Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=xXHVtAdt7eo

Rachel acorda com um zumbido forte na cabeça. O que diabos está acontecendo? Coloca o travesseiro no rosto, querendo se livrar da claridade do quarto. Oh, meu Deus! Eu bebi. Ela se lembra de ter chegado ao bar, bebido algumas coisas, dançado e cantado com as meninas. Mas, como havia chegado até o hotel? Abre os olhos, temorosa, encontrando os olhos esverdeados de Quinn, olhando-a com curiosidade e uma pitada de preocupação. A loira havia acordado um pouco mais cedo, mas decidiu esperar por Rachel. Ela dá um pequeno sorriso.

– O que eu fiz? – Sussurra a morena.

– Você não lembra? – Levanta uma sobrancelha. – Devo ficar ofendida?

– O... O que? Quinn, eu...

– Brincadeira, Rach. – Ri, fazendo a outra virar os olhos. – Você não fez nada demais. Fique tranquila.

– Que bom. – Suspira. – Eu acho.

– Só tentou me assediar, mas eu consegui me livrar de você. – Rachel bufa, sem acreditar. – Isso é verdade. – Garante.

– Certo. – Cora. – Sinto muito.

– Tudo bem. – Sorri, passando a mão na testa da pequena. – Você está bem? Ressacada?

– Um pouco. – Admite. – Minha cabeça dói.

– Eu imagino. – Ri, levantando. Ela remexe em sua bolsa e tira uma pequena caixa. – Tome. – Entrega um comprimido. – Mas, antes tome um banho para irmos comer. Não é bom tomar remédio com o estomago vazio.

– Você aprende essas coisas com sua irmã? – Brinca, obedecendo-a.

– Não, aprendo com minhas amigas do quarto da frente. – Elas riem.

– Será que Santana está viva? – Fala dentro do banheiro.

– Com certeza. – Responde alto, para que Rach possa ouvir. – Santana é dura na queda.

Por Quinn

Enquanto Rachel toma um banho, as meninas batem na porta do quarto. Brittany me dá um abraço apertado e Santana se joga na cama, sem falar nada. Eu balanço a cabeça, rindo. Tão Santana... A dançarina se diverte, relembrando a noite anterior. Resolvemos brincar com Rachel e sua falta de memória, inventando algumas coisas. A morena grita no banheiro, desesperada para saber a verdade dos acontecimentos. Brittany aproveita para lembrar sobre o ataque de ciúmes que Rachel deu quando chegamos no hotel.

– Eu não fiz isso. – Franze a testa, desconfiada, ao sair do banheiro. – Parem de mentir. – Bronqueia.

– Nossa! Você está com uma cara ótima. – A latina gargalha, fazendo a morena bater o pé, irritada. – Não acredita em nós? Pergunta a ele, então.

– Eu não vou perguntar. – Murmura, pegando sua mochila.

– O álcool entra, a verdade sai.

– Santana, por que você não vai para o inferno? – Joga um travesseiro em minha amiga, que quase não consegue respirar direito de tanto rir.

– Precisamos sair mais vezes. – Limpa as lágrimas do riso, abraçando a morena. Rach vira os olhos, mas acaba rindo também.

Nós vamos para o restaurante do hotel. Não tem muita gente, mas o pouco que tem parece ser bem sofisticado. Nós estramos timidamente, pegando alguns pratos. Rachel toma o remédio, antes de comer. Dessa vez, começamos a falar a verdade sobre a noite anterior. Rimos lembrando de Santana se declarando horrores para Brittany na frente de todo mundo. A latina esconde o rosto no pescoço da namorada, constrangida.

– Bom! Já comemos, já brincamos... – Afasta um pouco a cadeira. – Vamos falar de assunto sério? – Engulo seco, sabendo do que se trata. – Conversei com Britt e, infelizmente, algumas entrevistas que ela marcou bate com meus horários. Quantos lugares você tem para ir, Q?

– Escolhi três faculdades. – Tiro o celular, mostrando-as.

– São perto das minhas. – A dançarina bate palma, empolgada. Rachel se encolhe na cadeira, olhando para as mãos.

– Ótimo, vocês vão juntas então. – Eu franzo a testa. – Rach vai comigo.

– O que? – Meu coração aperta ao imaginar a morena sozinha. — Eu quero ir com vocês também. Santana...

– Não tem como, Quinn. – Repreende. – E além do mais, eu quero ir com Rachel. Sozinhas.

– Por que? – A pequena sussurra, temorosa. – Eu posso ficar no hotel, esperando.

