Aline

1 Capítulo Único


Havia conhecido Aline a pouco mais de 2 anos. Eram diferentes, mas iguais ao mesmo tempo. Aline era extrovertida, risonha, fazia amigos em qualquer canto com facilidade. Isadora era tímida, de poucos amigos, preferia a companhia de seus livros e do Netflix a de outras pessoas, exceto quando se tratava de Aline. Sabe, ela tinha aquela aura que te dá vontade de ficar por perto e te enche de um calor interno inexplicável. Talvez isso explicasse a quantidade de amigos que a garota possuía. Isadora era apenas mais uma na imensa lista de amizades que Aline possuía, enquanto Aline era uma das três pessoas que ela podia chamar de amiga (e dentre estas pessoas haviam apenas sua prima – Suellen, e outras duas amigas que conhecera junto com Aline, obviamente – Gabrielle e Nathália). Mas, ao mesmo tempo, possuíam pensamentos muito alinhados e gostos semelhantes. Aline maratonava séries junto com Isadora, entendia todas as suas referências (ok, não todas, mas certamente a maioria delas) e completava as músicas que ela começava a cantarolar do nada (mesmo que Aline não gostasse de metade delas). Entendia seus sentimentos e atitudes como ninguém, às vezes sem nem ao menos precisar dizer uma palavra. Com apenas um olhar, Aline conseguia decifrar quando estava nervosa, ansiosa, triste ou estressada e sabia exatamente o que fazer em cada uma dessas ocasiões (obviamente levar algumas garrafas de cerveja e fazer uma panela grande de brigadeiro em seu apartamento). Não tinha muito no que pensar quando se perguntava o porquê de serem melhores amigas, mesmo com personalidades tão distintas.

Hoje era mais um daqueles dias que Aline lhe tirava de sua zona de conforto: uma festa. Isadora não era muito fã destas, e as poucas que havia aceitado ir obviamente foram com Aline. Não foram experiências ruins, muito pelo contrário, apesar de metade das vezes ter tido de levar uma Aline bêbada para casa e ajuda-la durante a ressaca do dia seguinte e a outra metade terem carregado uma à outra, na medida do possível. Hoje, possivelmente seria a primeira opção, já que Isadora iria dirigindo e daria carona à Aline. Já estava parada em frente ao portão do prédio tentando telefonar para a mesma que já estava 10 minutos atrasada – para variar. Finalmente Aline atendeu na terceira tentativa.

“Até que enfim, garota, já to um tempão esperando você aqui!” Reclamou irritada sem dar oportunidade de Aline terminar o “Alô”.

“Desculpa, Isa! Eu me atrasei tentando fazer a cocada, e acabei de sair do banho! Pode subir aqui enquanto eu termino de me arrumar?” Respondeu Aline em tom de lamentação. Isadora soltou um suspiro de frustração e desligou o telefone, se xingando mentalmente por ainda chegar no horário marcado. Aline sempre se atrasava, já devia ter aprendido que quando ela dizia “me busca as 20h”, devia sair de casa às 20:30. Estacionou o carro em uma vaga em frente ao prédio vizinho ao de Aline, desceu do carro e caminhou até à casa da garota.

—--

Aline abriu a porta quase que imediatamente após Isadora tocar a campainha trajando apenas calcinha e sutiã e com uma escova de dentes na boca cheia de espuma, sorrindo ao vê-la, mas com um olhar que claramente dizia “Me desculpe”. Sem dizer uma palavra, abriu passagem para Isadora entrar em seu apartamento. Aline morava em uma destas quitinetes de um cômodo, mini cozinha e banheiro. Ao entrar pela porta, passaram por um curto corredor que terminava em um cômodo amplo com apenas uma cama e um guarda roupa. À esquerda havia uma cozinha minúscula, que não fosse pela diferença de piso seria uma extensão do quarto. Nela havia uma mesinha com dois bancos, uma geladeira, a pia e um fogão antigo de quatro bocas. Todos os itens foram dados à Aline por parentes assim que ela alugou o apartamento e se mudou. Do outro lado do quarto, havia uma porta sanfonada aberta, que levava ao banheiro. Aline já estava correndo em direção ao mesmo, para terminar de escovar os dentes. Isadora afastou algumas roupas e se sentou na cama.

