All That I Am

1 Quando um certo alguém cruzou o teu caminho...


Notas iniciais
Esse é o primeiro capitulo (obvio!) e eu gosto muito dele, porque é o inicio de tudo e bla bla bla. Leiam e vocês vão saber =PEu gosto muito de ler e escrever fics ouvindo música, então se você gosta também, recomendo ler este capitulo ouvindo 'The Situation' do Black Eyed Peas (http://www.youtube.com/watch?v=HPfQzSN8PiM&feature=related) e 'Too Much' do All Time Low (http://www.youtube.com/watch?v=zg881ut-qOw)As músicas não tem quase nada a ver com o capitulo, mas eu escrevi ele ouvindo elas HAHAHAHAHAHAHAOBS: Vão haver algumas N/A (Nota da autora.Sem mais bla bla bla, BOA LEITURA!

Clarissa Marie POV's

– Me deixa em paz, mãe – falei meio que implorando. Minha mãe ficava no meu pé o tempo inteiro. Acho que ela devia se preocupar com o que interessa.

– Mas você não comeu nada hoje, Clarissa! – ela falou com a voz chorosa.

– E daí, mãe? Daqui a pouco vou sair com as garotas e concerteza vou comer alguma coisa.

– Você vai sair? Clarissa, você tem que sair menos filha! Você saí a noite e só volta no outro dia já amanhecendo, ou então aparece 2 dias depois. Se você ao menos ligasse pra avisar onde está...

– Já vai começar com esse papo, mãe? Olha aqui, eu acabei de terminar o colegial, vou fazer 18 anos daqui 7 meses. Deixa eu viver minha vida!

– Viver sua vida? Você vai morrer assim! Filha, eu só quero... – Me perdi em pensamentos e fingi que ouvia o sermão da minha mãe.

Eu tinha uma balada para ir dalí a uma hora e eu ainda não tinha descansando, porque minha mãe resolveu dar o sermão logo hoje. Depois ela ainda reclamava que eu não paro em casa. Quando eu fico um tempinho, olha o que acontece. A proposta que a Gabriela fez de eu ir morar com ela, já estava se tornando tentadora.

Gabriela era uma das minhas melhores amigas. Tinha 18 anos e já morava sozinha. Os pais dela foram morar nos EUA, e ela não quis ir. Eles mandam dinheiro pra ela todo mês, nada falta pra ela. Como eu queria a vida dela pra mim.

Já eu, dependia da minha mãe pra sair, porque ela não queria que eu arrumasse um trabalho. (Olha só! Não quer que eu arrume trabalho, mas reclama quando peço dinheiro pra sair.). Mas fora isso, eu não tenho muito o que reclamar, pelo menos ela não me proíbe de sair.

Eu vivo nas baladas. Amo balada, amo sair. Ás vezes exagero na bebida, mas isso acontece. De vez em quando fumo erva pra me animar mais um pouco quando estou com algum problema, mas não sou viciada.

– Clarissa, você me ouviu? – meus pensamentos foram interrompidos por minha mãe gritando.

– Ouvi mãe, ouvi. – Na verdade eu não prestei atenção em nada, só fingi.

Ela saiu do quarto e eu fui me arrumar pra balada. Ouço ‘Fantasies’ das The Runaways, era meu celular tocando.

– Alô? – atendi e disse.

– Clarie? – Era Terena. Ela tinha mania de me chamar assim. Ela estava com uma voz ofegante.

– O que foi? Você está ofegante. – perguntei.

– Pode se dizer que estava no meio de umas ‘intimidas’ com um cara que eu nem lembro mais o nome. Acho que bebi demais ontem. – ela disse, entre risos cansados.

– Que vadia você, einh? Então quer dizer que ontem a noitada foi boa?

– Boa? Foi ótima! Com exceção do show que a Lolly deu...

– Que show?

– Ela fez um strip e ficou sem nada. Nada mesmo! – ela falou rindo muito.

– Isso é ruim? Hoje é o meu dia! Ela vai aprender como se faz. – ri – Pra que você me ligou?

– Liguei pra dizer que hoje a festa é na All Night, cola lá? – ela falou animada.

– Claro! Quem disse que eu perco? Não sei por que você pergunta. Já estou me arrumando.

