que tinha na frente dela, pegou alguns dados de Fábricio e meus, sai sem documentos de casa, mas ela entendeu, ainda mais quando contei sobre minhas amigas perdidas na cidade. — Depois de conversar muito com ela e das milhares piadas ruins de Fábricio. — Nossa que noite meio aguada... — Falei esperando uma resposta, mas pelo jeito iria ficar esperando mesmo... Apenas esperando... — Noite boa ora ficarmos juntos não? — Sim, sim. — Concordei meio ficando vermelho...

– Depois de alguns minutos, ele saiu do banheiro, mas a visão de agora não era igual a de 1978, e isso me incomoda, mas acho que a pior parte é saber que ele é realmente ele, meu branquelo meio magro e sarado, com barba por fazer, moletons e meio hippie do cabelo que fora recém cortado e cheirava a Alfazema, hoje em dia se tornou um cara malhado, administrador de empresas, cabelo curto, olhos azuis meio verdes, ainda com moletons, mas perdeu o jeitão hippie e cheira a testosterona e perfume de malte.

– Queria poder sair correndo e gravar um vídeo cantando "Forget" by Marina, mas não podia, além do mais tem algo em mim que quer ficar aqui e transar com Fábricio, assim como era antigamente, ao som de Nancy Sinatra ou Nina Simone, mas não sei se com um iPod seria igual as vitrolas, se teria o mesmo barulho quando mudar de faixa, a pausa de fim do lado 'A' não sei, talvez Marina seja a nova Nina e Lana a Nova Nancy, mas acho que seria meio estranho, fazer sexo ao som de Gods And Monsters e depois ir para algo meio Summertime Sadness Remix by Cedric Gervais, iria ser estranho, sair de uma acústica bela e detonar em êxtase ouvindo Ultraviolence... Seria ainda mais engraçado e estranho fazer sexo ao som de Sia, imagine ouvir "Clap Your Hands ou Girl Lost To Cocaine" iria ser genial como um filme do David Lynch... Ele saiu do banheiro de toalha, nada mais, estou ficando meio "Alto" mas como esconder isso em um quarto com apenas uma pessoa... Meus deuses eu iria ficar mais louco que Peeta com veneno de teleguiadas no cérebro. — Não tinha como não encarar a toalha ou o homem que a segurava, meus deuses, estou fascinado, ele é perfeito, tem as mesmas manchinhas meio marrons na pele, ele é lindo, como um cara desse me quer? Como? Aaron eu entendo, ele e lindo, mas ele ama pessoas inteligentes, sou nerd, mas Fábricio não é assim. Ele é lindo, rico, inteligente, administrador de empresa, porque ele iria querer uma pessoa assim como eu? Pobre, estranho, medroso, tudo que se pode ter de defeitos eu tenho... Mas fazer o que? — Bem agora eu vou tomar banho. — Ele sorriu. — Por que não veio tomar comigo? — Porquê, relembrar o passado é ruim, assim como relembrar que Lea e eu derramamos uma panela de Leite quando eramos pequenos, como Mariabe e eu brigamos, como Jully se tornou minha avô invez de Aphodis, eu amava aquela velha, ela era uma das melhores pessoas da terra... — Ele ficou meio dem entender nada, acho que ele tem apenas as lembranças de nos dois, nada mais nem menos, então é mais fácil ficar calado enquanto ele me encara. — Não entendi meia palavra desses 20 kilos que você falou. — Eu o encarei. — Pare de ser emocional. — Pensei. — Não foi nada, foi um devaneio. — Peguei uma das duas toalhas azuis que coloquei dentro da mochila, peguei meu celular e fui para o banheiro, quando estou fechando a porta meu telefone começa a tocar "Take On Me" era Pâmela. Esse é o toque específico dela. — Oi Pam. — Falei. — Oi Vinhado, onde você esta? Liguei mais de mil vezes pra você e fui na sua casa e nada.... Como se você tivesse sumido do mapa. — Ai Migas longa história, mas depois de amanhã estou voltando pra casa e conto tudo. — Ela deu risada. — Voltando pra casa? Vinhado onde você esta?

– O silêncio tomou conta do telefone. — Estou perto de Ohio, tive de vir ajudar uma velha amig... — A respiração de Pamela era estranha, ela deve estar resfriada. — Mas vinhado, atenda o telefone, sua mãe sabe? — Sabe Miggs da Igg'z eu avisei que passaria três dias longe de casa, mas volto logo. — Desliguei o telefone depois de quase quarenta minutos, entrei no chuveiro e tomei banho, já sai de lá vestido, segurando minha mochila e meu telefone.

– Fábricio estava deitado com o iPhone 6 na mão. — Nossa Robert, nunca vi você com essas roupas. — Ele estava olhando pro meu pijama? — Sim estava, meu pijama é a coisa mais linda do mundo, um shorts curto, regata e minha pantufa que Papai comprou quando fomos na Disney. — Deitei e fiquei olhando o nada, desejando aquele homem, por fim adormecido sentindo braços e pernas me abraçando...