Alice A Maravilha

37 Proteção de mãe


Notas iniciais
Eike! Olá. mais um para vocês, espero que gostem, agradeço os comentários de todos. Beijos

Pov Victória

Voltei, e quero minha vida como era antes, ao lado de meu amor, sem Alice para interromper, ela sabe que a errada e ela própria, sendo assim decidi falar com ela. Sei que ela tem culpa no cartório, mas não entendo Barnabas.. Por que ele nega a dar-te o divórcio? Será algum tipo de bruxaria?

Alice tem muitas coisas ao seu favor, como por exemplo os filhos, aquelas pestinhas estão conosco enquanto Alice arruma sua vidinha. Meu único motivo de viver com Barnabas é por ser a mulher de seu passado, aquela que tens seu coração, Josette. Ainda bem que não quiz ficar a morar conosco.
Pareço boazinha, mas não sou.

–Como é que é? -Peguntou a mesma com espanto.

–Quero que vá embora. Falei.

–Escuta aqui Victória, se seu problema é ciúmes, volte para aquele hospicio onde estava internada, eu não quero a merda do seu marido, por mais que aquela praga um dia foi meu também.

–Não ousas a..

–Cala-te. Falou, estava bem irritada.

–Se seu amado, não dar-me o divórcio, entenda-se com ele. Não quero nada dele, nem mesmo que meus filhos fiquem perto dele.

–Só estou a pedir que..

–Que eu desapareça? Não mesmo, se estás a ficar incomodada, vá você e leve-o junto. Agora saia já de minha residencia caso discorde, eu não respondo por mim, até mesmo Mephistopheles teria pena de você.

Virei-me e saí, eu e Barnabas voltamos para a mansão, depois de uma madrugada amorosa, adormecemos.

–Essa mulher é pior do que imagino. Pensei.

Na manhã seguinte acordei cedo com as pestinhas gritando pela casa.

–Mas que.. Aff. Resmunguei.

Barnabas estava dormindo, levantei-me e fui até eles.

–Por que gritastes tanto? Falei brava.

–Oras estamos brincando. Disse Naomi.

–Pois grite menos.

–A mamãe nunca se importou com as nossas brincadeiras. Disse Joshua,

–Eu não sou aquela megera. E vocês parem de berrar.

–Vaca. Disse Naomi mostrando a língua.

Eu ligeiramente a peguei pelos cabelos e a puxei, dei um tapa em seu rosto.

–Agora escute aqui menina dos infernos, minha paciência tem limites, e engula esse choro.

A pirralha estava a chorar baixo enquanto seu irmão me olhava assustado.

Me retirei dali e fui deitar.

–Vem aqui maninha. Disse Joshua.

Aff pirralhos.

Pov Alice

Dormi tarde essa noite, estava completamente irada com tudo o que me ocorrera.

–Quando terei paz? Pensei antes de dormir.

Era cedo, ouvi barulhos vindo de dentro da casa, acordei assustada e desci devagar, poderia ser algum bandido, quando cheguei a cozinha vi meus filhos ali sozinhos, Naomi chorava, seu rosto estava com um enorme vermelhidão ao lado direito.

–Oh meu Deus. Naomi, Joshua, filhos o que fazem aqui? Falei correndo na direção dos mesmos.

–Mamãe... Disse Naomi me abraçando.

–O que houve? ilha o que foi isso em seu rosto? Quem os trouxe aqui?

–Viemos sozinhos mãe. Disse Joshua.

–Sozinhos? O pai de vocês é o que? Um demente? Naomi o que houve?

–A.. Victória....

–O que ela fez? Perguntei me abaixando a sua altura.

Naomi virou o rosto, olhando o chão, ela estava aflita, certamente com medo.

–Ela bateu na Naomi, mãe.

–ELA O QUE? Eu gritei.

–Ela brigou com a gente por que estávamos brincando e falando alto de mais. Então a Nao chamou ela de vaca, e ela puxou os cabelos da Naomi e bateu na cara dela.
Eu não pude ver mais nada, minha vista escureceu, o ódio me possuiu, aquilo era demais, eu tremia em fúria. Agarrei meus dois filhos pelo braço e saí de casa, chegando a mansão Collins eu chutei a porta diversas vezes até o mordomo abrir totalmente assutado.