– Vai pra lá daqui 1 hora, ok?

– Ok. Já falou para as outras?

– Já falei pra Gabs, vou ligar pra Terena agora. Não sei se ela vai agüentar ir. Ela exagerou na erva ontem e vomitou o caminho inteiro =/

– Ah, ela agüenta! Ela é forte – falei em meio a risos escandalosos. As vezes eu era meio anormal – Então, bye bitch! Vou me arrumar.

– Tchau, Clarie.

Desliguei o celular e o joguei em cima da cama. Escolhi minha roupa e fui tomar um banho. Mas antes coloquei o CD da minha banda favorita, a The Pretty Reckless.


De banho tomado, vestida, cabelo arrumado e maquiagem feita (http://gb.looklet.com/look/12875761)

Sai do quarto e fui pra sala.

Minha mãe me olhou de cabeça aos pés.

– Eu já disse que odeio essas roupas que você usa, e essa maquiagem... – Ela ia começar de novo. Precisava fugir do assunto.

– Você não odeia. Se odiasse não me dava dinheiro pra comprar. – falei já saindo – Antes de você falar, eu vou ligar pra falar onde estou, se não chegar antes das 5h, ok?

– Ok. Juízo, Clarissa.

– Tudo bem,mãe. – Joguei um beijo e sai. Estava com um pressentimento de que hoje ia ser A noite. Yeah.

Chamei um taxi e fui pra All Night.

Cheguei lá, o taxi parou, eu o paguei e sai.

A Lolly já estava quase sendo comida por um cara loiro e alto. “Little bitch” Pensei comigo mesma.

Lolly era a mais nova das 3, tinha acabado de fazer 16 anos e a ficha dela já era mais suja que a minha e a da Terena juntas, e olha que nós não éramos fáceis. Aliás, minhas três melhores amigas eram Terena, Gabriela e Lolly.

Passei perto deles e dei uma tapa no bumbum de Lolly. Ela parou de beijar o cara e me mostrou o dedo do meio. Eu joguei um beijo e sorri maliciosamente.

Avistei Terena e Gabriela. As duas estavam maravilhosas. Aquelas ali sim sabem estar ‘vestidas para matar’. (Gabriela http://gb.looklet.com/look/12875875 | Terena http://gb.looklet.com/look/12875933)

– Olha vocês duas! Estou me sentindo em trapos velhos! – disse com a voz indignada. Elas riram.

– Cala a boca, Clarie! Todas nós 3 sabemos que você é a que mais se veste bem. – Terena disse.

– Sabemos de quê? Eu não sei de nada. – disse Lolly (http://gb.looklet.com/look/12876070) vindo ao nosso encontro toda descabelada.

– Você é impossível! Mal chegamos e você já pegou alguém. – eu disse rindo. Ela me mostrou a língua.

– Vamos entrar porque a noite só está começando. Da-lhe nós! – disse Terena rindo.

Entramos na balada que já estava animada. Avisei para as meninas que ia ao bar pegar alguma bebida e fui.

No curto caminho até o bar, eu atraia olhares de homens e mulheres. Não sei o porque.

O que eles sentiam quando olhavam pra mim? O que eles pensavam? Essas perguntas tomaram o meu pensamento.

Sentei em uma cadeira no bar e resolvi ficar por lá mesmo. Não queria dançar agora. Sempre conseguia os melhores ficando quieta. Pedi uma dose de whisky e bebi lentamente.


Pedro Lanza POV


Sinceramente, terminar com a Giovanna foi a melhor coisa que eu fiz. Sofri, porque ela me enganou, mas passou.Ela disse que me amava, mas era puro interesse. Parece que dói mais que o normal quando o relacionamento acaba porque a pessoa te ama pelo o que você tem, não pelo o que você é. Mas eu preferia esquecer isso. Já tinham se passado 3 meses que eu havia terminado com ela, e eu me sentia feliz, normal, pronto para um novo amor, mas um tanto receoso, com medo de ser enganado novamente.

