All Star

3 Mr. Tenho Um Capacete Maneiro


Notas iniciais
Oi gente! Espero que gostem! Beijos e boa leitura! Link do banner; https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1000195_150235418515037_246210672_n.jpg

https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1000195_150235418515037_246210672_n.jpg

–Eu tenho um irmão mais velho doido sabe? Ele é viciado em gibis, falando nisso, tem acontecido umas coisas...

–É séééério? Cara, eu também tenho um irmão mais velho doido, na verdade, dois, eles são gêmeos, é um porre. O Louis gosta de gibis da DC e é apaixonado pela mulher maravilha, e o Henrique é casado, mas ele tem uma coleção gigante de carrinhos de corrida. Ele casou com uma Ana sabe?

– Sério? Ele tem filhos?! — Perguntei colocando mais uma colher de sorvete na boca.

–Tem, e eu tenho uma super-pena da minha sobrinha, o Henrique é fascinado por junção de nomes sabe? Tipo coisa daquele filme... Comé o nome?

–Crepúsculo!

–É, isso! O nome da filha dele é Anique. Cara... Ã-NI-QUE, eu tipo, meio que choquei quando ouvi ele dizendo o nome da filha. Ele foi para a Espanha agora, ele é advogado...

–Sua família é distante?

–Sim, mas nem tanto, os meus primos moram bem pertinhos de mim, é um saco. — Ela riu.

Eu realmente fiz uma amiga, descobri que tínhamos várias coisas em comum, como a primeira letra do nosso primeiro nome, ela era Lara, e eu Lolla.

Ela não gostava do seu primeiro nome, eu também não. Ela tinha irmãos que gostavam de gibis, eu também, apesar de ter só um.

Ela ficou espantada quando eu disse que era do Brasil, ela falou que achava que eu era uma americana ou algo do tipo.

Pois é, eu realmente tô precisando pegar sol.

Lara era muito empolgada, e não parava de falar um minuto. Algumas vezes eu também falava e falava... Ela ouvia e respondia. Era legal, uma conversa sem fim, e muito entusiasmada.

O tempo passou rápido, tomamos sorvete e compramos muffins.

Eu achei a senha do cartão riscada em um papel que estava envolvendo-o.

Comprei meias de todos os tipos, de gatinhos, de bigodes, de bolinhas, listras coloridas, até mesmo algumas brancas que eu poderia usar no colégio!

Não tinham novas edições de all star, mas tinha um novo, do Homem de Ferro que acendia uma luz atrás.

Como aqueles tênis de criança que pisca sabe?

Era maneiro!

Comprei um vestido rodado, amarelo, com uma fita verde. Um chapéu de renda, e um casaquinho de lã branco.

Até uma calça jeans com bolso de renda. Blusinhas lindas de manga comprida, e um casaco gigante, verde.

Uma mochila, e uma carteira colorida, um laço de cabelo e alguns adesivos.

Não tinham M&M's na Itália, mas tinha um negócio que era parecido, só que era chocolate branco e preto.

Comi sanduíche natural de atum, tomei o melhor suco de morango da minha vida e comprei uma caixa de chiclete.

Quando eu fui ver, já eram oito da noite.

A coitada da Marley tava mortinha.

Lara teve que se despedir, sua mãe estava perguntando por que ela estava demorando tando, mas me passou seu telefone.

Eu fui em um banheiro de um metrô, coloquei a calça jeans com renda, uma blusa de manga comprida azul clara com botões na manga e prendi o meu cabelo com um prendedor verdinho com um lacinho que eu tinha comprado.

A moça disse que o verde era a sensação do inverno.

E assim saí do metro, eu fiquei sentada, no mesmo banco que eles haviam me deixado, esperando.

Colei uns adesivos no meu violão e comecei a tocar o que eu sabia.

Deixei a caixinha do violão aberta e comecei a tocar I'm Yours do Jason Mraz. Acho que uma moça deixou cair uma nota de 10 euros na minha caixinha.

–Ei moça! Você deixou cair isso...! — Corri para entregá-la.

–Ah, não seja tímida menina, pode ficar, o dinheiro é seu, só não gaste com drogas viu?! — Ela sorriu e foi embora.

–Ahhh... Tá...

Algum tempo depois eu entendi, ela colocou dinheiro por que achou que eu estava tocando como aqueles carinhas que tocavam no metrô para conseguir dinheiro...

