Alice no país das maravilhas, a minha história
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Alice era uma menina que sempre se isolava de todos. Era calma e bonita, mas muito solitária. Hoje, ela ia se matricular numa nova escola apenas para pessoas ricas. O seu pai foi falar com o diretor e Alice foi dar uma volta pela escola. A escola era enorme, mas como ainda eram férias de Verão, estava deserta.
Enquanto Alice passeava pelos corredores ela encontrou uma porta pequena. Era tão pequena que só ratos e outros animais desse tamanho (ou mais pequenos) podiam entrar. Com a curiosidade de Alice ela tentou abrir a porta, mas não deu. Então pegou no seu gancho de cabelo e enfiou-o na fechadura. A porta abriu-se e dela vinha tanto vento que Alice fechou os olhos por 10 segundos. Quando ela abriu os olhos de novo, ela já não estava na escola. Tinha ido parar a um Mundo totalmente estranho.
-Você está bem?
Alice olhou para cima e viu uma rapariga de cabelos brancos compridos.
-Sim, mas… Onde estou?
-Em lugar nenhum. – Respondeu a sorrir.
-Em lugar nenhum? Mas isso é impossível!
-Tudo é possível, excepto o impossível.
-Isso não faz sentido algum.
-Tudo tem sentido, podes é não entende-lo.
-Entendi… Acho.
Alice levantou-se do chão e começou a andar sem rumo.
“Espero que algures por aqui haja alguém que saiba como se volta para a escola.” – Pensou.
Alice andou e andou até que viu uma praia. Talvez ali alguém soubesse uma forma de voltar.
-Desculpe, mas…
-Corre pequena, corre! – Disse um estranho homem com um aspeto um pouco assustador.
-Correr? Correr para quê? – Perguntou Alice indignada.
-Para não se molhar, claro! – Respondeu o homem.
-“Não se molhar”? Mas se você apenas correr em círculos, não vai dar em nada.
-Não se sabe até tentar!
-Mas é lógico que correr assim é um desperdício!
-“Lógico” diz? Você deveria correr para perceber. Essa é a lógica deste lugar.
-A lógica deste lugar não faz qualquer sentido. Vou-me embora.
-Se te vais embora corre!
-Como assim?
Virei-me de costas e uma onda me atingiu, arrastando-me para o fundo do mar. Por sorte consegui chegar até a superfície, mas eu já não estava na praia, pelo contrário, estava numa piscina. Fui até as escadas da piscina e quando ia para subir, ouvi a voz de um rapaz.
-Você chorou bastante.
-Ahn? Como assim?
-Essa piscina enorme contém todas as lágrimas que você derramou até hoje em seu coração. Tristeza, solidão… Você sofreu muito com isso neste tempo todo, não Alice?
-Ah… Como você sabe o meu nome?
-Isso porque eu sei tudo relacionado com você e com todos os outros. De qualquer jeito, você deveria sair logo da piscina ou será devorada pelo ódio em seu coração.
-Ahn?
Dito isto, algo começou a puxá-la para baixo. Com o medo, ela subiu imediatamente as escadas.
-O quê… Agora… O que era isso tudo?
-Eu avisei antes. Todos têm ódio nos seus corações, esse era o seu.
-Eu preciso logo voltar à escola, todos irão ficar preocupados.
-Quando você diz “todos” você quer dizer o seu pai, não é? Afinal é a Alice e a Alice não tem mais ninguém a não ser o pai.
-O que você está a dizer? Isso não é verdade!
-É sim… Como eu falei antes, eu sei tudo sobre a sua vida, mas mesmo tudo. Não há excepções.
-… Quem é você, e porque você sabe tanto sobre mim?
-Eu sou uma projeção dos seus sentimentos e de todos os outros, mas as pessoas tratam-me por Natsume. O porquê não sei.
-Não era você que sabia tudo?
-E sei, mas não leio pensamentos.
-Isto… Pode me dizer onde fica a saída deste lugar?
-Talvez sim, talvez não… O que me dá em troca?
-“Dar em troca”… Nada, mas nada mesmo. O que você quer?
-Quem sabe… Mas se não tem nada, você sempre pode escolher uma dessas portas.
-Uma dessas…
Alice olhou para trás e viu montes de portas.
-Mas o que é que… Elas não estavam aqui agora mesmo! Como é que apareceram assim?!
-Desejo-lhe boa sorte.
Alice aproximou-se de uma das portas e abriu-a.
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