All I Need
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem depois de ler muita fic boa ( e outras nem tão boas... rs) resolvi me aventurar aqui também.
É meu primeiro trabalho, então sejam gentis!
Ah, e esclarecendo alguns pontos:
Klaus, Elijah e Rebeka são realmente originais. Klaus não é um hibrido maluco. Mas é faz o tipo malvadão como em The Vampires. Os Cullens/Hales não são vampiros. Mas Alice tem poderes mesmo assim. E Bella não é sonsa, é bem moderninha e atirada. E ainda tem uma cabeça 'blindada'.
Já fazia um bom tempo.
Na verdade parei de contar depois de algumas centenas de anos.
Mas aquele vazio intempestivo ainda remoía o interior do meu ser.
Meus irmãos há muito haviam me deixado, cansados da criatura cruel e fria que eu havia me tornado.
Olhei para o painel de embarque tentando me decidir para onde iria agora. O aeroporto de Seatle não me dava uma imensidão de opções, talvez eu devesse pegar um voo para Nova Iorque e de lá decidir onde iria me refugiar por algum tempo, me escondendo de mim mesmo.
Peguei um bilhete e sai em direção ao portão de embarque. Meu telefone tocou e fui checar o numero, era Elijah. Nesse momento esbarro em algo. Dirigi minha atenção pronto para gritar com o que ou quem tivesse a culpa quando percebo.
Não era algo, era uma garota.
Olho para seu rosto que parece desacordado. Sua mala abandonada ao seu lado. Uma movimentação começa a se formar em torno de nós.
Me abaixo, meio hipnotizado com seu rosto e afasto algumas mechas de seu cabelo preto. Seus olhos tremulam como se ela quisesse acordar.
- se afastem, se afastem – alguém gritava para a pequena multidão que se formava.
A garota abriu seus olhos. Grandes orbes chocolate. Eles se moveram curiosos com o que acontecia a sua volta e ela corou.
Ela era encantadora. Sua face branca como porcelana, seus olhos profundos, suas bochechas coradas, seus cabelos negros emoldurando essa face de anjo. E seu cheiro. Ela tinha o perfume mais inebriante que eu já tinha inalado. Meu celular vibrou novamente e atendi por reflexo sem tirar meus olhos dos da garota que me encarava confusa.
- Klaus?
- Encontrei o sentido da minha vida.
Larguei o celular e estendi minha mão para a garota. Ela aparentava ter uns dezessete ou dezoito anos. Ela segurou minha mão um pouco indecisa, mas dei o meu melhor sorriso de incentivo.
- senhorita você está bem? — um segurança do aeroporto perguntava aflito.
Ela apenas olhou para ele meio atordoada e balançou a cabeça enquanto eu a ajudava a se sentar.
- está tudo bem, eu estou com ela – disse influenciando o segurança.
Ele dispersou a multidão e vi uma equipe de paramédicos se aproximando. Acho que a garota também notou pois se apressou em se levantar escapando das minhas mãos.
- você não deveria se levantar assim – tentei argumentar
- estou bem – ela cantou se colocando de pé.
O movimento foi rápido demais e ela mal fechou a boca e desabou sobre o seu peso em meus braços inconsciente novamente.
***
Estava na sala de espera do posto médico do aeroporto. A garota ainda não havia acordado e os médicos discutiam se deveriam levá-la para o hospital, ou ligar para a família dela no numero que descobriram no celular dela.
Meu celular tocou novamente. Era Rebeka.
- o que você quer – eu disse mal humorado, eu queria estar com a garota.
- Elijah me disse que você tinha encontrado o sentido da sua vida. Onde você está?
- Eu ligo para você depois.
A garota acordou e conversava com os médicos. Eles a perguntaram as coisas de praxe, nome, de onde estava vindo, para onde estava indo, como ela se sentia.
Ela não parecia feliz com a sessão de interrogatório e pavor passou por seu rosto quando disseram que iriam encaminhá-la para o hospital.
- não vai ser preciso – disse entrando na sala – ela está comigo e iremos ao nosso médico assim que chegarmos a nossa cidade. Vocês podem nos liberar agora.
