All Things Go...
36 74 is The New 24.
Notas iniciais
O dia estava começando e a noite acabava, ainda curtimos dois outros shows antes de sairmos pegando trens e ônibus sem rumos, as meninas haviam ido pra casa levar a Ana ou seja ficamos apenas Danny, Aaron e eu dividindo uma garrafa de Conhaque e Balas de Vodka que compramos na loja de bebidas de uma esquina ai, eu ainda estava no ritmo de Giorgio Moronder, mas infelizmente meu celular havia descarregado depois de milhares de fotos e gravar vídeos do Dan subindo nos andaimes e correndo feito uma criança birrenta, mas tudo foi maravilhoso, glorioso e espetacular. Não sei onde estamos, apenas sei que o ônibus parou na frente de um MC Donalds, e eu estou com fome, Danny passou mais da metade da viajem deitado no meu colo, Aaron não sintiu ciúmes, de maneira alternativa, ele mexia no cabelo de Danny e sorria pra mim. — Sempre pensei em nós dois assim, casados saindo de carro com nossos filhos de manhã cedo, você brigando por que não quer ir pra faculdade hoje e eu ouvindo Sia de manhã cedo com uma caneca térmica na mão, nós sorrindo quando tocar uma música antiga e iriamos cantar, sempre sonhei com isso, ainda mais depois que te conheci, depois que falou que gostava de crianças.... Me apaixonei ainda mais, mas não conseguia chegar perto de você, muitos ficantes e eu ficava meio perdido, mas não sei, acho que me encontrei em você ou talvez essa seja minha última chance... — Nao sei o que passava dentro de mim, era meio que um turbilhão de coisas dentro e fora de mim....
– Vamos entrar e comer. — Falei e Danny e Aaron vieram comigo, Aaron pegado em uma das minhas mãos e Danny na outra, eram o que? Meu marido e meu filho? Meus deuses, o segurança e as outras pessoas dentro e fora do restaurante nós olhavam, mas eu não estava nem ai, sou gay, trabalho e estudo moda, sou assim mesmo, pareço ter saido de uma revista. — Só acho que estamos no Mississippi. — Falei. — Não é não amor, estamos entre New York e Ohio, não sei como viemos parar aqui. — a Praça da frente do MC Donalds estava Ficando mais misteriosa e uma energia que vinha junto com o vento me dava arrepios. — Venha Rob, vamos entrar, eu estou com fome. — Aaron falou... — Vamos, amor, a energia aqui está ficando muito estranha, nojenta, suja... -Aaron sorriu. — Vem Baby. — Daniel estava dentro já na frente do balcão, bem na frente de um atendente que parece ser legal, mas estava com uma cara... — Bom dia... Kalli. — Falei tentando ler o Crachá dele. — Não muito bom. — Ele respondeu. — Nossa, por que menino? Olhe pode contar... — Eu falei, olhei no fundo dos olhos dele, aquele castanho escuro estava fosco, sem vida, aquele uniforme triste, meio sujo, era realmente a terra de deuses e monstros, eu achava que era um anjo, vivendo no jardim do mal, suja incógnita e como uma cantora falsa, apenas uma pessoa tinha o poder de me libertar...
– Olhando bem, antes mesmo de fazer o meu pedido, ele estava com uma lágrima escorrendo pelo canto do olho. — Venha falar comigo, agora... — Falei, ele ficou tímido então Aaron chamou o gerente e pediu para liberar Kalli, o gerente, um belo negro com um olho de vidro falou. — Bom Break. — Kalli saiu fora do balcão e veio comigo enquanto Aaron estava fazendo o pedido com Danny, eles me olharam e Aaron sabia o que eu queria Wrap é água, uma torta e mais água, eu não sou do tipo hippster que não come nada é alem disso é branquelo e meio chato com comida, pelo contrario, sou a pessoa mais de boas, como tudo que meu estomago aguentar... — Bem sente-se, fique a vontade e quer comer algo? — Ele balançou a cabeça em negativo. Mas acho que era mentira. — Me conte o motivo de suas lágrimas! — Ele limpou os olhos. — Tudo, nada, o mundo, as pessoas, meu gerente, meu coordenador, tudo. — Ele limpava as lagrimas com as mãos, não me descia pela garganta ver pessoas chorando e eu não poder fazer nada. — Esse era realmente um dos meus pontos fortes e fracos... — Mas o que aconteceu? Me conte. Não posso ajudar você sem saber nada, isso vai ser como prucurar uma agulha num agulheiro...
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