Além dos Miraculous
19 19° Capítulo: O desfile - Parte 2
Notas iniciais
—E AGORA! PARIS! O MOMENTO QUE TODOS ESPERAVAM! E o motivo de todos virem aqui. – Mariana disse no microfone, e depois falando mais baixo e arrancando algumas risadas. – A MAIS NOVA COLEÇÃO, DE GABRIEL AGRESTE! – Quando terminou, ela desceu as escadas que estavam ao lado dela e correu até o set de maquiagem, enquanto alguns modelos começaram a passear na passarela. E correu em direção a Adrien e a Mariana “original”, que levantou as mãos e a clone foi “sugada” pela pulseira.
—Bem, vamos, não quero me perder no meu primeiro desfile dessa vida. – Disse Mariana animada, correndo até a fila onde havia outros modelos, e Adrien a seguiu, ficando logo atrás.
—Você já esteve numa passarela antes?
—Em 3016 anos, quem nunca teria pisado em uma? – Ela brincou e arrancou risadas de Adrien, e depois ficou séria, e começou a desfilar no palco. Fez algumas poses ao chegar a ponta da passarela, e deu um sorriso discreto para Marinette, que estava na segunda fila, pois os fotógrafos estavam todos na primeira.
E então Adrien começou a andar logo em seguida, tentou se manter profissional, e enquanto passava o olho pela multidão, viu Marinette, sentada, com seu vestido delicado, e os cabelos caindo em seus ombros, parecendo pequenas ondas pretas, com um tablet nas mãos, olhar de ambos se encontrou, e Adrien desviou, tentando se manter profissional, e se esforçou para não corar. Voltou aos bastidores ainda forçando um sorriso.
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No salão de festas, que era na verdade o Hall da Mansão dos Agrestes, Adrien e Mariana, estavam um a cada lado de Gabriel Agreste, como se fossem a família real daquela festa, Mariana usava as roupas que Marinette havia ajudou-a a escolher, e Adrien usava um terno preto, com uma camisa social verde claro, e uma gravata listrada preto e verde, que Mariana deu para ele.
Ambos precisavam segurar um sorriso, enquanto Gabriel Agreste continuava com a expressão séria. Ficavam ali, cumprimentando os convidados que chegavam, e poucas vezes conversando, quer dizer, Gabriel Agreste conversava, os dois jovens serviam mais de enfeite, do que realmente pessoas ali.
Conforme Gabriel foi conversando, foi começando a andar até o outro lado do salão. Mariana e Adrien deram um suspiro de alívio.
—Ufa! Céus! Nem num baile real precisei segurar um sorriso por tanto tempo. Eu só precisava sorrir quando vinha alguém. – Disse Mariana massageando as bochechas, tentando lhe trazer algum alívio.
—Acho que foi até meu limite. Acho, que posso ficar sem sorrir por uns dois anos, que se eu voltar a sorrir, vai doer. – Disse Adrien, num tom de piada, apertando os dedos próximos ao fim dos lábios.
—Oi, pessoal! – Disse uma voz, que Adrien e Mariana não reconheceram na hora, e rapidamente recompuseram sua postura, com o sorriso falso, que lhes ardiam a bochechas. –Procurei vocês em todo lugar... Por quê tão me olhando desse jeito. – Marinette indagou.
—Ah! Foi mal, estivemos servindo de boneco de papelão pro Gabriel Agreste. Daí ficamos só sorrindo, que nem estátuas. – Mariana disse, desfazendo o sorriso a pressionando a bochecha novamente.
—Uau! E eu achava que deveria ser divertido ser filha do Gabriel Agreste e ser modelo dele também. – Marinette comentou.
—Tudo ilusão. – Adrien disse, indiferente.
—Todo mundo acha que é uma vida maravilhosa, como se fosse um arco-íris, com pôneis voadores, cheio de risadas, diversões, mas não passa de... Deixa pra lá. – Mariana disse, sinistramente, apenas parou quando percebeu o olhar estranho que Adrien e Marinette mostravam.
—Bem, de qualquer forma, o que vão fazer, agora que Gabriel parece ter saído de vez. – Marinette perguntou, observando Gabriel Agreste pelo canto do olho, conversando com Nadja Chamack, provavelmente ela o entrevistava.
—Acho que vou para o buffet, posso ser modelo, mas fome me recuso a passar. – Mariana respondeu, caminhando (pode-se dizer quase desfilando, com aquele vestido e saltos altos), em direção ao buffet ao canto.
—Mariana consegue ser bem assustadora quando quer, né? – Adrien brincou, Marinette concordou com a cabeça baixa, envergonhada, havia começado a se relembrar de quando dormiu na casa de Mariana e Adrien.
Estranhamente, Adrien relembrou-se também.
—Ahn... Mari, só queria dizer: desculpa, de novo, sobre, sabe... quando você veio dormir aqui em casa. –Desculpou-se com a cabeça baixa, bebendo um pouco de água, que um garçom passou distribuindo.