–S-e-senh-ora Alice? O que houve?

–Cala a boca velho.

–Ah de novo não. Arfou o mordomo.

Quando vi Victória no sofá lendo, eu não me controlei, com toda raiva em mim, agarrei-na pelos cabelos e a derrubei no chão, a mesma ficou sem reação alguma.

–gosta de puxar o cabelo dos outros sua vadia? EIM?

–Me soltei. Ai.
Dei diversos tapas e socos em seu rosto, eu iria matá-la ali.

–BARNABAS SOCORROOOO. gritou o velho.

Victória me deu um chute que me fez dar para traz, deu me uma bofetada.

–Você está louca? Ela gritou.

–COMO OUSA BATER EM MINHA FILHA? IRÁ APRENDER A SUA LIÇÃO, ESTOU FARTA.

Agarrei-na pelo pescoço e a lancei contra a parede, dei diversos chutes m sua barriga, seu rosto estava sangrando o bati com mais força ainda.

–O que está.. Aliceee.. Gritou Barnabas.
Barnabas tentou nos separar, mais acabei dando-lhe um soco na boca. Ele ficou furioso com aquilo, e com seu poder nos separou, voei longe, batendo me bruscamente contra a enorme mesa.

–O que está havendo aqui? Alice?

–O que está havendo aqui? ESSA VADIA BATEU NA NAOMI. E onde você estava seu pai irresponsável? D-O-R-M-I-N-D-O.

–O que? Victória?

–Não a mãe diná. CLARO QUE FOI ELA.

–Victória vá para o quarto se limpar, depois conversaremos.

Victória subiu correndo ao quarto e Barnabas veio até mim.

–Escuta aqui Barnabas, eu proíbo eles de ficarem aqui, se quiser vê-los eu os trarei aqui, mas nem uma noite passarão aqui, ouviste?

–Não tens o direito desse ato.

–Ah! Não tenho?

Peguei Naomi e mostrei o vermelho no rosto dela.

–E AGORA? NÃO TENHO?

–Alice acalme-se, isso deve ter sido um mal entendido.

Fiquei enojada, balancei a cabeça negativamente.

–Não.. acredito, seu.. seu.. peguem suas coisas crianças não ficarão aqui nessa espelunca, onde se tem um homem que se diz pai, mas que não se importa. Enquanto a você Barnabas....

Barnabas olhava para mim, sem reação.

–Não se meta na minha vida e nem dos meus filhos. Seu cego de uma figa. MORRE DIABO.
Gritei furiosa.

Com as coisas de meus filhos prontas, saímos dali, jamais voltaria ali se pudesse, estou farta disso. Além de tudo, ficou a observar-nos partir.

–Idiota. Você pagará. — Sussurrei.

Pov Barnabas

Após a retirada de Alice, fui ter com Victória, fiquei confuso e irritado com o feito da mesma. Chegando ao quarto a vi sentada na cama terminando de tratar seus ferimentos.

–O que te fez agir daquela forma? A agredir minha filha? -Perguntei calmo.

–Barnie, desculpe-me, eu me exaltei pelo barulho que eles faziam, quando me dei conta ja havia o feito.

–Sabes o que isso me causou? -Perguntei.

–N-não. -Disse com seus olhos marejados.

–Até que a justiça contrarie a decisão de Alice, estou proibido de hospedar meus filhos em minha casa e até mesmo de vê-los.

–Desculpe.

–Espero que isso não volte a se repetir. Entende?

–S-sim.

Dei-lhe um beijo e Victória se deitou, e eu ao seu lado também acabei a adormecer.

Sonho on

Estava a caminhar pelo jardim, não havia flor alguma, as arvores estavam secas. Observava com atenção a mansão por fora, e havia algo ali que me trouxe lembranças.. uma escultura de cavalo marinho, a mesma que caiu em meus pais. Então a vi, minha amada mãe, estava sentada no solo, usava um vestido preto, e cabelos soltos, ela olhava para mim séria.

