Notas iniciais
I hope you enjoy it!

24 de dezembro, véspera de natal de 1982, Privet Drive n° 4, Little Little Whinging, Surrey, London

Eu ainda continuava naquela casa estranha, sem meu papai para lançar luzinhas coloridas da madeira, sem a mamãe para falar comigo em sua voz doce e bonita, com aqueles lindos olhos verdinhos e o cabelão vermelho brilhante, com seus sorrisos e abraços quentinhos, também não tinha uma árvore bonita e grandona, toda decorada de vermelho e dourado, com aqueles bichinhos com asas douradas, estrelinhas que piscavam e aquele negócio branco e molhado que quando eu pego vira água geladinha, igual o Pafoo mostrou na foto, também não ganhava bichinhos de pelúcia do tio Moony ou chocolate que derrete na boca do tio Worm. Eu estava usando um macacão laranja e feio e a moça estranha com cara de cavalo, minha tia Tuney, falava para o Dudley que nós estávamos indo para Igreja, porque hoje era a véspera de Natal. Então é assim que se chama? Essa festa bonita, onde um monte de gente aparece cantando músicas engraçadas nas portas de casa? Então é por isso que papai e mamãe estavam fora? Eles estavam se preparando para a festa, então eles iam aparecer ali e me levar para a minha casa com o tio Moony e o Pafoo, brincar com as luzes bonitas e comer biscoitinhos de chocolate que pareciam o tio Dumby, mas tinham aquela barriga grande igual a do tio Vernon? Eu precisava perguntar a tia Tuney, levanto do tapete colorido e vou andando para tia Tuney, quando estava bem perto dela, puxo sua blusa e levanto os braços.

—Colo tia Tuney, up Hawwy tia Tuney!-Peço com os braços estendidos, com os lábios finos contraídos ela me pega no colo e olha para mim com raiva.

—O que você quer agora moleque?-Fala me olhando nos olhos com exasperação.

—Tia Tuney, Hawwy quer mamãe e papai, Hawwy sente falta deles muita. -Peço colocando as mãos em seu rosto, sinto lágrimas escorrem pela minha bochecha.

—Escuta aqui moleque, eles foram embora, porque não aguentava alguém tão chato e teimoso como você!-Grita ela, me batendo na mão, sinto a mão doer e começo a chorar, ela me tira dali e me leva até a casa da Sra.Figg.

Lá no sofá da moça estranha que tinha um monte de gatinhos, eu não queria mais presentes, nem abraços da tia Tuney e do tio Vernon, só queria que o homem mal devolvesse a mamãe e o papai para mim.

Tarde de 24 de dezembro, véspera de natal, 1985, Privet Drive n° 4, Little Little Whinging, Surrey, London

Estava cansado de limpar a casa, fizera isso durante todo o dia enquanto seu primo, Dudley estava assistindo filme, irritado após tanto limpar, decidiu pedir a tia para o deixar ver um filme com seu primo, afinal ele passara as últimas duas semanas de férias a ajudando a limpar a casa, desço do banquinho com o máximo cuidado possível
e saio a procura de minha tia, a encontro em sua cozinha impecavelmente limpa, fazendo biscoitos de natal, puxo a barra de seu suéter e ela me olha com uma expressão fria e com ódio, ela sempre me olhara assim, e eu nunca compreendi o por quê.

—Tia Tuney eu posso assistir veletisão com o Dudley?-Pergunto com inocência, meus olhos a olhavam com curiosidade e expectativa.

—Fale direito menino!-Briga ela afastando nem um pouco dócil minha mão de seu suéter.-E não, você não pode ver televisão com o Dudikins, agora saia já daqui e vá para o seu armário.-Grita ela apontando o dedo em riste para o pequeno armário de baixo das escadas, vou para lá arrastado meus pés pelo chão enquanto caminhava.

Tudo o que eu mais queria era ter meus pais aqui junto de mim, para me darem chocolate quente e biscoitos caseiros de natal, ser embrulhado na cama por meu pai e receber beijos de boa noite de minha mãe, poder decorar a árvore de natal com eles e ver filmes natalinos, sinto grossas lágrimas escorrerem por meu rosto, eu não queria chorar.
Não podia meninos grandes não choram, meninos grandes não falam errado. E eu era um menino grande.

