Além dos Miraculous
18 18° Capítulo: O desfile - Parte 1
Notas iniciais
—Ei! Eu trouxe os croissant’s que sobraram do show de talentos. Querem um? – Perguntou Marinette, um pouco apreensiva, estendendo a caixa com apenas dois croissant’s.
—Opa! Passa pra cá! – Disse Mariana se aproximando, e pegando um croissant. Sempre energética, o show de talentos não a afetara da mesma maneira que afetou Adrien e Marinette. Após ver essa animação de Mariana, logo se animaram também, livrando-se do clima tenso.
—Hum... – Balbuciou Marinette. – Pode pegar o último Adrien. – Disse a morena com o rosto rubro, sem nunca tirar o sorriso tímido e gentil do rosto.
— Hum... Você não quer? – Indagou o loiro.
— Eu vivo numa padaria, estou sempre comendo croissant’s. – Marinette riu-se de si mesma. – Um a menos não vai fazer diferença na minha vida. –Continuou, ainda rindo.
—Mariana, você não pode multiplicar o croissant? Vou me sentir culpado se eu comer um croissant com a Marinette querendo um. – Adrien indagou.
—Não dá. – Disse a ruiva antes que Marinette protestasse. – Eu não consigo multiplicar, criar, coisas orgânicas do nada. Deve ser algum tipo de bloqueio na magia, vai por mim, fica com gosto químico muito ruim. Se eu pudesse fazer isso, não acha que eu já teria acabado com a fome no mundo? –Mariana brincou arrancando risada dos dois jovens à sua frente.
—Não pode ser tão ruim, já comi croissant queimado por quê meu pai esqueceu que colocou eles no forno. – Marinette riu, lembrando-se da memória, e fez Mariana e Adrien rirem também, imaginando a cena. – Pode multiplicar!
— Você que manda. Mas não diga que não avisei. – Mariana concluiu, e estralou os dedos apontando para o croissant, e de repente outro exatamente igual apareceu do lado. Marinette pegou-o e mordeu um a ponta. E fez uma careta estranha.
— Nossa! – Disse Marinette tossindo, tentando disfarçar o desgosto. – Tem um gosto... diferente. – Completou colocando o croissant de volta na caixa. Adrien tentava segurar a risada, Mariana porém, gargalhava.
— Pode ir lá no banheiro cuspir. – Disse Mariana ainda rindo, apontando a direção do banheiro. Marinette levantou-se e correu até o banheiro.
— Você não tava brincando quando disse, que tinha um gosto ruim. É horrível! – Disse Marinette voltando, e sentando-se na cadeira novamente, Mariana, nem um pouco ofendida, riu. Adrien pegou o croissant –não multiplicado-, e dividiu no meio, pode-se ver o frango, e o queijo derretido recusando-se a dividir-se do croissant.
— Pega! – Disse Adrien num sorriso, entregando metade do croissant, Marinette pegou de bom grado.
— Não me arrependo de não conseguir multiplicar comida. Eu estou super-amando ver vocês dividirem a comida. – Disse Mariana num sorriso malicioso, ajeitando-se na cama, deitando de barriga para baixo e apoiando a cabeça nas mãos.
Aquilo foi suficiente para deixar Marinette vermelha, à ponto de querer gritar. E o suficiente para deixar Adrien vermelho, à ponto de querer se esconder em seu próprio quarto.
Nenhum dos dois souberam reagir, então ficaram calados, comendo as metades do croissant silenciosamente.
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—MEU KWAMI! – Exclamou Mariana com os olhos arregalados para seu celular. – Não, não, não! – A ruiva levantou-se da cama desesperada, correndo em direção ao seu armário.
— O quê foi? – Marinette e Adrien disseram em uníssono.
—O baile de primavera é amanhã, e não tenho vestido, não tenho sapato, não sei que maquiagem vou usar, e... não, espera, cabelo eu já sei. – Disse Mariana desesperada, dessa forma, até parecia uma adolescente normal.
— Espera, eu posso ajudar de alguma forma? – Indagou Marinette, Mariana se virou para ela, e depois observou Adrien.
—Adrien! Sai! – Disse Mariana empurrando Adrien para fora do quarto. Que encarou a irmã com um olhar confuso. – Hora das garotas!
—M-Mas!?... – Balbuciou Adrien, confuso, após ser expulso do quarto. E, como resposta, Mariana fechou a porta do quarto.
