All Things Go...
6 Goiabas são as Novas maças.... part 2,3
Notas iniciais
– O nome dela é Tori e ela e a dona da loja. Agora o que me trás aqui é um fato pequeno e simples, precisava de um emprego, Tori de um funcionário então reuni isso com o meu sangue e bum, estava contratado. — Tori sorria e deu a não como forma de respeito a Fabrício que fingiu não ver nada. — Sangue? Como assim? Você e bruxo, feiticeiro ou essas tralhas assim? — Fabrico usou o mecanismo de defesa dele, sempre que a palavra "Tralha" estava no ar ou ligada a alguma palavra isso queria dizer "Sou meio ignorante e tenho medo de coisas novas." — Robert não responda nada para esse troglodita e vá ao estoque e traga aqueles tabuleiros Ouija para a frente e organize e classifique eles por preço, preciso disso agora. — Quando girei meu sapato emitiu um estalo seguido de um chiado e depois eu sumi em direção ao estoque e nem imaginei dar de cara com Órion que estava ouvindo toda a conversa.
– Para sua sorte Tori chegou na hora que você ia revelar tudo. — Órion me olhava de um modo ainda mais intimidante, mas as vezes temos de reconhecer um erro. — Mas se talvez ele soubesse de tudo os lados dessa coisa mudassem, mas... — Órion estava ficando ainda mais nervosa. — Não tem mas, nem meio mais, nem mesmo dã. — Ouvi sons de passos vindos da frente da loja em direção ao estoque, e quando adentrou a luz percebi que era Tori, andando com o livro de contabilidade e uma folha de papel amarelo na mão. — Ele já foi embora? — Perguntei. — Tori moveu a cabeça em sinal negativo. — Ele ainda esta lá fora e pediu para entregar esse pedaço de papel. — O papel meio amassado estava rabiscado com tinta preta com toda certeza de uma das canetas esferográficas que Fabrício amava. — Além disso falou que só sai daqui depois de falar com você e quer que você leia o bilhete que lhe escreveu. — Tori e Órion se olhavam entre sí. — Acho melhor você não ir Rob, isso esta me cheirando a armação das grandes. — Tori concordou. — Mas se eu não for ele vai ficar aqui a tarde toda e logo mais eu tenho de sair para procurar uma senhora numa dessas lojas antigas que podem ter livros velhos sobre encantos de cem anos atrás. — Então vá logo lá na frente e mande ele ir embora. — Tori disse toda nervosa. — Tudo bem eu já volto para falarmos da contabilidade da loja e lógico falar sobre Tabuleiros Ouija.
– Tori sorriu e eu segui corredor a frente. — Tori falou que você só iria sair daqui assim que falasse comigo, pois bem eu estou aqui agora e só falar. — Ele baixou aqueles olhos verdes e cansados sobre mim e apenas me observou como se nada tivesse acontecido e estivessemos apenas eu e ele em um grande enorme vazio. — Bem quero sair com você hoje a noite, Precisamos conversar. — A mão repousou sobre minha têmpora e tudo que ele fez foi me olhar. — Por favor Fabrício tire a mao de mim e apenas ouça. — Ele não fez o que eu disse ao invés disso ele continuou me olhando. — Eu sei que eu te amo, sei mais ainda que tudo que fiz até agora foi apenas por querer te amar e ter você perto de mim, mas dessa vez já chega eu não vou mais aguentar nada vindo de você. — Já te amei demais e agora esta na hora de me amar um pouco. — Ele simplesmente sorriu e piscou os olhos como se o que eu houvesse falado fosse algo sem importância. — Eu sei que tudo foi um erro, mas talvez eu queira me desculpar, mas você não esta ajudando em nada, então eu iria agradecer se você deixasse de ser teimoso e me ouvisse. — Ele estava realmente certo, quando eu não quero mais falar com alguém começo a fingir que a pessoa nunca existiu e eu comecei a fazer isso com Fabrício, não por maldade minha, mas talvez pela maldade dele mesmo com relação a nós. — Tudo bem eu vou, mas com duas condições, aliás não são condições e sim regras, não quero mais seus beijos e a segunda é que não quero mais que se trate ao que tivemos como nós, éramos algo que hoje se tornou um nada bem grande e vazio. Acabou i'ts Over, The End, Finalle, fim entendeu?
