Alicent Hightower: A Rainha Verde
2 A Grande Coroação
O cheiro de seu marido empesteava a fortaleza de Maegor.
Alicent e Otto cuidaram para que todo empregado que questionasse sobre o sumiço do rei estivesse preso nas celas, o mesmo para qualquer lorde e cavaleiro que não apoiasse Aegon. Já estavam lotadas.
Alicent entrou nos aposentos de seu pai na Torre da Mão.
—O que foi dessa vez?–Perguntou Otto ao ver a filha.
Aegon deve estar irritando ele também, percebeu.
—Pai, precisamos anunciar a coroação de Aegon.
Otto suspirou e deixou a pena que usava para escrever de lado.
—O Alto Septão mandou uma carta.
Aquilo a surpreendeu.
—O que ele queria?
—Ele está questionando os desaparecimentos que tivemos–Revelou.
—O quê? Ele também?
O Lorde Mão assentiu.
—Não apenas ele, o filho de lorde Beesbury também quer saber do pai.
Ela suspirou. A iniciativa de Criston ajudou os membros do conselho a não hesitarem, mas nunca deveria ter sido feita. Ainda mais contra alguém que era de uma das Casas vassalas dos Hightower.
—Bom, eu nem sei que fim deram ao corpo–Respondeu irritada–Peça para ele procurar em algum lugar dos sete infernos.
O pai não achou graça.
—Devemos esperar um pouco mais–Disse Otto–Não recebi as respostas do lorde Ceifador de Pyke e não tivemos notícias de Aemond com Borros.
Seu filho Aemond havia partido para Ponta Tempestade havia dias, mas ainda não dava notícias.
—E os Tully?– Perguntou–Lorde Grover não lhe deu respostas? Esperava que fosse apoiar Aegon.
Seu pai balançou a cabeça negativamente.
—Não me respondeu. Nem ele, nem o neto. Não, não tivemos nenhuma resposta de Riverrun.
—Isso é péssimo.–Respondeu Alicent–Mas meu filho está impaciente.
—Eu sei. Ele também tem me irritado.
—Ele quer ser coroado agora.–Disse Alicent enfaticamente.
Derrotado, o senhor seu pai acenou com a cabeça.
—Meu neto não é do tipo apto para governar.
Alicent deu de ombros.
—Eu e você iremos resolver isso, pai. Somos capazes, Aegon está acostumado a beber e se divertir, mas ele confiará em nós. Tenho certeza disso.
Seu pai franziu o cenho.
—A culpa disso é sua, Alicent.
Ela ficou indignada com aquilo.
—Eu? Eu fiz de tudo pelos meus filhos! Passei cada instante de meus anos como rainha garantindo tudo para eles! Não é minha culpa que eles não eram devidamente tratados como herdeiros pelo meu falecido marido!
—Você devia ter feito mais–Disse seu pai–, deu o nome de Aegon, mas ele não é um conquistador.
Como se o senhor quisesse mesmo que ele governasse, pensou. Ela sabia bem que seu pai não dividia espaço no poder. Ele estava bem feliz governando enquanto seu marido bebia, fazia torneios ou qualquer outra coisa desde que ficasse longe do poder.
Ele só está irritado porque Aegon tem lhe importunado.
—Se tivesse tentado o bastante– continuou Otto–Viserys teria assumido Aegon como herdeiro desde que nasceu. Precisa ter mais pulso firme, Alicent.
Tal qual você tentou e perdeu até o cargo?, quase disse. Mas se segurou. Seu pai lhe fez rainha, tinha que respeitá-lo.
—Temos que preparar a coroação, pai–Disse Alicent, tentando manter a voz calma.–Nós já estamos bem adiantados; temos o Oeste e a Campina, os seus aliados na corte estão presos e ela está acamada.
E, se os deuses forem bons, ela se unirá ao pai em breve.
O senhor seu pai suspirou e esfregou as têmporas.
—Eu queria mais tempo…
—Mas não temos, meu lorde. Lamento, mas não temos.