– Claro que não. – Santana segura sua mão. Eu encaro Britt, tentando entender. A loira faz um sinal, pedindo calma. Suspiro. – O que é isso? Vocês não confiam em mim? – O tom chateado da latina me traz de volta a realidade.

– Tudo bem, eu vou. – Sorri incerta.

Santana dá um beijo em Britt e levanta, puxando Rachel. Antes de sair, a latina me dá um olhar significativo. Sim, eu confio nela, totalmente. Mas, não posso evitar a preocupação. Santana e Rachel têm os mesmos sonhos. Isso vai mexer com a cabeça da morena, eu tenho certeza.

– Fique tranquila. – Britt sussurra, chamando minha atenção. – San só quer que Rachel tente.

– Eu sei. – Murmuro. – Eu também quero que ela tente. Mas...

– Não se preocupe. Santana sabe lidar com ela. – Eu assinto, relaxando. – Vamos começar também?

Sorrio, indo com a loira. Pegamos um taxi em direção aos nossos destinos. Realmente, as faculdades que escolhemos são bem próximas, o que nos trouxe uma maior empolgação. Estudar tão perto uma da outra é uma ideia incrível. Brittany fala com entusiasmo sobre a dança. Seus olhos chegam a brilhar. Sem dúvidas, será uma excelente profissional. Eu optei por publicidade. Amo fotografar, amo desenhar e tudo mais que está relacionado ao curso.

Depois da segunda entrevista, tivemos uma hora vaga. Decidimos aproveitar a cidade, andar um pouco. Percebo como conversar com Brittany me faz bem, ela consegue me ler de um jeito surpreendente. Começamos a falar sobre minha relação com Rachel. Ela ri quando eu conto sobre as investidas de ontem e de como eu tive que me controlar, de novo.

– Quando tiver que acontecer, vai acontecer. – Diz, tranquila. Segundos depois, faz uma careta. – Pareci com minha mãe falando isso. – Rimos.

– Eu quero que aconteça, entende? Eu quero muito. – Ela assente. – Mas, eu sou apaixonada por ela, Britt. Eu amo Rachel, de verdade. – Suspiro. – Se ela não sente o mesmo por mim, isso pode me machucar também. Eu penso nela o tempo inteiro. Eu juro. – Coloco a mão no peito. – Só que eu preciso pensar em mim também, certo?

– Claro. – Inclina a cabeça. – Rachel gosta de você. – Frisa. – Não sei o quanto, mas ela gosta. E eu tenho certeza que ela não quer te machucar. Se ela quisesse, já teria parado de ficar com você. Ou você acha que só o sexo machucaria? Quinn, você está entregue desde o primeiro beijo.

– Eu sei. – Coloco as mãos no rosto. – Sou tão idiota assim?

– Não. – Ri. – Eu me entreguei a Santana antes mesmo dela me beijar. – Sussurra. – E olha que San aprontou muito comigo. – Suspira. – Sofrer é um risco que todos nós corremos. Rachel pode ter medo de confiar. Mas, você também tem, vê? – Eu mordo o lábio, pensando.

– Faz sentindo. – Concordo. – Me assusta. – Sussurro. – Eu nunca senti isso por ninguém e ainda mais... Por uma mulher. Eu nem mesmo sei o que fazer na hora... – Arqueio as sobrancelhas, fazendo-a rir.

– Seu corpo sabe exatamente o que fazer. – Garante. – É tudo tão instintivo, tão avassalador, que... – Suspira. – Você só faz.

– Como foi sua primeira vez com Santana? – Pergunto, curiosa.

– Foi perfeita. – Sorri. – Quando eu tive certeza que ela sentia algo por mim, eu não pensei duas vezes. Estávamos tranquilas, relaxadas. Nos deixamos levar.

– Eu torço muito por vocês, sabia? – Digo, sincera. Ela ri, me abraçando de lado. – Sério. Vocês são geniais juntas.

– Você será nossa madrinha. – Brinca. – E nós torcemos por você e Rachel, não tenha dúvida.

Por Rachel

Encosto a cabeça na janela do taxi, vendo as pessoas andarem na rua. Já é a terceira faculdade que nós vamos. Meu coração se aperta ao vê-la ir fazer suas inscrições e entrevistas. Quantas vezes eu me imaginei assim? Quantos planos eu fiz para isso? Suspiro, fechando os olhos. Talvez tenha sido melhor eu cair na real antes de fazer os testes. Eu poderia passar uma vergonha enorme e ai, não só o colégio, mas Lima inteira falaria de mim. O carro estaciona. Meu estômago embrulha com a imagem na minha frente. Olho para Santana, assustada.