– Ele apenas oscilou com o olhar meio que me atirando dentro de um poço que era aquele olhar, tão lindo como um céu estrelado ou como uma sereia nadando no mar de águas azuis clara. — Tudo bem vou respeitar suas vontades, mas vou dizer que quero que leia o papel depois que eu sair daqui, além do que eu precisão de um livro que o escritor vende cópias apenas para essa loja e o nome dele e Gogh, Vadiuviun, bem acho que é esse o nome. — Vadiviun Gogh? Venha me siga e eu lhe levo onde os livros dele estão e somos os únicos que tem os livros por que ele é um amigo de Tori e da avó dela. — Ele seguiu fielmente meus passos e minhas sandálias de couro faziam barulho no velho piso de madeira da loja. — Você esta bem diferente Rob o que aconteceu com você nesses quatro dias? — Fabrício estava novamente percebendo as boas mudanças que Tori e Órion conseguiram fazer. — Bem meu espirito Hippie se elevou e eu consegui mudar minha forma de pensar no mundo, então peguei minhas sandálias de couro do armário e fiz o que deveria ter feito a muito tempo, isso se chama liberdade pessoal, além de ter um carma bem certo. — Ele deve ter achado bem estranho a minha nova forma de pensar e de agir, sandálias de Couro e tudo mais, mas quer saber não ligo. — Nossa você conseguiu mudar tão rápido, quatro dias para uma mudança tão grande e estamos juntos a quase um ano e você não teve coragem de contar aos seus pais. — Fabrício elevou o tom de voz e bufava como um touro. — Bem eu consertei isso também, meus pais sabem que eu sou gay e sabem sobre você, está vendo como quatro dias sem você mudaram minha vida? — Fabrício deixou que o sorriso que havia em seu rosto fosse murchando aos poucos e segundos depois não restava nem mesmo um farelo de sorriso. — Aqui estão todas as Obras de Vadiviun Gogh, agora pode procurar o que você quiser e vir até a registradora. — Sai andando e ouvindo apenas o som das minhas sandálias de Couro batendo no piso, nem mesmo as meninas no estoque faziam um minimo ruído que fosse.
– Cinco minutos depois lá estava Fábrico com alguns livros e dois amuletos que eram feitos de dentes de animais e pedaços de cordas de enterro, aquilo servia para trazer tudo que é considerado bom, mas o outro atraia energia do amor e da boa sorte. — Bem vou levar isso tudo aqui, bem pelo menos acho que isso e tudo, mas caso fique faltando algo eu irei voltar. — Ele sorria enquanto eu procurava o livro de registros e olhava as etiquetas de valores. — São cento e trinta e seis dólares e nove centavos, quer sacolas de plástico ou papel? — Ele tirava o dinheiro da carteira com cuidado enquanto eu separava três das maiores e fofas sacolas de papel que a loja tinha com os dizeres "Quer falar de magia? Livros ou apenas tomar um café? Venha aqui com a gente" — Obrigado e eu não posso dizer que você volte sempre, pois não quero que você volte aqui. — Falei olhando para as sacolas e as erguendo para Fabrício, quando guardei o dinheiro na registradora ele me ajudar olhou novamente, aqueles olhos tão conhecidos estavam indo embora... — Pelo menos você vai ler o bilhete e vai onde ele te disser? — Ele arrumava as sacolas nos braços. — Vou pensar, vou pensar bem. — Quando a sineta da porta tocou Tori veio correndo junto com Órion. — O que aconteceu? Anda conta tudo, precisamos saber de tudo. — Tori sorria, ela não odiava Fábricio pelo fato de que ele havia vindo até a loja e sim pelo fato de que ele havia sumido do nada e reaparecido de uma maneira mais estranha ainda... — Bem ele comprou algumas coisas e se foi e pediu para ler o bilhete e ir no local que esta escrito, além de falar que eu mudei muito em poucos dias. — Tori deu risada. — Se não fosse por nós você ainda estaria destroçado e ainda mais depois da gripe que pegou naquela chuva, não sei por que vocês saíram ao envés de ficar aqui dentro onde era seco e quente. — Órion e eu trocamos uns olhares meio sinistros de culpa, enquanto a loja ficava ainda mais silenciosa. — Bem Robert acho que devemos contar a ela, pelos mesmos motivos que devemos pedir a ajuda dela com isso de encarar um bruxo velho que tem traços da magia vudu que nem mesmo eu conheço. — O que vocês estão falando? — Tori perguntava, mas ela sabia que se não houvesse respostas de nossa parte ela iria busca-lás a força. — Tudo bem Tori não precisa se preocupar, são meus assuntos. — Órion pulou na minha frente e não me deixou sair dalí. — O nome dele é Sylvain Tori, segundo o que eu sei ele deve ter mais de cem anos e é um invertido, além de ser ex namorado do Fabrício e levou um pé na bunda depois que ele conheceu o Rob, além disso ele não gosta do Rob e conhece os Solarium, então chegando a uma conclusão meio lógica. — Tori saiu andando, e pegou a escada subindo na prateleira mais alta e empoeirada da loja e pegou um livro que estava quase se desfazendo. — Esse nome, o sobrenome de vocês e eu temos uma história juntos, não sei se ela e boa ou ruim, mas esse livro deve dizer tudo. — Peguei o livro e Tori desceu da escada, Órion estava boquiaberta era muita coisa para pensar em poucos minutos...
Fale com o autor