All I Need

24 Capítulo 24


Notas iniciais
Oi!
Bem, algumas pessoas ficaram me questionando pelos comentários e por MP sobre Rebekah e Jasper e quem era Camilla.
Então fiz esse capítulo 'bônus' explicando a relação da Bekah e contando uma parte da história do Elijah! Espero que gostem! mas devo dizer que não gostei muito, achei que ficou grande, mas preferi fazer um unico grande do que varios pra contar a hitória e meio que perder o foco da fic que é Bella/Klaus.

POV Rebekah

Elijah dirigiu distraído por todo o percurso até o Grill. Pelo sorriso bobo eu podia imaginar que ele estava pensando em alguém. Mas quem?

Desci do carro alisando o meu vestido azul e ajeitando meus cabelos enquanto via o carro do meu irmão sumir pela rua.

Assim que entrei vi Rosalie acenando animada para mim enquanto vinha em minha direção.

- Bekah!

- oi Rose! Onde está Emm?

- ainda não chegou — ela disse aborrecida me puxando para a mesa dela.

Ficamos rindo com as garotas da equipe de líder de torcidas até que sinto braços me envolverem a cintura.

- por onde você andou?

um arrepio gostoso passou por meu pescoço ao ouvir a voz de Jasper em meu ouvido. Me virei para ele que me deu um selinho.

- oi — ele disse sedutor

- oi — eu respondi tímida como uma garotinha virgem

Vocês devem estar se perguntando o porque da minha reação estúpida já que eu o tinha compelido a sair comigo. A verdade é que, eu o tinha libertado. Quando vi Jasper, o enxerguei apenas como um passatempo bonito e gostoso — muito gostoso diga-se de passagem. Mas depois eu vi que realmente gostava dele, e eu queria que o que acontecesse entre nós fosse real. Então tirei toda influencia sobre ele e esperei.

Foi a decisão mais acertada que já tomei em todos esses meus anos de imortal.

Jasper se dedicou a me conquistar, e era tão doce. Eu me sentia a garota mais feliz do mundo em seus braços.

- vou pegar uma bebida para nós — ele disse beijando meu pescoço e saindo junto com Emmett

- Ele te ama — Alice que tinha chegado com o irmão disse — nunca vi ele tão feliz assim antes, mas acho bom você arrumar um jeito de contar...

- contar o quê? — Rose perguntou curiosa como sempre

- nada não Rose, mas onde está Edward? — perguntei para Alice tentando desviar o assunto

- ah esses dois são muito devagar Beka — Rose riu — Emmett tentou trazê-lo, mas nem a promessa de Alie aqui fez meu irmão sair de casa.

- você sabe que seu irmão está estudando para as provas da faculdade Rose, por isso ele não veio.

Os garotos voltaram trazendo bebidas e Alice pegou seu copo e saiu para longe irritada. Rose e Emmett foram se pegar em algum canto por aí. E bem, eu e Jasper não fizemos muito diferente.

POV Elijah

Deixei Rebekah no Grill e continuei dirigindo pela cidade. Peguei meu telefone e fiquei olhando para o numero sem ter coragem para discar.

Eu sentia falta dela. Ah como sentia. A queria em meus braços, sentir seus lábios, seu corpo colado ao meu.

"não me envolva novamente nos problemas do seu irmão Elijah"

sua voz retumbava nos meus ouvidos...

Coloquei o telefone de volta no bolso suspirando em frustração.

Conheci Camilla há quarenta anos atrás.

Eu já não acreditava que encontraria alguém para dividir meus dias. Até que a vi.

Seus cabelos negros, olhos grandes e rosto pacífico me encantaram.

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Klaus e eu estávamos juntos em Londres. Ele como sempre o mal humorado e ranzinza. Principalmente depois que Rebekah se irritou mais uma vez e decidiu ir embora. eu fiquei com meu irmão, na esperança de que ter alguém da família por perto o deixasse menos amargo.

"Estava caminhando pelo Green Park em uma tarde de outono, pensando em uma forma de tirar Klaus daquele circulo vicioso de encrencas, quando alguém esbarra em mim nos derrubando no chão cheio de folhas secas.

