— Então é aqui a sua Fortaleza da Solidão. – Alex adentrava no quarto de Ely, fascinada pelos pôsteres que ornamentavam suas paredes e o teto, várias bandas que ela nunca ouvira falar. Os livros e revistas em quadrinhos estavam bem organizados em uma estante de madeira. A cama, bem arrumada, tinha apenas o travesseiro e as cobertas, ambos da cor cinza. – Não é tão diferente do que eu imaginava, na verdade. Organizado, sóbrio.

— Bla analogia, nem é tão diferente do seu, só é o extremo contrário. – Ria, abrindo o notebook em cima da mesa encostada na parede. – Seu quarto é bacana, mesmo que me lembre um lixão.

— Cala a boca. – Alexis dava um leve soco no braço do rapaz. – Você tem pen-drive né? Eu esqueci o meu.

— Eu me preparei pra isso, tenho um reserva pra você. – Ely tirava do bolso um mini mestre Yoda que acendia luz dos olhos.

Enquanto ele passava a tal série que ela queria assistir para o pen-drive, a moça sentava-se na cama, olhando para os pôsteres e jogando uma bola de futebol americano para cima.

— Não sabia que você jogava

— Joguei no ensino médio, meu pai queria, mas eu particularmente nunca gostei, é do Arthur, mas ele sempre esquece aqui. – Ele continuava a mexer no computador. Ao lado da mesa, vários modelos de fones de ouvido.

— Achei que você não seguisse ordens. – Ela o observava. – Sabe, dos seus pais.

— Eu morava na casa deles e eles me sustentavam, não tinha muito o que fazer, pelo menos, agora eles não têm o direito de reclamar de mim.

— Não é tão legal ser assim com os pais.

— Alex, eu realmente não ligo. – Ele virava-se par ela com um sorriso no rosto, e o pen-drive em mãos. – Pronto, True Blood, completo do início ao fim, tem as legendas, mas eu deixei a opção de dublado, infelizmente.

— Ahh, eu adoro dublado. – Ela pegava o mini Yoda e guardava em sua mochila.

— Cuidado com ele, deu trabalho procurar tudo e deixar organizado.

— Se você cansou tanto, por que não me ensina? Assim eu não preciso pedir e te incomodar.

— Não, não quero te contar como a magia funciona, só um grupinho seleto que sabe.

— Você não quer me ensinar porque gosta de fazer isso pra mim. – Alex sorria, mordendo o lábio inferior, enquanto Ely recuava com um espanto,, negando com a cabeça. – É sim, você gosta.

— Não, é claro que não. – Ele negava com a cabeça, virando-se para o computador.

— Então me ensina.

— Não.

— Você gosta de fazer as coisas pra mim, isso é bonitinho, aceita.

— É porque me lembra como eu sou superior por você não conseguir fazer coisas simples.

— Não adianta, agora você é apaixonado por mim. – Alex sorria dando um beijo na bochecha de Ely, sentindo suas bochechas quentes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.