Alive

1 Capítulo Único


As mãos de Daryl procurava pelos botões da camisa do xerife, os abrindo com rapidez, estourando os últimos na pressa para sentir a pele de seu homem. O caipira estava encostado contra uma árvore, tendo a gola de sua camisa puxada enquanto o xerife percorria a extensão de seu pescoço com os lábios e a língua, rindo contra a pele bronzeada quando viu dois ou três botões de sua camisa caírem no chão.

— Pensei que tivéssemos conversado à respeito disso. -Sussurrou ofegante, ouvindo Daryl gemer baixo e timidamente quando pressionou a ereção crescente contra a pélvis do mais novo.

— Você sabe que eu... Oh... R-Rick... — As mãos do xerife apertaram a carne da bunda do Dixon, fazendo o mesmo empiná-la contra a palma do xerife.

— O que eu sei? — Rick o provocou, sentindo as mãos desesperadas de Daryl puxando a camisa por seus braços, a jogando no chão.

— Que eu não sou nenhum pouco paciente. — Disse trocando as posições, mantendo Rick encostado contra a árvore.

Os rapazes não sabiam à quanto tempo estavam naquela relação, meses, anos talvez? Na primeira noite, juraram não tocar no assunto ou repetir. Rick tinha dois filhos, uma esposa que, por mais que não tenha sido um exemplo, ainda era sua mulher e por Deus, estavam em um maldito apocalipse. Daryl jurava de pé junto que havia sido culpa do álcool, é claro que ele, do jeito que era, jamais iria admitir que tinha uma queda por um homem, ainda mais um homem casado e com duas crianças. Mas tanto ele quanto o xerife não foram capaz de conterem o desejo de estarem juntos novamente e ali estavam eles, em mais uma de suas saídas, se agarrando como se o inferno não tivesse tomado o mundo que um dia conheceram.

Como poderiam estar em outro lugar e de outra forma, afinal? Rick sempre estivera ali, mesmo quando Daryl lhe deu motivos para deixá-lo, ele estava lá para irem atrás de seu irmão e estava lá para recebê-lo de volta a sua "casa" depois de reencontrar o Dixon mais velho e decidir que precisava ficar com sua família, é claro, antes de se dar conta de que Rick era sua família. Ele não poderia estar mais certo. Aquele xerife sempre seria o seu lar.

Os lábios finalmente se chocaram contra o outro, famintos e repletos de saudade. Estar em uma relação escondida não era fácil para nenhum dos dois, mas nem Rick e muito menos Daryl estavam dispostos a desistir um do outro. A prova disso era a maneira como Daryl se entregava completamente à Rick, baixando todos os muros que construíra para manter qualquer um longe, qualquer um, exceto o seu xerife. Ele era o único que podia ultrapassar todas as camadas de Dary e ainda sim amá-lo no final do dia. Oh sim, amá-lo. Como um louco, como um lobo faminto e como seu homem.

— Eu amo você. — Rick o disse, sem fôlego após separarem os lábios um do outro, deixando seus olhos mergulharem nos de seu caipira.

Daryl, no entanto, parecia surpreso. Não importava quantas vezes ele ouvisse aquelas palavras saírem da boca de Rick, ele sempre iria reagir daquela forma; arregalando os olhos, prendendo a respiração e deixando seu rosto tomar o tom avermelhado que denunciava o seu constrangimento.

— Cale a boca. — Foi o que disse, puxando Rick para mais um beijo, meio confuso e desnorteado, mas logo suas línguas encontraram uma à outra, dando início à uma batalha sem vencedores. Rick não se sentia mais incomodado por Daryl não retribuir as suas palavras de afeto, ele havia aprendido que aquele caipira era mais de "fazer" do que "falar", e o Dixon já havia feito o bastante para prová-lo que era tão louco por Rick, quanto Rick era por Daryl.

