Alice A Maravilha
22 22. Noite de agustia
Notas iniciais
POV: Alice
Abracei Barnabas com força e queria jamais poder solta-lo, me senti segura em seus braços fortes e quentes, minhas lagrimas molharam seu peitoral coberto a tantas blusas.
–Alice quem fez isso com você?
–Ninguém. respondi saindo de seus braços.
–Não minta Alice, apenas diga. Disse Barnabas segurando minhas mãos.
–Ninguém Barnabas eu... caí ao descer do navio do Jack. Respondi virando as costas a ele e colocando minhas mãos em minha nuca.
–Tudo bem Alice. Disse Barnabas me abraçando pelas costas.
Aquele abraço me fez reviver nosso primeiro momento juntos, fechei meus olhos e comecei a lembrar dos nossos beijos quentes, nossos corpos juntos como um só.
–Venha, vamos subir.
–E as crianças?
–Estao bem, não precisa se preocupar. Barnabas me levou até um quarto semelhante a um consultório médico.
–Que lugar é esse?
–Aqui é nosso mini-hospital. Disse Barnabas sorrindo.
Aquele lugar me dava arrepios, percebi um belo porta retrato com a foto de uma sedutora mulher de cabelos laranjas, curiosa especulei.
–Linda mulher. Quem é ela?
Barnabas ficou tenso rapidamente.
–Era a médica da familia.
–Era? O que houve com ela?
Barnabas que estava abrindo a gaveta a puxou com força bruscamente a arrancando.
–Não sabemos.
–Sinto muito, você esta bem?
–Sim. Respondeu Barnabas colocando a gaveta em seu devido lugar.
Barnabas pegou uma pomada, a abriu e passou em minhas manchas, sua mão tocava suavemente em minha pele que fazia me suspirar.
Aqueles simples toques estavam me levando a loucura mais que rapidamente acabou a Barnabas ver um ferimento em minha perna.
–Barnabas o que foi? Perguntei assutada ao ver os olhos fixos de Barnabas em minha perna, parecia estar congelado. Olhei em minha perna e adivinha, estava ensanguentada. Me apavorei.
Levantei-me correndo peguei um pano e coloquei em minha perna.
–Barnabas nao se aproxime.
Barnabas fechou os olhos e respirou fundo, foi terrível.
–Alice saia daqui rápido.
Saí sem mesmo falar algo, corri e me tranquei no quarto deixei o pano ensanguentado sobre a cama, lavei minha perna rapidamente e ouvi um barulho vindo da janela. Voltei ao quarto para ver o que era mais nao havia nada, então olhei para minha cama e o pano ja nao estava mais lá.
procurei embaixo da cama pois poderia ter caído mais ao me abaixar senti o perfume de Barnabas, levantei e congelei ao ver o mesmo com meu pano em suas mãos o levando ao seu rosto.
–Seu cheiro doce. Barnabas disse sentindo o cheiro do meu sangue sobre o pano.
–Barnabas saia.
–Seu sangue me parece ser muito bom. Barnabas abaixa o pano e o joga no chão, e então abre sua boca mostrando seu par de dentes enormes.
–Barnabas por favor sai, você nao vai me machucar.
Barnabas me agarrou pelo pescoço e me lançou na cama, ficou sobre mim e segurou me.
–Alice preciso sentir seu gosto.
–Não Barnabas por nossos filhos.
POV: Barnabas
Alice me deixava completamente louco com as roupas que usava e seu cheiro, mais aquilo era forte, e me obrigava a experimentar, o meu sangue corria pelas minhas veias, e meu coração batia a ponto de saltar de meu peito, e foi mais forte do que eu, com minha mão esquerda segurei seu frágil pescoço e com força a mordi, sugando seu sangue. Alice começou a bater em minhas costas e eu não conseguia parar.
De repente Alice parou de bater e suas mãos caíram sobre minhas costas, e parei então ja apavorado: Será que a matei? Nossos filhos me odiariam.
