All I Need
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Bem, nem vou contar o que me fez sumir, precisariamos praticamente de uma fic pra isso.
Enfim, voltei, trouxe capítulo novo, e uma promessa de postagens regulares ok!
bjks e boa leitura!
Acordei com a luz do sol em minhas costas nuas. Pisquei algumas vezes até que me situei que estava totalmente nua, com Klaus dormindo ao meu lado me segurando pela cintura.
Um pequeno arrepio de prazer cruzou meu corpo ao me lembrar da nossa noite ontem. Nosso sexo urgente e selvagem. A luxuria que tomou conta de Klaus.
Me levantei com cuidado para não acordar Klaus e caminhei até meu banheiro. Coloquei a banheira para encher e prendi meus cabelos em um coque frouxo.
A sensação da água quente e da espuma cremosa na minha pele era reconfortante. Não sei quanto tempo fiquei ali, mas tive um pequeno sobressalto quando ouvi aquela voz rouca em meu ouvido me fazendo abrir os olhos para a realidade.
- será que posso me juntar a você? — klaus perguntou num sussurro sedutor no meu ouvido enquanto seus dedos traçavam firmes circulos em meu pescoço.
Dei um pequeno gemido de contentamento e me afastei umm pouco para frente dando espaço para que ele entrasse na banheira.
Klaus se sentou as minhas costas e começou a massagear meu pescoço, ombros e costas deliciosamente, enquanto dava pequenos beijinhos. Era muito bom, ele estava docemente carinhoso.
Virei minha cabeça para olhá-lo e ele estava com um sorriso bobo no canto dos lábios, quando viu que eu o observava ele me deu um leve selinho.
Não consegui resisti e me virei na banheira ficando de frente para ele. Klaus continuou massageando meus ombros e com uma mão começou a traçar os contornos do meu rosto.
Era um momento mágico. Calmo, doce.
Levei minha mão até seu rosto e comecei a repetir seus gestos.
Era como se estivessemos nos conhecendo naquele momento. Imagens do dia que vi aqueles olhos tempestuosos no aeroporto encheram minha mente. Era como se Klaus fosse algo que sempre me faltou.
- Céus, quanto tempo nós perdemos. — eu disse num sussurro.
- Nós estamos juntos agora.
Com cuidado Klaus se aproximou e selou nossos lábios em um beijo doce e apaixonado. Não foi desesperado e urgente como todos os outros que trocamos. Era sereno, e cheio de sentimento.
Todo o meu corpo despertou em resposta ao beijo. Minhas mãos foram para seu cabelo o puxando para mais perto de mim, e o beijo antes calmo agora se tornava cheio de paixão e necessidade.
Logo Klaus tinha me puxado para seu colo e me penetrado. Eu subia e rebolava em seu colo enquanto nossos lábios não se desgrudavam. Era uma sensação única. O corpo de um reagia a cada impulso e necessidade do outro. Não demorou e explodimos de prazer juntos.
Ficamos ali abraçados por um longo tempo. Minha cabeça descansando no ombro de Klaus enquanto ele corria seus dedos pelos meus cabelos.
***
POV Klaus
Deixei Isabella se vestindo e vim para o meu quarto me vestir.
- acho que posso te ceder algum espaço no meu closet...
Olhei para a porta e vi Isabella encostada na porta. Ela estava linda como sempre. Usava um vestido curto e estava descalça. Ela parecia tão doce e suave enquanto caminhava até mim.
- isso quer dizer... — ela não deixou que eu terminasse colocando um dedo sobre os meus lábios.
- isso que dizer que no tempo que eu passar aqui, não quero você fugindo de mim.
Meu interior borbulhava de alegria. Ela queria ficar aqui. Ela me queria por perto.
Enlacei sua cintura e lhe dei um beijo ardente mas breve.
- klaus — ela disse enquanto eu colocava uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha.
- sim sweet...
- estou com sede.
Claro que ela estaria com sede. Os caçadores ontem. Um misto de raiva e preocupação cruzaram minha mente.
- Como você está?
Ela ficou confusa, mas respondeu.
- bem. Por quê?
- ontem, na floresta. Como deixou aquilo acontecer?
- eu estava distraida — ela disse enquanto abotoava os botões da camisa que es vestia.
- distraida Isabela? — eu estava zangado, e se fosse algo mais perigoso que humanos tolos? — Você é uma vampira! Como pode se distrair assim tão facilmente?
Ela me olhou atordoada com a minha súbita mudança de humor. Logo seu semblante também fechou e ela me deu as costas saindo do quarto.
Céus, logo agora que estava ficando tudo bem entre a gente eu tinha que deixar meu temperamento levar o melhor de mim?
- Isabella... — chamo sem sucesso.
Saio atrás dela e encontro Elijah no corredor.
- você viu para onde ela foi?
- ela está com Rebeka. Sei que não é uma tarefa fácil para você, mas tem que ser mais sensível Klaus.
- agora não Elijah.
- agora sim Klaus! Isabella ama você, isso é visível. Mas ela é tão ou mais instável que você. E ainda é uma adolescente. Impulsiva, inconsequente, apaixonada. E tudo isso se intensifica quando se torna uma vampira. Basta se lembrar como é Rebeka. Isabella ainda é uma vampira nova, e ainda está se acostumando com isso. Você precisa ter calma. Ela morreu e voltou como uma vampira, teve que se afastar da família, dos amigos, do colégio. Talvez até teve que interromper algum sonho. Se você não for sensível a isso logo ela irá embora para sempre.
Depois de seu sermão Elijah simplesmente sumiu. E toda a verdade das suas palavras me atingiu.
Eu sei que estou acostumado a ter o que quero quando eu quero. Mas sei também que isso não deu certo com Isabella.
Passei a mão pelos meus cabelos frustado e desci as escadas. Quando chegeui na sala encontrei Rebeka que me olhava de forma reprovadora.
- eu sei, eu sei — disse levantando os braços me rendendo — mais sensível.
- na biblioteca, e ela ainda está com sede, se recusou a comer.
Elijah tinha razão, ela era uma adolescente, e ainda tinha a petulância de uma.
Andei até a biblioteca e a encontrei deitada emburrada no sofá com um livro no colo. Fui até ela sentando e colocando suas pernas no meu colo.
- sweet, você não disse que estava com sede?
Nada, ela ficou calada me ignorando.
Respire Klaus, respire.
- sweet heart, fale comigo.
Ela abriu o livro e começou a ler.
- Isabella, me desculpe. Por favor. Eu fiquei preocupado.
- não justifica me tratar como uma criança! — ela disse com o livro aberto como se lesse.
- eu sei, me perdoe.
...
- sweet, você está com sede, vamos vou pegar algo pra você.
- não precisa, tenho sangue em casa, como lá. Só estou esperando Rebeka pegar as chaves do meu carro.
- você vai embora denovo — não pude conter a decepção na minha voz.
Ela ficou mexida com isso. Fechou o livro e se sentou com as pernas ainda em meu colo.
- Klaus, eu preciso ir em casa. Meu pai vai chegar e encontrar a geladeira cheia de sangue. Não estou indo embora.
- ok. — disse vencido, não ajudaria insistir e iniciar outra briga.
Rebeka entrou na biblioteca e entregou as chaves para Isabella. Ela se levantou, beijou minha bochecha e saiu.
Fiquei ali sentado, imagino que com cara de cachorro que caiu da mudança.
- Klaus, você vem ou não? — ouço Isabella gritar da sala.
- o que está esperando seu bobo? — Rebeka disse revirando os ollhos.
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