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Narração de Amora:
Peguei meu ônibus que parava em frente a escola, paguei o cobrador e fui em pé, pois aquela hora o ônibus estava mais que cheio. Assim que um lugar ficou vago, me acomodei e coloquei a mochila no colo. Peguei meu celular e vi ás horas, 12:19. Guardei meu celular de volta na mochila e olhei para o lado, tinha uma velhinha tentado se segurar nos ferros para não cair e ninguém dava lugar para ela.
Amora: Ei, a senhora pode sentar aqui — ela me olhou e se aproximou, me levantei e ela se sentou no meu lugar.
Xx: Muito obrigada minha jovem — sorriu e eu retribui o sorriso — Deus vai te recompensar — eu dei de ombros. Assim que avistei minha escola, dei sinal pra parar e desci. Ajeitei minha roupa e entrei na mesma. É uma escola pública bastante acabada. Tem um portão alto, cinza grafitado e assim que adentra, pode ver bastante grama e um prédio pintado de azul, com janelas protegidas por grades e um portãozinho cinza. Bastante chocha mesmo. Como estava na hora da entrada, havia bastante alunos por ali. Assim que fui entrar na escola, a porteira me parou.
Porteira: Cade a blusa do uniforme, senhorita? — perguntou
Amora: Tá na mochila, eu vou lá no banheiro trocar — respondi
Porteira: Vai logo que daqui a pouco vai bater o sinal — ela me deixou entrar e eu fui para o banheiro. Tirei a blusa lá mesmo e vesti a blusa do colégio. Tirei minha touca pois eles não deixam assistir aula assim. Peguei um elástico na mochila e fiz um rabo de cavalo perfeitinho. Coloquei a mochila de volta nas costas e olhei para o espelho. Que guri sério era aquele? Ri e neguei com a cabeça. Sai do banheiro, subi as escadas e fui para a minha sala, me sentei no fundão e coloquei minha mochila presa na cadeira e me sentei. Peguei meu celular e o fone de ouvido, coloquei o mesmo no ouvido e selecionei uma música do Cazuza.
Coloquei meus braços na mesa e deitei minha cabeça neles, fechando os olhos em seguida, até que alguém puxa meu fone com tudo. Levantie a cabeça rapidamente e era a Letícia, minha melhor amiga.
Lê: Tá dormindo moça? — perguntou e colocou sua mochila na carteira ao lado da minha.
Amora: Ainda não — respondi e dei pause na música, enrolei com cuidado o fone de ouvido, mas sabia que assim que eu chegasse em casa ele estaria embolado. Guardei meu celular e meu fone na bolsa e me virei de lado para conversar com ela.
Lê: Amiga, tem uma festa lá aonde que eu moro — comentou — E eu gostaria muito que você fosse comigo — pediu
Amora: Você sabe que eu não gosto dessas festas e nem do pessoal que frequenta essas festas — respondi
Lê: Mas Amora, é uma festa social. É aniversário de um colega meu, não é bem colega, porque ele é meio fechado. Mas o meu ficante é amigo dele e pediu pra mim ir e eu só vou se você for — me encarou
Amora: Você já confirmou presença, né? — perguntei já sabendo a resposta, ela apenas assentiu com a cabeça e mordeu o lábio inferior
Lê: Amiga, por favor. Te prometo que é só uma festinha normal — eu revirei os olhos e virei pra frente — Amora..
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