All Nightmare Long
3 O que foi aquilo?
************************************************
#POV AVRIL.
O que era aquilo pingando em mim?Era estranho, tinha um pouco de sangue, era consistente, até um pouco pesado. E aquilo esta grudando na minha mão cada vez mais.De um jeito ou de outro, estava sendo cheirada por algo que segundos atrás estava babando em mim!!!Ele era quente, o rosto, se é que aquilo era um rosto, estava cheio da mesma gosma. Depois de algum tempo parei de ouvir a respiração dele, e de repente só senti algo frio me lambendo. Eu fiquei ensopado em todo o rosto. Depois de alguns rugidos ele me arranhou no braço e cheirou o local. Sei lá o que tava fazendo, mas depois daquilo tentou me enforcar.
Enquanto me enforcava, aquilo soltava uns gemidos estranhos, estava começando a perder o ar, foi quando meu celular novamente fez o barulho e a luz estranha. O celular estava pendurado na minha camisa, por isso a luz atingiu os olhos do bicho que esquivou-se rapidamente. Silêncio. Ele ainda estava lá, eu sabia que estava!Só não sabia onde...E porque ele não gostava de luz? Era estranho...Com o desespero de achar um interruptor meu fone saiu e começou a tocar um rock alto. Ouvi um grande barulho, provavelmente ele estava no teto e caiu. O chiado que ele estava emitindo era horrível, um grito ensurdecedor, meus ouvidos quase explodiram, mas aquela era a chance, tinha que achar um interruptor. Ou não?Será que ele ficaria com raiva e me mataria, afinal, eu apareceria melhor para ele...Melhor não. Quanto tempo meu celular aguentava?Mais 10 ou 15 minutos...exato!Depois disso acenderia o interruptor. Eu fiquei atrás de uma estante da sala. Assim ele não me veria. Meu medo foi quando acendi a luz e ele estava passando por ali, coloquei meu celular como lanterna num canto e fiquei no outro encolhida. Ele começou a farejar, ele estava atrás de mim, e daquele jeito teria que me mover, mas sem me mexer muito...Complicado?Sim.Impossível? Talvez. Morrer sem tentar? Nunca!! Ele começou a se aproximar e pude ver a cara dele. Era totalmente deformada ele andava com as quatro patas. Parecia um humano, mas metade monstro, e totalmente coberto de sangue...Fui rastejando e me guiando pela luz do celular. Quando vi não tinha mais saída, fiquei parada ali, esperando a morte. Consegui sentir ele cheirando meu pescoço; fechei os olhos e enguli o choro. \"AQUILO\" ia abrir a boca quando ouviu um barulho.
— Senhor diretor? — era uma enfermeira do hospital que vivia fazendo os gostos dele. — Porque esta tudo escuro?
O monstro mudou o rumo, foi atrás da enfermeira. Abafei um grito de desespero. A mulher gritava e o bicho emitia sons estranhos. Fui andando devagar e a cena que vi foi horrível. A mulher estava no chão, aberta, e a criatura comia ela. Literalmente comia ela, pulmão, coração, tudo!!Em menos de alguns minutos ele já tinha a comido. Pronto, era assim que iria morrer!!Mastigada por sei lá o que!!Meu celular tinha apagado. Ele estava se aproximando, era meu fim. Com certesa era...
De novo a lambida, e dessa vez ele chegou tão perto de mim que consegui sentir o bafo quente e o cheiro de carne morta. Por algum motivo ele parou, ficou me observando por um bom tempo (pelo menos era o que parecia) e me deu alguns cortes na barriga. Nada de me comer, só me mechucar um pouco. Ou melhor, muito! A ferida tinha me deixado com uma parte da barriga aberta, ele sentiu o cheiro da minha carne e me quebrou as pernas com os pulsos. Eu gritei de dor. Por um estranho motivo depois de me fazer sentir dor ficou procurando uma saída e eu fiquei ali, tentando entender...
(Click)
Hayley havia acendido a luz e o bicho começou a gritar de novo. Ele simplesmente fugiu pela janela e fiquei observando, assustada, segurando meus cortes.
— O que era aquilo? — perguntou Hayley.
— \"AQUILO\" , não sei, mas bonzinho ele não é.... — apontei para o chão.
— Meu deus ! Jane! — disse o diretor. Sempre tive desconfianças que eles tinham um caso mesmo...
— E você esta bem Avril? — perguntou o professor Brendon
— Na verdade, não... — mostrei os ferimentos.
— Rápido, venha pra a minha sala, vamos fazer exames...
Fale com o autor