Notas iniciais
Esta história será pequena com no máximo uns 10 capítulos. Espero que gostem!

Alice era uma menina que sempre se isolava de todos. Era calma e bonita, mas muito solitária. Hoje, ela ia se matricular numa nova escola apenas para pessoas ricas. O seu pai foi falar com o diretor e Alice foi dar uma volta pela escola. A escola era enorme, mas como ainda eram férias de Verão, estava deserta.

Enquanto Alice passeava pelos corredores ela encontrou uma porta pequena. Era tão pequena que só ratos e outros animais desse tamanho (ou mais pequenos) podiam entrar. Com a curiosidade de Alice ela tentou abrir a porta, mas não deu. Então pegou no seu gancho de cabelo e enfiou-o na fechadura. A porta abriu-se e dela vinha tanto vento que Alice fechou os olhos por 10 segundos. Quando ela abriu os olhos de novo, ela já não estava na escola. Tinha ido parar a um Mundo totalmente estranho.

-Você está bem?

Alice olhou para cima e viu uma rapariga de cabelos brancos compridos.

-Sim, mas… Onde estou?

-Em lugar nenhum. – Respondeu a sorrir.

-Em lugar nenhum? Mas isso é impossível!

-Tudo é possível, excepto o impossível.

-Isso não faz sentido algum.

-Tudo tem sentido, podes é não entende-lo.

-Entendi… Acho.

Alice levantou-se do chão e começou a andar sem rumo.

“Espero que algures por aqui haja alguém que saiba como se volta para a escola.” – Pensou.

Alice andou e andou até que viu uma praia. Talvez ali alguém soubesse uma forma de voltar.

-Desculpe, mas…

-Corre pequena, corre! – Disse um estranho homem com um aspeto um pouco assustador.

-Correr? Correr para quê? – Perguntou Alice indignada.

-Para não se molhar, claro! – Respondeu o homem.

-“Não se molhar”? Mas se você apenas correr em círculos, não vai dar em nada.

-Não se sabe até tentar!

-Mas é lógico que correr assim é um desperdício!

-“Lógico” diz? Você deveria correr para perceber. Essa é a lógica deste lugar.

-A lógica deste lugar não faz qualquer sentido. Vou-me embora.

-Se te vais embora corre!

-Como assim?

Virei-me de costas e uma onda me atingiu, arrastando-me para o fundo do mar. Por sorte consegui chegar até a superfície, mas eu já não estava na praia, pelo contrário, estava numa piscina. Fui até as escadas da piscina e quando ia para subir, ouvi a voz de um rapaz.

-Você chorou bastante.

-Ahn? Como assim?

-Essa piscina enorme contém todas as lágrimas que você derramou até hoje em seu coração. Tristeza, solidão… Você sofreu muito com isso neste tempo todo, não Alice?

-Ah… Como você sabe o meu nome?

-Isso porque eu sei tudo relacionado com você e com todos os outros. De qualquer jeito, você deveria sair logo da piscina ou será devorada pelo ódio em seu coração.

-Ahn?

Dito isto, algo começou a puxá-la para baixo. Com o medo, ela subiu imediatamente as escadas.

-O quê… Agora… O que era isso tudo?

-Eu avisei antes. Todos têm ódio nos seus corações, esse era o seu.

-Eu preciso logo voltar à escola, todos irão ficar preocupados.

-Quando você diz “todos” você quer dizer o seu pai, não é? Afinal é a Alice e a Alice não tem mais ninguém a não ser o pai.

-O que você está a dizer? Isso não é verdade!

-É sim… Como eu falei antes, eu sei tudo sobre a sua vida, mas mesmo tudo. Não há excepções.

-… Quem é você, e porque você sabe tanto sobre mim?

-Eu sou uma projeção dos seus sentimentos e de todos os outros, mas as pessoas tratam-me por Natsume. O porquê não sei.

-Não era você que sabia tudo?

-E sei, mas não leio pensamentos.

-Isto… Pode me dizer onde fica a saída deste lugar?

-Talvez sim, talvez não… O que me dá em troca?

-“Dar em troca”… Nada, mas nada mesmo. O que você quer?

-Quem sabe… Mas se não tem nada, você sempre pode escolher uma dessas portas.

-Uma dessas…

Alice olhou para trás e viu montes de portas.

-Mas o que é que… Elas não estavam aqui agora mesmo! Como é que apareceram assim?!

-Desejo-lhe boa sorte.

Alice aproximou-se de uma das portas e abriu-a.

Notas finais
Obrigado por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.