"A outra" Alice, estava mais preocupada em detonar a vida de sua outra metade, Alice, do que em viver sua liberdade. Pensou em fazer mau para a tia de Alice.

Apesar de ter pensado em tantos motivos, um se destacou: Fazer mal para todos que Alice ama, e quando estiver no fim de sua vida, deixar Alice livre de novo, para que quando tentar sentir novamente o gosto da liberdade, sentir angustia, ressentimento e dor, por ter feito mal à aquelas pessoas que ama.

"A outra" Alice, andou até chegar em um jardim bem bonito, que guardava lindas rosas e um portão de ouro.

Pensou: Deve haver um castelo ai dentro.

Respirou fundo, e girou a maçaneta de cobre firmemente, estava com a unha comprida, selvagem e pintada de preto fosco.

Entrou e viu várias cartas de baralho, fazendo diversos trabalhos (serviços). Algumas estavam pintando flores das árvores, outras estavam colocando diamantes para enfeitar e deixar o palácio mais belo.

"A outra" Alice, continuou a caminhar até que topou com uma baixinha gorducha de coroa de papel na cabeça, que disse:

-Quem é você? O que está fazendo no meu reino, ou melhor, no reino de sua rainha?

- Sou Alice. E digo rainha? Você?-zombou "a outra" Alice.

-Como ousa falar assim com a minha rainha? Com a também sua rainha? Sabia que ela pode mandar corta-lhe a cabeça?-disse uma carta de baralho, conhecida como "Coringa", entrometendo-se na conversa.

-Como ousa você, falar assim comigo. Eu sou a futura rainha e dona de tudo isso aqui, e o futuro de que estou falando, não está tão longe, sabia? Eu é que mandarei cortar a cabeça dessa gorducha que diz ser a rainha. Eu tenho mais chances como uma, olhe para mim, e olhe para ela. Vim aqui para governar e não para brincar de mamãe e filhinho! Poderia mandar cortar a sua cabeça, também, no entanto, não posso fazer isso, pois você é um "Coringa", que apesar de insignificante, é uma boa carta para jogar baralho. Agora me de licença, porque eu quero passar, e por falar em jogar...-Disse "a outra" Alice, chutando a carta "Coringa".

A menina entrou no palácio e sentou no trono. Achou um pouco desconfortável, chamou uma carta de "Quatro Paus" e pediu para fazer uma almofada bem confortada, bordada de ouro com seu nome "Alice" grafado de prata legitimo.

Enquanto estava confortada, sentada no trono, observou suas belíssimas pernas, de uma menina de 17 anos, e ficou simplesmente pensando, quantos garotos não daria para conquistar com a sua beleza, que poderia causar febre em alguns. Ela era muito sedutora, conseguiria chamar a atenção em qualquer lugar que fosse, era impossível ninguém percebê-la.

Enquanto isso, Alice estava lá, dentro do espelho, derramando lágrimas pelos olhos, angustiada com a ideia de ficar lá para sempre, enquanto "a outra" podia estar fazendo algum mal para sua tia, principalmente.

Quando suas esperanças estavam quase sendo perdidas, viu uma luz, a caminhar em direção à ela, fortemente brilhando. A claridade estava insuportável para os seus olhos, acostumados com a escuridão que era ficar a dentro daquele espelho.

-Olá Alice, porque está ai presa? Sua alma é bondosa e não merece estar aqui, nesse lugar sombrio de gente má!

-Quem é você? O que está fazendo aqui? Qual é o seu nome? Você parece boa!

-Está certa, eu sou boa. Eu sou conhecida por todos como a Rainha Branca, estou governando este lugar enquanto ainda não está preparada. Aqui neste país, há dois reinos, o Reino de Copas, e o Reino dos Espelhos, que é este aqui, em que estamos. O Reino de Copas é governado pela Rainha de Copas, e o Reino dos Espelhos, é governado por mim, a Rainha Branca. Ambos, brevemente serão governados por ti, Alice. Mas isso só acontecerá se você derrotar "a outra" Alice, pois assim você será pura e inteiramente boa, não existirá nada de ruim em você.

-Se você é boa, porque governa este reino? Ele não é de gente má, como você mesma disse?

-É sim, mas eu acho bom que o lado mau das pessoas seja deixado de lado, você não acha?

-Sim!

-Então, quando você estiver a solta, derrotara a sua outra metade, ou melhor, a sua metade ruim, "a outra" Alice.

-Mas e se eu não conseguir?

-Você irá conseguir! Não há como você falhar!

-Como a senhora sabe?

-Porque o que está escrito, não tem como dar errado.

Notas finais
Eu tinha escrito esse capítulo melhor, mas deu um problema e eu acabei perdendo-o. Então, qualquer reclamação será bem vinda!
PS: Aceito elogios também!
Beijos