All I Need

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi!
Quero agradecer os reviews ao primeiro capítulo, fiquei super mega feliz!
Um beijo pra
Miih Salvattore
Lucielly Spuldar
Mariana Moreira
♥ ♥ ♥

POV Klaus

Forks.

Era para lá que Isabella estava indo.

Meu coração parecia pular uma batida quando pensava nela.

- Klaus? Onde você está?

- Estou indo para Forks, encontrei o pedaço que faltava na minha alma.

- Vou pegar Rebeka e encontramos você.

Desliguei o telefone. O painel indicava meu voo. Peguei meu casaco – minha única bagagem – e fui para o portão de embarque.

Em Port Angels comprei algumas roupas e acessórios e um carro – um Audi A4 preto — para terminar a viagem até Forks.

A paisagem era totalmente verde e úmida. Árvores altas cercavam a estrada como um muro vivo. A cidade era pequena, o que era bom pois seria fácil encontrar Isabella. Dirigi pelas ruas do centro procurando uma corretora. Encontrei o que eu queria, uma mansão no meio da floresta. Era quase um pequeno palácio. Comprei a propriedade e tentei sondar sobre meu anjo.

- Swan, é a família do chefe de policia, o Charlie. Ele e a segunda esposa vivem com Bells, a filha do primeiro casamento dele. Creio que ela se forma esse ano.

Era um alivio quando eu conseguia hipnotizar as pessoas que possuíam as respostas que eu queria. Ele anotou o endereço da casa dela e apaguei nossa conversa de sua mente.

Após isso fui até a escola, se ela ainda estava no colegial, eu me matricularia. Não foi difícil conseguir que a secretaria me conseguisse uma cópia do histórico de Isabella e seus horários. Me matriculei em todas as suas aulas.

Ela tinha um histórico interessante. Tinha se transferido para Forks há um ano atras vinda do Arizona, onde sua mãe morava. Todos os professores tinham excelentes criticas a ela e suas notas eram perfeitas. Alguns trabalhos sobre os clássicos tinham comentários e algumas premiações.

Dirigi rumo ao endereço que tinha conseguido da sua casa. Ficava em um bairro calmo. Sua casa branca com um gramado em torno onde tinha um New Betlee vermelho estacionado. Parei o carro na esperança de ver Isabella, mas se passaram quase uma hora e uma vizinha velha começou a espiar com frequência a janela me irritando e resolvi ir embora.

Dirigi para minha nova casa pensando na garota que fazia meu coração parar.

POV Elijah

Há muito Klaus se tornou insurportavel. Era impossível conviver com ele.

Rebeka desistiu primeiro, saindo para viver como uma adolescente desvairada na Europa. Eu ainda tentei ficar com Klaus por um tempo e abrandar seus ânimos sem sucesso.

Por fim já faz algumas décadas que estamos separados, nos esbarrando as vezes por cidades pelo mundo.

- é verdade Elijah?

- Não sei Rebeka, mas temos que estar com ele nesse momento. Se está acontecendo o que presumo, ele precisará de ajuda.

- Vamos logo, só espero que não seja um lugar enfadonho.

Pegamos o voo para Port Angeles como Klaus orientou e Rebeka logo balançava as chaves de um conversível vermelho. Revirei meus olhos para as excentricidades de minha irmã que mesmo depois de seculos ainda se comportava como uma eterna adolescente.

- já posso sentir que é um lugar enfadonho, olha só todo esse verde, essa chuva, nem vou poder exibir meu conversível – Rebeka resmungava.

- Pare de reclamar, não estamos aqui por você.

A cidade era bem pequena, e molhada como Rebeka já tinha reclamado. Não foi difícil pegar o cheiro de Klaus o nos guiar até o 'castelo' que ele estava nos arredores da cidade.

- pelo menos ele mantem o estilo...

- irmãos! — Klaus nos saudava da sacada do terceiro andar com um sorriso brilhante no rosto que há muito não era visto.

