Alexia

1 Capítulo Um — A Carta de Hogwarts.


Notas iniciais
oLÁ OLÁ! aqui estou eu, com mais uma fanfic o projeto Chapéu Seletor! Espero que curtam a ideia! ♥

O dia estava cinzento, as nuvens pesadas no céu ameaçavam chuva, fazendo todos os habitantes de Londres saírem com seus guarda-chuvas para que evitassem de ficarem molhados. Alexia Manson, entretanto, não planejava sair de casa aquela tarde. Era uma segunda-feira entediante, estava de férias do colégio interno e não tinha absolutamente nada para fazer e muito menos vontade.

Seus dias em casa eram sempre assim: trancada em seu quarto lendo quantos livros conseguisse, ouvindo música num volume considerado alto e matando o tempo enquanto as férias não acabavam. Ela simplesmente odiava ficar em casa, se é que poderia chamar aquele lugar assim.

Suspirou, jogando as cobertas para o lado e decidindo por fim sair do quarto e procurar alguma besteira para comer. Seu estômago estava roncando já fazia um tempo, pedindo por comida, já que ela não havia almoçado aquela tarde, mesmo com Naná enchendo o saco e batendo em sua porta a cada cinco minutos.

Naná, que na verdade era Natalie Elliot, era sua babá e governanta da casa desde que se entendia por gente. A menina a considerava parte da família – tipo uma avó muito querida que te entupia de comida e carinhos, a mulher mimava Alexia, tentando compensar a falta da mãe falecida e do pai ausente.

Já faziam três anos que Madeline Manson havia morrido em um acidente de carro e, consequentemente, fazia três anos que o pai de Alexia, Richard Manson, havia se enfurnado no trabalho e ficado cada vez mais distante da filha, até que a memória de um pai presente e amoroso fosse algo distante para Alexia.

Desceu as escadas rapidamente, querendo chegar o mais rápido possível na cozinha e calar aquele som chato que seu estômago fazia com um bom saco de salgadinhos e um copo de refrigerante. Abriu os armários, procurando pelos salgadinhos que ela sabia que Naná escondia dela.

A mulher tentava a muito custo controlar a alimentação de Alexia, mas sempre que Naná estava fora, a Manson revirava a cozinha procurando pelas porcarias que Naná escondia. Alexia tinha um hábito muito ruim, de pular refeições e tentar aplacar a fome com besteiras.

Mas o que Alexia poderia fazer, já que não sentia fome nos horários comuns?

Quando pegava uma cadeira para tentar olhar no armário de cima – malditas sejam aquelas benditas portas altas, que Alexia não conseguia alcançar –, ela pôde ouvir a campainha tocar e depois de um momento, Maggie, uma das empregadas da casa, estava ali para informar que uma mulher chamada Caridade Burbage queria falar com a senhorita Manson e seu responsável.

Naná não estava em casa e muito menos seu pai, mas a garota tinha que ir atender – e, de qualquer jeito, pediu para que Maggie ficasse junto dela para o caso de ser uma possível sequestradora ou coisa pior.

Burbage estava na sala de entrada, olhando tudo ao redor com notável curiosidade, olhar este que foi copiado por Alexia ao olhar a estranha mulher que a esperava. Caridade Burbage tinah os cabelos cor de palha presos em um coque baixo e usava roupas estranhas e um pouco desleixadas – uma saia longa e verde musgo e suéter bege, os sapatos eram escuros e fechados, seguidos de meias brancas cano alto.

— Posso ajudar? — A voz de Alexia enfim tirou a mulher de seu transe, fazendo-a olhar para a garota enquanto um sorriso amistoso crescia em seus lábios.

— Você seria a senhorita Manson, suponho? — A voz da mulher era gentil e baixa, quase como se tivesse tomando algum tipo de calmante. Alexia gostou da forma que ela falava.

— Supôs certo. Burbage, acredito? — A mulher assentiu. — Minha responsável não está agora, mas acho que logo volta. Ela apenas foi no mercado. Me desculpe, mas eu não te conheço. Posso ajudar em alguma coisa?

A mulher sorriu, mexendo na bolsa que carregava, parecendo procurar por algo e enfim achando um envelope pardo.

— Eu sou a representante de Hogwarts, uma escola para jovens especiais e ficamos muitíssimos interessados no seu currículo escolar, senhorita Manson. — Ela entregou o envelope para a menina, olhando nervosamente para a Maggie, que estava alguns passos atrás de Alexia. — Eu poderia conversar a sós com a senhorita e lhe informar sobre nossa grade de matérias, assim como lhe explicar como funciona nossa escola e tudo o que Hogwarts pode te apresentar?