- ah céus, me desculpe — a garota ria caída em meus braços segurando uma câmera fotográfica nas mãos.

Seu corpo balançava levemente pela risada gostosa dela enquanto ela rolava para o lado se levantando. Em choque com tudo eu continuei jogado no chão.

- deixe-me te ajudar — ela disse estendendo uma mão para mim.

Pisquei atordoado e aceitei sua mão me colocando de pé.

- sou Camilla Davenport, me desculpe por te derrubar, estava distraída — ela disse balançando a câmera em suas mãos se justificando

- sou Elijah Mikaelson — disse plantando um beijo em sua mão — você está bem? Se machucou? — perguntei sentindo um leve cheiro de sangue no ar.

Ela correu os olhos por si mesma e gemeu em frustração

- droga

ela tinha cortado o cotovelo. Um filete de sangue vermelho vivo escorria, mas o cheiro não me causou sede. Me causou desejo por ela.

Tirei meu lenço do bolso e fiz uma pequena bandagem em seu braço machucado.

- obrigada Elijah — ela sorriu

- não por isso.

- me desculpe, mas estou atrasada, foi um prazer te conhecer.

- o prazer foi meu — disse já triste por ter que deixá-la ir.

Ela deu um sorriso e começou a caminhar pelo parque apressada quando se virou e gritou

- que tal um café amanhã? Me encontre no Covent Garden as cinco!

- estarei lá — gritei de volta rindo de orelha a orelha"

Nos apaixonamos. Mas como não se apaixonar por ela também? Ela tinha 25 anos, estudava história da arte em Oxford e era apaixonada por fotografia e música. Tinha uma mente jovem e livre.

Vivemos nosso romance por quase um ano inteiro, sem que Klaus descobrisse. Eu tinha comprado um apartamento em Portobello Road, onde ela morava e vivíamos felizes.

Mas eu sabia que precisava contar a ela a verdade. Eu tinha medo, não posso negar. Medo de perde-la, dela me odiar.

" — então é aqui que você passa seu tempo? — Klaus me perguntou assim que entrei em casa e acendi as luzes com Camilla pendurada em meu pescoço.

- Klaus? — perguntei surpreso enquanto instintivamente puxava Camilla para minhas costas.

- e quem é essa? Seu jantar? — ele perguntou irritado. Dava para sentir o cheiro de bebida nele.

- Klaus, agora, não — tentei controlar a situação desesperado

Ele olhou para Camilla que olhava para nós dois de forma confusa.

- querido, você quer me explicar alguma coisa? — ela perguntou

- ah entendi... É sua namoradinha — Klaus riu e num piscar de olhos ele atravessou a sala e parou a nossa frente

- mas o quê?! — Camilla resmungou soltando minha mão e cobrindo sua boca.

Estava acabado. Ela olhava em choque para meu irmão. Minha raiva ferveu transbordando

- eu disse que agora não Klaus — rugi me virando para ela tentando acalmá-la

- o que é? Você não contou a ela foi? Ele não te contou nada não é mesmo sweet?

- do que ele está falando Elijah?

- conte Elijah — Klaus provocava.

- cala a boca Klaus

- conte a ela Elijah, conte a sua namoradinha o que você é — ele sussurrava provocando — conte a ela o que nós somos

Perdendo todo o controle me virei para meu irmão já deixando que o monstro dominasse e o empurrei na parede com um rosnado.

Klaus atravessou a sala novamente, rosnando e me jogou pelo pescoço na estante de livros fazendo a se partir. Camilla assistia a tudo aquilo de olhos arregalados. Ela então se virou abrindo a porta e saindo do apartamento.

Antes que eu pudesse levantar e segui-la Klaus já estava sobre mim e quebrava meu pescoço.

Acordei algum tempo depois, o apartamento destruído e Klaus sentado em uma cadeira. Com uma expressão fria no rosto. Me coloquei de pé pronto para arrancar seu coração quando notei o corpo de Camilla no sofá e corri até ela.

Estava fria e morta.

