All That Matters

2 I Write Sins Not Tragedies


Notas iniciais
-Estão prontos para um novo capitulo,crianças? -Sim,capitão -Não ouvi direito... -SIM CAPITÁO LINK DA MUSICA http://www.youtube.com/watch?v=vc6vs-l5dkc

Califórnia deveria chamar a terra das palmeiras. Nunca vi um lugar com tantas, a cada quadra havia dezenas delas. Odeio palmeiras. Odeio Califórnia, não odeio a Califórnia, odeio o fato de estar em uma terra que só tem palmeiras com Lizel.

Fui obrigada a aguentar 03 horas e meia ela falar como nossas férias seriam divertidas, como nossa casa na Califórnia era linda. Que ela mesmo havia escolhido e blá blá blá. Era torturante isso.

A casa realmente era linda, grande com um jardim na frente cheio de flores, os cômodos eram grandes o bastante para temos uma festa diferente em cada lugar da casa.

–Essa casa é muito grande Tia Lizel-Rocco disse admirado olhando o hall com uma cara de encantado

–Que bom que você gostou Rocco querido. Eu mesma que escolhi-Lizel se gabou pela decima vez — Eu acho que vocês podem escolher o quarto que quiserem. Não se importe com a mala Cassie querida-ela disse puxando minha mala da minha mão — Os empregados levaram todas suas malas depois.

–Meu nome é Cassandra pra você, não Cassie-disse acentuando o Cassie-Essa é a minha ÚNICA mala e eu prefiro leva-la comigo-sorri forçadamente e puxei minha mala de volta, vi quando ela torceu o nariz ao ouvir eu falar que eu tinha somente uma mala.

Subi as escadas de mármore batendo as rodinhas, o barulho era alto o bastante para que meu pai gritasse para que eu pegasse a mala e levasse segurando. Ignorei e continuei subindo, Rocco entrava e saia dos quartos correndo gritando que nenhum era o que ele queria. Entrei no primeiro quarto que vi ,a cama era enorme, o quarto em si era cheio de frufru. Eu me sentia em no quarto de uma patricinha francesa mimada.

O pior, que todos eram assim. Todos os quartos daquela bendita casa eram assim. Fiquei andando no andar até que achei uma portinha de madeira praticamente escondida no meio de tantos frufrus, decidi entrar lá. O cômodo era mal iluminado e pequeno, só tinha uma escada estreita o bastante para que eu me espremesse para passar com a mala ao meu lado. Depois de uns 15 ou 20 degraus me deparei com um quarto diferente dos outros, diria que era um quarto esquecido e ao mesmo tempo aconchegante. Um quarto que um produtor de Hollywood faria para sua protagonista carente

Ele tinha comente uma cama de casal, daquelas de ferro antigas (http://1.bp.blogspot.com/_BchZ3h7TcjM/TFV-pmp_IJI/AAAAAAAAAVU/Ox7sgeCn8gA/s1600/Cama+de+ferro+05.jpg) preta, uma arara pra pendurar as roupas, uma cômoda, uma escrivaninha com uma cadeira que parecia ser a cadeira mais aconchegante do mundo. O que deixa o quarto mais magico era o fato de o quarto ser no sótão ter somente duas janelas, uma que se eu deitasse na cama poderia ver as estrelas, e outra que ficava de frente com a praia. Uma praia de agua límpida e areia soltinha. Sem palmeiras

Mesmo odiando praias, tenho que admitir essa vista era linda.

Desmontei minha mala, arrumei todas as minhas coisas do melhor jeito possível, quando me dei conta de que esse era provavelmente o único quarto que não tinha um banheiro. Conformei-me sabendo que eu tinha o melhor quarto de todos da casa e que se eu quisesse usar o banheiro teria que descer as escadas e usar qualquer.

Olhei pela janela e vi a cena mais linda de todas. O por do sol na praia fazia a agua do mar, que em menos de 2 horas era azul ficar em um tom de laranja. Apoiei-me na parede para analisar a cena. Por um descuido eu cai de bunda no chão. Eu jurava que tinha encostando-se à parede....olhei em volta, eu estava sentada no chão de um banheiro.

O banheiro não tinha porta, e sim uma espécie de passagem pra ele. Olhei em volta, ele era banheiro mais clássico e lindo que eu já tinha visto. Ele tinha uma banheira branca com torneiras douradas, o banheiro era todo em branco com dourado. Ele era... Incrível.

Com toda certeza do mundo, eu tinha o quarto mais lindo do universo.

***

Desci para o jantar às nove e meia em ponto mesa já estava posta e todos sentados, sentei na frente de Rocco que lutava pra separar o frango do osso. Comi um pouco de ervilhas e tomei um pouco de suco, quando meu pai tossiu chamando a atenção de todos nós.

–Como já nos instalamos e estamos todos bem e felizes-revirei os olhos-Eu acho que tenho que fazer o anuncio agora-Papai levantou e andou em passos largos até Lizel que sorria feito uma louca. Ele limpou a garganta de novo e estendeu a mão para a siliconada que aceitou, ele agachou e foi quando eu tive certeza do que ele ia fazer-Lizel Marie Simonsen você aceita casar comigo?

A gota d’agua foi quando ele tirou do bolso a caixinha com o anel de noivado da mamãe. Eu simplesmente levantei se supetão da mesa derrubando o meu copo e disse:

–Como você pode pedir uma vadia dessa em casamento? Ainda por cima com o anel da mamãe! Eu deveria ter pena de você Robert Hoover. EU TE ODEIO-gritei por último e sai correndo.

Não sabia pra onde iria nem ao menos o que faria, apenas corri até meus pés encontrar algo macio: a areia.

Eu estava na praia.

Eu sentei em qualquer lugar da areia e comecei a chorar, odiava meu pai. Odiava ele com todas minha forças.Eu comecei a soluçar alto demais. Eu mal conseguia respirar. Senti a presença de alguém do meu lado que disse:

–Por que a princesa está chorando?

Notas finais
E ai gostaram? Quem será o menino misterioso muhahaha O quarto da Cassie e meu quarto dos sonhos