—Marinette, preciso da sua ajuda, o quê eu vou vestir? – Disse Mariana abrindo seu guarda-roupa e de repente, dezenas de vestidos surgiram enfileirados por todo o quarto, parecia que tudo aquilo tinha se transformado num closet gigante, os vestidos pareciam estar pendurados num fio, mas estava apenas sendo levitados por Mariana.
—Céus! É tanto vestido que nem sei qual escolher para você! Como você guarda tudo isso no seu guarda-roupa? – Indagou a morena, abismada, surpreendida, impressionada, e com todos os sinônimos dessas palavras.
—Ah, não guardo. – Respondeu Mariana num sorriso divertido. – Eu disse que não poderia fazer surgir, ou multiplicar matéria orgânica, tipo: comidas, bebidas, seres vivos, órgãos. Mas vestidos não entram nessa lista. — Completou passando a mão pela saia de um dos vestidos. – Agora me ajuda a escolher, que tal esse? – Indagou a ruiva estendendo um vestido azul marinho, ia até os pés, tinha um cinto prateado com pedrinhas menores decorando-o, e várias camadas de tules pretos, era tomara que caia, com alguns detalhes com pedrinhas prateadas iguais à do cinto que lembravam os desenhos de seu uniforme de Kwamy.
—Hum... É bonito, mas para primavera? Esse está mais para um baile de outono ou inverno. – Marinette analisou e avaliou o vestido.
— E esse? – Disse Mariana do outro lado do quarto, voando sobre um vestido azul celeste, a saia ia até acima dos joelhos, era com um tule esverdeado, tinha um cinto logo abaixo do busto, verde, com uma flor da mesma cor, o busto era decorado de pedrinhas um pouco mais escuras que a saia.
—Uau! – Exclamou Marinette, encantada. – Esse é maravilhoso! Combina com você, e com o tema primavera! – Continuou, passando a mão pela saia do vestido. – E esse tecido, é de alta qualidade!
—Então esse? – Mariana indagou, pedindo uma confirmação.
—Sim, pode guardar os outros, ou desfazer a existência deles, ou qualquer coisa que você faz com sua magia. – Confirmou Marinette, e de repente, todos os outros vestidos desapareceram.
— Bem, agora hora dos sapatos! – Disse Mariana energética, fazendo outras dezenas de sapatos surgirem no quarto, como se fosse uma loja imensa.
As duas heroínas, passaram a tarde inteira divertindo-se nas “compras”, montando seus visuais, e divertindo-se como duas adolescentes normais, o que elas, definitivamente, não eram. Ficaram brincando com algumas peças, as vezes fingindo ser uma princesa, ou as vezes fingindo ser uma advogada. A criatividade não acabava. Mariana, as vezes fazia com que Marinette voasse, assim como ela, para apenas descontrair.
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Quando a noite começou a cair, e ambas estavam já cansadas, e com tudo pronto para o baile do dia seguinte. Marinette resolveu ir embora para sua casa, mas não sem Mariana pegar Tikki e abraçar a kwami, dizendo adeus. Logo após a ida de Marinette, Adrien adentrou no cômodo.
— Posso voltar a entrar no seu quarto? – Indagou Adrien ironicamente, encarnando o Chat Noir momentaneamente, já passando pela porta.
—Pode. Mas, me faz um favor. Me carrega até a cama, que eu to morta. – Mariana respondeu num tom bem cansado, ela estava deitada sobre uma pilha de vestidos de diversas cores no meio do quarto, encarando o teto.
— Você não pode simplesmente voar? – Adrien indagou, segurando Mariana no colo, como se fosse um bebê, porém maior.
— Olha, assim como esportes nos deixam cansados, a magia também deixa, ok? Eu fiquei voando por todo lado, e usando e abusando da minha magia. Se algum ataque acontecer, acho que é possível eu nem acordar com meu alarme de emergência. – Mariana respondeu levemente irritada, enquanto Adrien a colocava na cama, Mariana sem pestanejos, deitou-se de uma vez.
— Uma pergunta aí! Que alarme é esse que você tanto fala, mas ninguém ouve?
—É um alarme exclusivo meu, tá vendo essa pulseira? – Mariana indagou, esticando o braço, mostrando uma pulseira azul claro, com quatro pedrinhas, uma delas, tinha o desenho de uma joaninha, outro, era de um gato preto com olhos verdes, a terceira, era preta e tinha um desenho de um diamante, azul celeste, e a última era dourada, com uma espécie de “gota” azul no centro.