—Eu já te desculpei. – Marinette disse, evitando contato visual com Adrien, que o mesmo abriu um sorriso, pelas desculpas aceitas. – Mas, isso não quer dizer que eu entendo! –Continuou, levantando a cabeça e encarando Adrien, com o olhar frustrado, Adrien se inclinou para trás com a ação repentina de Marinette. No meio disso, por um mísero momento, Adrien pensou ter visto Ladybug à sua frente, determinada como sempre.
—Ladybug? – Adrien sussurrou para si, começando a olhar para todos os cantos, raciocinando, confuso.
—Ahn? O que você disse? – Marinette indagou, suavizando sua expressão, que foi substituída por uma expressão insegura, e assustada.
Esse momento constrangedor, logo foi ignorado, quando ouviu-se uma risada maléfica, alguém com uma voz grave ria, apesar de não ter, parecia que ria através de caixas de som espalhadas por todo o Hall, aquela voz familiar.
Aquela voz, da pessoa que queria os miraculous.
—HawkMoth! – Adrien e Marinette disseram e uníssono, inseguros, amedrontados, assustados, arrepiados, todo tipo de sentimento desse tipo, olhando para o homem de terno roxo que descia as escadas. Nem chegaram a perceber que ambos sabiam de quem se tratava.
—P-pai... – Mariana murmurou, com o olhar mais assustado que já dera na vida, nunca, em mais de 3000 anos, havia visto HawkMoth, nunca em 3000 anos, havia visto seu pai, e nem mesmo, sua própria mãe. Ela começou a tremer, e cair sentada no chão, suas mãos estavam na cabeça, parecia que entraria em pânico a qualquer momento, como uma máquina que estivesse ultrapassando seus limites. Era assim que ela aparentava. Adrien correu ao encontro da ruiva, e se agachou, tentou acalma-la de todo jeito que pode. Uma multidão começou a ficar em volta dos dois, provavelmente esperava, que Mariana fizesse algo, afinal, era a única heroína que eles acreditavam estar presente na sala.
Marinette, ao invés de aproveitar a situação e se transformar, abriu espaço entre a multidão até Mariana. Pegou-a pelo braço, e ajudou-a a levantar.
— Mariana, eu sei que é seu pai ali, mas seja forte, todos, não apenas aqui nessa sala, mas todos em Paris, talvez até em toda a França, confiam e acreditam em você, até mesmo eu, e Adrien, por favor, você consegue, volto daqui a pouco para te ajudar. – Marinette sussurrou no ouvido de Mariana, que logo levantou um olhar determinado, e se transformou, antes de voar em direção à HawkMoth, deu um simples “obrigada” à Marinette, e foi em direção a HawkMoth.
— Hum, se revelando de forma tão tola. Quem é você e o que fez com HawkMoth?! — Kwamy brincou, cruzando os braços, voando a frente de HawkMoth. – A borboletinha não devia ficar no casulo? Afinal, borboletas mal sabem lutar. –HawkMoth cerrou o punho, indignado com o insulto.
—Voe meus pequenos akumas, vão e espalhem o caos. – HawkMoth disse, e vários akumas foram em direção as pessoas que estavam na festa. Várias pessoas, mesmos as que estavam felizes e animadas, se transformaram em diversos tipos de vilões. Kwamy virou o olhar, chocada, e torcendo para Adrien ou Marinette não estarem entre esses akumas.
— Já derrotamos dezenas de akumas. – Ouve-se uma voz atrás de HawkMoth, jogando seu ioiô em direção à alguns akumas que ainda não infectaram as pessoas e purificando-os. – Mais alguns não será um problema. – Ladybug disse confiante e determinada como sempre. – Não sei como conseguiu infectar tantas pessoas que não estavam com energias negativas. Mas isso não nos impedirá!
—A borboletinha não desiste mesmo, né? – Chat Noir disse com seu olhar desafiador. – O que é uma pena, são tão frágeis. – Continuou.
—Chat, distraia ele enquanto eu ativo o sistema de segurança e aviso para o resto dos parisienses se esconderem, não sei quanto tempo levará para derrota-lo, ele não é um akuma, ele é quem faz os akumas, isso tornará tudo mais desafiador, avise Ladybug, e logo eu volto. –Kwamy sussurrou para Chat Noir, que concordou com a cabeça, e Kwamy teletransportou para outra sala – ótimo, mais novos poderes apenas para ela -. Chat começou a desviar dos ataques das dezenas de akumas ao seu lado. E parou lado a lado de Ladybug, e enquanto lutava, foi explicando para ela o que Kwamy havia avisado.
—Bem pensado da parte dela. Argh! –Ladybug se assustou ao quase ser acertada pelos raios de um dos akumas. E logo um som de alarme altíssimo tocou, e luzes vermelhas começaram a piscar em todos os cantos, alguns akumas ficaram paralisados por alguns momentos.
—Ela deve ter ativado os alarmes. –Chat disse girando seu bastão, rebatendo os tiros.