O olhar de Alexia caiu para o envelope em sua mão, sentindo o papel pardo roçar em sua mão, como se fosse feito de um material mais resistente do que as sulfites que estava acostumada. Os dizeres na carta pareciam ter sido escritos à mão, numa caligrafia muito bonita e ajeitada. E a carta era selada com cera, contendo o brasão bonito de Hogwarts – ela reconheceu os animais naquele brasão, curiosa, vendo a cobra, o texugo, a águia e o leão, divididos por cores e parecendo estarem todos olhando para o grande H no centro do brasão.

Virou a carta, surpresa pelas informações precisas que haviam sobre ela na parte do destinatário.

Srta. Alexia Manson.

Segundo maior quarto da casa.

122, Drayton Gardens

Chelsea, Londres.

Como caralhos eles sabiam que o segundo maior quarto da casa era dela? Arregalou os olhos, sua cabeça chegando à conclusão de que aquilo era muito suspeito e ela estava sendo observada.

— Que droga de escola é essa? Vocês são o que, um preparatório para o FBI? Como sabem qual quarto é o meu? — Disparou as perguntas, apontando para a informação no envelope e vendo Burbage sorrir sem graça.

Mas a porta fora aberta antes que a mulher pudesse dar uma resposta, mostrando Naná lotada de sacolas e sendo acompanhada pelo motorista que vinha com outras sacolas, afinal, era dia de abastecer a despensa da casa dos Manson.

Quando Naná olhou para a carta na mão de Alexia, os olhos da mulher se arregalaram tanto que pareciam querer sair e, tão rápido quanto entrou, mandou Maggie e Roberto, o motorista, levar as sacolas para a cozinha, arrastando Burbage e Alexia para a sala de visitas.

— Eu imaginei que ela receberia uma carta mas pelos céus, isso acontecer é tão... — Naná disse fechando a porta da sala, virando-se para Burbage e Alexia ainda parecendo que havia visto um fantasma.

— Naná, o que está acontecendo? — Alexia perguntou impaciente, as sobrancelhas escuras arqueadas e o rosto contorcido em confusão. — O que droga é isso?

— Olha a boca Alexia! — A mulher disse, repreendo a mais nova. — Me dê essa carta. Deus, pensei que nunca mais veria este brasão na minha vida mas...

— Você estudou em Hogwarts, senhora? — Burbage questionou, tão confusa quanto Alexia.

— Não, não. Mas como quis, como quis! Fui a única de minha família que nasceu sem magia, você pode imaginar como foi. — Ela falou, os olhos um pouco perdidos enquanto olhava o envelope pardo em suas mãos. Mas logo voltou os olhos animados para Alexia. — Você irá adorar Hogwarts, querida. Eu ouvi maravilhas sobre aquela escola, meus irmãos estudaram lá. Irá adorar, Alexia.

— Oh, um aborto, então. — Burbage murmurou, parecendo constrangida ao olhar para a babá da menina Manson, caminhando até ela e lhe estendendo a mão. — Eu sou Caridade Burbage, leciono Estudo dos Trouxas em Hogwarts. Fui incubada de entregar a carta e explicar sobre o mundo mágico para a senhorita Manson, mas vejo que não terei tantos problemas, já que a senhora também veio de família bruxa.

Naná apertou a mão da mulher, retribuindo o cumprimento enquanto sorria minimamente.

— Eu sou Natalie Elliot, é um prazer.

Alexia não estava entendo nada daquela conversa e estava odiando aquilo. Odiava não entender as coisas, ainda mais quando essas coisas a envolviam diretamente. Bruxa, magia, mundo mágico e Estudo dos Trouxas? De que merda elas estavam falando, afinal? E aquela mulher, Burbage, chamou sua babá de aborto! Nem conhecia Naná e estava chamando ela de aborto, que grosseirona!

— Ei, eu ainda estou aqui! — Alexia chamou a atenção das duas, que estavam alheias a terceira pessoa naquele cômodo. — Do que porra vocês estão falando, afinal?!

— Alexia, olha a boca! — Naná repreendeu, enquanto abria a carta de Alexia e andava a passos apressados até a menina.

— Eu quero entender o que ‘tá acontecendo aqui, Naná!

— Alexia, veja bem... Você se lembra das pequenas coisinhas que fazia quando era criança e que não tinham nenhuma explicação? Eu lhe falava que era magia, você se lembra?

— É claro que eu lembro, Naná, mas eu era criança. Tudo diferente era magia para mim. — Alexia retrucou.

— Mas aquilo de fato era magia, querida. Magia acidental, já que você não tinha e ainda não tem nenhum controle sobre sua magia e muito menos uma varinha para canalizar ela.

— Do que você está falando, Naná...

— Eu sempre imaginei que este dia chegaria, eu sentia que você era especial, minha garotinha, e a presença de Burbage aqui só confirma isso. Você tem uma vaga garantida nessa escola, desde o seu primeiro ato de magia. Você vai estudar em Hogwarts, meu bem, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Notas finais
Você pode saber mais sobre o projeto indo até o perfil dele, e dar uma olhada nas outras fanfics que já estão postadas! Beijinhos!