Alice no sarau
1 Capítulo Único
Alice no sarau
O sarau começou e estava tudo lindo e emocionante. Chegaram dois novos amigos de Bruno: Pedro Bala e Dora. Eles se apresentaram, ficaram um tempo por ali, mas estavam achando aquele sarau chato, porque eles gostavam de coisas mais animadas.
Bruno percebeu que eles não estavam à vontade e disse:
— Tenho uma ideia! Por que não fazemos um sarau com capoeira, por exemplo?
Todos gostaram da ideia e decidiram fazer uma roda de capoeira. Começaram a fazer rimas improvisadas, cantaram músicas animadas, Pedro Bala e Dora perderam a vergonha e fizeram uma bela apresentação de capoeira.
O sarau chegou ao fim e todos foram para casa. Pedro Bala e Dora iam passar alguns dias na casa de Bruno. Alice tinha gostado dos novos amigos, mas percebia o quanto Dora olhava para Bruno. No caminho de casa, Dora perguntou para Alice:
— Você é namorada de Bruno ou é só uma ficante?
— Eu sou a namorada dele.
No dia seguinte, marcaram de se encontrar. Quando Alice foi dormir, ficou pensativa por causa da pergunta de Dora. Já eram umas 3 horas da madrugada, Bruno estava dormindo e levantou para beber um copo d’água, quando chegou à cozinha lá estava Dora com um decote um tanto ousado. Bruno bebeu a água e quando ia saindo, Dora puxou assunto.
— Nossa, Bruno! Seus pais devem ser bem ricos para morar em uma mansão dessa, tem que ter condição.
— É verdade! Eles são ricos, mas nem é tão legal assim. – respondeu Bruno.
Bruno fugiu do olhar malicioso de Dora e foi dormir.
O dia amanheceu e foram tomar café. Quando terminaram Bruno foi para seu quarto, quando entrou se surpreendeu com o que viu.
— Dora, o que você está fazendo aqui no meu quarto?
— Nada, eu só vim conversar.
Dora se aproximou de Bruno e deu um beijão nele. Bruno ficou sem reação na hora e não conseguiu fugir do beijo. Depois Dora foi praticamente expulsa do quarto.
À tarde chegou e todos marcaram de se encontrar na casa de Eurídice. Quando Bruno viu Alice deu um abraço tão apertado, mas tão apertado que parecia que ele estava angustiado.
— Você está tão estranho, Bruno, aconteceu alguma coisa? – perguntou Alice.
Na hora faltou coragem a Bruno para falar do beijo.
— Eu estou bem, meu amor. – respondeu Bruno com um olhar diferente.
Alice comentou com Eurídice que Bruno estava estranho, Eurídice como era muito esperta para essas coisas falou com Alice:
— Eu acho que tem a ver com essa tal de Dora.
Dora estava passando e ouviu a conversa.
— Eu sei o que tem de estranho com Bruno... a gente se beijou e foi ótimo, se vocês querem saber. – falou Dora com um tom de voz alto para que todos ouvissem.
Pedro Bala logo se alterou e partiu para cima de Bruno. Sorte que os amigos seguraram ele.
— Quem me beijou foi a Dora. – disse Bruno.
Alice saiu dali toda triste, não acreditava que o amor da sua vida inteira fosse capaz de traí-la.
— Eu te falei, Alice, que você deveria ficar atenta com Dora, ela estava de olho em Bruno. – disse Eurídice.
— Não, Eurídice, eu não deveria ficar atenta com Dora, quem me deve fidelidade é o Bruno, que é meu namorado, aliás, que era.
Bruno foi conversar com Alice, ou pelo menos tentar.
— Alice você precisa acreditar em mim, foi a Dora que me beijou... me perdoa!
— Não, Bruno, eu não aceito traição, acabou. Não me procura mais.
Quando Alice estava indo para casa, encontrou Pedro Bala.
— Eu queria pedir desculpas pela Dora. – disse Pedro Bala.
— Você não tem que me pedir perdão por Dora... Isso para mim já é passado. Quem era meu namorado era o Bruno.
— Sabe, Alice, você está certa, eu não vou perdoar a Dora e você também não deveria perdoar Bruno.
Os dias se passaram e Alice seguiu seu rumo assim como Bruno também seguiu. Alice sentiu um vazio tão grande, pois ela não tinha mais o amor de sua vida e Bruno se sentia muito triste por ter perdido Alice.
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