18 de dezembro, uma semana para o natal, 1986, Privet Drive n° 4, Little Little Whinging, Surrey, London

Quando tinha seis anos tudo o que Harry queria era ganhar presentes abraços, beijos, ser colocado para dormir, receber sorrisos doces, decorar a árvore de natal igual Dudley.

Ele queria poder brincar na neve, comer biscoitos de natal, ver todos aqueles filmes legais que passavam telinha da TV da sala, cantar as músicas com as pessoas que cantavam na porta, queria comer da ceia de natal com sua tia Petúnia, seu tio Vernon e seu primo, queria que eles gostassem dele só um pouquinho, mas não era assim ele pensa melancolicamente.

Não recebia presentes, nem abraços e muito menos beijos, não era embrulhado na cama com cobertores quentinhos por sua tia, deitado em uma cama macia e em seu próprio quarto, tudo o que ele tinha era uma manta desgastada e fina que mal dava para o esquentar durante a noite, também não tinha uma cama quente e macia como a de Dudley e nem um quarto, era obrigado a dormir naquele armário pequeno, escuro e frio que lhe dava medo a noite.

Não podia brincar na neve, pois a tia não deixava e em seu lugar o mandava fazer as tarefas da casa, também não podia ver filmes natalinos, uma vez quando pedira a sua tia ela o olhou como se estivesse louco, e até hoje ele se lembrava daquela infeliz semana de natal.

25 de dezembro, jantar de Natal de 1990, Privet Drive n° 4, Little Little Whinging, Surrey, London

Eu sabia que não deveria me aborrecer por tia Marge dar um brinquedo muito caro e bonito para Dudley e a mim uma caixa de biscoitos para cachorro, fui trancando no armário com apenas um pão com queijo e um copo de leite para o jantar, enquanto comia aquele pobre jantar, se é que eu poderia o chamar assim, penso com amargura, eu escutava as risadas dos Dursley enquanto se deliciavam com a farta ceia que eu fui obrigado a preparar durante todo o dia, e seria obrigado a limpar os pratos e jogar fora o que sobrasse, com os olhares debochados me desafiando a pegá-los do lixo, agora mais do que nuca tudo o que eu queria para o natal eram vocês, meus pais ou amenos uma família para chamar de minha.

E mais uma vez as lágrimas, junto com o desejo ter uma família, transbordavam de meu peito até a superfície, chorando baixinho e pedindo por uma família, adormece, ignorante de dois seres prateados invisíveis à olhos humanos, mesmo aos bruxos, estavam ali velando seu sono e desejando mais do que nunca poder estar ali com seu filho para mimá-lo e encher de carinho. Ignorante das lágrimas prateadas que caíam dos olhos de Lily e James Potter, que não passavam de espíritos que nunca poderiam confortá-lo.

—Feliz Natal, meu menino. -Sussurra a voz doce de Lily Potter ao pé do ouvido de seu ouvido, e desaparece deixando um menino pequeno de dez anos de idade com o rosto molhado de lágrimas e um sorriso inocente em seu rosto, após ouvir a voz de sua mãe.

25 de dezembro, Natal de 1992, Hogwarts, Scotland

Hogwarts estava tão linda quanto no ano anterior no Natal, as doze árvores enormes com enfeites dourados e falsa neve, o cheiro de pinheiro no ar, o clima alegre e festivo, apesar de todos os ataques misteriosos acontecendo, as acusações de que eu sou o herdeiro de Salazar Slytherin, mas pelo menos eu tinha amigos agora, os melhores que alguém poderia ter Ron e Hermione tão fiéis a mim, desde ano anterior quando enfrentamos o Troll que Quirrel mandou, e quando salvamos a pedra filosofal, apesar de tudo eles nunca me largaram, eu já tinha uma família os Weasley, mas nunca seriam minha verdadeira família, eu sempre me sentiria um mero visitante o amigo do filho caçula.
Todos o olhava com medo, afinal o último ofidiglota conhecido fora Voldemort e todos os anteriores eram bruxos da treva, segundo boatos nenhum ofidiglota era conhecido por ser bom e do lado da luz, e as vozes na parede, que a cada dia parecia mais sedenta por sangue. Mas nós tínhamos um plano, a gente iria beber a poção Polissuco e nos transformar em três Slytherins e descobrir esse mistério.