Eu estava numa balada. Pessoas que eu nunca havia visto estavam ao meu redor. Resolvi andar sozinho, conhecer novos lugares, novas pessoas. Não queria ter o desgosto de encontrar a Giovanna. Mas isso não significava que eu havia me afastado dos meus amigos. NUNCA. Uma coisa que eu nunca iria fazer é me afastar dos meus amigos, por causa de um antigo amor. Amores passam, mas amizades verdadeiras duram pra sempre, e amigos de verdade é o que eu mais tenho.

Estava bebendo vodka. Nunca fui de beber algo muito forte, mas hoje era uma ocasião especial.

Queria me soltar mais. Queria me divertir mais.

Estava sentado no bar olhando todas as garotas que passavam, mas nenhuma me chamava a atenção. Todas eram o mesmo estilo da Giovanna. Cabelo castanho, liso, roupinhas fofas e salto alto. Até que eu avistei uma garota linda. Ela sim havia me chamado atenção.

Ela tinha o rosto de boneca, mas a maquiagem a deixava com um olhar de mulher com M maiúsculo, rs. Ela tinha um estilo meio gótico, meio Taylor Momsem. Todos olhavam para ela. Ela era única, eu nunca tinha visto alguma garota como ela. E ela iria ser minha, sem mais, ela TINHA que ser minha.

Durante esse tempo que eu olhava para ela, eu não piscava. Estava paralisado. Ela era espantosamente perfeita.

Resolvi ir falar com ela. Levantei decidido, mas parei pra pensar: será que ela iria gostar de mim?. Tentei analisar minha roupa. Boné, camisa xadrez, calça skinny, Nike cano alto. É, não estava tão ruim assim.

Sai andando em direção a garota.


Clarissa Marie POV


A batida da música ecoava na minha cabeça, e me irritava. Estava tocando Too Much, do All Time Low.

Nunca fui de me irritar com música. Deve ser porque eu bebi rápido demais. Já era a 6ª dose de whisky.

Continuei sentada no bar, olhando as pessoas dançando, se beijando. E eu ainda não tinha feito nada. Decide me levantar e ir dançar um pouco, até que senti alguém se aproximando.

– Oi. – era uma voz conhecida, mas não era acostumada a ouvi-la sempre.

Me virei e vi quem era. Pedro Lanza, vocalista da banda Restart. Curtia o estilo deles, só não gostava das músicas. Porque ele viria falar comigo?

– E ai? – sorri de um jeito que só eu sabia, e modéstia parte, nenhum homem resistia.

– Bom, vi você chegando aqui, e você me chamou atenção. Você é linda. – ele falou envergonhado. Coitado, ele era daquele tipinho tímido.

– Olha, se tu quiser ficar comigo, pode ir chegando e puxando. Eu não me importo. Não sou dessas chatinhas. – falei sorrindo maliciosamente.

– Nossa! Er...eu... eu gostei da idéia. – ele sorriu e me puxou pela cintura.

Ele começou beijando o meu pescoço, e eu não senti nada de diferente dos outros que eu já tinha ficado. Coloquei minha mão em sua nuca, e deixei que ele me levasse na sua vibe. Ele foi subindo até minha boca, roçando os lábios em meu pescoço, e dessa vez eu me arrepiei. Ele não seria qualquer um. Ele se afastou de mim por um instante, e segurou meu queixo com a ponta dos dedos, sorriu e me beijou.

O beijo dele era hipnotizante. Nunca tinha me sentido assim ao ficar com um garoto, mas ele me deixava tonta. O beijo dele era como uma droga, eu queria mais.

Me apertei a ele de modo meio obsceno, e tinha certeza que as pessoas em volta já tinham começado a olhar. Nosso beijo já não era mais normal. Tinha muito desejo.

Ele bufava baixo e sabia que ele sentia o mesmo que eu.

NÃO! Eu não podia me sentir assim. Me afastei dele e sai andando rápido.


Pedro Lanza POV

– Olha, se tu quiser ficar comigo, pode ir chegando e puxando. Eu não me importo. Não sou dessas chatinhas. – ela disse sorrindo maliciosamente.

– Nossa! Er...eu...eu gostei da idéia. – Não hesitei e a puxei pela cintura e a beijei no pescoço. Eu a desejava. Queria me tornar inesquecível para ela. NÃO! Eu queria ela pra mim! Pra sempre! Aquela garota me fez sentir algo que eu nunca tinha sentido antes, algo mágico, incrível. Será que isso era amor á primeira vista? Essa sensação de borboletas no estomago, o coração acelerado, as mãos suando...Que gay eu estou! Realmente é amor.

