All Things Go...
15 Now If We're Talking Body.
Notas iniciais
– Olá Fabrício caso meu péssimo filho não tenha lhe contado eu sou a mãe dele, Elza Startrink Abraham Williams. — Sim mamãe não usava o Solarium pra tudo, apenas usava o Abraham pra fingir ser "normal" — Não senhora Robert falou muito sobre a Senhorita, o quanto é jovem e também sobre como cozinha bem. — Fabrício estava ficando vermelho. — Não quer entrar e tomar um café? Uma água? — Mamãe estava com um daqueles vestidos roxo ameixa bem simples e cobrindo mais da metade da perna. — Não quero nada, mas talvez um copo de água cairia bem. — Mamãe iria o obrigar a conhecer a casa inteira, falaria de May e das minhas irmãs adotivas e essas coisas meio inúteis, ora minha sorte o carro de papai não estava na frente da calçada, então presumi que ele ainda estava na casa da minha tia. — Então Fabrício quantos anos você tem? — Minha mãe era uma ótima pessoa, porém a curiosidade dela era enorme. — Tenho 23, mas já tenho responsabilidade de uma pessoa mais velha, sou pensado. — Mamãe perguntou apenas pra matar a curiosidade já que meu pai era bem mais velho que ela, além do mais o marido de Johanna era oito anos mais velha que ela e o casamento aconteceu quando ela tinha 16 anos, não foi um casamento arranjador, mas Johanna fez isso pra mostrar aos meus pais que se eles não a deixasse ir a Paris, ela iria sair de casa de qual quer forma, bem Jonathan era um cu de pessoa, além do mais era feio. — Que bom que você tem responsabilidades, por que Robert foge delas, você quer ver o quarto dele? — Meus deuses mamãe iria mostrar a bagunça enorme que era meu quarto, com discos do ABBA, A-Ha e outros jogados, meus pôsteres do Prince, Greta Garbo, Billy Ocean e os outros lixos que eu colecionava. — Quero sim Senhora Williams. — Ele não sabia, mas mamãe odeia ser chamada de senhora. — Pode me chamar de Elsa ou Elza, mas não me chame de senhora, não sou tao velha assim, acho que tenho até a mesma idade que você.- Ele sorriu e ficou mais vermelho ainda. — Era o primeiro namorado meu que mamãe conhece, bem até agora nada de mais foi falado a não ser sobre o meu quarto wie foi meio constrangedor, estávamos na sala de estar, e mamãe estava levando a gente para meu quarto. — Não se assuste quando eu abrir a porta, Ele esta até que arrumado, já encontrei até mesmo um ninho de najas indianas no quarto do Robert. — Fabrício sorriu. — Quando minha mãe abriu a porta, tudo estava mais ou menos arrumado, pois arrumei ontem a noite, queria ficar sozinho e não tinha nada pra fazer, minha mente estava muito agitada pra ler, então arrumei meu quarto. — Sabia que não estaria bagunçado. — Fábricio sorriu. — Mamãe estava meio atônita, fazia três meses que eu não arrumava meu quarto e agora ele estava limpinho, ainda meio bagunçado, mas melhor que antes. — Depois de conhecer a casa toda e de conversar muita besteira com a May, sentamos na sala, mamãe e May no sofá grande e Fabrício e eu na poltrona pequena do meu pai. — Ouvi dizer que vocês vão pra Flórida passar férias, é isso mesmo May? — Ele perguntou pra May, mas olhando nos olhos da minha mãe. — Sim faz muito tempo que vimos a vovó então resolvemos ir de sopetão, arrumamos as malas e vamos hoje mesmo as Sete da noite. — Ele não conseguiu falar nada, apenas engoliu as palavras com um copo de água. — Eles vão pra casa da minha mãe, nós morávamos lá, mas eu e meu marido nós mudamos pra cá e não voltamos mais lá, não entenda mal, sempre vamos visitar minha mãe nos feriados, mas não pra morar. — Mamãe mal terminou de falar e já veio May com as perguntas doidas e hediondas dela. — Fabrício, como você e o Robert se conheceram? — Foi numa suruba temática de animais, eu estava dando a oito homens de uma vez enquanto três deles me fodiam e o resto fazia um First Fuckin' — Pensei em dizer, mas mamãe iria pensar que era verdade. — Foi na esquina da sétima com a Broadway? — Pensei que ele nunca esqueceria, mas pelo visto ele esta falando do nosso primeiro encontro, quando comemos Cookies com chantilly.
– Nos esbarramos dentro de uma doceria e conversamos. — Continuei. — Minha mãe não poderia nem mesmo desconfiar que eu estava bêbado quando conheci Fabrício, ainda mais com meus amigos. — Ele pediu Cookies com Chantilly e um café bem doido que ia pedaços de morango em calda, chocolate e outras coisas. — May sabia que eu amava o Crazy Cappuccino apenas por poder montar uma taça com tudo que eu quisesse e mesmo assim ainda iria ficar gostoso. — Vocês foram ao Assados e Grelhados no primeiro encontro depois que se conheceram? — Mamãe perguntou. — Sim. — Fabrício respondeu sem medo. — Robert acho que temos de sair, preciso comprar um maiô, o meu está muito apertado. — May sabia que a única forma de fugir dali era convencer ou mamãe ou Fabrício a sair. — Eu posso levar vocês até a loja. — Fabrício falou, para nossa sorte, ele cedeu, mas também deve estar quase enforcando a mamãe com a barra do vestido dela. — Então... Elza se você não se importar, vou levar eles para escolher o maiô. — Mamãe tentou não rir ao me imaginar de maiô. — Desculpa Fabrício, mas tenho que te corrigir, você vai comprar o maiô junto com a May, Robert não usa maiô, e a segunda coisa é que eles não tem dinheiro pra comprar nada. — Ele olhou pra minha mãe e sorriu de um modo que dizia " Falsa modéstia a minha" — Não precisa, vai ser o meu presente de "Boas Férias" pra ela. — Ele continuava sentado, até que eu tomei atitude e levantei do braço da poltrona. — Então vamos, pois papai deve estar voltando e nosso ônibus sai as sete. — Ele levantou e mamãe o abraçou. — Obrigado, parabéns você passou no teste, não é um babaca e pelo jeito gosta mesmo do meu filho. — What The Hell is doing? — mamãe gostou do Fábricio? — É Robert, eu gostei dele, isso é problema? Ou não é permitido? — Mamãe e sua arrogância era tão estranho, ela mal conheceu o cara. — Mas, mas. — Mamãe sorriu levantou, arrumou o vestido. — Nem mas nem meio mais, nem outras palavras variantes. Obrigado. — Minha mãe estava realmente um amorzinho hoje. — Tudo bem, vamos indo então mãe. — May falou. — Saímos porta a fora e May entrou no banco de trás do carro assim que Fábricio abriu as portas. — Voltem logo, o pai de vocês vai chegar a qualquer minuto. — mamãe gritou da janela.
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