All Things Go...
50 Froot™ The Marina's Massacre.
Notas iniciais
– Estava eu fazendo jus a fama das bruxas, consegui construir uma vassoura com um galho bem digno, peguei um velho ninho de carcará e usei como palha, amarei tudo com o fio dental que estava no meu bolso e sai voando bem calmamente, percebi que onde as aberrações estavam guardando era apenas uma das entradas, o circo fica bem no meio do descampado de uma clareira, haviam várias tendas, jaulas com rodas além de caminhões e carros, velhos como a própria memória de um show de curiosidades ou horrores mesmo. Apenas duas coisas se passavam na minha cabeça agora, cantar froot e cantar froot com Órion e Tori, bem que eu tentei avisar, mas as pessoas não me ouvem, Orion limitou tudo nos poderes para não mostrar que era uma Solarium, Tori também, mas ela está mais acostumada em esconder quem ela é, depois de me jogar contra um eucalipto enorme que tinha, consegui, eu estava dentro do círculo dos monstros, agora era esperar e atacar, me preparei, usando cânticos celtas antigos, e me banhando do mais puro pensamento que eu poderia emitir naquela hora. — passaram exatamente uma hora desde que Fábricio saiu, a saudades do cheiro e dele ao meu lado estão me matando cada vez mais, então com toda minha ira, e ódio desci do Eucalipto e comecei a andar bem devagar, na grã de clareira, a alguns metros pra trás havia um braço de água, acho que os monstro o usam pra tomar banho e lavar suas roupas, quando eu estava indo haviam dois monstros voltando de lá, um correu pra me atacar, apenas ergui um dos meus dedos, e o mostrou levantou vôo, o outro correu mais e mais rápido, como se fosse um jogador de Rugby, a poucos centímetros antes de me atingir eu desapareci, evaporei e apareci atrás dele, pude ver as tatuagens no rosto, a face de um canibal africano. Um grande osso alargava ao máximo o nariz, quando o ataquei por trás, pude sentir e ver a mordida dele, ele tinha milhares de dentes, eles estavam no céu da boca, debaixo da língua, milhões de dentes, atingiram meu braço, quando consegui derrubar ele, eu já havia batido minha cabeça em uma das pedras, senti o sangue quente me sujar. — Finnytium. — Gritei, quando miolos da criatura jorraram encima de mim. — Quando levantei, tive de ir ao rio. — Chegando a margem, haviam duas pessoas, uma era uma mulher, mas a pele dela pareciam escamas de uma cobra, não tinha pelo algum, nem mesmo cabelos, — Quando coloquei a mão na água e do nada, fui atacado, minha visão estava embaralhada, suja, como se tivessem jogado terra em meus olhos, eu como um péssimo jogador de The Hunger Games™ não consegui mirar a pedra que eu tinha na mão, então eu estava imóvel no chão... — Então é por sua causa que Madame Primm está com medo? — Ela falou sibilando. — Sim, sua criatura asquerosa. — Ela riu, nunca pensei que cobras fossem capaz de rir, mas as gargalhadas dela eram altas e irritantes. — Sua naja do rio Nilo, sai de cima de mim agora. — Ela continuou a rir, minhas mãos estavam presas, eu me debatia, mas a única coisa que acontecia era que eu sangrava mais, mais e mais, minha cabeça dois, mei cérebro ardia como se estivesse sendo flambado com Vodka e Pimenta Chilenas. — Minha visão estava ficando mais e mais turva, como a água de um córrego quando agitada... Derrepente tudo ficou escuro e acabou...