“Por que a senhorita não está caracterizada, hein moça? ” Perguntou Aline após cuspir a pasta na pia.

“Você sabe que já está sendo um grande esforço sair de casa neste frio, quiçá com roupa de festa junina. Aliás, calça jeans e camisa xadrez não contam?” Respondeu Isadora apontando para as próprias roupas. Aline respondeu revirando os olhos e começou a arrumar o cabelo. Como o mesmo era bem curto, mesmo que fosse cacheado, esta etapa era rápida. A seguinte era que preocupada Isadora, pois Aline certamente demoraria uns 40 minutos para realiza-la: a maquiagem. “Mas e você? Vai vestir o que?”

Aline simplesmente apontou para um vestido lilás que estava ao seu lado da cama, bem típico de festa junina. Isadora revirou os olhos e pegou o celular, sabia que Aline não gostava de conversar enquanto se maquiava, pois a distraía. Enviou uma mensagem à Suellen avisando que se atrasaria por causa de Aline.

Novidade...” Foi a única resposta que recebeu e não pode evitar soltar uma risada.

Voltou a olhar para Aline se maquiando. Ela estava bastante concentrada tentando passar delineador nos olhos. Aliás, ela sempre errava quando o fazia, principal razão pela demora para se maquiar. Por alguma razão, até gostava de assistir a garota em seu ritual de beleza. E, então, de repente dera-se conta de algo bastante óbvio. Estava apaixonada por Aline. Não sabia ao certo dizer em que momento acontecera nem ao menos como. Talvez tenha sido o brilho em seu olhar quando começava a discursar tão avidamente pelas causas sociais. Ou aquele sorriso que chegava aos olhos, capaz de iluminar até mesmo o canto mais escuro em seu coração. Talvez tivesse sido naquele exato momento enquanto assistia atentamente a garota se maquiando em frente ao espelho antes de saírem para uma festa, contemplando de maneira tão concentrada o próprio reflexo. Ou quando a menina xingara baixinho ao errar o delineado, e não pode deixar de rir. Talvez fosse o som de sua risada, seu abraço tão aconchegante, sua maneira de dizer que tudo ficaria bem de maneira tão sincera que a fazia realmente acreditar naquilo. Enfim... não sabia quando, como ou o porquê. Mas era obvio que havia se apaixonado pela sua melhor amiga. Dar-se conta disso fora um grande baque, embora não fosse uma surpresa tão grande.

“Que foi?” perguntou Aline sorrindo, já finalizando a maquiagem dos olhos. Percebeu que a estava encarando enquanto devaneava em sua mente. “Tá tão ruim assim? Eu juro que é porque to correndo pra fazer...”

“Não, não...” Respondeu rindo. “Tá ótimo, como sempre! Vai levar o que, aliás?” Isadora rapidamente tentou desviar o assunto.

“Eu te falei: cocada e quentão. Foram os motivos de eu ter me atrasado, lembra?”

“Mas nenhum dos dois é tão demorado assim pra fazer...”

“Tá... Talvez eu tenha me atrasado porque demorei a começar a fazer.”

Nesta altura, Aline já havia terminado a maquiagem e retornava em direção de Isadora para pegar a roupa ao seu lado. Nesta proximidade, pôde sentir o perfume cítrico característico que ela sempre usava.

“E por que foi que você demorou a começar a fazer?”

Aline ficou em silêncio enquanto se vestia, levemente corada. Isadora aguardou até que ela finalmente fosse capaz de responder timidamente.

“Eu tava assistindo Netflix...”

Sem entender o porquê de a mesma estar tão envergonhada por isso, Isadora insistiu “E o que você estava assistindo?”

