Cheguei toda suada do treino de handball, até que jogamos bem. Nosso time ganhou e estava na final das interclasses. Pelo menos a capitã não era tão paranoica de ficar escolhendo as amiguinhas pra jogar. Joanne fazia mais do tipo: dou-me bem com todo mundo.



Antes de comer alguma coisa, era melhor tomar um banho e lavar aquele cabelo. Acredite: cabelo depois de algum jogo não é lá uma das coisas mais legais que existem!


Abri o guarda roupa para escolher um par de roupas. Meia-calça? Ah, melhor não. Decidido: blusa com o desenho do Big Bang, uma casaquinho em xadrez azul e t-skirt. Calcei meu Oxford e peguei minha bolsa. O.M.G: minha mãe tinha feito nhoque! Sério: era dos sonhos e não tinha coisa melhor para ela ter preparado do que senão: nhoque.


Celular, caneta e caderno: não estava faltando nada. Caminhando até o ponto de ônibus fui olhando a rua e me perguntei por que aquelas pessoas tinham que estar ali naquele lugar e momento. Teria um propósito das coisas? Por quê? E as outras pessoas, no que elas acreditavam? Isso tudo era tão novo e velho ao mesmo tempo...


No mundo acontecem tantas coisas que ao menos conseguem ser explicados... Será que a própria ciência se dava conta de quantas equações ela tinha? [...]


Percebi que o ônibus já estava chegando.


Ao chegar no parque, observando aquele lugar, achei que a maioria das pessoas que estavam ali vivia no seu mundinho: ouvindo seu IPhone, andando de patins, caminhando, lendo... Seria por isso que talvez ele tivesse me convidado pra vir aqui. Acho que ele me via como esse lugar... Mas sabe: não era bem assim. Às vezes, eu só quero ficar sozinha pra tentar observar coisas que essa metropolização de Londres não deixa mais as pessoas perceberem. O tempo que cada vez mais os trabalhadores passam desenvolvendo projetos ou negociando ações fez com que o elas se tornassem presas ao tempo e não tivessem momentos de parar e respirar, sequer.



De longe vi o Larry, acenei pra ele. Ele olhou pra mim. Acompanhei seu olhar. Estava me direcionando até um certo alguém. Em uma fração de segundo vi que o Lian estava caminhando até mim.


_ Você veio. – disse com um leve sorriso.


Não tinha jeito de fingir que não ouvi.


_Uhum.. – evitei dizer algo mais.

_ Pensei que não viria.


_ Achei que seria um bom lugar pra tentar escrever o artigo da Srita. Collins.

_ Então quer dizer que é a sua vez agora?! Lembro-me quando tive de escrever também.


_ Escreveu sobre o que?


_ Sei que vai achar meio bobo, ah...deixa pra lá.


Não me lembro de ter lido sua coluna. É que, na maioria das vezes, tudo o que era relacionado a ele eu preferia ficar de fora.


_ Mas e você, já decidiu sobre o que vai escrever? _olhou pra mim com um sorriso meio misterioso.


_Não, não tenho a mínima ideia ainda. Não tive nenhuma inspiração dos deuses!


Riu como se aquilo soasse como uma ironia. Quer dizer, na verdade era sim!


Notas finais
Sobre o que Alice vai escrever? Mande os seus palpites... Quem sabe você não acerta?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.