– Desça comigo. – Pede.

– Eu não vou descer. – Aviso, com raiva. – Por que você está fazendo isso, Santana?

– Porque eu quero que você acorde. – Eu cruzo os braços. – Desça comigo, por favor.

Abro a porta, sem dizer nada. Respiro fundo, antes de entrar. NYADA. Meus pés travam. Sinto meus olhos arderem com força. Santana segura minha mão, tentando me puxar para dentro.

– Eu não consigo. – Sussurro. – Santana, eu não posso. – Tento recuar. Ela me segura. – Por favor.

– Só quero que você me acompanhe.

– EU NÃO QUERO. – Grito. – MERDA! ERA O QUE VOCÊ QUERIA? ESFREGAR NA MINHA CARA QUE PODE CONSEGUIR ALGO QUE EU NÃO POSSO?

– Do que diabos você está falando?

– Já chega. – Levanto os braços. – Vocês podem querer ajudar no meu visual, nas minhas roupas, no inferno. Mas, não podem decidir o meu futuro. – Um soluço me escapa. – Eu não sei cantar.

– Cale a boca, Rachel. – Segura meus braços. – Olha o tanto de idiotice que você está falando. Você canta muito be...

– PARE. – Coloco as mãos no ouvido. – PARE. POR FAVOR, PARE. – Imploro. Ela suspira, me puxando contra seu corpo. Eu explodo em seu peito, deixando as lágrimas caírem, furiosas.

– Shhhh... – Passa a mão no meu cabelo. – Calma. Eu não quero te fazer mal, acredita em mim. – Levanta meu rosto. – Eu só quero que você entre e me escute. Me dê uma chance.

Eu assinto devagar. Ainda em seus braços, a latina me guia no corredor da faculdade. Fixo meu olhar apenas no chão. Eu não suporto a ideia de memorizar esse lugar. Quando levanto a cabeça, percebo que nós estamos em um auditório. Ela sorri de lado. Um nó volta a apertar minha garganta. Eu quero sair daqui. Santana parece perceber meu desconforto e me senta em uma das cadeiras.

– Quando eu te ouvi cantar a primeira vez, eu pensei: Por que ela pode ter essa voz e eu não? – Franze a testa. – Passei um mês inteiro pensando no quão injusto era alguém ter uma voz tão maravilhosa como a sua. – Eu fecho os olhos, chorando. – Quando entrei para o Glee, foi por puro desafio. As primeiras semanas foram difíceis, porque eu queria demonstrar indiferença, mas morria a cada solo que você tinha. Me distanciava de meus sonhos. – Suspira. – Santana Lopez nunca será boa como Rachel Berry. Dá para acreditar? – Ri. Eu a encaro. – Eu tinha inveja de você. Sabe o que aconteceu? Eu passei a me dedicar, a estudar. Eu queria ser melhor que você, ou ao menos chegar perto do seu talento.

– Santana, você...

– Deixa eu falar, por favor. – Eu assinto. – De uma forma ou de outra, você me ensinou tudo o que eu sei. Se eu sou o que sou, é graças a você. Eu ganhei vários solos. Eu me considero melhor que Mercedes, ou Kurt, mesmo que eu não seja. – Balança a cabeça, sorrindo. – Mas, eu nunca me considerei melhor que você. – Sussurra. – Quando eu descobri que meu sentimento por você não era o de inveja e sim o de admiração, tudo ficou mais fácil. Cantar se tornou mais fácil. Conviver com vocês se tornou mais fácil. Eu nunca estivesse tão próxima ao meu sonho e eu devo tanto a você, Rach. – Segura minha mão. – Sempre quis fazer a inscrição em NYADA ao seu lado, mesmo sem ser sua amiga. – Sorri. – Sabe o quanto me dói te ver assim? – Seus olhos ficam cristalinos. – É tão injusto. Puta que pariu. – Engole seco. Sinto meu coração congelar. – Era pra você me dar força, entende? Era pra você entrar por aquela porta como se já tivesse passado, com sua confiança irritante, mostrando que está em casa. Você é Rachel Berry.

– Eu não... – Minha voz falha. – Eu não sei o que dizer.

– Não diga nada. – Limpa meu rosto. – Apenas... Cante.

– O que? – Me assusto. – Aqui? Mas... – Olho para os lados. Vazio. – Ok.