- o que você fez? — gritei para ele enquanto pegava minha garota em meus braços e deixava que lágrimas grossas me cegassem — eu sempre fiquei ao seu lado! Sempre! Porque matá-la? Eu a amava!

- eu não a matei — ele disse e eu podia sentir o arrependimento em sua voz

- como não, é tão cruel que além de a matar ainda me trouxe o corpo dela para me torturar — minha alma estava partida, sangrando, eu gritava descontrolada querendo matar e morrer.

- me ouça Elijah — ele disse firme — eu não a matei. Depois que saiu daqui ela foi atropelada. Quando cheguei na rua, ela estava morrendo. A trouxe para cá, dei meu sangue. Me desculpe, não sabia que ela era tão importante para você.

- o quê? — perguntei incrédulo

- ela está em transição...

eu não podia acreditar no que escutava. Medo, felicidade, apreensão, tudo isso nadava em minha mente.

- vou para casa — Klaus disse e sumiu."

Camilla acordou e lhe expliquei a história toda. Ela não queria acreditar naquilo. Fiz com que ela terminasse a transição. Expliquei todas as regras. Busquei as coisas dela em seu apartamento — já que ela não conseguia entrar mais. Ela ficou arrasada com não poder sair ao sol. Prometi que logo lhe conseguiria um amuleto.

Ela não quis falar direito comigo por quase uma semana. Disse que ela podia ficar com meu apartamento e que entenderia se ela me odiasse e nunca mais quisesse me ver.

Não conseguia encontrar uma bruxa para fazer o anel para ela. E isso me frustava. Um dia enquanto levava sangue para ela encontrei Klaus em casa.

- o que está fazendo aqui? — ela perguntou para ele ressentida — já não foi o bastante o que já fez?

- eu vim lhe trazer isso — ele estendia uma pequena caixinha negra para ela — um pedido de desculpas.

- Klaus, o que faz aqui? — perguntei irritado

- só vim trazer uma coisa — ele disse também irritado

- já não basta tudo o que fez? Porque não pode simplesmente me deixar em paz? — gritei já frente a frente com ele.

- modere seu tom Elijah — ele ameaçou

- quer saber de uma coisa? Eu acho que prefiro queimar no sol até a morte do que ficar no meio das brigas de vocês — Camilla disse se levantando e indo para a porta.

Klaus parou em sua frente a impedindo de sair

- eu vim lhe trazer isso, me desculpe por atrapalhar a vida de vocês, estou indo para a Irlanda, e depois vou sair da Inglaterra. Rebekah me disse que está na América e vou me encontrar com ela.

Klaus entregou a caixinha para Camilla e depois sumiu. Dentro tinha um anel, que ele provavelmente tinha pedido para uma bruxa fazer.

Levou alguns anos para reconquistar sua confiança e seu coração. Estavamos vivendo em uma vila no interior da França, reiniciando nossa vida depois de dez anos que ela já era uma vampira.

Eu tinha saído para caçar, ela estava em uma exposição que estava supervisionando em Nice. Eu tive poucas noticias sobre meus irmãos durante esse tempo. Vivíamos pacatamente.

Estava chegando no nosso pequeno chalé quando notei a presença de alguém lá dentro.

- klaus? Perguntei surpreso vendo meu irmão tenso na sala — o que está fazendo aqui?

- onde está sua garota?

- Camilla? ela está em Nice — respondi confuso — porque?

- precisamos encontrá-la, sabem que ela é minha cria, sabem que é importante para os originais — ele disse já correndo porta a fora e eu o segui.

corremos até Nice. Malditos anos 80 que não tinha celular. Não a encontramos na exposição. Mas consegui rastrear seu cheiro e a encontramos perto de um cemitério na cidade.

Ela estava ferida, uma estaca atravessada na barriga. O monstro em mim rugiu. Klaus e eu matamos os três vampiros que a pegaram.

voltamos para casa. Klaus e eu discutiamos. Ele queria que ficassemos os quatro juntos. Camilla tomava um banho, já recuperada do incidente. Eu sabia que ela não concordaria com isso. Ela podia ter se acostumado com com a ideia de ser uma vampira, mas ela nunca quis isso a principio.

