Aliados do Passado.
1 Capítulo 1 - Despertar de um Mutante.
Notas iniciais
Antonio levanta e olha ao seu redor. “Não acredito que vim parar aqui” Pensa Antonio aflito.
– Bom pessoal, vocês precisam colocar a roupa especial para entrar em Chernobyl. – A garota fez uma breve pausa. – Vocês só podem ficar alguns minutos. – A garota sorri.
Antonio fica analisando a linda moça. Ela é alta, loira, cabelo liso. Magra, como fosse uma modelo. Com um sorriso encantador. Ele solta um leve suspiro.
Mas mesmo com essa pequena distração. Antonio não parava de tremer, como se temia que algo terrível fosse acontecer. Antonio só consegue se acalmar quando a garota toca em seu braço e fala suavemente:
– Senhor, você não pode entrar com a bengala. – A garota solta um pequeno sorriso. – O senhor precisa muito?
– Não. – Antonio retribui o sorriso. – Não preciso — Ele temia que algo fosse acontecer, mal sabia que a sensação, era verdade.
Uma semana depois.
– Droga! Preciso falar com a Juh. – Irritado Antonio joga o celular na parede. – Mas essa porcaria não funciona!
Do nada, o celular gruda na mão dele. Assustado Antonio resolve dar uma volta.
Decide caminhar por um parque perto de casa, estava escurecendo. Pessoas ao seu redor corriam, e crianças a gritar. Antonio tenta se acalmar. Desde a viagem àquela cidade, tudo parecia estar maluco. Tudo que era eletrônico ficava grudado no Antonio. E para piorar, o celular estragou. ‘‘Ah, que ótimo, o que mais pode acontecer?” Pensa Antonio irritado. Ele caminha pelo parque, olhando tudo a sua volta. Árvores, bancos, o lago. Tudo ao seu redor, parecia estar estranho, como ele captasse algo a mais. Antonio estava tão concentrado nos seus pensamentos, que nem se tocou que parou no meio da pista de corrida.
– Olha por onde anda grandalhão! – Grita uma mulher irritada.
– De... Desculpe. – Antonio gagueja. – Eu... Eu... Desculpe, foi erro meu. – Atordoado, Antonio anda sem rumo.
Sem entender, como se fosse uma intuição. Antonio entra num beco mal iluminado. Ora formadas por plantações, ora formadas por casas. As casas são muito parecidas umas com as outras em termos de plantas. As plantas das casas são padronizadas. Cada casa que ele passava, mais amedrontado ficava. Antonio tentava relaxar. Brincava com a bengala, girando-a, várias vezes. Ficou feliz por estar sem o chapéu, porque estava suando muito. Assustado, ele tenta respirar fundo. Nada, o medo o cegava. Para em frente de um poste, tateando o bolso a procura do celular, mas foi em vão. Com essa confusão das coisas grudarem, ele mal saía com o celular.
Antonio estava se perguntando, se a causa dos estranhos acontecimentos, não fosse por causa daquela pedra? Ela era tão linda. Transparente, a maneira de como virava a pedra em direção ao sol, ela parecia um arco-íris. ‘‘Mas que mal ela podia ter feito?’’ Se pergunta Antonio. ‘‘Mal peguei nela. Ela não podia passar radiação. Ou pode?’’ Se pergunta Antonio, com medo da resposta.
– Legal perdido num beco escuro. Sem celular, sem nada. – Antonio ri com desdém. – Legal, comei a falar sozinho. Obrigada Lemos. – Ele começa a explorar o lugar. Parando pra ver as plantações. Tinha milho até arroz. Era uma rua estranha pra ele. Nunca tinha passado lá. – Que horas deve ser isso? – Diz ele parando um minuto. – Ata, estou com relógio. – Antonio ri de novo. – Obrigada Juliana D. Lemos. Estou falando sozinho agora. – Ele olha o relógio. – Nossa já são 23: 00, esta fican...
Um grito estridente corta a linha de raciocínio dele. Antonio no começo fica atordoado, sem saber de onde veio. Mas cada segundo o grito fica mais alto. Sem hesitar, ele vai até aonde esta o grito. Quando Antonio começou a correr, os postes ficaram malucos. As luzes picavam, saía muitas faíscas.
Chegando lá, Antonio encontra um ladrão amedrontando uma garota. Ela estava encolhida num canto, choramingando. O medo estava estampado nos olhos.
– Dei... Deixa a garota em paz. – Fala Antonio com uma confiança, que ele nem sabia que tinha.
– Você deve estar brincando comigo. – Diz o ladrão rindo. Quando ele percebe que não é brincadeira. Ele fica sério. – O que o cavalheiro gorducho pretende fazer? – Pergunta o ladrão puxando o gatilho. – Bater com a bengala na minha cabeça? – Pergunta o ladrão olhando pra bengala do Antonio, que estava até então, jogada no chão.
Antonio não responde. Fica olhando fixamente pra arma. Em transe. A mente dele só pensava em como ia tirar a arma do ladrão. Ladrão irritado, atira pro alto, fazendo a garota berrar.
– Quais são suas ultimas palavras, gorducho? – Ladrão estava se divertindo, percebeu o Antonio. Mas ele sabia que tinha que enrolar o ladrão. Se não a garota morre. – Olha pra mim, quando eu estiver falando contigo!
A garota começa berrar. Fazendo o ladrão pegá-la. Irritado, Antonio vai de encontro ao ladrão. Sem nenhuma alternativa, o ladrão atira. Mas a bala para centímetros do rosto de Antonio. Antonio olha fixo pra bala, hipnotizado. Movimentando a cabeça pra esquerda, a bala voa nessa direção. Acertando o poste. Fazendo o poste explodir, e tudo ao seu redor também. A explosão fez o ladrão fugir, assustado. De repente, todos os postes se apagam, deixando escuro como breu. Antonio não enxergava nada. Mas conseguia escutar o choro da garota.
Como se andasse por anos nesse beco escuro. Antonio foi de encontro à garota. Abraçou, e a consolou. O choque que ele sofreu foi enorme. Ele não racionara direito quando fez isso. Agora só pensava numa coisa:
– Eu podia tê-la matado. – Surrava Antonio mais pra ele, que pra garota.
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