— Hum... acho que nunca vi você usar ela antes. – Adrien disse pensativo.
—Claro que nunca viu, por que eu só inventei essa pulseira depois do show de talentos! Não notou Adrien? Esse é meu alarme. – A ruiva rebateu, sentando-se na cama, e tirando a pulseira de seu pulso, e chacoalhando perto do rosto de Adrien.
—Mas como assim?
— Eu usei magia para ele me alertar quando um akuma vier perto de casa, ele me dá um pequeno choque para me avisar.
— Nossa, como você sabe fazer tantas coisas assim?
—Ta no meu sangue.
—Ahn? – Adrien balbuciou, completamente confuso.
— Adrien! A família Kwamy inventou os miraculous! – Quando Mariana disse isso, Adrien ficou momentaneamente paralisado do choque.
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Ao acordar no dia seguinte, de manhã, Adrien ficou encarando as horas no seu celular, imaginando se poderia ficar apenas deitado, mergulhado em seus devaneios. Mas a realidade insistia em dar um tapa no rosto dele e dizer para levantar e viver.
Mas, talvez o sono tenha confundido seus sentidos, e em vez da realidade dar um tapa no rosto dele, era apenas Mariana, batendo o travesseiro no rosto de Adrien.
—Acorda, projeto de Plagg! – Mariana gritou, batendo o travesseiro contra Adrien, que se escondia debaixo do travesseiro em que estava deitado.
—Ahn... Que... o que está acontecendo?! – Adrien balbuciou com a voz pesada e sonolenta.
— É... Hora... de... acordar! – Gritou Mariana frustrada, batendo o travesseiro em Adrien, durante as pausas.
—Tá bom! – Adrien vociferou. – Já entendi que é para eu acordar! Mas por quê ta batendo esse travesseiro em mim!? – Gritou nervoso, levantando-se bruscamente da cama.
—Por quê to com vontade de irritar alguém, e você era a pessoa mais perto. –Mariana respondeu, colocando o travesseiro no seu próprio colo.
— Mas, que raios! Não pode me deixa dormir?
—Ai... Você é o pior irmão. –Mariana disse com os olhos marejados.
—Ahn?! – Adrien balbuciou.
— Agora ta surdo?! – Mariana gritou, nervosa.
—Mariana, você está bem? – Adrien indagou, com a voz preocupada, e colocando a mão sobre o ombro de Mariana.
— Eu estou é com fome. – Respondeu indiferente.
— Você acabou de tomar café, ou algo assim? – Adrien perguntou, com a preocupação aumentando.
—ARGH! Ninguém me entende! – Mariana vociferou, pegando o travesseiro e colocando em seu próprio rosto.
—Céus! O que você tem?
— Me deixa em paz, to morrendo aqui. – Quando Mariana disse isso, Adrien apenas ligou os pontos.
— Mariana. – Adrien chamou a atenção de Mariana para si. – Você está, “naqueles dias”?
—Tô sim. – Respondeu Mariana, abraçando Adrien com todas as forças. – To sofrendo aqui, e ninguém me entende. – Continuou com os olhos levemente marejados, e depois curvando-se, com o rosto na cama.
— Ahn, vai ficar tudo bem... – Disse Adrien, confuso, batendo levemente nas costas de Mariana.
—Ah... Que tédio. –Mariana disse, plantando uma bananeira na cama, e depois começando a voar de ponta cabeça, com os cabelos ruivos caindo sobre Adrien. Começou a rir, vendo Adrien naquela situação.
— Já vi que vou sofrer hoje. – Adrien disse, tediosamente, caindo na cama.
—E eu só posso concordar. – Mariana complementou, dando língua.
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No meio da tarde, já vestida com sua obra, Marinette, começou a arrumar seu cabelo, com ajuda de sua mãe e de Alya.
— Nem acredito que você vai ir num destes desfiles, amiga! – Disse Alya animada, cacheando alguns fios de cabelo de Marinette.
— Espero que algum dia seja você, no lugar de Gabriel Agreste! – Comentou Sabine, animadíssima pela filha.
— Obrigada, mãe! – Exclamou Marinette tentando passar maquiagem com seu cabelo sendo penteado por Alya. –Acho que estou pronta. – Continuou, levantando e encarando-se no espelho.
—Tá linda, amiga. Você será uma designer magnífica. – Elogiou Alya, ajeitando a saia do vestido da morena.
—Oh! Filha, você está maravilhosa. – Exclamou Sabine abraçando Marinette. – Nem parece mais a garotinha de 5 anos que eu cuidava.