–Alice, falei limpando minha face ensanguentada, Alice estava fria e pálida com lagrimas nos olhos, me apavorei.
–Alice, meu amor por favor perdoei me.
Alice não se mexia e eu não sabia o que fazer me sentia um monstro.
Limpei Alice e a arrumei na cama fiquei ao seu lado o tempo todo.
POV: Alice
Uma dor aguda tomou conta de mim e de repente escureceu, por dentro conseguia sentir uma formigação em meu corpo, e era como estar em coma.
Parecia uma eternidade aquela escuridão, sentia algo sobre meu peito mais não sabia o que era, não conseguia abrir meus olhos.
POV: Barnabas
Em desespero peguei Alice no colo e sai em direção a porta da mansão.
–Mordomo chame a prima de Alice e diga que fique com as crianças.
–Aonde vão senhor? Alice esta bem?
–Sim. Respondi nervoso.
Naquele momento eu não sabia para onde ir e lembrei-me do pirata. Cheguei ao navio e o chamei, logo apareceu aquele desprezável homem bebado.
–Você é o Sparrow?
–Sim e não. Eu sou o Capitão Sparrow.
–Que seja, ajude-me.
–Alice? O que houve?
–Apenas me ajude, coloque-a sobre uma rede ou.. que cheiro forte é esse?
–Rum. Servido?
–Pirata imundo, me ajude rapidamente.
Sparrow a pegou no colo e trombando no gabinete a colocou sobre sua rede.
–O que houve com ela? Disse ele vendo a marca em seu pescoço de minha mordida.
–Não é de sua conta. Perdoe-me estou nervoso.
–Não ah com o que se preocupar, afinal (disse ele me rodeando) não contarei a ninguem que você a mordeu.
–Saia daqui. Pedi a ele.
–Tudo bem, irei beber um pouco.
Sparrow saiu e fiquei cuidando de Alice, Por que? essa era minha pergunta a mim mesmo.
Sai do convés e fui ao encontro do pirata.
–Obrigada pelo sigilo.
–Não ah de que.
–Sparrow quem a bateu?
–Ninguém, ela se tacou nas mãos do rapaz.
–Como assim?
Sparrow estava bebado e mal se segurava em pé.
–Que rapaz?
–Mort o escritor. Acho que falei de mais.
Eu o conhecia e estava disposto a fazer uma visitinha a ele, porem fomos interrompidos pelo barulho que veio do navio.
–Que raios?
–Esta vindo do convés. respondi.
Corri em direçao a porta e Alice estava em pé, sorri aliviado ao mesmo tempo angustiado.
POV: Alice
Acordei assutada e estranha, senti sede e levantei rapidamente , senti meu corpo gelar e tremer, olhei minhas mãos e minhas unhas estavam enormes e escuras, minha pele estava pálida,..
–Não pode ser. Será que?
-Alice. Gritou Barnabas.
Olhei para ele, e o mesmo afastou-se, Jack entrou no gabinete e me olhou com preocupação, seus olhos transpassavam medo.
Barnabas se aproximou de mim e colocou suas mãos em meus rosto.
-O que esta acontecendo Barnabas?
-Alice me desculpe, por favor, eu não queria fazer isso foi forte de mais. Desculpe me.
Tentei me olhar em um espelho que havia no gabinete e não vi meu reflexo.
-O que aconteceu comigo? Quem sou eu agora? Gritei ao Barnabas.
Ele abaixou a cabeça e apenas mostrou suas enormes mãos as colocando sobre as minhas, pude perceber a semelhança. Jack apareceu na porta e disse:
-Vida longa Alice. Só não me morda.
-Morder?
-Você é vampira agora. Disse Jack.
O medo e o desespero tomou conta de mim, minha vontade era somente de matar Barnabas.
-Alice você precisa se alimentar.
-Eu nao vou tomar sangue. Chorei
Meu destino agora estava incerto.
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