–MÃE. gritei correndo em sua direção.

–Filho... Minha mãe levantou-se e estendeu os braços para me receber calorosamente, mas quando me aproximei levei um tapa na nuca.

–AI..

–TOMA SEU MOLEQUE. ( tapa) ONDE ESTÁ SEU JUÍZO BARNABAS?

–Mãe, aii, para.. ai.. de me bater. O que está acontecendo por que está brava?

Minha mãe balançou sua cabeça negativamente.

–TROCAR UMA FAMÍLIA POR UM PASSADO. DEVERIA APANHAR MESMO.

–Queria entender-te.

–AINDA SE FAZ DE SONSO. AH BARNABAS, AFF.

–MÃE. perdão... mãe..

–Barnabas, achas que é certo o que fazes?

–Não sei do que está falando.

–ACORDA LOGO, SE NÃO VOU TE ESPANCAR. TCHAU FILHO SE CUIDA.

–Mãe... espere..

Sonho off

Acordei durante a madrugada, seria apenas um sonho? Ou um aviso... Gostaria de saber...

Pov Alice

Nenhum sentimento se iguá-la aquele que sentia, um fúria por aquela que teve a audácia de bater minha pequena filha, e por Barnabas, aquele que em vez de repreender-la deve apenas ter dito: Que não voltes a se repetir. Eu o impeço, de ter quaisquer contato com meus filhos, e agora com razão, ao amanhecer meu outro advogado ( já que aquele nem se quer deu noticias) veio junto a perícia para analisar Naomi e impedir que o Collins se aproxime deles.

–Obrigada pela presença aqui senhores.

–Nós que estamos a te agradecer, e garanto a paz a ti agora, Barnabas receberá da justiça o papel sobre o acontecido.

–Oh! Sim. Embora aquele homem não querer aceitar a lei. Falei já ciente.

–Não se preocupe senhorita Alice, faremos de tudo.

–Novamente agradecida.

Ambos foram embora, meus filhos ainda dormia, sentei no sofá, e liguei a Tv, não era tarde quando ouvi a porta.

–Espero não ser o Barnabas.

calcei minhas sandálias e fui até a porta.

–Chapeleiro? Kemp? Que bom vê-los aqui. Entrem..

–Olá Alice. Disseram em uni-som.

–Alice, eu vim lhe fazer uma proposta. Disse o Tarrant.

–Eu estou a lançar minha mais nova coleção para o verão, e bem.. estou em parceria com a empresa do Paul Kemp, para a primeira revista de modas.- Prosseguiu.

–Queremos que seja nossa modelo, para as fotos, que nos represente com sua beleza. Disse kemp.

–Sério?

–Mas.. queremos falar de você também.. Disse o Chapeleiro.

–Queremos contar sobre seu divórcio, anunciar que estás solteiras, um entrevista talvez... e claro pagaremos uma boa quantia em dinheiro. Eu né. por que o Kemp não vai dar nenhum real.

–Hufp. bufou Kemp.

Fiquei em silencio, pensando que aquilo, não é uma má ideia, aliás seria ótimo para mim descontrair, receber essa quantia ajudará-me muito.

–Aceito.

–Ok Alice, obrigada. Prepare-se, pois amanhã iniciaremos a fotos, ok?

–Tudo bem.

E assim que concordei, sem demora as sessões de fotos foram tiradas, me diverti ao vestir algumas fantasias um pouco inusitadas. Sensualidade, isso me definiu.

"Alice a maravilha", primeira edição.. "A divorciada mais cobiçada de Collinsport".

–O QUE? -gritou barnabas com a revista em mãos.

(https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/v/t34/1600320_494538473999083_1217426838_n.jpg?oh=762188cc681fbf0920d34587049f19b2&oe=52E3D696&__gda__=1390679193_e80a77476f064bc0ded457c1136f11ad) capa da revista...

Notas finais
E então? Barnabas vai pagar seu preço.