Algo de errado em Fabletown

5 ❝Episódio O5 – Abandonada。


Notas iniciais
GENTE, MIL ANOS DEPOIS! ESPERO QUE COMENTEM, PRECISO DE MOTIVAÇÃO ;-; Ah, nao sei se a leitora que recomendou recentemente IceGirl lê esta fic, mas queria agradece-la mesmo assim. OBRIGADA ♥

❝Faculdade de artes — Fabletown。

O professor termina sua chamada, ajeita as folhas e caminha até o centro da sala de aula, diante dos alunos.

– Meus caros, antes que a aula acabe... – Ele ajeita seus óculos e volta seu olhar no centro do grupo, visando parecer encarar todos. Ele era alto e possuía uma barriga gordinha, embora o restante fosse magro. – Vocês sabem bem que o ano está no fim, então o ultimo trabalhos que vale metade da nota de vocês é uma peça da turma, que deve ser desenvolvida por vocês.

Harriet se anima do lugar em que estava, do lado de sua amiga humana Selena, uma morena de cabelos longos chocolate, magra e uma grande pervertida. Todos os alunos estavam um ao lado do outro, em cinco fileiras em tiras.

– Tomara que ele selecione algo com beijos técnicos, aquele gato da primeira fila está esperando por mim! – Ela riu malignamente, e Harriet se encolheu, recordando-se de ontem.

– Credo, Sê, você nem o conhece – Ela diz, horrorizada, enquanto o professor colocava a mão em um chapéu com nomes sortidos de algumas histórias.

– Mas podemos nos conhecer – Ela olha para o garoto alto e fortinho da fileira da frente, o problema é que por ser uma faculdade de artes, sua opção sexual era um mistério, até mesmo as roupas eram um tanto delicadas.

– Chapeuzinho vermelho. – Diz o professor.

– Sim? – Harriet responde, em voz alta, estranhando ser chamada pelo seu nome original. Um calafrio percorre sua espinha. Será que a descobriram? Sammy a mataria!

– Senhorita RedHood – Ele eleva sua voz, até chegar a Harriet. As pessoas cochichavam e riam um pouco, entendendo a piada que ela acidentalmente fez. – Falo da peça Chapeuzinho vermelho, não de você. – Ele não foi exatamente rude, apenas explicou demais sem necessidade.

Afinal, ninguém podia resistir a ela.

Ela era uma fábula.

O sinal tocou para o final da aula, e depois disso o professor se esforça para gritar “Não esqueçam de fazer o teste!”. As garotas iam em direção a saída, quando Juca as alcança, um colega de faculdade que vivia investindo em Harriet, mas ela jamais ia reparar que era uma cantada.

– Hey, garotas – Ele as cumprimenta, e como sempre Selena da altas cotoveladas em Harry. Juca era um gato, com seus cabelos louros e curtos, ia na academia e tinha um bronzeado legal. Tinha um rosto simpático e simétrico.

– E ai? – Harriet cumprimenta, seguida de Selena. Chapeuzinho olhava para trás com frequência, reparando em uma agitação feminina na faculdade.

– Harry, eu estava pensando... – Ele coloca uma das mãos na nuca, constrangido – Não quer ir ao cinema comigo?

Harriet fica feliz. Foi apenas uma vez com Sê ver um filme, que era uma história inspirada em seu próprio conto completamente distorcida. Gostava dessas coisas de humanos. Música, arte, e principalmente as roupas. Mesmo que ela sempre optasse por algo vermelho e com capuz, ela ainda apreciava todo o resto. Chapeuzinho estava com livros contra o peito, pronta para aceitar e convidar Sê, quando os gritos femininos ficam mais altos e alguém diz:

– Ei, fiquei mais de cinco minutos esperando você. – Era Sam, com um cigarro aceso na boca, as mãos socadas no bolso do jeans velho e uma jaqueta de couro marrom.

– Porque não espera mais uma hora, ah? – Ela provoca, ignorando os humanos e indo na direção dele, agarrando o cigarro da boca dele, o que resulta em um gritinho de dor e um cigarro no chão – Você não pode fumar aqui dentro.

Chapeuzinho se responsabiliza pelo lobo, jogando o cigarro no lixo. Despediu-se com um aceno de Sê, deixando todos – incluindo Juca – boquiabertos. Eles eram lindos. E por serem do mesmo conto, brilhavam muito juntos, como se um completasse o outro.

– Conseguiu mais alguma pista? – Ela indaga, atravessando o campus com o objetivo de chegar até a floricultura no centro da cidade. Sua floricultura, na verdade.

O lobo odiava ter que explicar tudo para a sua parceira indesejada. Se possível, gostaria que os diálogos fossem reduzidos ao máximo, mas Harry não permitia, com a sua irritante mania animada de tagarelar.

Na calçada, andavam lado a lado, ela tentando acompanhar os passos largos e impacientes de Sam, enquanto ele jamais baixava sua guarda.

– Não – Respondeu, impaciente – Mas suspeito de algum vilão, acho que é o mais provável.

Harriet pensou um pouco, eles atravessaram a rua e pegaram uma rua pacata e incrivelmente bonita, onde a nata rica da cidade ficava; a floricultura era por lá.