Aline deu uma pausa antes de finalmente responder.

“Naruto...”

As duas se encararam por um instante, antes que Isadora explodisse em risadas. Aline fez uma cara emburrada e decidiu ignorar a presença de Isadora ali enquanto caminhava em direção à cozinha para pegar o pote onde estavam as cocadas e colocava numa sacola e a garrafa térmica com quentão e colocava em outra. Pegou uma bolsa dentro do armário, onde colocou o celular e as chaves que estavam em cima da mesinha da cozinha. Finalmente, chamou:

“Então, vai continuar rindo da minha cara ou vamos embora logo?”

Ainda rindo, Isadora se levantou e seguiu Aline para fora do apartamento.

—--

Estavam as duas no carro em direção à casa de Fernanda, amiga e ex namorada de Aline, anfitriã da festa. De repente esta informação não era mais apenas mais um detalhe e parecia algo grande demais para ignorar.

“Estou empolgada para a festa!” Disse Aline enquanto sincronizava seu celular com o rádio do carro e colocava para tocar uma de suas inúmeras playlists aleatórias. Hoje ela havia escolhido “Pagode dos anos 90” para ser a trilha sonora de sua viagem de 20 minutos.

“Você se empolga com qualquer oportunidade de comer muito e encher a cara!” Respondeu Isadora, um pouco mais seca do que pretendia.

“Eita, o que deu em você? Pra que toda essa grosseria?” Aline estava visivelmente chateada com sua repentina mudança de humor.

“Desculpe, foi sem querer... Final de período na faculdade, sabe?”

Aline lhe deu um sorriso de compreensão e pegou sua mão direita.

“Tá tudo bem, meu sol e estrelas.”

Aquele gesto era comum de Aline, ela era o tipo de pessoa que demonstrava sentimentos com muita facilidade e para qualquer pessoa. E desde que maratonaram Game of Thrones juntas, constantemente se chamavam por “meu sol e estrelas” e “lua da minha vida”. Era algo extremamente comum na amizade delas e, de repente, este simples gesto foi capaz de acelerar seu coração e lhe fazer prender o ar.

“Ei, to dirigindo, não me distraia... Lua da minha vida.” Tentou parecer normal, Aline lhe encarou desconfiada, porém nada disse. Para evitar o constrangimento que a situação gerou, tentou puxar outro assunto. “Então... Tem certeza que vai ficar tudo bem de ver a Fernanda hoje?”

“Você sabe muito bem que eu já superei a Fernanda!” Aline soou falsamente ofendida. “E você e a Gaby?” Perguntou divertida.

“A gente só ficou uma vez e estávamos as duas bêbadas, esquece isso! Somos só amigas!”

Aline riu com o tom um tanto revoltado de Isadora e murmurou um “Sei...”, fazendo Isadora revirar os olhos. Depois disso, o clima entre as duas voltou quase ao normal, até chegarem à casa de Fernanda.

—--

Já estavam a algumas horas na festa. Aline estava na pista de dança improvisada na sala da casa dançando com Fernanda, Nathália e outras pessoas que Isadora não reconhecia. Já Isadora estava sentada ao chão no canto da sala bebendo seu refrigerante, acompanhada de Gabriela, Suellen e o namorado da última, Gabriel. Suellen e Aline haviam se conhecido em um aniversário de Isadora e, obviamente, se adoraram. Na época, Aline ainda namorava Fernanda e, consequentemente, todas se tornaram grandes amigas e, desde então, estavam sempre juntas nas festas e Suellen sempre levava seu namorado, fazendo-os serem o único casal hetero nos eventos que as meninas frequentavam ou organizavam.

“Isa, a Aline é meio tapada, mas até ela já tá percebendo...” Comentou Suellen com a voz um tanto embolada devido à quantidade de álcool que já havia ingerido. “E não, não tente dizer que estou bêbada e vendo coisas!” Complementou antes que Isadora pudesse sequer responder à primeira frase.