—Que assim seja–Disse Otto de forma irritada–Vou dizer ao meistre Orwylle que logo ele poderá enviar os corvos, mas que deve avisar o Alto Septão antes e perguntar se o velho pode vir para a Capital ou se ele nos dá a bênção de outro septão. Vamos coroar meus netos.
Sinos foram tocados para anunciar a morte do falecido rei e cavalheiros foram mandados para cavalgar nas ruas de Porto Real para anunciar a coroação de Aegon. Finalmente as irmãs silenciosas foram chamadas para tirar o corpo do falecido rei de seu quarto e prepará-lo.
Alicent estava especialmente feliz com essa última ação, já não aguentava o cheiro da morte e seu marido merecia um pouco mais de dignidade.
—Finalmente–Disse o filho de Alicent quando ele lhe deu notícias, mexendo a taça cheia e fazendo vinho respingar–já não aguentava mais esperar e muito menos aguentar esse cheiro horrível.
—O cheiro será espantado em breve, meu filho–Disse Alicent–, eu já mandei espalharem mais ervas e acender alguns incensos.
—E quanto a puta da minha irmã?–Perguntou irritado, enquanto enchia mais uma taça–Ela não pode permanecer impune. Sor Criston me disse que ela mataria a todos nós se pegasse meu trono. Quero a vadia morta, e seus bastardinhos também.
A rainha se perguntou o que mais Sor Criston dizia a seu filho. O escudo juramentado de Alicent se provou um bom aliado em todos esses anos, e de fato, Rhaenyra e seus companheiros não eram de confiança, nisso ela tinha que concordar, mas não gostaria que ele ultrapassase os limites e colocasse ideias brutais e indesejadas em seu filho.
Sua amada filha Helaena estava com o pequeno Maelor em seu colo.
—Vamos tomar cuidado de falar coisas assim na frente das crianças, por favor–Disse Helaena–Eu espero que tudo se resolva pacificamente, como nosso pai iria querer.
Seu filho olhou para a irmã-esposa como se fosse estúpida e enrugou os lábios e fez uma carranca.
—Papai jamais teria me coroado–disse Aegon–Teria dado o trono de Rhaenyra.
—Seu pai lhe deu o amor que precisava, Aegon–Disse Alicent–Ele apenas…–Tentou procurar as palavras certas.
—Ele apenas não me deu o meu direito!
O pequeno Jaehaerys, neto de Alicent, puxou levemente as vestes de sua avó. O jovem tinha seis dedos em cada mão e pé.
—Milady avó, é verdade que o vovô morreu e papai será rei?–Perguntou–E a tia Rhaenyra?
Alicent deu um sorriso para o jovem neto e afagou seus cabelos prateados.
—É verdade, meu amor–Respondeu Alicent–Os bons deuses decidiram que era o tempo de seu avô partir e descansar. Seu pai é seu filho, ele é o herdeiro, não vossa tia.
—Então um dia serei rei? Que nem o meu bisavô Jaehaerys? Vovô disse que ele vôo até a muralha e derrotou os selvagens e os Gigantes na última história que nos contou.
—Sim, e você será tão grandioso e valento quanto seu bisavô–Ela garantiu–e um dia, vossa bela irmã será a sua Alysanne.
A pequena Jaehaera, gêmea de Jaehaerys e uma jovem simples, brincava com um anel que o falecido marido de Alicent deu, girando a pérola nele.
Ela é tão feliz, tal qual seus irmãos, pensou, eles nem imaginam os problemas que temos.
Alicent pretendia que eles continuassem assim até a idade certa.
—Vovó, a senhora conheceu o velho rei, não é?–Perguntou seu neto.
A rainha se lembrava bem do Rei Jaehaerys.
—Sim, querido–Ela respondeu–Mas só quando ele já estava no fim da vida dele.
—E como ele era? Ele ainda era um grande guerreiro?
Ele não era um homem imponente, pensou, ele era como um idoso qualquer, frágil e triste… Exceto quando me chamava de filha.