Influenciei os médicos que logo assinaram a 'alta' da garota – que agora eu sabia que se chamava Isabella Swan. Ela me olhava com uma mistura de alivio por não ter que ir ao hospital e confusão por não saber quem eu era.
POV Isabella.
Andava apressada pelo saguão do aeroporto. Tentava encaixar os fones de ouvido quando trombei com algo e tudo ficou escuro.
Comecei a recobrar os sentidos para só desejar apagar novamente, uma multidão estava se formando a minha volta. Mas mais que isso, me encarando como um cego que vê a luz pela primeira vez estava um rapaz loiro, de olhos verdes cinzentos. Fiquei perdida no seu olhar pelo que me pareceu a eternidade.
Paramédicos se aproximavam e eu só consegui pensar em me levantar e sair dali. O que foi um grande erro. Ainda estava tonta e acabei caindo na inconsciência novamente.
Agora estou deitada em uma maca apavorada com a ideia de ir para um hospital.
- não vai ser preciso – o rapaz de antes disse entrando na sala – ela está comigo e iremos ao nosso médico assim que chegarmos a nossa cidade. Vocês podem nos liberar agora.
Os médicos apenas assinaram os papéis e me deixaram com aquele estranho. Eu não sabia o que sentir. Alivio, medo, vários sentimentos se passavam pela minha mente.
- quem é você? — consegui por fim dizer.
- Meu nome é Klaus – ele disse polidamente, seus olhos acinzentados intensos.
Fiquei olhando abobalhada para ele por um longo momento. Eu tinha a sensação de o conhecer por um longo tempo, mas sem me lembrar de já o ter visto antes. Por fim consegui recuperar a razão e comecei a me levantar da maca.
- com cuidado Isabella.
- Como sabe meu nome? O que você quer afinal – disse desconcertada olhando para seu rosto.
Ele pareceu surpreso com minhas perguntas. Eu me coloquei de pé e localizei minha bolsa e minha mala.
- você deveria ficar um pouco mais sentada...
- olha eu não conheço você, agradeço de verdade por ter me livrado de uma excursão ao hospital, mas se me dá licença tenho que pegar um avião para casa.
Coloquei a alça da bolsa no ombro após checar minhas coisas, ajeitei o meu cabelo e minha blusa e puxei minha mala saindo do posto médico e deixando o rapaz para trás.
Que maluquice. Eu esbarro em um estranho e fico toda abobalhada desse jeito. Com alguma sorte o voo para Port Angels tinha atrasado e eu embarquei sem maiores contratempos. Estava ansiosa para chegar em Forks.
Eu morava com meu pai já tinha um ano. Estava passando um recesso das aulas com minha mãe. Ela e Phill agora moravam em uma cidade fixa, e mesmo eles não precisando viajar como antes ainda mantive minha decisão de morar com meu pai. Era divertido no fim das contas, ele me dava liberdade e não me importunava com curiosidades sobre minha vida como minha mãe. A escola também se tornou ótimo. Eu tinha alguns amigos e era a queridinha dos professores. Até fui convidada a ser líder de torcida. O que eu ainda não tinha decidido.
A viagem foi tranquila mesmo com a chuva. Peguei minha mala na esteira e fui para o estacionamento pegar meu carro o New Betlee vermelho que Charlie me deu logo que me mudei para Forks.
Liguei o aquecedor, coloquei um cd e dei a partida. Já estava no caminho para casa quando meu celular toca.
- Bells? Onde você está? Aconteceu alguma coisa?
- Oi pai, já estou quase na cidade, o voo atrasou.
- Tudo bem então! O que você vai querer para o jantar?
- Não sei, peça para Emma escolher por mim ok?
- Certo nos vemos em breve.
Desliguei o telefone. Não havia necessidade de contar a ele sobre o incidente no aeroporto.
Isso fez minha mente viajar de volta aqueles olhos verdes acinzentados. Profundos como o mar. Tempestuosos como o mar.
Quem era ele? Por que ele causou tamanha influencia em mim? Por que ele ficou se preocupando tanto daquele jeito?
Sacudi minha cabeça na tentativa de tirar aqueles pensamentos da minha mente e aumentei o volume da música.
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