–Maneiro! — Sorri.

Subi em cima do banco e comecei a tocar, logo a minha caixinha tinham várias moedas e notas, e eu tinha vários telespectadores.

Quando eu cansei eu me curvei e agradeci á todos.

Guardei o dinheiro e o violão e fiquei sentada.

Ai senhor, será que eles me esqueceram aqui?!

Comecei a me desesperar com o pensamento de que eles teriam me esquecido aqui e eu teria que dar um jeito de comprar passagens ou viver sozinha...

Um corre-corre de gente me chamou a atenção.

As pessoas estavam assustadas como se tivessem visto um fantasma, corriam e gritavam.

–Que isso gente, por acaso teve alguma infestação de ratos?! — Perguntei para as pessoas que corriam.

–Demônio, demônio! — Uma delas gritou.

AHHH EU NÃO ACREDITO, O HELLBOY VOLTOU! — Saí correndo no meio da multidão, até que esbarrei em um cara com uma fantasia engraçada.

Eu estou dizendo que o meu irmão perdeu alguma feira anime por aí...

Ele tinha uma dessas roupas de príncipe, com todos os trecos de metal. A roupa era verde e preta, e ele usava chifres... CHIFRES?!

Eu hein...?

–Moço... O senhor viu o Hellboy por aí? A moça lá atrás gritou 'Demônio, demônio...', e tipo... O cara não é bonito. Sabe, você deve ter visto, é bem chamativo! Ele é todo vermelho, bem grandão mesmo, tem uns cotocos na cabeça e um rabinho de diabo...- Expliquei de olhos fechados, quando abri os olhos ele não estava mais lá.

–Aff, gente sem educação. — Revirei os olhos e fui me virar, quando me virei dei de cara com o mesmo carinha.

Me assustei dando um pulo para trás.

–HEY! — Um guardinha que estava ajoelhado do chão protestou quando esbarrei nele.

–Desculpa. — Corei, e me ajeitei. –Então moço, você viu o...

–Lolla! — Ele exclamou surpreso e me abraçou.

–Moço, eu não quero ser chata, mas eu tô procurando um cara e... Pera aê, como que você me conhece?!

Desfiz o abraço e o encarei cruzando os braços e dando um passo para trás, sem esbarrar no guarda desta vez.

–Não lembra de mim?! — Ele franziu as sobrancelhas e abriu os braços.

As pessoas que estavam ajoelhadas começaram a correr gritando e fazendo escândalo e eu ri de uma moça que estava com a calcinha aparecendo e o marido, sei lá o que era, estava tentando puxar o vestido dela, mas ela era um pouquinho mais rápida.

Ele balançou o seu cajado perto do meu rosto com um sorriso distraído e eu olhei para ele.

–Pois não? — Perguntei.

– Eu te fiz uma pergunta... — Ele disse em uma voz extremamente explosiva. Era macia como o ronronar de um gato, e traiçoeira como o sibilar de uma cobra.

O silêncio que se instalou depois foi só um bônus para eu poder sentir o meu ovário entrar em combustão e explodir.

–Lolla! — Ele me chamou a atenção novamente.

–Ah, tá! É... Hm, não?! — Ele arqueou as sobrancelhas e eu sorri corando. — Tá, eu não lembro da pergunta que 'cê fez para mim.

– Eu perguntei se você lembra de mim...- Ele revirou os olhos e passou uma mão por minha cintura e começou a me levar para dentro do 'castelinho' que tinha ali.

Fala sério... O príncipe da Inglaterra morava ali? Era um palácio...

Quando eu abri a boca para responder o Mr. Bunda Legal apareceu socando a cara do Mr. Tenho Um Capacete Maneiro E Acho Que Te Conheço Não Sei De Onde.

–Hey, hey, Sr. Bunda Legal, não vi necessidade de você socar o... Cara alí. — Gritei com Cosplay Steve Rogers.

–Lolla, não se intrometa... Agora não! — Pediu alguém detrás de mim, me virei e me dei de cara com uma nave daquelas que eles me deixaram aqui.

–Ei, como você sabe o nome dela? — O bonitinho de chifres perguntou.

–Finalmente vocês voltaram para me buscar viu? Achei que não vinham... — Bufei e fui buscar minhas coisas.

–LOLLA, VOCÊ ARMOU PARA MIM?! — O de chifres gritou comigo. Me virei bruscamente e fiz bico.