Uma vez, o velho rei chorou ao vê-la, pois ele a confundiu com uma de suas filhas. Ele a chamou de filha e disse: "você voltou… Depois de tanto tempo, você voltou para me perdoar. Acho que pelo menos os deuses foram misericordiosos de me conceder essa benção antes do fim".
Ele sentia saudades das filhas, pensou Alicent, ele sentia saudades de todos que perdeu.
—Ele era amoroso–respondeu ao neto–Ele dizia que eu tinha uma voz linda.
Teria que falar com seu filho depois. A ideia de não oferecer paz à irmã era perigosa; ele estaria ignorando qualquer possibilidade de paz e pareceria um tirano ao olhar de todos. E uma guerra de dragões nunca iria acabar bem.
Pouco depois, enquanto a família real se reunia para entrar ir em direção, Sor Criston foi até Alicent, pouco antes dela entrar na carruagem.
Ele a levou para um canto.
—Temos um problema, minha rainha–Cochichou.
É claro que temos.
—É Rhaenyra? Ou meu filho Aemond?
Seu escudo juramentado negou com a cabeça.
—O homem para o qual a senhora entregou a coroa do rei Viserys sumiu–Revelou.
Aquilo não era um bom sinal.
—Acha que levou para a Rhaenyra? Talvez tenha só roubado…
—Temo que não. Meu irmão juramentado, Sor Steffon Darklyn sumiu, não é visto desde ontem– confidenciou–Também deram falta de dois intendentes e quatro guardas.
Temos um manto a menos, pensou. Isso queria dizer que Rhaenyra tinha três do lado dela, contando os outros dois que permaneceram em Pedra do Dragão com ela.
—Pelo visto não caçamos desertores o bastante–Disse Alicent, amargamente.–Cuidaremos disso depois, Sor, agora precisamos coroar meu filho.
O cavaleiro branco assentiu, mas parecia hesitante.
—Sobre isso…
—O que foi?
—O povo parece dividido, minha rainha–Revelou Criston–Eles pareceram confusos ao ouvir que Aegon é rei e alguns disseram o nome de Rhaenyra.
Alicent não conseguiu ficar surpresa ao ouvir aquilo. Irritada e preocupada, sim, mas não surpresa. Aegon não era como seu irmão Daeron, ele nunca foi popular e nunca esteve no coração do povo como sua esposa-irmã.
—Querem o deleite do reino–Disse Alicent, irritada ao pensar em como eles preferiam sua enteada–Infelizmente, para eles, a puta de Pedra do Dragão está longe parindo mais um bebê.
—A prostituta não sabe de nada, ainda–Disse Criston–para a nossa sorte, já será tarde demais quando ela souber.
Se ela viver para saber, pensou Alicent. Ela sabia que Rhaenyra provavelmente sobreviveria ao novo parto, mas morrer nele era o único jeito de chegar mais perto de ter paz com a facção inimiga.
—Temos que ser rápidos para garantir isso–Disse Alicent.
Enquanto as liteiras passavam pelo povo durante o trajeto, enquanto estes também se dirigiam para ver a coroação, alguns paravam para jogar algumas flores, se curvando e acenando para a família real.
"Viva a Rainha Alicent!", Alguns diziam; "Viva a amada Rainha Helaena!", outros gritavam em maior número. Poucos gritavam o nome de Aegon.
Mas havia aqueles que olhavam de soslaio e apenas gritavam "Vida longa a rainha!" ou até tinham a ousadia de dizer "Vida longa a rainha Rhaenyra!".
Alicent fazia como sua filha mais velha e ignorava essas palavras, apenas sorrindo e acenando, jogando algumas moedas de ouro e prata.
Aegon ficou mais emburrado e cruzou os braços.
Helaena, sempre apaziguadora, tentou motivar seu irmão e marido.
—Querido, venha–ela tentou incentivar–Eles vão se alegrar ao vê-lo.
—Estão falando o nome daquela puta. Não o meu.