- Vejo que está de bom humor – Rebeka sempre tinha que provocar Klaus.

Ele pulou da sacada e pousou ao nosso lado me surpreendendo com um abraço que só me lembro de ter trocado com meu irmão quando ainda eramos humanos. Rebeka arregalou os olhos surpresa e logo foi surpreendida por um abraço também.

Entramos na casa que ainda parecia estar sendo decorada, tinha alguns empregados pintando paredes, colocando quadros ou cortinas. Rebeka logo saiu correndo pela casa enquanto eu e Klaus andávamos com os braços nos ombros um do outro.

- irmão, como tudo isso aconteceu?

- Ora Elijah, mais tarde conversamos! Venha! Quero te mostrar a casa!

Klaus tinha um brilho nos olhos como uma criança que viu Papai Noel. Ele me mostrou o andar de baixo, a biblioteca que ele estava montando, a sala de jogos, o escritório, subimos as escadas até que ele rosna enfurecido e corre para o terceiro andar.

- não gostei muito da cor dessas paredes mas obrigada pelo quarto Klaus! — ela dizia pulando em cima da cama – o colchão é bom.

- Pegue suas coisas e procure outro Rebeka – ele rosnava entre dentes.

- Mas porque? Você vai ficar num quarto com paredes rosa cereja?

Minha compreensão me bateu no mesmo momento em que Klaus pegou minha irmã pelo pescoço.

- Rebeka, pegue suas coisas, essa quarto não é seu – disse segurando a mão de Klaus.

- E de quem é então? — será que ela estava desafiando nosso irmão?

- Esse é o quarto de Isabella – Klaus disse indicando a porta para nós..

Ele desceu as escadas e abriu uma porta no final do corredor que dava para um pequeno quarto, quase menos que a metade do quarto anterior, ainda sem mobília e com paredes com um papel de parede gasto

- esse é o seu quarto – ele deu um sorriso malvado.

- Mas ele nem tem uma cama, ou nada – Rebeka guinchava a beira da histeria.

- Você pode decorar ao seu gosto – eu me apressei a dizer antes que os dois iniciassem uma briga.

Klaus deu as costas para o quarto e eu lancei um olhar de 'não o desafie' para Rebeka que me retribuiu com um sorriso de deboche. Segui meu irmão que abriu duas portas do outro lado do corredor.

- você pode escolher qualquer um desses.

- Obrigada!

Ele desapareceu e pude escutar ele encomendar uma cama nova – tudo porque Rebeka tinha pulado na cama. Olhei para dentro dos dois quartos, um tinha uma vista para os fundos da casa, e mostrava muito da floresta. O outro tinha duas janelas grandes que mostravam a estrada à frente da casa e o jardim com fonte e um pequeno coreto ao lado da casa. Fechei a porta do outro quarto e entrei nesse.

Logo Klaus nos chamou para uma conversa. Nos sentamos no escritório no primeiro andar.

- já que você fez o favor de pular na cama você pode ficar com ela – Klaus olhava de forma doce para Rebeka – e pode ir até a empresa que está decorando a casa e tratar dos detalhes do seu quarto. Só não se atreva a entrar naquele quarto de novo sem ser convidada.

- Tudo bem – ela disse vendo a severidade do olhar dele.

- Klaus, precisa nos contar o que ouve – eu arrisquei.

- Isabella. O pedaço que sempre me faltou. Eu a encontrei.

- E como foi isso?

- Rebeka minha querida, foi quase como em um filme desses que você vive assistindo. Nós nos esbarramos no aeroporto, e quando pus meus olhos nela, meu coração parou de bater.

- Então finalmente você a encontrou. A garota que vai completar o seu ser.

- Sim Elijah, eu a encontrei.

***

POV Bella.

- Emma!?

- Sim queridinha!

