Notas iniciais
Lemon mais explícito que já fiz, incentivada pela a Amanna, que ficou me perguntando de 2 em 2 minutos se já tava pronta a fic. Boa leitura.

Os meus sapatos faziam eco enquanto eu caminhava apressadamente por um dos corredores escuros da Shibusen. Era tarde, quero dizer tarde mesmo, de madrugada. Mas o que posso fazer se sou encarregado de buscar arquivos perdidos, não importa a hora?

Incrível é a imensidão dos corredores da Shibusen, realmente, dá pra se perder facilmente entre o monte de portas, mas então, finalmente cheguei à sala desejada.

Ao abrir a porta, um grunhido saiu lá de dentro, acendi a luz e o que descobri? Um gato branco saiu correndo de lá de dentro, que por um acaso era a sala onde o zelador guardava seus produtos de limpeza.

- ÓÓÓÓÓÓTIMO, MAS QUE MARAVILHA, SPIRIT! PORTA ERRADA! – resmunguei sozinho.

Por sorte, a próxima porta que abri parecia ser a certa. Mas ao abri-la me deparei com ninguém menos que Stein, dormindo, com a cabeça sobre a mesa, além de babando, apoiado na sua cadeira, como sempre. O que ele estava fazendo ali, sinto muito, meu caro, não sei dizer.

Não acendi a luz, para não acordá-lo, então fui caminhando cuidadosamente até a estante de arquivos, sem tropeçar em nada. Fiquei muito tempo ali procurando, e nada do tal arquivo, não estava em lugar algum. Até que vi uma papelada enfiada entre dois livros.

- ACHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!

Gritei alto, estendendo meus braços pra cima e fazendo uma dancinha de comemoração.

- AHAM, AHAM, EU CONSEGUI, SOU O MELHOR, TCHURURURURUUUU! – cantei continuando com a dança ridícula e balançando os papéis na mão.

- Que rebolado, hein? – Uma voz rouca falou. Espera, eu conheço essa voz.

- M-MAS O QUÊ... – levei um puta susto, parei de dançar na mesma hora, me atrapalhei e bati na estante, fazendo toda a papelada cair em cima de mim.

Droga, eu tinha esquecido que Stein estava dormindo logo ali. E agora estava esmagado por papeladas, mas que maravilha. Parabéns pra mim.

Stein correu para perto de mim e da papelada. Correu em termos, eu digo, porque esse infeliz só fica se movendo com aquela maldita cadeira. Estendeu-me a mão e me puxou do meio de toda aquela bagunça.

- Você está bem? – ele olhou para mim com aquela cara de tacho enquanto girava seu parafuso na cabeça.

- Sim, desculpe pelo incômodo, já estou de saída. – disse sem olhar direito para ele, evitando contatos desnecessários.

Catei logo o arquivo necessário no meio da papelada e tratei de caminhar até a saída, dane-se a bagunça, amanhã eu podia arrumar aquilo.Quando eu estava quase chegando na porta, aquele ser miserável chamado Stein moveu sua cadeira rapidamente em minha frente, bloqueando a passagem. Encaminhou suas mãos grandes em direção do trinco, trancando-nos dentro daquela sala.

- Pra quê ser grosso desse jeito, Spirit? – olhou para mim com um sorriso maldoso, arrumando os óculos.

- Com licença, Professor Stein, tenho mais o que fazer do que aguentar suas besteiras. – fui curto e grosso, mas ao tentar destrancar a porta, Stein agarrou meu pulso e apertou-o.

- Ah, por favor, você ainda não superou aquela bobagem de alguns anos atrás? – ele revirou os olhos.

- Você acha bobagem minha filha ter flagrado nós aos beijos na enfermaria?

- Acho bobagem você ainda se importar com isso. Ela era uma criancinha, nem deve se lembrar disso, e também, o que tem de mais em dois homens se beijando?

- Você acha bobagem minha filha saber que as tais ‘escapadas’ que todo mundo achava que eram com todas aquelas mulheres de esquina, eram na verdade com você?

- Exagero, ela nem se lembra de mim ou de qualquer coisa parecida, pare de ser idiota.

- Olha só quem está me chamando de idiota. – soltei meu pulso de sua mão com força, irritado. Quem ele pensa que é? Mas ele me surpreendeu. Agarrou minhas pernas e puxou-me para seu colo. O arquivo em minhas mãos se espalhou no chão ao lado da cadeira.

- STEIN! PARE! – me rebati tentando escapar, tudo em vão, ele não me soltava.Quando cedi, ele segurou meu braço com uma mão, e com a outra, agarrou minha coxa agressivamente, puxando-a para o outro lado de sua cintura. Ficamos posicionados frente a frente, com ele sentado, me encarando maldosamente.

- Stein... – choraminguei. Eu não podia permitir isso, não mais uma vez, já bastava tudo que ele tinha causado a mim no passado.

- Eu sei que você gosta. – sussurrou em meu ouvido, calorosamente.

- E-Eu não poss...

- Você fica me seduzindo desse jeito... Me deixando louco... É impossível que você não queira isso... – passou sua língua quente no lóbulo da minha orelha, me dando calafrios – E agora você não está mais comprometido, lembra?