Mas é claro o plano deu errado, Draco Malfoy não era o herdeiro, como suspeitávamos o cabelo de Hermione na verdade era pelo de gato e a poção só funcionam com humanos, então ela estava metade gata e na ala hospitalar e as vozes continuavam, deitado na cama de dossel me sentindo estranhamente vazio, mesmo depois de comer suficientemente bem no jantar, eu sentia a vontade de chorar, de ter pais para me ajudar, eu trocaria todos os meus presentes por isso, por uma família. Pela minha própria família.

24 de dezembro, véspera de Natal de 1995, 12 Grimmauld Place, Islington, London

Nesse exato momento tudo o que Harry queria de Natal era que o tempo parasse naquele exato instante, onde ele estava longe de Dolores Umbridge e suas detenções, longe de Severus Snape e todos os outros que não acreditavam nele, não naquele momento ele se sentia estranhamente feliz, com seu padrinho rindo e cantando com os gêmeos Weasley, com o senhor Weasley bem, Ginny, Hermione e Ron felizes, todos estavam tão bem, longe da guerra que poderia explodir a qualquer momento, de parentes que os odiasse, de preconceitos, de um regime duro, da pressão escolar, estavam apenas vivos e felizes. Mesmo Remus Lupin, que sempre fora tão sério tinha se soltado e cantado e rido com as travessuras dos gêmeos e Sirius.
Sirius estavam parecendo tão vivo ali, não mais o cara rabugento que fora durante o verão, o prisioneiro que estava escondido, onde o frio dos dementadores nunca o abandonava e deixava seus olhos com uma sombra estranha. Não ali e naquele momento ele era Sirius Black, o mesmo jovem sorridente das fotos que tinha em seu álbum.

E naquele momento Harry soube, ele daria todo seu dinheiro de Gringotes e todos seus presentes, apenas para que aquele momento durasse para sempre.

Para sempre felizes, para sempre no Natal, para sempre despreocupados, para sempre longe das ameaças do mundo, para sempre naquela bolha de tranquilidade que criaram.

Mas nada dura para sempre. Principalmente para mim, no final do prazo por minha culpa Sirius estava morto, e eu nunca mais poderia conversar ver ou pedir conselhos para ele e eu definitivamente não tinha mais nenhuma família, além de Remus Lupin que por sua condição não poderia cuidar de mim.

24 de dezembro, Véspera de Natal, 1997, Cemitério de Godric's Hollow, West Country of England.

A guerra estourou, Voldemort estava no comando de toda Grã Bretanha, eu, Ron e Hermione estávamos escondidos a procura das Horcruxes, éramos procurados, se nos achassem não só estaríamos mortos, como Voldemort nunca morreria.

Era véspera de Natal, estávamos só eu e Mione, Ron não aguentou a pressão e foi embora, no momento estávamos a procura dos túmulos de meus pais.

Lá estavam eles, imortalizados em uma pequena frase que para mim soara irônica "O último inimigo a ser liquidado é a morte." eles não mereciam morrer tão jovens, por causa de um filho que nunca daria orgulho a eles. Nunca poderei entender por que matá-los? Por que não eu? Teria sido mais eficaz, não teria tanto sofrimento, nem tantas mortes, Cedric, Sirius e outros tantos que morreram por minha culpa. Apenas minha culpa.

Olhando aquele mármore branco onde os restos mortais jaziam, sinto não pela primeira e com certeza não pela última vez, o desejo de estar enterrado com eles, dormindo para sempre sobre este chão coberto de neve, para sempre uma criança, sem ver e conhecer os horrores de uma guerra, o gosto amargo de não ter uma família que me ama, o azedo de deixar quem eu amo para trás, sem conhecer a dor de um coração partido e nem a escuridão de uma alma que cresceu sem saber o que é o amor de seus pais, que perdeu o padrinho apenas dois anos depois de conhecê-lo, aquele que fora obrigado a terminar com a única menina que ele amou por causa da maldita profecia. Ah pudera eu estar em lugar melhor com meus pais e meu padrinho, longe de tanta dor.