Havia um momento em que ambos esqueciam o mundo em que foram expostos, o tipo de coisa que precisavam fazer para manter a si próprios e à sua família salvos, as pessoas do outro lado da cerca que queriam tirar o pouco que tinham. Era o momento aonde encontravam-se inertes e submersos nos beijos, toques e sensações que apenas eles conheciam, o momento aonde Rick marcava o corpo de Daryl, deslizando seus lábios sob a pele bronzeada do homem enquanto o tocava, sentindo-o estremecer em suas mãos e gemer baixo e tímido próximo ao seu ouvido. Era o momento perfeito. Era o momento deles.

E ali estava Daryl, olhando com seu rosto corado o homem que sugava seu membro e o encarava com devoção, masturbando a parte de seu pênis aonde não conseguia cobrir com os lábios. Os gemidos sôfregos de Daryl eram o combustível para fazer Rick o sugar com mais força, apertando as pernas do mais novo enquanto sentia a glande bater contra a sua garganta, fazendo-o respirar fundo para não se engasgar, antes de retomar o seu ritmo acelerado e faminto. Daryl não iria durar muito tempo se Rick continuasse a brincar com ele daquela forma, ele sabia, mas sua mão foi parar nos fios cacheados do homem quando sentiu a ponta de seus dedos rodearem a sua entrada. Rick urrou quando Daryl empinou a bunda em direção à seus dedos, não perdendo tempo na hora de penetrá-lo e começar a abrir suas paredes, preparando-o para recebe-lo.

— Rick... Eu preciso de você... — O homem disse, olhando para o outro da forma que abalava todas as suas estruturas, os olhos marejados e pidões, a voz mansa e manhosa, era como ele ficava quando Rick o levava ao limite; vulnerável, penetrável e manso. Rick amava domar a sua fera selvagem.

— Realmente? — Ele pergunta, o provocando com mordidas em seu abdômen quando começa a se erguer, fazendo uma trilha de beijos e mordidas até alcançar o seu ouvido. — Me implore mais uma vez... Você sabe o quanto amo te ouvir implorar por mim.

Daryl se contorceu e gemeu manhoso, sentindo Rick guiar a sua mão para a ereção grande e pulsante entre suas pernas, fazendo o mais novo morder o lábio inferior e olhar nos olhos imersos em luxúria de Rick.

— Me foda. — Ele sussurrou, apertando o membro de Rick antes de se virar e apoiar as suas mãos na árvore, olhando por cima de seus ombros o homem que segurava sua cintura de forma possessiva e, por fim, o preenchia, arrancando de ambos gemidos baixos e aliviados.

Estavam completamente entregues, o suor em seus corpos, os sons que emitiam a cada investida, a forma como Daryl sussurrava para Rick que pertencia à ele, aquilo era o momento aonde o mundo ainda era um mundo, mas moldado às suas perspectivas e conceitos, eram os muros de Rick e Daryl, que os mantinham dentro de seu ápice de prazer e amor. Suas vidas estavam completas, embora fossem propicias a acabarem em um piscar de olhos, eles haviam encontrado a peça na qual se encaixar, a luz no fim do túnel o farol que os levariam para a casa e nada poderia penetrar aquilo. Haviam, finalmente, encontrado o amor.

Estavam deitados e apoiados na árvore, agora vestidos e com sorrisos enormes brilhando em seus lábios, trocando carícias e aproveitando o resquício de tempo que haviam lhe sobrado para que pudessem estar juntos, sem máscaras e sem o maldito apocalipse.

— Eu te amo. — O caipira disse, baixo e embaraçado, tragando a fumaça do cigarro e soprando-a, sentindo uma leve ardência em seu rosto.

Rick soltou uma risada, balançando a cabeça e o beijando no rosto.

— Cale a boca. — Disse, ganhando uma carranca e, em seguida, o mais belo sorriso de Daryl.

Afinal, em meio à morte, Daryl Dixon era a única coisa que fazia Rick Grimes se sentir vivo.

Notas finais
><

Espero que gostem. Sim, eu shippo esse casal. Comentem e digam o que acharam, lembrando que não vou aceitar qualquer tipo de comentário HOMOF
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!