—Não me diga! – Ladybug disse ironicamente, estava começando a se irritar com o fato de precisar purificar dezenas de akumas ao mesmo tempo, isso sem nem saber onde estavam escondidos. -Precisamos do canto da Kwamy! Ele deve ser capaz de paralisar vários ao mesmo tempo! – Ladybug gritou, o som dos alarmes mais a agitação dos akumas tornavam as coisas complicadas.
— Mas ela vai ficar vulnerável! – Chat gritou de volta, começando a ficar cansado de girar seu bastão.
— Mas isso pode trazer vantagem para nós! Eliminando vários akumas, será mais efetivo capturarmos HawkMoth! – Ladybug gritou, os akumas estavam começando a encontrar pontos fracos na defesa deles. Ladybug atirou seu ioiô para o lustre, e subiu, abriu o ioiô e o transformou num bastão, sendo mais efetivo para defender.
— Duas perguntas. Onde aprendeu isso, e onde está HawkMoth? –Chat perguntou, procurando HawkMoth com os olhos, procurando entre cada detalhe do salão que ele já conhecia muito bem.
— Kwamy me mostrou, e agora que você mencionou, não faço ideia, estou começando a ficar preocupada, quer dizer, mas do que já estou!
—Meu braço está começando a doer, não sei mais quanto tempo aguento! – Chat gritou, perdendo a efetividade de sua defesa.
De repente, um grito melodioso, soou pelo ar, e todos os akumas paralisaram.
—Rápido, enquanto eu ainda aguento usar o canto! – Kwamy gritou, o grito foi tão alto, que os akumas saíram por si só, Ladybug só começou a captura-los e purifica-los. – Parisienses, não é seguro aqui, voltem para suas casas, e fiquem por lá até cuidarmos da situação! Não saiam de jeito nenhum delas! — Não precisou pensar duas vezes, todos correram para fora dali, nem se deram o trabalho de chamar táxi, quem estava com o carro ali, entrou e foi embora na maior pressa, que não, simplesmente foi correndo, gritando assustado.
—Bem, isso foi estranho. – Chat comentou.
— Ai! Minha cabeça! Cadê o buffet!? Preciso comer algo agora! Ou, eu vou des...ma..iar. –Kwamy disse, começando a cair, ela estava voando e teria uma queda e tanto, mas Chat foi rápido suficiente para pega-la no colo, e pegar alguns petiscos, para ela comer. Poucos segundos ela já estava de pé de novo.
—Gente... – Ladybug chamou-os, não havia seguido o loiro e a ruiva, ela havia ficado encarando o buraco que surgiu na entrada do hall, com os olhos arregalados e tremendo de terror. –Acho que isso, é mais que akumas, acho, que agora virou uma guerra. – Chat e Kwamy foram ao lado dela, e viram vários akumas andando e voando pela rua. Vários prédios estavam quebrados, outros até pegando fogo, igual aquelas cenas de filmes.
— Ou talvez um apocalipse. – Chat Noir corrigiu, com os olhos arregalados, e a boca aberta. –Sério!? Somos três adolescentes de 14 anos, contra milhares de akumas que nunca nem vimos antes?!
— Adiciona para a lista que uma desses três “adolescentes”, é uma garota de 3016 anos, imortal, descendente de guardiã, com muitos poderes, e que ainda pode aprimorar seus miraculous. – Kwamy comentou ironicamente, levemente irritada e frustrada, cruzando os braços.
—Ah é? Já estamos no meio de um desastre é você quer começar uma briga!? – Chat gritou irritado para Kwamy.
— Meu santo kwami, Chat! Eu só to tentando mostrar o lado bom, vamos ter que arranjar um abrigo, não vamos conseguir enfrentar tudo isso agora! Vou precisar de tempo e muita comida para podermos estar aptos para lutar!
—Chat, Kwamy tem um ponto. Ainda estamos fracos demais para lutar, e ela ainda tem que lutar contra o próprio pai! Dá um tempo para ela! Fomos todos pegos de surpresa! Olhe só o estado que Paris está! Um apocalipse, nossa melhor opção é nos abrigarmos, aprimorar nossas habilidades, e torcer para que todos os outros estejam seguros, e que, céus, ninguém morra. – Ladybug disse, com a voz reconfortante, colocando a mão no ombro do Chat, com os cabelos soltos caindo sobre o rosto.
— Mas primeiro, vamos limpar um pouco o caminho. E... espera. – Kwamy agitou as mãos no ar, e criou uma mochila grande. – Vou levar essa comida, não vamos deixar apodrecer aqui. – Ela disse, colocando boa parte das comidas do buffet na mochila, e ao mesmo tempo, fez mais duas, uma para Ladybug e outra para Chat, era bom levar o máximo que pudessem, não sabiam quanto tempo iriam durar nessa guerra. – Agora me sigam, eu sei onde podemos nos abrigar. – Kwamy abriu uma espécie de portal, e deu espaço para Ladybug e Chat passarem, e logo em seguida, entrou por ele.
Foi uma viagem maluca, até chegarem, na nova “casa” deles.
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