– Acordei de vinte a trinta minutos depois, a mulher serpente estava caída do chão ao meu lado, estávamos ambos banhados de sangue, agora não sei dizer se era apenas o meu, mas estávamos ambos sujos, o salmão do vestido, estava um roxo meio vermelho nojento, estávamos com muitos litros de sangue grosso e coagulado, qualhado, sei que foi uma das cenas mais nojentas que eu já vi e a pior parte e que eu estou totalmente sujo e envolto em sangue. Credo em cruzes. Olhei o estado do resto da mulher, parecia que alguém havia aberto ela com uma faça, os estômagos estavam na areia, sangue por todo lado, veneno coagulado encima das pedras o rosto da mulher também estava altamente desfigurado. Achei melhor entrar no rio e me lavar, o sol estava escondido no meio de umas nuvens negras bem filha da mãe. — Quando tirei meus sapatos e entrei na água o gelo quase pareciam milhões de agulhas perfurando meu corpo, mas mesmo assim continuei andando até a água engolir todo meu corpo da cabeça aos pés, peguei um punhado de lama e me esfreguei desenfreadamente, tinha que tirar aquela catiça que estava em mim, pensei em materializar um sabonete e um shampoo, mas não estava na hora de um banho no riacho da casa da Vovó. — quando coloquei a cabeça fora da água, senti como se meu corpo fosse sendo desligado aos poucos, então nadei e corri para a ponta mais próxima do lago, mas eu estava bem longe do corpo morto da monstruosa criatura, fiquei apenas observando um homem, esse aparentemente normal, dois olhos, dois ouvidos apenas uma boca, na faixa dos 24 á 28 anos, ele olhou o cadáver, pegou no sangue e nas vísceras, colocou tudo dentro da mulher novamente, e começou a se despir bem devagar, tirou a camiseta, e ficou apenas com uma fina blusa branca, tirou a calça de linho marrom ficando apenas de ceroula, tirou a blusa fina, a ceroula e ficou nú em pelos, dava pra ver tudo, suas pernas, bunda e pau, ele parece uma pessoa que não acredita no poder da depilação. O órgão dele estava ficando cada vez mais ereto, ele esfregava o sangue nele mesmo, pegou uma parte do intestino dela e tirou de lá um punhado de fezes e se lambusou, a cena era pior que a de um Snuff da antiga Alemanha, onde nazistas obtiam prazer com prostitutas, merda, pregos, coleiras, arame farpado e mutilação. Ele segurou o órgão sexual dele e começou a fazer sexo com a mulher morta, ele se lambuzava de sangue e fezes... Era um nojo, aquela criatura se sentia tão viva, que nojo mais que absoluto daquela cena, tinha de tentar me secar o mais rápido possível, e sair dali, mas não podia deixar aquele cara ir até o circo. Juntei minhas pernas tão rentes que ela se tornaram um rabo, ali estava eu, uma criatura meio peixe, pulei na água e sai nadando como um foguete pelo espaço, quando, sai da água puxei ele pelo pé e segurei a cabeça dele embaixo da água, sentia o ar deixar os pulmões dele, senti o corpo dele ficar mais e mais frio, tão frio ao ponto de quase uma pedra de gelo, assim que soltei o corpo começou a boiar, quando soube que teria de dar um jeito nos dois corpos, e ainda teria de me vestir e ir pra tenda principal. — com um pouco de magia e muita autenticidade (SQN) eu transformei a mulher cobra em uma cobra mesmo, ela continuou morta, mas pelo menos em uma proporção menor. O homem dei uma nova vida pra ele, agora como um peixe que poderia nadar tranquilamente no lago. — Quando sai da água, estalei os dedos e Wham estava com uma roupa seca e nova em folha, calçei uma sandália meio indiana, ela e tão feita pra andar na lama quanto um jacaré para voar, mas mesmo assim, foi a única coisa que consegui materializar, Magnus Bane me ajudou bastante com essa área, mas ainda é meio confuso pra mim pensar coisas e fazer todas as moléculas ficarem nos lugares corretos, não era algo muuuito fácil ainda mais quando se tem um cérebro grande e muitas epifânias. Estava me sentindo uma ruína, mas seria pior que ter usado uma Weeds e me sentir