Direcionei meus pensamentos de volta ao beijo, e percebi que ela estava um pouco tensa. Será que ela não estava gostando? Resolvi provocá-la. Fui subindo em direção a sua boca, roçando meus lábios em seu pescoço. Ela se arrepiou. BOA PEDRO! Me afastei dela por um instante e a olhei nos olhos, sorri e a beijei.

Ela se apertava a mim com desejo e nosso beijo já não era mais o mesmo.

Ela ficou tensa novamente, se afastou de mim e saiu andando.

Quando dei por mim, já não a avistava mais.

Porque ela saiu daquele jeito?

Sai andando pela balada procurando por ela.


Clarissa Marie POV

Andei tão rápido, que quando me dei conta já estava fora da balada. Precisava de algo que me fizesse esquecer o Pedro. Eu não queria me apaixonar, eu realmente NÃO QUERIA! Essa coisa de amor, ainda mais a primeira vista é tudo uma grande besteira.

Encontrei um amigo meu e ele tinha o que eu precisava.

CLA: Daniel, preciso de uns comprimidos!

DAN: Tá doente?

CLA: Porra man, você sabe do que eu estou falando!

Ele arqueou a sobrancelha, como os atores fazem naqueles filmes de detetive.

DAN: Clarissa, você não é disso! Vou te dar alguns, mas não exagera!

Ele tirou do bolso discretamente um saquinho plástico, e me entregou. Coloquei no bolso da jaqueta e sai andando em direção a rua atrás da boate.

Fui para um canto escuro e me encostei na parede.

Abri o saquinho e devia ter uns 30 comprimidos. Era o suficiente.

Engoli 10 de uma vez e guardei o resto.

Precisava de vodka.

Por um milagre, apareceu um garoto cambaleante com uma garrafa de vodka. Chutei-o nas partes intimas e o esbofeteei no rosto, e tomei a garrafa. Ele caiu desmaiado.

A garrafa estava pela metade, mas conseguiria mais depois.

Bebi tudo rapidamente e já começava a sentir o efeito da droga. Estava me sentindo leve. Tomei todos os comprimidos que haviam sobrado.

Sai andando sem direção e a cada pessoa que eu encontrava com alguma bebida, a esbofeteava e tomava a garrafa.

Continuei andando rindo do nada e gritando ‘Eu nunca vou te amar, Pedro Lanza. Eu não vou amar ninguém!’ até que comecei a me sentir fraca, diminui meus passos e escorei em uma parede. Minha visão ficou escura...


Pedro Lanza POV.

Procurei a garota por toda a boate e não a achei. Sai para fora e fui perguntando a todos se tinham visto uma garota com uma jaqueta vermelha e um vestido preto. Eles me informaram que viram-na conversando com um garoto e depois saiu andando rápido.

Fiquei parado na porta da boate por um tempo, pra onde será que ela tinha ido?

Sai andando pelas ruas próximas a boate e encontrava pessoas caídas no meio da rua. Deviam ter bebido muito. Ia pegar mal se alguém soubesse que eu estive num lugar desse tipo.

Nunca fui de beber muito e me drogar até ficar inconsciente, alias, nunca fui de beber. Tinha acabado de fazer 19 anos, se fosse para me tornar um bebum, me tornaria agora. Mas isso não iria acontecer. Tenho uma banda, amo o que faço. Não iria me tornar um jovem inconseqüente nessa altura do campeonato e colocar minha carreira a perder.

Direcionei meus pensamentos de volta a garota, precisava encontrá-la.

Até que a vi. Ela estava caída no canto de uma parede, desacordada.

Não pensei em nada e corri até ela. DROGA! No chão ao lado dela estavam uma garrafa de vodka e alguns comprimidos e reconheci que eram drogas. Ela se drogou e bebeu até desmaiar. Mas porque?

Quis me matar porque não peguei meu carro, eu não posso chegar carregando ela no meu colo, as pessoas vão pensar que eu estuprei ela e vou levá-la pro porão da minha casa e a fatiar em pedacinhos e jogar para as piranhas do meu super aquário. (N/A: Eu ri.)