–Eu acabei de conhecer você e já estou armando alguma, cruz credo, na verdade, nem te conheço moço! — Coloquei as mãos nos quadris e a ruivinha desceu da nave e foi pegar as minhas coisas, agradeci e olhei para o carinha de novo.

Estranhamente, eu tinha a sensação de conhecer o cara, mas eu nem lembrava do rosto dele. O cosplay estava conversando com o carinha, mas bem baixinho. Bufei e segui a ruivinha.

De repente meu queixo quase toca no chão, lembra daquela armadura reluzente? Aquele carinha que estava fazendo cosplay do Homem de Ferro e também tinha o mesmo sobrenome? Foi ele que chegou VOANDO com a armadura.

–Ah, qualé, a festa já acabou?!- Ele perguntou.

–Sim, Stark, resolvemos tudo aqui por aqui... — Fui até a minha mochila e abri um dos saquinhos de M&M versão Italiana.

O carinha de chifres começou a vir em direção á nave com uma carinha confusa, ele sim, é uma pessoa que precisa dormir... Por apenas uns três segundos, eu juro que nem pisquei, mas a armadura do carinha sumiu... Começou a sumir como se fosse computação e puf, não estava mais lá.

Engasguei com alguns M&M's e a ruivinha me deu uns tapinhas; tapinhas o caralho por que aquilo doeu para porra, nas costas.

Todos entraram na nave e eu fui preparando os meus saquinhos de vômito.

Me sentei ao lado do carinha de chifres que não estava mais com chifres...

–Engraçado esse... efeito que você usou. — Comentei. — Nunca vi nenhum cosplay fazer isso..., você é cosplay de quem?

–Cosplay? O que é isso? — Ele perguntou.

–Ué, todos vocês aqui são cosplays não é? Por que... Não é possível que...

–Ela acha que somos de mentirinha? — Cosplay Capitão América peguntou.

– É isso que ela está demonstrando há algumas horas, mesmo eu tendo negado. — Cosplay maneiro do Homem de Ferro disse.

Engoli seco e olhei para a ruivinha, ela me olhou de volta e suspirou se levantando.

–Olha, isto aqui — Ela abriu os braços, em um ato dramático. -, é tudo real...

–Não pode ser, heróis não existem. — Eu ri, começando a me sentir meio tonta, devia ser a pressão do ar.

–Lolla, tudo o que você viu até agora, foi real, relaxa que você não está sonhando, e se você quiser, eu te dou um autógrafo. Imagina só? Ganhar um autógrafo do Homem de Ferro em tamanho natural? — O Cosplay não mais Cosplay do Homem de Ferro piscou.

–Preciso de um segundo para processar a informação. — Engoli seco, apertando o banco de couro.

Olhei para o carinha bonitinho sentado do meu lado e um trovão cortou o céu e ele olhou inseguro para o teto do avião e eu acompanhei seu olhar.

– O que houve? — Capitão América perguntou.

–Eu acho que ainda não caiu a ficha... — Eu respondi, mas percebi que a pergunta não foi para mim.

De repente eu ouço um baque no avião, e começo a me sentir meio mole...

–Eu vou lá ver o que é... — O Homem de Ferro abriu a porta e eu me segurei na cadeira.

Ai deus, eu estou cercada de super-heróis... Mas isto não pode acontecer! Ou será que pode?

Não pode não! Ninguém mais vai me iludir com coisas do tipo, quase tive um treco quando a minha mãe me contou ano retrasado que o Papai Noel não existia!

Se Papai Noel não existe, por que heróis existiriam?

Um carinha de capa vermelha e cabelos loiros simplesmente surgiu na rampa da nave.

–Loki Laufeyson, Odin ordena sua presença para que seja julgado e...

–MAS O QUÊ?! — Gritei interrompendo o carinha loiro e me levantando desesperada. — QUEM É LOKI? QUEM É VOCÊ? O QUE ACONTECEU? QUEM SÃO VOCÊS?! Ai meu deus... Aonde eu estou?

Engoli seco e coloquei as mãos na cabeça, confusa demais, quando todos se entreolharam, o cara loiro se aproximou e de repente o chão estava perto demais, e as coisas começaram a rodar.

–Ai meu Merlin... — Suspirei antes de desmaiar.



Notas finais
Espero que tenham curtido, adoraria que vocês comentassem! Beijos o/