“Não sei do que você tá falando...” Respondeu, desviando o olhar.

“Você tá noite toda evitando a Line!” Dessa vez, foi Gabriela quem respondeu.

“E não para de encarar ela dançando, sério, tá ficando até meio esquisito.” Complementou Suellen.

Isadora corou intensamente com as afirmações, mas não se deu ao trabalho de responder. Apenas se levantou do chão e foi em direção à cozinha pegar alguma coisa para comer.

Enquanto encarava as opções à frente, decidindo se comia mais um cachorro quente ou bolo de aipim, alguém lhe abraçou por trás.

“Agora não tem como me evitar... Vai me contar o que está acontecendo, meu sol e estrelas?” Era Aline, com a voz um pouco enrolada. Estava claramente embriagada.

“Não sei do que você está falando!” Respondeu, ignorando o pulso acelerado e o suor nas mãos.

“Acho que você devia era beber com a gente! Já falei com a Fernanda, a gente pode dormir aqui, aí você não precisa se preocupar com voltar dirigindo pra casa e você aproveita e põe logo pra fora que foi que eu te fiz pra você estar tão estranha comigo hoje.”

Isadora soltou os braços de Aline de sua cintura e sem responde-la, voltou para a sala. Iria embora da festa, não podia mais tratar Aline daquele jeito e precisava pensar em como lidar com tudo aquilo. Estava indo em direção de suas amigas para se despedir, até que viu Fernanda e Nathália se beijando na pista de dança. Seu reflexo foi voltar para a cozinha para evitar que Aline visse a cena, mas quando se virou percebeu que já era tarde demais. Aline já estava parada no portal entre a sala e a cozinha, seus olhos estavam marejados. Antes que as lágrimas pudessem cair, Isadora lhe levou de volta para a cozinha.

“Vamos embora?” Sussurou Aline com a voz embargada, teimando em não deixar as lágrimas caírem. Isadora apenas assentiu.

—--

Já estavam com o carro parado na frente do prédio de Aline. Ela havia chorado durante todo o caminho, sem dizer uma palavra.

“Pensei que você tinha dito que tinha superado a Fernanda.” Finalmente deixou escapar o que a incomodava desde que saíram da festa, soando mais ácida do que gostaria. O tom não passou despercebido por Aline.

“Porra, Isadora, qual o seu problema comigo hoje? Você só tá me evitando e dando patadas o dia todo! Qual foi a merda que eu fiz?” Aline soou mais magoada do que irritada. Quando Isadora não respondeu, ela continuou. “Por favor, só me diz se eu fiz alguma coisa que eu possa consertar. Eu não quero te perder também.”

As palavras dela lhe pegaram de surpresa. Arrependida, começou a dizer:

“Ei, me desculpe, não foi você, é que...”

“Sou sempre eu!” Aline interrompeu e continuou. “Eu só faço merda! Nunca faço nada certo!”

“Vamos subir, você tá bêbada...” Isadora tentou cortar o discurso de auto-ódio, já que nunca soube como reagir aos mesmos. Para ela, era surreal que alguém tão incrível como Aline pudesse ter a si mesma em tão baixa estima.

“Eu não mereço uma amiga tão boa como você!” Aline ignorou completamente o que ela havia dito. “Sabe, eu não sei como você conseguiu me aturar por tanto tempo...”

“Droga, Aline, para com isso! Me desculpe, está bem? Eu só... to de tpm hoje, você não fez nada! Vamos subir pro seu apartamento e beber um pouco, assistir Naruto, o que você acha? Eu roubei uma garrafa de vodka lá da festa.”

Aline subitamente mudou de expressão e deu mais um de seus sorrisos capazes de iluminar tudo. Ela realmente estava bêbada e Isadora percebeu que também precisava de alguma bebida.

