Além da superfície.
36 New York, New York.
Notas iniciais
Convencer Rachel a ir para New York não foi uma das tarefas mais fáceis para as meninas. A morena insistia que não conseguiria voltar lá depois de tudo o que aconteceu nas Nacionais. Judy e Frannie falaram com Leroy, que deu uma enorme força para a filha, mostrando-a que tudo ficaria bem. Quinn, Santana e Brittany vibraram quando conseguiram uma resposta positiva de Rachel, que continuou a ir à terapia durante toda semana, apresentando uma facilidade de comunicação com a Fabray mais velha.
No dia anterior a viagem, a morena dormiu na casa de Quinn, ouvindo todas as orientações passadas pelos pais das duas. Na verdade, Rachel acordou durante toda a noite, temendo voltar para o lugar onde, teoricamente, acabou com seus sonhos. A loira a abraçou forte, sussurrando palavras carinhosas e confortantes, fazendo-a se acalmar. Nos braços de Quinn, tudo parecia ficar mais fácil para Rachel. Todo dia isso é comprovado. Não que ainda não seja confuso. Só é o certo. Ou o que parece ser.
Por Quinn
Desde que entramos no avião, Rachel não falou nada, apenas olha pela janela, com o pensamento longe. Brittany e Santana dormem tranquilamente nas cadeiras ao lado. Seguro a mão da pequena, que está fria como um gelo.
– Você está arrependida? – Sussurro. – Podemos voltar, se você quiser.
– Estamos em um avião, Quinn. – Vira os olhos. – Não podemos pedir para que o piloto faça meia volta.
– Eu sei. – Suspiro. – Mas, podemos pegar outro assim que chegarmos lá. Se...
– Está tudo bem. – Me interrompe. – Só estou nervosa.
– Nós iremos nos divertir, ok? Não se preocupe. – Beijo sua mão.
Ela sorri, deitando no ombro. Mas, o frio na barriga também está em mim. Da ultima vez que estivemos aqui, eu não estava pronta para as Nacionais. Talvez Rachel não saiba sobre isso, sobre o quão insegura eu estava naquele dia, mas quem precisa saber? Levo a mão para seu cabelo, apoiando minha cabeça na dela e suspiro pesado. Eu estava uma bagunça. Ela estava uma bagunça. É louco pensar assim. Se nós duas tivéssemos conversado, poderíamos ter evitado tantas coisas. Me lembro de ter pirado quando soube que Rachel tinha desobedecido as ordens do professor Schue e saído com o Finn.
Hoje isso poderia ter várias significados. Mas, na época, foi apenas inveja. Estava carente, queria atenção, queria alguém. Ver todos formarem casais e jurarem amor eterno não é a coisa mais fácil do mundo, depois de ter sido expulsa de casa, grávida e ter tido relacionamentos fracassados como os meus. Primeiro Puck, depois Finn, depois Sam... Nenhum deles pareciam se encaixar comigo. Sempre faltava algo. Faltava Rachel.
O pouso do avião foi mais tranquilo do que imaginei. A morena se encolheu em meus braços, tentando se esconder de tudo. Santana e Brittany não mediram esforços para distrai-la. E conseguiram. No caminho para o hotel, Rachel já estava mais falante e conseguia olhar para fora do carro, sem medo de encontrar a cidade que ela tanto admirava e que hoje tanto teme.
– Quantos quartos, Senhorita? – O recepcionista pergunta, educado. Eu olho para as meninas, mesmo sabendo qual vai ser a resposta.
– Brittany e eu ficaremos em um só. Sozinhas. – Santana avisa, abraçando a namorada. Eu viro os olhos. – Estamos em NY, precisamos de privacidade.
– Estávamos muito a fim de dividir quarto com vocês duas, Santy. – Ironizo. Rachel ri baixo, enquanto a latina estira língua para mim. – Desculpe. – Volto para o rapaz, que assente, simpático. – Dois quartos.
– Dois quartos de casais? – Sinto meu rosto queimar.
– Por favor. – Sussurro, sem encarar minhas amigas. Eu posso ouvir a risada de Santana sendo abafada. Sinto vontade de mata-la por isso.
– Aqui estão as chaves. – Ele nos entrega. — Ficam no segundo andar. Um no final do corredor e outro logo no inicio. Só pegarem o elevador e logo acharão. – Sorri. – Qualquer coisa que precisarem, é só falar conosco.
– Muito obrigada. – Devolvo o sorriso.
– Tenham uma boa hospedagem.
Pegamos nossas mochilas e caminhamos até o elevador, onde a latina solta uma risada sonora. Levanto a sobrancelha, sem entender. Brittany abaixa a cabeça, prendendo um sorriso. Rachel olha para Santana com a testa levemente franzida.
– O que eu perdi? – Pergunto-as.
– Nada, senhorita. – A latina zomba.
– Ok. – Bufo. – Brittany, o que houve?
– San disse que o rapaz estava te paquerando. – Cantarola. – Ele achou você bonita, Q.
– O que? – Rio, incrédula. – Vocês não têm o que inventar?
– Ele estava te comendo com os olhos.
– Você que vê maldade em tudo, Santana. – Balanço a cabeça, saindo do elevador. Olho para os lados, tentando identificar os quartos. – O nosso é pra lá. – Aponto para Rachel.
– Ficamos distantes. – A latina bufa.
– Foi para não escutarmos a privacidade de vocês. – Empurro-a com o ombro.