24 de dezembro, Véspera de Natal, 1998, The Burrown, Ottery St. Catchpole, Devon, England.

O clima era sombrio, nada como os natais anteriores que presenciei na Toca, nada de risos, pessoas conversando alto, pegadinhas feitas pelos gêmeos, Sra. Weasley gritando com seus filhos, nada. Apenas um fantasma sombrio numa noite em que era para estarmos felizes e alegres. A casa apesar de estar cheia, com todos os seis filhos, eu, Hermione, Teddy, a Sra. Tonks e a Fleur, apenas se podia ouvir os talhares batendo nos pratos e o barulho das cadeiras quando nós mexíamos desconfortáveis.

Estava tudo tão estranho, tudo era tão recente. A guerra, o medo, a destruição. Era apenas demais, para todos. Famílias foram destruídas, crianças perderam seus pais e pais perderam suas crianças e apesar de não estarmos mais na guerra, a guerra estava em nós. O medo, o desamparo, a tristeza, os pesadelos, estavam lá, sempre estariam lá na borda do pensamento, nos impedindo de sermos felizes.

Por que apesar do nosso esforço para superar a Guerra, o sofrimento e as provações que passamos não nos deixariam tão rápido quanto reconstruir a estrutura do mundo mágico, porque tais provações são muito maiores e danificam muito mais do que alguns feitiços ruins. Pois não era como os machucados externos que com alguns dias ou semanas sanariam, não aquele sofrimento psicológico estaria lá para sempre, mesmo que em alguns meses ou mais nós estaríamos quase como éramos antes, o sentimento estaria sempre lá.

E nesse natal tudo o que eu desejava era ser normal, que a Guerra nunca tivesse sequer começado, que Teddy tivesse seus pais, que os pais de Hermione nunca precisassem esquecer sua filha e se mudarem para Austrália, que os Weasleys nunca perdessem o Fred, que eu nunca perdesse meus pais, que a Sra. Tonks nunca perdesse seu marido e sua única filha. Que tudo ficasse bem.

6:00 a.m ,25 de dezembro, Natal de 2012,Mansão Potter, Godric's Hollow, West Country of England.

— Você acha que eles já acordaram?- Pergunta uma voz infantil feminina baixinho, para os irmãos mais velhos. As três crianças Potter estavam paradas na porta do quarto, usando seus pijamas de inverno.

— Acho que não Lily. — Responde Albus ficando na ponta dos pés e tentando ver o quarto dos seus pais pela pequena fresta na porta.- Jamie o que você acha?

— Eu acho que a gente podia acordar eles!- Responde James alegre, sorri maroto e abre a porta do quarto e entra sorrateiramente com seus irmãos mais novos em seus calcanhares, as três crianças sobem cuidadosamente na cama de seus pais, com James no meio dos dois, Albus em cima de Ginny e Lily em cima de Harry.

—Papai! Papai! Acorda papai!- Grita a menininha ruiva cutucando o pai, o moreno mais velho se mexe um pouco, mas não acorda, a menina se vira para o irmão mais velho com um beicinho. — Por que o papai não acorda Jay?

— Não sei, vamos acordar a mamãe, aí ela acorda o papai. — Responde James com um ar de quem sabe as coisas, os irmãos se viram para a mãe e começam a cutucar ela, que geme baixinho, mas também não acorda.

— Mamãe! Mamãe! Acorda mamãe! É natal mamãe!- Gritam as três crianças balançando a ruiva mais velha, dessa vez a gritaria surgiu efeito, piscando repetidamente Ginny Potter acorda e olha confusa entre os filhos e o despertador.

— São seis horas da manhã crianças, será que vocês podem voltar a dormir, huh?- Pede a ruiva olhando cansada para os filhos.

— Não! Mamãe eu quero saber o que o Papai Noel trouxe para mim!- Grita a ruiva mais nova fazendo beicinho, de repente ela solto um gritinho e vai parar em cima do colo de seu pai, que parecia muito acordado. — Papai! Você acordou!