—--

As duas estavam sentadas na cama debaixo de um edredom com o laptop aberto apoiado nas pernas de Aline e a garrafa de vodka na mão de Isadora. Haviam iniciado um “drinking game” bem estúpido assistindo filmes no Netflix, seguindo regras aleatórias que encontraram na internet. Em determinado ponto, estavam apenas bebendo quando lhes dava na telha e não prestavam mais atenção a qualquer que fosse o filme. Estavam rindo quando Aline soltou repentinamente:

“Eu realmente falei sério, sabe?”

“Sobre o que?” Perguntou Isadora, ainda rindo.

“Você é uma amiga boa demais para mim.”

Isadora parou de rir instantaneamente e suspirou.

“As vezes eu acho que você que ´boa demais para mim, então estamos quites.”

“Como você pode achar isso? Você é tão... maravilhosa!”

“Você também é.”

Pararam um momento e se olharam nos olhos. Isadora deu-se conta de duas coisas: estava bastante bêbada e Aline estava perigosamente próxima. E parecia cada vez se aproximar mais. Antes que se desse conta, estavam se beijando.

—--

Abriu os olhos e a primeira coisa que sentiu foi a dor de cabeça, seguida da boca extremamente seca. Isadora se levantou da cama para buscar água na cozinha e percebeu que estava nua. Olhou para a cama e viu que Aline também estava. O único pensamento que lhe veio à mente naquele momento foi “merda” quando se recordou da noite anterior. Milhares de pensamentos lhe passaram pela cabeça, não sabia exatamente o que fazer. Iria embora? Esperaria Aline acordar? Seria melhor se vestir primeiro, não? Mas onde haviam parado suas roupas? A cabeça latejou novamente e decidiu que primeiramente devia tomar um analgésico.

Aline acordou nesse meio tempo e com a voz de sono, disse:

“Isa, pode me trazer água, por favor?”

Como ela conseguia agir tão naturalmente daquele jeito? Colocou um copo d’água e levou até à amiga, que agradeceu prontamente e bebeu tudo de uma vez.

“Acho que a gente devia conversar sobre o que aconteceu, né?” Isadora iniciou timidamente.

Aline colocou o copo na mesa de cabeceira e puxou Isadora para a cama.

“Ou a gente pode ficar o dia todo deitada até a ressaca passar.”

“Aline, eu to falando sério!”

“Eu também estou.”

Isadora bufou e encarou a amiga nos olhos.

“Sério, Aline, não desvia do assunto...”

Aline suspirou e finalmente falou.

“O que você quer que eu diga? Que estávamos bêbadas demais, que deveríamos esquecer o que aconteceu? Porque eu não vou conseguir, sabe?” Ela soava magoada, quase como se fosse começar a chorar a qualquer momento.

“Nem eu. Mas eu não queria que interferisse na nossa amizade, eu gosto muito de você pra isso.” O semblante de Aline pareceu ainda mais triste depois daquilo.

“Entendo...”

Isadora percebeu que Aline havia interpretado o que ela havia dito como “somos só amigas”. Aline conseguia ser um poço de lerdeza de vez em quando. Pegou sua mão e começou a cantar a música mais “Aline” que conhecia:

Cheia de manias... Toda dengosa.”

Aline foi arregalando mais os olhos e abrindo um sorriso conforme Isadora prosseguia com a música. Quando chegou ao refrão, cantaram juntas. Ao fim, se beijaram, desta vez sóbrias. Nada mais precisava ser dito, estava implícito nos gestos e se conheciam bem o suficiente para entenderem o que a outra sentia sem precisar dizer uma palavra.

—--

Ao fim daquele dia, Suellen sorriu quando acessou o Facebook e viu uma certa mudança de relacionamento em sua linha do tempo.

Notas finais
Eu sei, pode ter parecido tudo meio rápido demais, mas meu objetivo era escrever algo assim mesmo: curto, simples, fofo, sem muitos dramas. Espero que tenham gostado, deixem sugestões para mais histórias (originais ou não).
Obrigada a quem tenha lido ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!