Minhas mãos estavam pousadas contra seu peitoral, para me afastar dele. Por que ele fica fazendo isso comigo, céus? Esse toque... O calor da sua pele esbranquiçada... A língua...- Por favor... – abaixei minha cabeça, encostando minha testa em seu peito, me contendo. Eu não posso fazer isso de novo... Uma lágrima de arrependimento escorreu sobre minha face. Stein passou seu dedo delicadamente sobre a lágrima, secando-a.

- Você sabe que eu não vou te obrigar a fazer nada que não queira... – desapontado, ele afastou os braços de mim – Você sabe que eu não sou assim...

Fui escorregando minhas pernas para mais longe dele, pretendendo sair daquela situação, eu estava no auge de perder meu controle. Naquele momento, eu podia tê-lo só para mim mais uma vez, fazer todas as coisas ‘proibidas’ que fazíamos antigamente, sentir o prazer de seu toque em minha pele... Eu realmente estava confuso, eu sabia que se me entregasse naquela hora, não havia volta.

Foi quando ele pousou sua mão consideravelmente grande em minha coxa, alisando-a. Naquele momento, meu coração bateu mais forte, minhas preocupações se foram, apenas sentia aquele toque caloroso invadindo minha coxa lentamente.

Não pude aguentar mais aquilo, era uma tortura, eu precisava daquilo, daquele homem, o MEU homem.Coloquei meus braços sobre seu pescoço, e juntei nossos lábios ferozmente, logo ele invadiu me invadiu com sua língua enlouquecedora. Explorou canto a canto de minha boca, como se fosse a primeira vez que fazia isso. Com a mão direita ainda em minha coxa, puxou-me pela cintura com a outra mão, colando nossos corpos, sem quebrar o beijo intenso.

Puxei sua camisa e tirei-a rapidamente, enquanto ele fazia o mesmo comigo.Pude sentir algo crescendo embaixo de mim. É claro, a ereção de Stein aumentando cada vez mais. Eu já estava consideravelmente ereto, mas gemi alto sentido a pressão de seu membro contra minhas nádegas, e a minha ereção pressionando seu abdômen.

Logo saí de cima dele, e empurrei-o para o chão. Ele ficou lá, deitado, mordendo o lábio enquanto observava eu me despir. Tirei minhas calças de uma vez só, ficando completamente nu. Abaixei-me e fiz o mesmo com Stein, observando-o peladinho como veio ao mundo, abaixo de mim. Friccionei meu corpo contra o dele novamente, e então lambi seu pescoço, descendo a língua por todo seu peitoral, abdômen, até chegar na virilha.Aquele membro ereto estava esperando para ser tocado... Mas eu sou mal, fiz um passeio com minha língua por sua virilha, sem tocar no membro, só para deixa-lo mais excitado.

- PORRA! – ele gemia de ansiedade.

Abocanhei o membro, e chupei-o inteirinho, enquanto acariciava suas bolas com a mão. Eu rodeava-o com a língua, tocando cada cantinho, o que me deixava com mais tesão ainda. Ele gemia, quase gritava de prazer. Quando comecei a lamber somente a glande, ele urrou realmente alto, e percebi que ele estava no auge.

Deitei-me ao seu lado, esperando que ele tomasse meu corpo como bem entendesse, mas ele levantou-me e me jogou de quatro no chão, exposto.

Ficou de joelhos atrás de mim, e brincou com minha entrada com sua língua, enquanto eu gemia. Ele apertava desde minhas coxas até as nádegas com força. Então lambeu a extensão de minhas costelas, apertando seu membro ereto contra minha entrada, torturando-me.

- Está pronto? – perguntou entusiasmado, mas não esperou a resposta.

Urrei de dor e prazer quando sua glande penetrou-me, logo dando espaço para o membro inteiro. Meu cabelo grudava na minha testa, de tanto suor. Gemi como nunca havia gemido, e Stein me acompanhava nos gemidos. Ele me invadia ferozmente, loucamente, calorosamente, oh meu deus, quanto prazer.

Ele dava tapas repentinos em minha nádega, e foi subindo seu corpo e inclinando-o em cima de mim, montado em meu corpo, mais ou menos como os cachorros fazem, e ao mesmo tempo envolvendo minha cintura com seus braços, onde conseguia o apoio para se equilibrar em cima de mim. Nós gemíamos cada vez mais.

Alcançou meu membro com uma das mãos e começou a me masturbar ao mesmo tempo em que me penetrava. Ele atingia minha próstata loucamente, e eu gritava desesperado de tanto prazer. Aquela era a melhor transa que eu já havia tido. Todos os desejos ressentidos por todo esse tempo extravasaram naquela madrugada. Gozei, espalhando todo meu líquido por sua mão, e ele então gozou dentro de mim, fazendo-me sentir aquele líquido quente que eu sentia tanta saudade, aquecendo-me por dentro, enchendo-me de prazer.

Ele saiu de dentro de mim, e nos jogamos no chão, exaustos. A luz da lua era a única que iluminava o local, entrando pela janela e refletindo belamente no rosto de Stein.Virei-me para encara-lo, e ele fez o mesmo. Abraçamo-nos e adormecemos daquele mesmo jeito.

Era aquilo que eu precisava, aquilo que eu tanto desejava, tê-lo para mim, só mais uma vez.

Mal sabia eu que eu já o tinha, para sempre, em meu coração.

Notas finais
Reviews, estrelinhas, qualquer coisa, é bem aceito, thanks!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!