—Bom dia princesa. — Cumprimenta Harry dando um beijo na bochecha de sua filha e abraçando, a coloca firmemente no colo e puxa seus meninos para um abraços. — Bom dia meninos.

— Bom dia papai! A gente pode abrir nossos presentes? — Pede James olhando alegre para seu pai que sorri carinhoso para o filho mais velho.

— Não, primeiro vocês vão comer o café da manhã. — Responde Ginny com uma carranca, ela simplesmente odiava acordar cedo, principalmente no inverno.

— Mas mamãe, o café da manhã vai demorar a ficar pronto, deixa a gente abrir os presentes vai. — Pede Albus com cara de cachorrinho sem dono. De todos os filhos Albus era o que mais se parecia com Harry, os mesmos cabelos pretos bagunçados, os mesmo olhos verdes, o mesmo rosto, tudo nele lembrava seu marido e sempre que ele fazia aquela carinha ela não conseguia negar nada a ele.

— Al, eu acho melhor vocês tomarem o café da manhã primeiro, certo Harry?- Pergunta ao seu marido, que até então estava trançando o cabelo da única filha e sua princesinha.

— Ah claro Gin.- Responde sem ao menos olhar para mim, ele continuava a mimar Lily, que ao ouvir a resposta do pai, fez beicinho.

— Papai, por que nós temos que tomar café da manhã primeiro?- Pergunta olhando chorosa para ele, que quando a filha questionou olhou entre ela e a mãe meio estática, como se decidindo qual lado tomar.

— Por que vocês precisam comer e ficar fortes, para quando nós formos para a casa da sua Nana, vão estar fortes para brincar com os seus primos. — Responde ele com um sorriso brilhante para seus filhos que concordam e descem da cama. — Agora, que tal vocês três esperarem lá embaixo enquanto sua mãe e eu nós trocamos? — Pede ele sorrindo para as crianças e indicando a porta, logo o quarto estava com apenas o casal e o som de passos correndo é ouvido.

— Como você sempre consegue convencer eles?- Pergunta minha esposa estupefata, se levantando da cama e pegando o seu roupão.

— Anos de prática com Ron e Hermione. — Respondo brincando e me levanto da cama, e pego o meu roupão, puxo Ginny para mim e a beijo com calma. Descemos abraçados e compartilhando aquele momento de silêncio confortável. Chegamos à cozinha para encontrar nossos três filhos olhando para o café da manhã na frente deles.

— Vamos comer crianças? — Pergunta Ginny servindo cada um de nossos filhos e por fim a si mesma. — Quanto mais cedo vocês começarem a comer, mais cedo abrem os presentes.- Chantageia minha esposa e eu seguindo o exemplo dela me sirvo, com o que minha esposa falou, as crianças começam a comer animadas. Passamos o café da manhã rápido e com poucas conversas devido à ansiedade de nossos filhos.

Sentado em minha poltrona com minha esposa sentada em meu colo, observando a animação de nossos filhos abrindo seus presentes, eu me senti realizado, como se tudo pelo o que eu passei anos atrás valessem a pena, apenas para ver aquelas crianças, as minhas crianças tão felizes abrindo seus presentes, naquela manhã de Natal.

Tudo estava bem. E nesse natal, eu não poderia desejar mais nada, além de ver meus filhos sorrindo. E apesar de todos aqueles que eu perdi, eu não os desejava para mim tanto quanto antes, eu apenas desejava que eles estivessem bem e sentia saudades deles, mas eu estava feliz. Eu estava bem e feliz. Tudo estava perfeito.

Fim...

Notas finais
Olá pessoas lindas, tudo beleza? Eu sei que tô demorando para atualizar as minhas outras fics e tals, mas é pq eu estava escrevendo está coisa fofa. Bem quero agradecer as meninas do grupo que sempre me ajudam e a BeaaLupin que me ajudou dando opinião o tempo todo. Obrigada por ler até aqui e até outra atualização minha. Beijos a todos e bem, Feliz Natal 10 dias adiantados pra vcs!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!