- Elijah — ela chamou parada na sala interrompendo nossa discussão

- como se sente? — fui até ela segurando seu rosto

- eu estou bem — ela disse seria tirando minha mão do seu rosto — Klaus será que poderia pedir para me dar um minuto com seu irmão?

- claro — ele disse e sumiu na noite

- Elijah, eu estou indo embora. Não, deixe eu terminar — ela disse quando eu ameacei interromper

- eu estou indo embora, eu não posso viver no meio das confusões da sua família. E família é um elo muito importante.

- não, amor, isso não...

- Elijah, eu o amo. Sempre vou amar. Eu fui capaz de perdoar você por ter me escondido a verdade, de perdoar seu irmão por ter me criado. Mas chega. Na primeira vez acabei morta e transformada. Dessa vez fui emboscada e poderia ter morrido de vez. Se você realmente sente algo por mim, vá embora com Klaus.

- eu não vou te deixar, eu amo você. Venha conosco...

- não me envolva novamente nos problemas do seu irmão Elijah

e ela sumiu pela noite. Sumiu me deixando um vazio por dentro. Por três dias ela não apareceu. Então decidi dar a ela o que ela pediu e ir embora com meu irmão.

Durante todo esse tempo, nos encontramos algumas vezes. Ela morou por um tempo ainda na nossa casa na França. Depois a encontrei na India. Eu pensei que poderíamos finalmente ficar juntos, mas ela desapareceu em uma manhã. Só fui a encontrar cinco anos depois no Canadá. Passamos quase um mês juntos, mas novamente, ela me deixou.

Antes de vir para Forks a encontrei na Virginia, em Mistic Falls. Ela estava de passagem, visitando uma amiga eu acho. Passamos a noite juntos. E pela manhã já esperava que não a encontraria ao meu lado como sempre.

Para a minha surpresa, ela dormia ao meu lado. Seus cabelos que agora tinham um toque avermelhado espalhados pelo travesseiro. Meu coração parecia que iria explodir de felicidade.

- bom dia — ela ronronou abrindo os olhos

- não acredito que está aqui — disse afagando seu rosto

- bem, talvez eu tenha desistido de ficar longe de você...

Ficamos uma semana juntos. Até que em uma tarde, depois de fazermos amor, encontrei duas chamadas não atendidas de Klaus. Retornei a chamada.

– Klaus?

– Encontrei o sentido da minha vida.

A linha ficou muda. Fiquei preocupado e sem entender e liguei para Rebekah

- olá maninho!

- você está com Klaus? — perguntei de uma vez

- não? Por quê? Aconteceu algo com Nik?

- ele me disse que tinha encontado o sentido da vida dele e depois a ligação caiu.

- vou ver o que descubro.

desliguei o telefone e esperei. Pouco depois Rebekah retornou.

- ele mal falou comigo Elijah, desligou na minha cara! Mas, se ele disse que tinha encontrado o sentido da vida dele, só pode ser uma coisa. Lembra-se do que Maya disse?

- a alma gemea dele? — perguntei incrédulo

- só pode ser...

- vou tentar falar com ele — desliguei o telefone e disquei novamente para meu irmão

eu aguardava impaciente até que ele atendeu

– Klaus? Onde você está?

– Estou indo para Forks, encontrei o pedaço que faltava na minha alma.

– Vou pegar Rebeka e encontramos você.

Assim que me virei, encontrei Camilla, com encostada na porta, já arrumada...

- você disse que tinha cansado de ficar longe — acusei

- ouvi você dizendo que tem compromisso.

- venha comigo — pedi beijando as pontas de seus dedos

- não me envolva novamente nos problemas do seu irmão Elijah, eu já lhe pedi isso antes. não me envolva novamente nos problemas do seu irmão.

Ela me beijou e sumiu pela porta.

E eu me amaldiçoo por ter deixado ela ir mais uma vez. Mesmo meu irmão precisando de mim naquele momento, eu a deixei escapar novamente...

E agora eu pagava o preço por esse erro.

O preço da saudade.