Albatrox: Feito pelo inimigo
1 Prelúdio: Ainda... Paz
Em um planeta chamado Absque a humanidade vive em paz e harmonia, os tempos de guerra acabaram, a paz mundial foi enfim alcançada, mísseis agora são apontadas apenas para os meteoros. Na cidade de Háfnia, a capital e ponto de trocas entre as outras cidades, morava a família Stonecutter, uma família simples de quatro pessoas, um casal : Mary e Marcos, e dois irmãos, o mais velho Brun e o mais novo Willahelm, apelidado de Will. A família começara seu cotidiano na mesma hora de sempre, seis horas.
O pai acordou e começou à preparar o café da manhã, os dois irmãos levantaram juntos, pois dormiam no mesmo quarto, o mais velho foi ao banheiro enquanto o Will foi acordar a mãe que, gravemente adoentada, dormia em um quarto separado.
– É sempre o mesmo filho que vem me acordar — disse a mãe com voz rouca.
– O James toma muita água antes de dormir, tem que sair correndo para o banheiro quando acorda. – disse o filho, rindo.
–O café tá pronto! — gritou o pai da cozinha.
–Vou trazer o seu café, mãe – falou o filho e saiu do quarto, correndo, como sempre fazia.
Todos estavam à mesa, o filho mais novo já tinha levado o café para a mãe e estava compartilhando com a família mais um de seus sonhos fantásticos com naves ou monstros, sonhos que qualquer criança de 6 anos teria.
Depois de algum tempo todos já haviam acabado, o pai estava se preparando para ir trabalhar, ele era supervisor de mineração de ítrio, metal de estrema importância para a sua civilização. James, o irmão mais velho, era 13 anos mais velho do que seu irmão, e estava se preparando para ir para à escol, queria tornar-se engenheiro mas não tinha apoio de ninguém, a não ser seu irmão que o admirava de tal forma que era quase irritante, na verdade, era MUITO irritante.
O Will estava assistindo TV quando todos os aparelhos eletrônicos pifaram ao mesmo tempo que houve um estrondo enorme vindo do céu. Todos da rua saíram de suas casas para ver o que tinha acontecido, para o espanto de todos uma nave enorme surgia de entre as nuvens acompanhada de naves menores e mais rápidas.

Uma dessas naves pousou em frente a casa dos Stonecutter. Uma das asas da nave se abriu, e dela saiu um ser metálico que, à primeira vista parecia ser um homem usando ma armadura, mas ao chegar mais perto, com seu andar arrogante, as famílias perceberam que era uma maquina por completo. A maquina olhava para as pessoas como se fossem animais assustados perante seu dono. O ser parou e pronunciou palavras estranhas de uma língua desconhecida, ele repetira as mesmas palavras mas, dessa vez, com mais raiva.
Marcos se aproximou e perguntou:
– Quem é você?
Como não houve resposta, Marcos repetiu a pergunta com mais raiva.
O ser apenas pegou marcos pelo ombro e o jogou do precipício. Ele pensara que Marcos era o líder. Todos começaram a gritar e indagar uns aos outros o que estaria acontecendo. O ser olhando para todos assimilou as palavras dos habitantes e então disse:
–Eu sou Praefectum.
E com um levantar de braço deu a ordem de atacar as naves que começaram a voar para lá e para cá atirando em todos os edifícios. O Will chorava à beira do penhasco quando Praefectum entrava na nave e ao escutar o choro olhou para a criança, ela, em resposta, olhou com ódio para Praefectum.
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