Happy ou Sad por isso. Sei que eu estava Better Than That. Consegui materializar um arco e uma aljava, além de um iPod e consegui sincronizar todo meu iTunes, coloquei o fone, peguei o arco e a aljava e coloquei nas costas, estava aberta a temporada de caça as aberrações, iria ganhar muito gold, mais iria enfrentar savages e não poderia forget de salvar mais que apenas meus amigos, o mundo que eu conhecia também estava em perigo pois depois de acabar com Ohio, iria tentar conquistar mais alguns lugares, mas isso não iria ficar assim, alguém iria morrer ali, não seria eu nem ninguém dos meus... Estava me sentido o Slayther XXX um personagem maluco de 'Bad Blood', corri tão rápido quanto um ninja, pulava de galhos entre árvores, até chegar na clareira, as tendas espalhadas, esperando a oportunidade certa, empunhei o arco, peguei uma flecha, apontei para uma criatura tão pequena quanto um boneco, atirei e ela caiu no chão, alguns dos monstros presenciaram isso e saíram correndo, pulei em uma outra árvore e mais duas flechas foram lançadas, uma acertou um trailer e outra foi direto na orelha de um homem sem braços, desci da árvore e corri em direção a uma parte do acampamento onde haviam muitas jaulas, estava ouvindo Blue, meu estômago estava Can't Pin Me Down, mas mesmo assim tentei continuar, na minha mente frutas em bits voavam em um universo estrelado, estava a poucos metros de Órion, sentia isso, mesmo com a energia desse lugar quase me esmagando, como um asteróide caindo encima de uma formiga. — Continuei o massacre, mas agora a música era outra, era Promeses, Promessa do Burt Barachart uma das músicas de espetáculos antigos da Broadway que eu mais amava, posso dizer que eu especialmente coleciono lp's do Senhor Burt, Carole King e de Barbra Straissand, já cheguei a pagar 306 dólares em um leilão no EBay por um LP de Funny Girl que fui encontrado com o único autógrafo conhecido de Barbra depois de uma matinê e que ela cantou People sem os sons do fundo, foi mais emocionante do que encontrar canhotos de ingressos para 'katz' no meio da rua. Era realmente esplendoroso meu universo, estava destruído enqunto corria, quase cai dentro de um buraco que estava na minha frente. Mas consegui pular. Estava me sentido tão vivo quanto um caçador, o fio do meu arco estava pegando fogo, estava quente, mas mesmo assim ainda continuava atacando...
– Cheguei na área das jaulas. — Órion, Tori, Richard, Ben? — Gritei até o ponto que minha garganta começou a arder, nessa hora tirei um dos fones, enquanto o outro me deixava mais surdo com uma mistura de"Body Talk" e " Diamonds" da Foxes e Charli XCX. — Robert, estamos aqui. — Ouvi o grande grito esganiçado de Órion... — Órion? E você? — Gritei perguntando. — Não Robert, aqui é a Rainha da Inglaterra que veio te visitar. — Corri para uma jaula grande que com certeza era para prender elefantes, tinham muitas, mas nem uma do tamanho dessa, estava bem escuro lá dentro, então estalei os dedos com tanta força que eles acabaram pegando fogo, então pude ver meus amigos, Richard estava deitado no colo de Tori, Artche e Ben estavam num canto isolados, Órion estava assim como eles, descabelados, suja, acabada, destruída, um nível abaixo do poço. — Abra aqui Robertz, pelo amor dos deuses e do sol, trouxe algo pra comer? — Orion perguntou. — Entretando balancei a cabeça em negativa. — Não, tentei abrir a fechadura com magia, mas não consegui. — Ela enfeitiçou a jaula Rob. — Tori falou, peguei minha aljava e uma flecha, me afastei e atirei, mas não houve efeito algum, a flecha apenas arranhou, tentei aquecer o metal e derreter, mas o fogo estava se apagando sempre que chegava perto da cela. — Não temos chance, ela ainda tem muitos monstros, você está sozinho Robert, se prepare para uma emboscada ou algo pior. — Órion falou. — Na mesma hora a música que me dava mais força começou a tocar. Froot To Die, um baita remix de Marina e Lana, o vento começou