Detestava quando Emma me chamava de queridinha. Ela não era uma má pessoa, eu não a amava particularmente, mas ela não me causava problemas maiores do que pegar meus sapatos, ou alguma roupa minha. Ela tinha esses pequenos surtos as vezes, no auge dos seus 38 anos, ela tinha seus dias de adolescente. Mas meu pai se divertia com ela e eles eram felizes.

- o que aconteceu Bella?

Olhei para os seus pés sugestiva. Ela calçava meus peep toes vermelhos. Eu queria usá-los com o vestido preto que tinha trago de viagem. Ela olhou para os seus pés e riu como uma criança os tirando.

- me desculpe querida! Prometo não fazer de novo!

- Você disse isso ontem quando pegou minha saia preta – disse voltando para meu quarto.

Esse era o ultimo fim de semana antes das aulas regressarem. E então seria a corrida final para a formatura. Todo mundo da escola estava se reunindo para uma festa que Mike iria dar no telhado da loja de seus pais. Por sorte a chuva tinha dado uma trégua agora a tarde e ele acatou a minha ideia brilhante de providenciar algumas tendas caso chovesse. Jéssica não gostou desse nosso momento entrosação. Mesmo eu namorando – tudo bem namorando não é o melhor termo – mesmo eu saindo com o capitão do time de vólei.

Jasper era muito bonito. E confiante. Eu não era totalmente apaixonada por ele, mas sentia uma atração física. E pra ser sincera, nós nos entendiamos muito bem. Meu telefone tocou e era Alice, irmã de Jasper.

- oi Lice?

- Bells! Por que você não ligou pro meu irmão ainda?

- Oi Alice!? Tudo bem com você? Minha viagem foi ótima sim, obrigada!

Disse com sarcasmo carregado enquanto calçava meus sapatos recém recuperados.

- desculpe amiga! Mas Jasper não para de me infernizar sobre você ter voltado ontem a noite e não ter ligado para ele. E ele ainda quer saber se já te convenci a ser lider de torcida.

- Não sei Alice, estou me sentindo estranha em aceitar, parece que vocês só querem que eu entre por sair com ele, e não porque eu tenha o necessário para entrar.

- Vocês não estão só saindo! Bells! Meu irmão acha que estão namorando! É isso que ele disse para os amigos e para nossos pais! E eu e as garotas estamos tentando fazer você entrar para a equipe desde que se mudou para Forks! O que já tem um ano!

- Tá bom Lice! Eu topo! Mas nada de base da piramide ou o topo também. Agora preciso terminar de me arrumar! Você pode me dizer se vai ficar muito frio?

Ela ficou muda um pouco e logo voltou a tagarelar.

- não, não vai ficar muito frio, ou molhado, seu vestido novo vai ficar perfeito com os sapatos que acabou de tomar de Emma, que por sinal, vai pegar seus stilettos pretos, então acho melhor escondê-los bem.

- Obrigada! Te vejo mais tarde.

Sim Alice Cullen podia ver o futuro. Era uma coisa que ela não contava a ninguém. Alem de sua mãe Esme e seus irmãos Jasper e Emmett, ninguém mais sabia.

Procurei por um casaco no meu closet, e peguei um trench coat que fechado parecia um vestido com uma saia um pouco rodadinha. Dei um laço na cintura – afinal se meu pai visse o quanto o vestido de baixo era justo e curto eu provavelmente iria ter um pouco de trabalho para sair.

Terminei de passar um delineador, ajeitei meu cabelo com os dedos e peguei minha bolsa.

- não chegue muito tarde Bells, amanhã vamos almoçar com o prefeito!

- Tudo bem pai! E Emma, vamos almoçar na casa do prefeito, então acho melhor você não procurar nada para vestir no meu closet.

Beijei meu pai e mostrei minha língua para Emma que sorriu contrariada com as risadas que eu e meu pai dávamos.

Liguei meu carro, coloquei um cd de músicas agitadas e dirigi para a festa.