Não estava muito longe de onde deixei meu carro, então resolvi deixa — lá ali e ir pegar o carro.

Corri o quanto pude e cheguei até onde meu carro estava estacionado, entrei e sai em disparada quase atropelando um casal que cambaleava pela rua.

Cheguei até onde ela estava desmaiada e ela ainda estava lá.

Sai do carro, abri a porta de trás, peguei-a no colo e a deitei ali.

Entrei no carro e parei pra pensar. Para onde eu a levaria?

Não podia leva — lá para um hospital, senão haveria tumulto. Não podia levá-la para minha casa, porque né...

Eu não sabia o nome dela, não sabia nada sobre ela. Só sabia que ela era a mulher da minha vida. Sim, ela era. Foi amor a primeira vista.

Resolvi levá-la para um hotel.

Liguei o carro e percorri as ruas de São Paulo a procura de um hotel que não fosse conhecido. Não queria que a imprensa me visse entrando num hotel, carregando no colo uma garota desacordada.

Procurei por aproximadamente ½ hora, até que achei um hotel simples, em um bairro que eu nem sabia o nome.. Era um bairro movimentado, mas eu não era acostumado a andar por ali.

Deixei a garota no carro e entrei no hotel.

Fui até a recepção e uma mulher sorridente, com aparência de uns 50 anos, me atendeu.

– Boa noite, Pedro Lanza. O que o senhor deseja? – Ela disse sorridente, com a voz excitada.

– Como você sabe quem eu sou? – perguntei.

– Nos dias de hoje, quem não souber quem você, já pode se suicidar! – A mulher respondeu dando uma risada.

– Ah, sim. – sorri – Bom, tem um quarto para casal disponível?

– Temos sim, desculpe a indelicadeza, mas o senhor não terminou com a Giovanna Lancellotti?

Aquela mulher estava me irritando, queria logo cuidar da minha menina.

– Terminei sim, mas estou com uma prima. Estávamos numa festa na paulista e ela bebeu muito e não está em estado de ir pra casa, ela é menor de idade, se a mãe dela a vê assim, nem sei o que será de mim. Concerteza ela vai passar mal, então preciso cuidar dela, a senhora me entende? – Tentei ser simpático e paciente, mas estava com pressa. Tive que mentir, mas tinha certeza de que em poucas horas a noticia de que eu me hospedei em um hotel com uma “prima” bêbada já estaria em todos os sites de fofoca.

– Entendo, entendo. Esses jovens de hoje... Ok, você quer suíte ou quarto normal?

– Suíte, por favor – respondi rapidamente.

Deixei para pagar a diária depois, não sabia quanto tempo ficaria ali.

– Vou buscar minha prima, ela está dormindo no carro.

Corri até o carro sentindo sobre mim o olhar desconfiado da mulher, abri a porta e a garota ainda estava desacordada. Peguei-a no colo e entrei para o hotel.

A mulher me entregou o cartão e disse:

– Quer que eu o acompanhe até o quarto?

– Não, não será necessário.

– Então ok, o quarto é no segundo andar, o primeiro a esquerda. Qualquer coisa só ligar aqui para recepção.

– Ok, muito obrigada. – sorri para a mulher e peguei o elevador.

Cheguei ao segundo andar e abri a porta do quarto, com dificuldade. Fechei a porta com um chute e deitei a garota na cama. Agora poderia pensar em paz. Esperaria ela acordar e depois, só Deus sabe.

Acomodei a garota na cama, tirei seus sapatos, a jaqueta e a cobri.

Ao jogar a jaqueta dela numa poltrona, o celular da garota caiu no chão.

Peguei e fiquei mexendo. Vi as fotos dela com as amigas, li as mensagens e olhei as músicas. Ela tinha o mesmo gosto musical que eu. No seu playlist tinha Foo Fighters, All Time Low, Aerosmith, McFly, Skank e até Armandinho.

Vi TV, fiquei um pouco no twitter, liguei para minha mãe, até que adormeci.


Notas finais
No próximo capitulo, qual será a reação de Clarissa ao acordar num quarto de hotel e dar de cara com o Pedro Lanza? Em breve... MUAHAHAHAHAHAHA