All Things Go...

48 Oh My God, I'm Feeling so Sad.


Notas iniciais
Born To Die Paradise

Depois de uma longa conversa, consegui entender que Sylvain achava que Fábricio era seu ex namorado, maior amor e irmão, mas se Fábricio fosse alguém mais que ele mesmo, eu teria sentido antes, Órion teria sentido quando ele foi me pedir em casamento lá na loja, estou de volta ao nosso mundo, na varada do hotel pra ser mais exato, não consigo pensar que meu Sr. Styles que está deitado lá na cama seja o irmão de Sylvain, não pode ser, será que vou conseguir voltar lá dentro, minha Santa Taylor Swift Help me Now, please. — Algo em mim queria ficar bem longe do quarto, imagine se tudo que Sylvain contou for verdade, meus deuses, eu e o irmão dele, mas sinto que a energia dele não é igual a de Adrine, ainda mais quando conheci ela, tudo nela cheira a algodão doce e mel, em Fábricio cheira a almíscar, Sândalo e alfazema, ela tem olhos mel amarelados, ele tem olhos azuis esverdeados. — Senti meus pés formigarem, o frio havia me dado mais um soco, eu cansei de apanhar e agora Girei e consegui entrar dentro do quarto, meu incrível e lindo estava mais que esparramado, os lençóis que cobriam ele, já não cobriam tanto, ele estava meio nu e meio vestido pelos lençóis, cheguei ao canto da cama e olhei ele ali, meus deuses, costas largas e bem definidas, não tinha como não achar aquele homem sensual e enlouquecedor. — Robert, onde você está? — Ouvi me chamarem. — Quem é? — Tentei não berrar com a voz. — Sou eu Órion, estou precisando de sua ajuda urgente, estou presa em um show de horrores, quase morrendo de fome e sede, Richard está delirando e chamando uns nomes estranhos, chamou por Franklin, a noite toda, as criaturas estão quase nos matando. — Calma Órion, amanhã estou chegando aí, não posso sair agora, não posso abandonar o Fábricio, ele está aqui comigo. — Órion ficou em silêncio, ela não sabia o que dizer pelo jeito. — Tudo bem Robert, nos esperamos por você, mas muito cuidado, Madame Primm é uma sociopata de primeira, ela ganha de você e de mim. — Parei de falar com Órion, mas continuei a pensar e olhar Fábricio, ele reputava calmo, quando ele virou, sentido que eu estava ferrado, ele passou a mão do meu lado e ergueu a cabeça, havia acordado. — Robert, o que você está fazendo aí de pé? — Ele perguntou. — Estava observando você aí, dormindo tão tranqüilo, lindo. — Respondi. — Venha Aqui. — Ele estava sentado, sentei ao lado dele e olhei fundo dentro de seus olhos. — Ele colocou a mão em meu pescoço e pela primeira vez em muito tempo eu aceitei o beijo dele... — Não consigo descrever a sensação, mas era densa, molhada e quente como noites em Havana, ao som de Irene Cara. — Eu sorri quando ele me soltou, era como se Foxes fizesse um feat com Giorgio Moronder e a música fosse bem Giorgio, almiscada de anos 80 e uma tecno-batida de deixar David Guetta surdo, não ache que eu xinguei o "Big D" amo os dois e sou da época que Giorgio fazia seu mix com músicas da Irene, Shirley e Glória, ele foi parte da revolução dos anos 60/70. — Robert? — Olhei pra ele e Fábricio me olhava de um modo estranho. — Quando começo a falar com você, você age de uma maneira estranha, fica parado pensando em algo que nem mesmo o melhor adivinho saberia, o olhar fica vazio, nulo. — Desculpa Fabrício. — Ele sorriu. — Eu as vezes lembro de coisas boas que passaram. — Tipo eu e você no meu antigo apartamento? Nosso noivado? Nossa primeira vez? Nossas inúmeras vezes dentro do carro? A vez no lago em Illinois? Nossas noites em danceterias, depois motel? Quando fizemos um menage com Liam? Robert, eu te amava tanto naquela época que chegava a doer, hoje eu te amo tanto que posso puxar meu coração e te entregar.... — Meu telefone, começou a tocar Hunger do Of The Monsters And Man, foi perfeito, como se essa música definisse tudo, minhas lágrimas correram pelo meu rosto, mas nessa hora eu sabia tanto quanto no dia que conheci minhas amigas que eu estava... vivo. — Shiiii, não chore, Robert, eu sei o quanto eu sofri quando te perdi, minha mente está aberta pra que eu possa dizer isso, agora olhe seu celular. — Era May, além de que o celular estava avisando que estava sem bateria. — Rob? — ouvi a voz de May quando atendi. — Oi irmã, tudo bem aí? — Perguntei animado. — Não seu viado, eu e as meninas estamos indo atrás de você, vamos perder, Escola, trabalho e tudo mais, mas agora me responda, onde você tá? — Estou em um hotel no meio da rodovia 337, estou com Fabrício. — No meio do silêncio da noite, Fabrício veio e sentou no lado da poltrona onde eu estava. — Que Fabrício? Nosso vizinho lindo? — May perguntou. — Não Mayane, meu Fabrício, o mesmo homem de 1978, o mesmo que me amava, que me ama, o cara do carro preto, o mesmo que comprou seu maiô. — Sussurrei algumas coisas no meio das palavras, um feitiço de abertura, May precisava que a mente dela fosse aberta. — Meus santos Robert, mentira? Fabri? Sério Robert não acredito que você reencontrou ele, depois de tanto tempo, meu irmão, mas você está indo salvar Órion mesmo? — Ela perguntou tantas coisas que meu cérebro havia se tornado uma geleca de miolos. — Sim, Vocês vão vir atrás de mim? — Perguntei. — Simplesmente Sim, você sabe que as meninas e eu não deixamos você sozinho, nunca, mesmo que seja lutando contra você mesmo. — May você está falando com Robert? — Ouvi uma voz bem mais velha e meio encorpada, sei quem estava falando. — May é tia Prya? — perguntei. — Sim Rob, desligue o telefone, Rápido... — Desliguei o telefone e coloquei ele no modo avião, não poderia levar uma bronca agora, não agora, não posso deixar que ela saiba de Órion, mas pensando bem, ela já deve ter lido a mente de May. — Era sua irmã? — Fabrício perguntou, ele bateu com a mão no colo, e eu entendi o gesto, ele queria que eu sentasse no colo dele, então sorri, uma pequena malícia se juntou em meu olhar e sorriso. — Meu menino, quantas saudades de sentir você, de passar minha mão em teus cabelos, se bem que eles estão mais curtos, mas tudo bem... — ele falou e eu sorri. — Também senti tanta saudades de você, quando minha memória voltou, os sonhos que eu tinha de nós dois, quando em um deles eu soube que você era meu vizinho, foi estranho, porque nessa vida, eu vi você se tornando um homem, você mudou tanto, não acredito mesmo. — Ele sorriu. — Eu também não acredito meu menino, mas tenho sorte que seja você, meu menino, além disso desde que você começou a crescer eu quero voce pra mim. — Eu sorri. — Eram entre Duas e três da manhã em Darya o tempo corria de uma maneira estranha, bem diferente do nosso mundo, lá os segundos não existem, apenas horas se passam, mas mesmo assim, o tempo só corre pra você se passar mais de um ano segundo Sylvain, assim eles começam a correr, correm como o vento no meio do bambuzal. — Vamos dormir amor. — Falei pra Fabrício. — Agora não, antes vamos fazer uma coisa que estou querendo a tanto tempo....