Você pode pensar que a vida é uma caixinha de surpresas, ás vezes, é as surpresas são boas. Ás vezes não. No caso da pequena Alice, podemos dizer que a vida dela é uma tragédia. Você pode encarar essa história como uma narrativa qualquer, vinda da imaginação desse pobre autor. Ou pode encarar como uma história real que serviria para você como uma,... como é a palavra mesmo ? Ah. Lição. Eu prefiro acrditar na primeira opção.

Chovia muiro do lado de fora. Dentro de casa, a senhorita White assistia ao telejornal noturno sentada no sofá. A pequena Alice dormia tranquilamente no colo da mãe. Tão inocente e pequenininha, dormindo daquele jeito parecia uma criança típica.

A televisão iluminava a sala e gritava informações que a pobre senhora White não conseguia entender por maior que fosse o seu esforço. De repente, a porta da sala se abre e o barulho da chuva penetrou na casa. Ela correu até o local e viu o seu marido chegando do trabalho com a capa de chuva toda ensopada.

Ela correu para ajudar o marido, deu-lhe um beijo e perguntou como havia sido o trabalho.

- Como sempre. — respondeu ele. Como é a expressão mesmo ? Ah, curto e grosso. Fazia muito tempo que o casamento dos White não andava bem e as coisas pioraram com o diagnóstico da pequena Alice. — Precisamos falar sobre a nossa filha.

Logo que ele terminou a frase, a senhora White gelou. Eles seguiram a caminho da cozinha, onde a ela sentou-se na mesa e ele guardou o casaco no closet.

- Aceita café ? -perguntou ele

-Sim. Com açúcar por favor.

Ele pegou um pacotinho do bolso, abriu e pôs o pozinho que tinha dentro no café da esposa.

- Sophia, nós dois sabemos que a Alice tem um problema. E que nós não temos mais condições de criá-la.

- O que você quer dizer com isso ? — perguntou ela. Ela sabia muito bem o que significava aquilo. Eles já tiveram aquela converça diversas vezes.

- Sophia não se faça de idiota. Nós dois sabemos que a Alice é doente. — continuou ele calmamente.

- ELA NÃO É DO... — gritou ela, mas não conseguiu terminar a frase. De repente ela estava deitada no chão, desacordada.

- Ela vai ser internada com ou sem você. — falou ele, já de pé olhando para a esposa. — E... Boa Noite, Cinderella.

Notas finais
~Arthur
Um escritor é movido pelos seus leitores, comente, avalie diga o que achou.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.