—Mãe! Claro que não pareço! Já tem quase 10 anos! – Marinette exclamou com um sorriso.
—Mas você sempre vai ser minha garotinha! – Disse a mais velha abraçando a mais nova.
— Marinette! Já está quase na hora você vai se atrasar! – Alya exclamou olhando a hora em seu relógio.
—Céus! – Marinette exclamou correndo pegar sua bolsa com Tikki, seu celular, algum dinheiro, e outras coisas. — Já não basta a escola!? – Exclamou, pegando seu celular e ligando para o táxi. – Boa tarde! Preciso de um táxi para a Torre Eiffel. – Disse parando em frente a padaria. “Um táxi chegará ai, em poucos minutos”.
—Haha! – Alya riu. – Amiga, eu menti, ainda tem meia hora. – Continuou, entre as risadas. – Você precisa chegar adiantada pelo menos uma vez na vida. – Brincou.
—Haha! – Marinette riu timidamente. – Alya! Você é impossível! – Continuou entre risadas.
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Atrás das grandes cortinas, Mariana, procurava Marinette. Com mágica, é claro. E com Adrien atrapalhando-a.
—ADRIEN! Me deixa! Preciso me concentrar. – Disse Mariana nervosa, apesar da expressão de raiva, sua maquiagem forte, deixava sua expressão mais suave.
— Ok, eu paro, mas para de fazer... seja lá o quê você esteja fazendo, por favor! –Adrien implorou.
—Só deixando claro, você não tem direito nenhum de me pedir algo, depois do que eu fiz. – Respondeu friamente, e quando uma mulher de cabelos ruivos passou com uma bandeja, com várias garrafas de água, magicamente, Mariana pegou uma. E a mulher se virou para ela, era... a Mariana?
—O quê foi? – As duas ruivas perguntaram.
—Tem duas de você e você... vocês... sei lá, ainda perguntam? – Adrien disse num tom um tanto assustado.
—Ah! – As duas disseram. – É que eu fiz um clone mim mesma. – A Mariana que estava sentada disse.
—É, eu sou o clone dela. – A outra concordou.
—Eu achei que você não podia fazer matéria orgânica.
—Não posso, mas, clones não precisam ser orgânicos, ela é tipo as ilusões da Volpina, só que sólido, e com o mesmo pensamento que eu. Você não achava que eu ia lidar com toda a fama nova sozinha, né? – Adrien não soube reagir.- Meu santo kwami, Adrien! Eu iria explodir de tédio e monotomia, alguém tinha que fazer algumas coisas no meu lugar, então : clones.
—Isso não vai dar problema? – Perguntou Adrien.
—Não. – Mariana, a verdadeira, disse, tomando um pequeno gole da água com um canudo. – Todos os meus clones são meio robóticos, elas são “programadas”, para fazer determinada coisa, e depois que ela termina esse objetivo, ela vai até uma determinada área do meu quarto e desaparece como as ilusões da Volpina. Ou, simplesmente vai ao meu encontro e, de certa forma, “volta” a ser a original.
— Não sei se entendi, mas tudo bem. – Adrien disse, e antes que Mariana pudesse explicar novamente, uma voz surgiu na caixa de som.
— Boa tarde, Paris. – Uma voz animada e familiar disse. – Hoje, apresentaremos a mais nova coleção de Gabriel Agreste! Pode vir sr. Agreste. —A voz se calou, e ouve-se algumas palmas.
—Essa voz... –Ponderou Adrien.
—Adrien. – A clone, abriu um pouco as cortinas, revelando Gabriel Agreste, e outra garota ruiva, que no exato momento, deu uma pirueta, e Adrien pode ver o rosto de Mariana.
—Duas clones? –Indagou.
—Adrien, dá uma olhada melhor ao redor. – A Mariana, a original, disse, colocando o braço ao redor dos ombros de Adrien, e apontando para um determinado ponto, onde havia vários clones de Mariana, algumas entregavam petiscos, outras bebidas, e outras simplesmente conversavam com os maquiadores e outros modelos com uma bandeja vazia nas mãos.
—Como eu não notei isso antes? – Adrien indagou olhando para tudo com um pouco de cautela.
—Haha! – As duas “Marianas”, riram. – Adrien, você é um gato, supostamente deveria enxergar bem! – As duas brincaram ao mesmo tempo, causando um efeito bem estranho nas vozes das mesmas, e continuaram a rir.
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