Helaena suspirou e continuou a acenar para o povo, seu pequeno filho Jaehaerys acenava para as pessoas na janela enquanto estava em seu colo.
Alicent e sua bela filha passaram anos cuidando dos plebeus: visitando-os, cavalgando em suas ruas, encomendando roupas de suas costureiras e tortas e outras comidas, dando dinheiro e comida aos necessitados e órfãos. Helaena parecia gostar de fazer isso mais do que Alicent, sempre andando com as criancinhas do povo para lá e para cá; apreciando cada momento e sorriso. Alicent e Viserys sempre souberam que ela seria uma boa mãe e estavam certos sobre isso. Sua filha sempre foi de material melhor do que a meia-irmã devassa.
Mas com Aegon era diferente…
Seu filho estava entre a plebe, mas sempre a plebe de cada bordel que passava, com prostitutas ou com algumas filhas de mercadores. Quando sor Criston foi procurá-lo após a morte do pai, ele nem sequer estava no quarto, estava com a filha de algum comerciante qualquer. Já até teve uma filha com uma das empregadas de Alicent.
O local escolhido para a coroação era o grande Fosso dos Dragões. Facilmente protegido contra ataques e poderia acomodar 80 mil pessoas, mas pelo que Alicent podia ver, parecia haver muito mais indo até o local.
Após a coroação, seu filho iria voar por toda a Capital em seu belo dragão Sunfyre; uma bela criatura dourada com asas rosas transparentes. Era provavelmente o dragão mais belo que existia, parencendo ser feito ouro puro e mais brilhante que ouro batido, resplandecente como o brilho do sol. A rainha tinha certeza que se ele fosse visto voando em um dragão ajudaria a transparecer sua legitimidade, e ajudaria ainda mais se fosse em um animal alado tão lindo como aquele.
O irmão mais velho de Alicent, Gwayne, a recebeu quando saiu da liteira e a ajudou a sair.
—Minha rainha.–ele disse.
—Irmão. Me diga, como vai a guarda?
O irmão mais velho da rainha pareceu observar um dos homens que gritava ordens para outros patrulheiros.
—Aquele é Largent–Disse Gwayne–, meu segundo em comando e um dos que não se juntou aos outros presos declarados não confiáveis.
—Acha que ele não é confiável?
—Papai disse para eu ficar de olho. Caso ele saia da linha, darei um fim nele.
—Não hesite.–Disse Alicent–Daemon lhe deu esses mantos, irmão. Não podemos ter dúvidas de que muitos ainda são leais a ele.
Ele assentiu.
—Como está o rei?–Seu irmão perguntou.
—Irritado–Respondeu–, como de costume.
Seu irmão sorriu.
—Uma coroa vai lhe alegrar.
Conseguir a cabeça de Rhaenyra e colocá-la numa estaca vai acalmá-lo.
Dentro do fosso, a plebe se amontoava e dava empurrões para entrar e conseguir um espaço. Mesmo os bancos de pedra enfileirados não tinham mais espaço para suportar tantas pessoas.
Eles vieram, pensou Alicent, radiante. Eles vieram para ver meu filho e filha ser rei.
Seu filho passou pelos mantos dourados, enfileirados para lhe dar espaço para passar, enquanto trombetas tocavam com a sua chegada. Ele usava uma armadura completa e tinha a espada Blackfyre na bainha; mas qualquer um poderia ver que ele não parecia um guerreiro. Ao seu lado, sua doce esposa o acompanhava, segurando seu braço, ela tinha um tímido sorriso nos lábios. Atrás deles, os príncipes Jaehaerys e Jaehaera andavam de mãos dadas, seguindo os passos dos pais. Com forme passavam, os guardas abaixavam as suas espadas átras deles.
Mãe no céu, rezou Alicent, minha filha é uma boa mãe e uma boa rainha, faça com que o reinado dela e de meu filho longo e próspero como o do pai deles foi e como o do bisavô antes dele. Que a Velha os ilumine com a sua luz e os guie.