Eu vou para o piano, em cima do palco. Inspiro fundo, cantando as primeiras palavras de Someboy To Love de Queen. Olho para Santana, que sorri grande e dá um grito, pedindo para que eu continue. Começo a tocar, continuando a música. Fecho os olhos, pensando em tudo o que ela disse. Pensando em NY. Pensando em NYADA. Pensando na Broadway. Pensando em Quinn. Um sorriso toma conta do meu rosto. Quinn. Paro de tocar, batucando no banco.

– Find me somebody to love, find me somebody to love...

Sinto o sangue correndo por meu corpo rapidamente. Uma energia inexplicável me atinge. Puxo todo ar que consigo, me preparando para a última parte.

– Can anybody find me… Somebody to… — Encaro a latina. – Looove.

Meu coração dispara loucamente quando eu consigo dar o tom certo para a música. Meus dedos voltam para o piano, terminando-a. Ouço Santana aplaudir e assobiar. Respiro pesado, tremendo. O que é isso? A latina me envolve em um abraço apertado. Eu devolvo, descansando a cabeça em seu ombro.

– Você voltou, Rach. – Sussurra.

– Eu não... San, eu... – Ela se afasta, sorrindo.

– Vamos fazer o seguinte? Você sabe que temos diversas etapas para entrarmos aqui. – Eu balanço a cabeça, sem entender. – A audição é a última. Até lá, você tem tempo para pensar sem merece ou não, se tenta ou não. Você decide. Mas, por favor, faça a inscrição comigo. Ao menos você terá a opção de desistir.

– Obrigada. – Sorrio, sincera.

– Isso é um sim?

– Sim. – Ela me abraça outra vez. Eu rio. – Obrigada por tudo, Santana. Eu sempre te admirei, você é incrível. Sem dúvidas, uma das melhores vozes.

– Eu sei. – Sorri, orgulhosa. Eu viro os olhos, empurrando-a. – Vamos! – Eu levanto, seguindo-a.

– Quer dizer que você sonhava comigo? – Brinco.

– Ah, cale a boca, Berry. Você sabe que eu menti em tudo, apenas para você parar de palhaçada. – Bufa. Eu gargalho. – Se me perguntarem algo, nego tudo!

– Você me ama, San.

– Eu te amo, anã. – Me aperta, abrindo a porta da diretoria. – Pronta?

– Pronta.

Por Quinn

Depois de um dia cansativo, nós fomos jantar em um lugar sossegado e comemorar nossas inscrições, principalmente, claro, a de Rachel. Quando ela me contou, não consegui me segurar, a girei no ar em pleno centro de NY. Não sei o que Santana fez, mas eu vou ser eternamente grata por ela ter ajudado Rachel nesse momento. A morena parece bem mais leve. Eu consigo ver traços da antiga Rachel e isso me enlouquece. Nós aproveitamos nossa ultima noite aqui. Passeamos um pouco mais, mas preferimos voltar mais cedo para o hotel. Sorrio ao ouvir a pequena cantarolar no banho.

Ela sai do banheiro de deita ao meu lado, se encolhendo. Eu rio, abraçando-a. Rach suspira, brincando com meus dedos. Eu aliso seu braço, fazendo carinho. Ela levanta o rosto, sorrindo. Eu traço seus lábios, hipnotizada.

– Deus, como eu senti falta desse sorriso. – Sussurro.

– Eu quero te agradecer. – Eu levanto uma sobrancelha. – Eu não sei o que vai acontecer, se eu vou mesmo tentar, nem mesmo sei se eu passarei da primeira etapa. – Ri, sem jeito. – A força que vocês estão me dando... – Suspira. – Que você, principalmente, está me dando, é inexplicável.

– Só quero te ver bem.

– Eu vivi muito tempo sem isso, Q. Eu não sabia o que era atenção, amizade. – Morde o lábio. – Eu acredito em você. – Sussurra. – E eu sinto algo aqui. – Coloca minha mão em seu peito. – Que eu não consigo entender ainda. Mas, é bom. – Sorri. – É muito bom. Me dá medo e me faz bem, ao mesmo tempo. Eu gosto de você.

– Você gosta de mim. – Tento processar o que ela está dizendo.

– Eu senti ciúmes de você. – Arregalo os olhos, encarando-a. – Recepcionista bobo, não consegue ver que está acompanhada?

– Você lembrou? – Sorrio, confusa.

– Que eu fiz cena ontem? – Bufo. – Não. Mas, eu acredito nisso, porque eu estava furiosa com ele.

Não aguento mais. Beijo sua boca, desesperada. Ela sorri, prendendo sua mão em meu cabelo. Assim nós conseguimos dizer tanta coisa que as palavras não conseguem. Eu estou estregue. Sempre estive. Corro meus dedos por sua pele, brincando com sua camisa. Rachel faz o mesmo em meu abdômen. Me afasto para olhá-la. Seus olhos castanhos estão intensos, me fazem estremecer.

