Alguém Disse Poesia?
31 O Quebrador de Garrafas
Notas iniciais
Eu ando meio sem inspiração para escrever então acho que irei finalizar essa coletânea em breve, aproveitem.
Eu irei quebrar, todas aquelas garrafas
Numa manhã triste e tomada de neblinaE quando elas se estilhaçarem, será lindoUm espetáculo de cores e cacos afiadosPoderei ouvi-las zunindo na sala de estarIndo de encontro as minha paredes sujasElas já não são mais tão imaculadas assimEntão virá a explosão de algo se partindoAlgo que nunca mais será consertadoSerão os meus cacos e os meus cortesO meu sangue a se fundir com essa bagunçaQue Bagunça!Quando a polícia bater e perguntar se estou bemEu direi aqueles putos de fardaNão, não está nada bem!Após isso irão me arrumar um psiquiatraUm daqueles sabichões de jaleco impecávelQue me dará uma boa razão para continuarPassarei do álcool para os remédios controladosConsultas mensaisTerapias de grupoUm papo com DeusOutro com o DiaboUm drogadoUm maldito drogadoSofrendo num quarto escuroRegando uma planta secaSó eu e meus pensamentosResistindo acima de tudoDopadoDomadoAcabado.
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