O Alto Septão era muito velho para viajar de Vilavelha até Porto Real, de modo que o bom e velho Septão Eustace ficou a cargo de passar os sete óleos sagrados em seus filhos quando eles chegaram e se ajoelharam diante dele.
—Eu proclamo Aegon, da Casa Targaryen–Disse Eustace, terminando de passar o sétimo óleo sagrado na testa de seu filho e de sua filha–, segundo de seu nome, rei dos Ândalos, Roinares e dos primeiros homens.
Homens e mulheres gritaram e aplaudiram com as palavras do Septão.
Um servo trouxe uma almofada púrpura até o Sor Criston. Nela se encontrava a coroa de Aegon I, o Conquistador, feita de aço valiriano e cheia de rubis.
Sor Criston pegou o diadema e colocou cuidadosamente na cabeça de seu filho.
Alicent estava com a própria coroa de ouro e diamantes nas mãos. Após o chefe da guarda real Coroar Aegon, ela andou até sua filha. Helaena a olhou e ela pôde ver através do sorriso que os olhos e o rosto dela demonstravam o nervosismo e a insegurança que estava sentindo. Quase como uma criança pequena perdida e assustada dizendo "Mãe, eu estou com medo".
Em voto de confiança a rainha viúva coroou a filha com a coroa que uma vez foi sua, beijou-a delicadamente nas bochechas rechonchudas e disse:
—Minha Rainha–Curvou-se para ela, mostrando ao povo que a antiga rainha estava agora dando lugar a outra.
Aegon desembainhou a espada Blackfyre e fez o povo urrar mais forte ainda. Alguns pobres coitados podiam até estar de cara fechada e gritando o nome da filha mais velha de Viserys, mas não eram maioria ali e seus gritos eram abafados. Aparentemente, a maior parte deles talvez já tivesse aceitado a ideia que a amada filha de Viserys I tinha desistido de sua coroa por capricho, ou estivessem bravos com ela se mostrar uma parideira de bastardos e que casou durante período de luto com um homem que também estava em período de luto. Nem mesmo Viserys conseguiu conter a raiva quando soube da notícia.
O deleite do reino, pensou Alicent, pena que a própria deu as costas para o próprio reino.
Rhaenyra poderia ser amada por muitos, mas isso foi há anos atrás; agora ela estava curtindo doces e dourado da árvore em sua ilha-fortaleza com seu tio-marido e seus filhos bastardos. A linda princesa do passado, que acalentava o coração dos homens com seu sorriso e era amada pelo seu belo pai, agora era uma mulher reclusa em luxúria e casada com um dos mais infames homens dos Sete Reinos.
Sentia que devia agradecer ao seu falecido marido e a própria Rhaenyra por tudo isso; se ela não tivesse se afastado de tudo, se Viserys não tentasse sempre mimar a filha e ela não fosse totalmente narcisista e segura de si, Alicent e seus "Verdes" nunca teriam espaço para conquistar o conselho e o resto da corte. E o amado marido de Alicent sempre esteve disposto a ajudar a sua amada esposa.
Sim, ela tinha muito a agradecer à tola princesa Rhaenyra e ao falecido rei, e faria isso convencendo seu filho Aegon a aceitar lhe enviar os termos de paz. As duas estariam ganhando com isso.
Se a princesa fosse esperta, iria aceitá-los… Mas Alicent já tinha percebido há muito tempo que sua enteada não era do tipo esperta e disposta a entregar o que achava ser dela, tal qual o marido dela. Assim como Aegon não estava disposto a entregar o que achava ser dele e arriscar ser morto por sua meia-irmã e os negros.
E Alicent também não era o tipo de mulher que se renderia fácil. Ela temia o pior caso houvesse guerra, mas não teria limites para tentar defender sua família. E, caso sua enteada e seu sombrio consorte ainda tinham alguma duvida disso depois de todo esse tempo, ela faria com que Rhaenyra e seus apoiadores negros em Pedra do Dragão soubessem da pior forma possível.
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