– Eu vou lutar por você, Rachel Berry. – Digo, firme. – Não importa o que aconteça, eu nunca vou desistir. – Encosto nossas testas. – Você sabe por quê? – Ela nega. – Porque eu te amo. Eu te amo muito.

Rachel suspira, unindo nossos lábios de novo. Dessa vez com mais vontade, com mais desejo. Mas, com mais sentimentos. Nossas línguas exploram cada canto de nossas bocas, como nunca antes. Desço minha mão por suas pernas, fazendo-a gemer baixo e empurrar o corpo contra mim. Levanto, ficando por cima dela. Ela me puxa, se movimentando. Eu ajudo-a, empurrando meu joelho contra seu centro. Rach sai do beijo, tomando conta de meu pescoço. Fecho os olhos, sentindo suas mordidas. Ela respira pesado, perdendo o controle. Eu afasto minha perna, tirando sua camisa lentamente. Ela levanta os braços, facilitando meu trabalho. Meu folego vai embora com sua imagem.

– Deus. – Sussurro, beijando seu colo. – Você é perfeita.

Distribuo beijos por sua barriga. Rachel se contorce com meus toques. Eu sorrio, segurando seu seio. Seus olhos encontram os meus, famintos. Beijo seu seio, devagar, tentando mostrar todo o meu carinho. Então, começo a abocanhá-lo, com leves mordidas. A morena geme em resposta, tirando minha blusa. Ela agarra minhas costas nuas, arranhando-a. Beijo seus braços, todas as suas cicatrizes. Coloco uma mão por dentro de seu short, fazendo-a gemer mais alto. Sua cintura ganha um novo movimento, implorando um maior contato. Eu tiro seu short. Passo os dedos por cima de sua calcinha, vendo-a arquear as costas. Sorrio, tirando-a também. Eu faço o mesmo comigo, ficando nua. Isso está acontecendo.

Deito sob ela, buscando sua boca, enquanto meus dedos exploram sua intimidade. Rachel me solta, agarrando a cama. Eu sei que ela não consegue mais manter os beijos. Minha outra mão volta a brincar com seu seio. A morena choraminga. Eu desço. Beijo timidamente sua entrada. Ela solta o lençol e segura minha cabeça, rapidamente. Minha língua faz movimentos circulares por sua intimidade. Ouço seus gemidos ficarem cada vez mais fortes. Ela empurra minha cabeça, desesperada. Devagar, eu introduzo um dedo. Seu corpo reage, pedindo mais. Entro e saio, sem pressa. Sua mão sai da minha cabeça e vai direto para seu clitóris. Eu franzo a testa, tirando-a.

– Deus! – Sussurra. – Faça logo...

Obedeço. Volto minha boca em seu ponto pulsante e coloco mais um dedo, aumentando a pressão. Rachel segura o colchão novamente, quase gritando. Sinto suas paredes prenderem meus dedos, enquanto seu corpo é jogado para trás, tremendo loucamente. Sim. Rachel Berry tendo um orgasmo é, sem dúvidas, a coisa mais linda que eu já vi na vida.

Ela levanta uma perna, me pegando de surpresa e pressiona. Eu solto um gemido baixo, perdendo a força. A pequena aproveita e me gira, ficando por cima. Olho para ela, encantada e completamente excitada. Rachel sorri, repetindo meus movimentos. Quando sinto seus dedos dentro de mim, meu sangue parece parar de correr. Ela morde meu pescoço, enquanto continua. Seu corpo vai saber exatamente o que fazer. Sim, Rachel sabe todos os meus pontos. Eu nunca senti isso, com ninguém. A morena me conhece, mais do que eu, e está fazendo isso pela primeira vez. É incrível. É...

– Oh, meu Deus. – Agarro seu corpo, sentindo o meu explodir em um orgasmo perfeito.

Ela sorri, deitando em meu peito. Tento regularizar minha respiração, abraçando-a. Ela alisa minha cintura, levemente.

– Você foi a melhor coisa que me aconteceu. – Declara, caindo no sono.

Notas finais
Meuzamores? Vivos? Como eu prometi: o capítulo que tantos estavam pedindo. hahahaha Espero MUITO que vocês gostem (e já sabem, comentem!), porque ele é bem especial. Marcando o inicio de uma nova fase. ;) Até o próximo... ask.fm/FlorDeLins_ ;***