Aliança Improvável
3 Fui e já voltei
Cessado o susto da aterrissagem desajeitada de Alex, os dois agentes pararam para analisar o que estava diante dos seus olhos: a beleza selvagem da ilha. Coberta por uma densa floresta tropical, a Ilha parecia um refúgio da natureza, com árvores altas e vegetação rasteira que dificultava a visão à distância.
O som constante das ondas quebrava em falésias* e podia-se ouvir o canto distante de aves exóticas.
— Esse lugar é lindo — Jade comentou, ajustando seu equipamento, enquanto olhava ao redor. — Mas também parece o esconderijo perfeito para alguém como o Dr. Chaos.
— Não vamos nos distrair com a paisagem. — Alex disse, puxando um mapa digital no seu tablet. — Temos um laboratório para encontrar.
Os dois agentes avançaram cautelosamente pela vegetação. As árvores majestosas criavam uma proteção que bloqueava grande parte da luz do sol. Jade, mais acostumada a ambientes naturais, movia-se com facilidade, enquanto Alex fazia um esforço maior para seguir o ritmo.
— Precisamos seguir essa trilha — Alex indicou, apontando para uma rota no mapa que levava diretamente ao centro da Ilha. — De acordo com o mapa, o laboratório está em uma caverna subterrânea nesta região.
— Ou podemos seguir este caminho — Jade disse, apontando para uma trilha mais discreta à direita. — Menos guardas, menos riscos.
— OU podemos seguir o plano. — Alex insistiu, já começando a caminhar pela trilha originalmente escolhida.
Jade revirou os olhos, mas o seguiu. Alguns minutos depois, começaram a notar sinais de presença humana, como pegadas e equipamentos abandonados.
— Acho que estamos perto. — Sussurrou Alex, diminuindo o passo.
Como ele havia previsto, logo avistaram a entrada do laboratório, uma caverna guardada por dois capangas e um par de robôs.
— Precisamos desativar os sistemas de segurança primeiro. — Alex sugeriu.
— Na verdade, acho que podemos simplesmente lidar com os guardas diretamente. — Jade disse, preparando-se para atacar.
— Não. — Alex suspirou. — Jade, temos que ser estratégicos.
— Vou mostrar minha estratégia. — Ela respondeu com um sorriso confiante nos lábios.
Antes que Alex pudesse protestar, Jade já estava em movimento. Com a agilidade de uma pantera, ela se lançou sobre os guardas com movimentos rápidos e precisos.
Um dos guardas tentou sacar sua arma, mas Jade o desarmou com um golpe rápido no pulso, seguido de um chute giratório que o derrubou no chão. O segundo guarda avançou, mas Jade esquivou-se de seu soco e o imobilizou com uma chave de braço, aplicando um golpe certeiro na nuca que o deixou inconsciente.
Os robôs, então, entraram em ação, movendo-se rapidamente em direção à Jade. Ela pulou, agarrando-se a uma árvore próxima e se impulsionando para lançar-se contra um dos robôs. Com um chute, ela desativou o primeiro robô e depois se virou para enfrentar o segundo.
Alex observava impressionado, mas ao mesmo tempo preocupado.
Em pleno combate com o segundo robô, Jade aproveitou uma abertura para aplicar um golpe duplo com os punhos, atingindo os pontos fracos do robô, desativando-o.
— Pronto, caminho livre. — Ela disse ofegante e sorridente, voltando-se para Alex.
— Isso não estava no plano. — Alex murmurou, mas não pôde deixar de sorrir.
Com os guardas e robôs fora de combate, Alex e Jade se infiltraram na caverna. O interior estava iluminado por luzes fluorescentes e repleto de equipamentos e vidrarias, bem como diversos computadores. Os agentes se separaram para investigar.
— Encontrei algo! — Jade chamou, mexendo em um dos computadores. — Dr. Chaos não parece ser uma pessoa de QI muito elevado, foi muito fácil acessar isso aqui. Parece que… ele planeja lançar um ataque cibernético em grande escala contra várias cidades simultaneamente.
Alex aproximou-se, examinando as informações.
— Isso é sério! Precisamos levar essas informações de volta para o QG.
— Concordo. Mas antes, acho que devemos fazer uma visitinha ao Dr Chaos. — sugeriu Jade, com um brilho de excitação nos olhos. — Tenho certeza que ele já sabe que estamos aqui.
— Mas isso é exatamente o que ele quer que façamos. — Alex argumentou. — Precisamos ser cuidadosos.
Enquanto discutiam, Alex acidentalmente pisou em um painel solto no chão, ativando uma armadilha que o prendeu em uma rede suspensa.
— Merda. — ele resmungou, balançando impotente.
Jade tentou segurar o riso.
— Precisa de ajuda, Brandt?
— Isso não é engraçado — ele respondeu com a voz tensa.
— Ah sim, é, com certeza — Jade disso, ajudando-o a se soltar, ainda entre risos.
— Você não vai me deixar esquecer isso, vai? — o agente perguntou, exasperado e ao mesmo tempo com um tom de divertimento na voz.
— Nunca — Jade respondeu com um sorriso malicioso. — Agora vamos sair daqui antes que—
Antes que ela pudesse terminar a frase, um alarme estridente ecoou pela caverna. Luzes vermelhas piscavam, e uma voz mecânica anunciou: "Intrusos detectados. Ativando protocolo de contenção."
— Droga! — Alex exclamou, puxando Jade pela mão. — Precisamos encontrar uma saída, rápido!
Eles correram pelos corredores estreitos da caverna, tentando evitar as patrulhas de robôs que surgiam de todas as direções. O som de passos metálicos e vozes robóticas ecoava nas paredes.
De repente, uma porta de aço deslizou fechando-se na frente deles, bloqueando a única rota de fuga visível. Jade olhou para Alex, que estava tentando freneticamente hackear o painel de controle ao lado da porta.
— Isso vai demorar um pouco — ele disse, suando de nervosismo.
— Nós não temos tempo! — Jade respondeu, virando-se para enfrentar os robôs que se aproximavam. — Vai, eu cubro você!
Ela entrou em ação novamente, tentando desativar os robôs um a um. Mas eram muitos, e logo Jade foi cercada. Alex finalmente conseguiu abrir a porta, mas antes que pudessem passar, um disparo elétrico atingiu Jade, derrubando-a no chão.
— Jade! — Alex gritou, tentando alcançá-la, mas sentiu um choque violento percorrer seu corpo, fazendo-o desmaiar.
Alex acordou momentos depois com a cabeça latejando, amarrado a uma cadeira de metal em uma sala escura. Jade estava ao seu lado, ainda inconsciente, presa de maneira semelhante. A sala era fria e úmida, iluminada apenas por uma luz fraca que pendia do teto. Instrumentos de tortura estavam espalhados pelo chão e mesas, adicionando um toque macabro ao ambiente.
— Olá, agentes — uma voz sarcástica disse, ecoando pela sala. — Dormiram bem?
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