a soprar ainda mais forte, mais e mais, uma batida meio ghost Town adentrava meu cérebro, as lembranças novas e velhas chacoalhavam na minha mente, muitas explodiam como pipocas. — Juntei tudo isso, além do meu ódio, raiva e loucura mais que absoluta e puxei as grades, que vieram na minha mão, a jaula estava aberta, abracei Órion que estava magra como um bambu, Tori não conseguia acordar Richard, e eu não conseguia abrir um portal para eles ali, mas sei o que eu podia fazer. — Obrigado Robert, não acredito que confiei naquelas bruxas sacadas, elas nos mandaram para uma armadilha isso sim. — Órion falou. — Eu devia saber disso, Ravenna me odeia mais que tudo, mas não desconfiava que Bruxas vadias seriam capazes de algo tão baixo. — Toquei em Órion e imaginei que eu a recarregava como uma espécie de tomada carregava uma bateria, vi ela brilhando e do nada, ela estava limpa, com outra roupa, cabelo curto em um corte channel lindo, estava igual a uma dominatrix. — Agora eu vou tirar todos nós daqui e matar aquela bruxa. — Órion falou enfurecida. — Não Órion, eu vim aqui pra isso, agora é minha vez, um círculo se formou ao nosso redor, monstros, animais exóticos e estranhos estavam prontos para nos atacar. — Venham pra cima de mim. — Gritou Órion, uma beata de dez flechas na mão, enquanto derrubava um leão de dentes de sabre, atirou uma flecha bem no olho da mulher barbada magra, mesmo assim ela continuou avançando pra cima de nós, estávamos presos e dentro da jaula ninguém tinha poderes. — peguei na mão de Órion e quando olhamos um dentro dos olhos do outro, sabíamos o que deveríamos fazer, era hora da monobra Rita Ora ' I Will Beber Let You Down' minha aljava estava louca, ora cada flecha lançada ela produzia mais dez, Órion recarregáva sua besta enquanto eu dava uma de Katniss Everdeen ao som de Rita Ora, quando a chuva de flechas recomeçou, só via monstros caindo no chão, a jaula se encheu de sangue como se fosse um rio, não sei se dava mais medo ou nojo. — Passinho Froot Órion. — Gritei. — Órion mecheu os braços e matou mais um homem que estava chegando perto de mim. — Vamos sair daqui agora. — Levantei minha mão e limpei minha mente totalmente, perdi tudo, desde minha visão até minha íris, segundo o que me contaram depois, meus olhos ficaram brancos, raios saíram e cruzaram tudo, ninguém sabe como, mas um portal foi aberto, eu empurrei todos e Órion junto, ficou apenas eu. Quando acordei, eu estava deitado na grama, o rosto sujo de lama, agora era a hora de visitar a tenda de Madame Primm, segui com uma flecha agarrada entre os dedos, pronta pra ser lançada, cheguei na tenda e abri uma das cortinas da frente, que me revelou mais que um quarto de luxo, uma cama enorme, muitos travesseiros, bancos com pés de ouro, uma mulher de cabelos dourados ao estilo Marilyn, sentada em uma grande cadeira, lixando as unhas enquanto uma pequena mulher pintava as unhas de seu pé. — Ora, ora, você não acha que está um pouco atrasado não? — ela perguntou de uma forma sarcástica. — Não, primeiro eu quis acabar com tudo o que você tinha, seus animais, suas aberrações, seu amante que enganava a mulher cobra, agora só resta você ou seja, acabou querida. — quando terminei de falar, apontei a flecha e foi diretamente na perna dela, enquanto a pequena mulher corria, eu fiquei esperando o sangue escorrer, mas não escorreu, ela acabou de levar uma flechada na perna, cadê o sangue? — Bem agora vou levantar, vamos nos enfrentar frente a frente, assim fica mais fácil pra mim e pra você. — Ela levantou e caminhou do modo mais normal do mundo. — Essa deve estar doendo muito em... — Afirmei. — O que esse palito de alumínio atochado em minha perna? — Ela falou e riu. — Que nada, isso nem cócegas fez, ela puxou a flecha de dentro da perna. — Você vai ficar me devendo uma meia nova, algodão e lãs naturais não são fáceis de se conseguir rapaz...
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