– Não acha meio errado você suspeitar dos violões? – Harriet une o cenho, pensativa – Afinal, você é um também...

– Por tentar matar você? – Ele começa a rir suavemente, uma risada verdadeira que fez Harry paralisar e esboçar um sorriso. – Acho que podiam me chamar de herói!

– Engraçadíssimo, totó. – Ela revira os olhos, aproximando-se da porta da floricultura, já pegando a chave na mochila.

Sua floricultura estava a altura do bairro de riquinhos de fabletown. A loja era praticamente transparente, forrada de flores de todas as espécies. Recepcionados por um sininho e uma rajada de ar-condicionado. Eles passaram até os fundos da loja, onde o lugar das rosas da vida das fábulas ficava.

Ela começou regando algumas, que imediatamente se ergueram.

– Como está a sua? – Ela pergunta a Sam. O lobo mostra seu antebraço, na parte de baixo. Uma tatuagem escura de uma pequena rosa se enroscava nele, e para os olhos de Chapeuzinho, elas brilhavam em vermelho. – Parece bem.

– A minha não! – Uma voz estridente aparece subitamente no ambiente, era Bela.

Claro! Como eles poderiam ter se esquecido de Bela!

– Eu dou um jeito nela – Harriet tentou ser simpática, embora a morena não merecesse. Bela arregaça e dobra a manga de sua blusa social, revelando uma rosa que brilhava em azul; de lá, Harry puxou uma rosa azul.

Enquanto ela preparava a rosa, deu altas cotoveladas em Sammy para que ele se tocasse.

– Senhorita Bela – Ele pigarreia e mantem sua pose de detetive malvado – Porque Dum estava atrás de você?

– Oh, Sam – Subitamente, sua voz ficou tão doce e amável que chapeuzinho engoliu mal a saliva, e começou a tossir freneticamente. Sammy ficou claramente constrangido e encantado, era uma princesa afinal – Foi horrível! – Ela disse, de forma teatral, colocando as mãos na testa. – Eu estava indo na casa da chapeuzinho, levar minha flor, quando Dee veio com um papo agressivo e estranho.

– O que ele disse? – Ele perguntou, relaxando sua posição ereta.

– Não entendi bem, mas queria que eu fosse com ele para seu “mestre”.

– Um homem? – Ele se vira para Harriet desta vez, realmente querendo descobrir.

Harriet começou a suspeitar de muitas coisas que não diria para o lobo por hora. Ela sempre aprecia estar envolvida, mas era só um palpite. Talvez fosse sua própria arrogância, querendo ser importante falando mais alto. Mais tarde ela conferiria sozinha, já que o lobo riria da cara dela.

– Duvido que a palavra “mestre” possa definir o sexo, ele não estava pensando tão bem assim.

Ela agita seus cabelos louros e entrega a flor para o braço de Bela, que pega das mãos dela com repugnância e ajeita por ela mesma. Quando ela olha para Sam novamente, sorri com doçura.

Odeio princesas...” – bufa ela, querendo que a Bela fosse embora.

– Sabe, está perigoso lá fora para mim – Ela começa, e Harriet sabia exatamente onde isso ia chegar. – O que acha de me levar até em casa, Sammy?

Claro que ele não ia aceitar, não é? Harry olha para ele, esperançosa que ele fosse negar, mas ele apenas diz:

– É meu dever como xerife – Ele dá de ombros e começa a sair da loja, junto com Bela.

Chapeuzinho ficou tão nervosa. Como Sammy – SEU vilão – poderia dar em cima de Bela? E como aquela mulher, uma princesa boba, podia excluir Chapeuzinho daquela forma?

Que se dane os dois!”

Ela vai direto para o quartinho da loja, onde tira as vestes para tomar um banho refrescante. Era sua fonte de ideias; um bom banho a ajudava a concluir coisas. Ela reorganizou suas ideias rapidamente, enquanto lavava os cabelos.

“Existem dois casos de nosso conhecimento até agora: O da Bela e o do Sr. Turtle. Bela ia para a minha casa, quando eu tentei protegê-la – coisa que ando me arrependendo – Dee não tentou passar por mim. Entretanto Turtle... Ele não tem nada a haver... A não ser que soubessem que eu iria entregar a rosa dele naquela hora.”

A rosa que brilhava em verde de Turtle ainda estava naquela cesta abandonada na floresta! Se havia alguma chance de que ela realmente esteja lá ainda, Harriet deveria pega-la.

Saiu do banho no mesmo minuto, e vestiu uma de suas melhores capas vermelha, sapatos pretos de boneca, meias brancas até as coxas, saia preta e uma camisa social. Puxou sua capa para cobrir a cabeça e partiu em direção a floresta. Estava ficando tarde, por volta das 18hrs; em Fabletown isso significava que o sol já se recolhia.

Quando ninguém parecia estar olhando, ela colocava suas habilidades de Fábula em pratica. Pulava de telhado em telhado, terraço em terraço para chegar mais rápido. Sua capa vermelha deslizava pelo vento, enquanto seu coração apertava pela solidão.

Sam ia demorar muito? Ia procura-la?

Notas finais
O que acharam? Sam foi muito canalha ou Bela foi pior?