– Claro. Se precisarem de alguma coisa, só falar conosco, senhoritas. – Dá as costas, puxando a namorada pela mão. Eu rio, mas o sorriso logo apaga quando olho para Rachel.
– Tudo bem? – Pergunto, preocupada. A morena dá os ombros, indo para o quarto.
– Só estou cansada. – Sussurra. – Preciso deitar um pouco.
Eu assinto, apressando o passo. O quarto é grande e parece ser bastante confortável. Abro a janela, admirando a vista. Suspiro, ao ver Rachel abrindo a bolsa e tirando os sapatos. Eu faço o mesmo, me sentindo um pouco estranha. O clima não era pra estar assim... Era? Timidamente, deito ao lado dela, que vira de costas para mim.
– Você está chateada comigo? – Franzo a testa.
– Cansada.
– Sério? Precisa ficar desse jeito? – Ela fica em silêncio. – Bom, já vi que você precisa ficar sozinha. Eu vou andar.
– Está interessada em andar pelo hotel? – Sua voz soa irônica.
– Andar na rua mesmo, Rachel. – Suspiro, levantando. – Nos encontramos depois.
– Não precisa sair. – Sussurra. – Digo, se você não quiser...
– Eu não quero. – Enfatizo. – Mas, se for para você me tratar assim, eu prefiro fazer.
– Desculpe. – Vira para mim. – Eu não quero ficar sozinha. – Seu tom baixo me aperta o coração. Eu deito novamente.
– Não vou te deixar sozinha. – Garanto. – Vai me dizer o que houve?
– Ah, Quinn... – Desvia o olhar. – Essa cidade mexe comigo, ok? Eu preciso... Respirar! Acreditar que eu voltei aqui primeiro. Não consigo controlar o meu humor, você sabe.
– Vem aqui. – Abro os braços. Automaticamente, ela assume sua posição, deitando em meu peito. – Vamos descansar. – Aliso seu braço. Ela suspira, relaxando. – Sabe o que eu estava lembrando? – Ela nega. – Quando nós viemos da outra vez, eu... Não estava muito bem. – Limpo a garganta. Rachel vira a cabeça para me encarar. Eu traço seu rosto com os dedos. – Daí Santana e Brittany, como sempre, tiveram a ideia genial. – Sorrio. – Cortar o cabelo.
– Foi ideia delas? – Ri, confusa. – Funcionou?
– Claro. Mudar o visual sempre faz bem. – Digo, sincera. – O que você acha de irmos ao salão?
– Sério? – Levanta um pouco. – Você acha que devo cortar também? Curto?
– Ah, não sei. – Passo a mão nos fios pretos dela. – Eu amo seu cabelo. – Admito. – Você decide o que vai fazer. Não precisa ser curto. Nem ser corte. Pode ser uma pintura... – Coloco a mão no queixo, fingindo pensar. – Azul?
– Idiota. – Dá uma tapa em meu braço. – Se você pintar de rosa...
– Não dá ideia. – Alerto. – Eu posso cortar de no...
– Não! – Me interrompe rapidamente. Eu arqueio as sobrancelhas. – Está lindo assim. Eu gosto.
– Se você gosta, está tudo certo. – Rachel cora, deitando mais uma vez. Eu rio, abraçando-a. – Durma. Temos um dia longo pela frente.
Por Rachel
Andar por New York estava mais fácil do que pensava. Passamos por diversas lojas. Santana e Quinn me fizeram desfilar em várias roupas, que eu nunca me imaginei vestida. Roupas que, em outras pessoas, eu super admiro. Mas, que em mim não combinam. Elas discordaram. Depois da terceira peça, eu já andava brincando pelos trocadores. Brittany fingia tirar fotos, enquanto Santana pousava ao meu lado, também provando algumas roupas. Quinn apenas olhava e opinava, sem deixar de entrar na onda. Eu nunca pensei que sair para fazer compras com essas três fosse tão engraçado. Para falar a verdade, julguei muitas vezes.
Com as sacolas nas mãos, me arrastaram para o salão que já haviam ido antes. O cabelereiro me joga em frente ao espelho, mostrando vários penteados e cortes. Decido cortar um pouco, repica-lo e ajeitar minha franja, deixando-a maior nas pontas. O rapaz o deixa meio ondulado. Sorrio para o resultado, vendo Brittany bater palmas pelo reflexo do espelho.
– Ficou lindo. – Quinn aparece atrás da cadeira. Abro a boca para respondê-la, mas...
– Oh, meu Deus! – Levanto. – O que diabos você fez?
– O que? – Faz beicinho. – Você não gostou?
– Eu... – Ela ri, dando uma volta. – Eu estava brincando sobre isso, sabia?
– Ela queria pintar todo, Rachel. – Santana ri.
– Ah, eu achei que o rosa combinou com meus olhos. – Faz pose no espelho, mostrando suas pontas recém-pintadas.
– Eu gostei. – Brittany segura a mão de Quinn, fazendo-a dar outro giro.
– Eu também gostei. – Sorrio, sincera. Se ela pintar um arco íris, vai ficar bonito do mesmo jeito. – Mas, você é louca.
– Vai sair, Rach. – Ri, me empurrando levemente. – Só foi para você não se sentir sozinha. Quando eu lavar, sairá. – Ela imita o gesto de Britt, me girando. – Você está linda. – Repete.
– Deixa só ela colocar aquela roupa. – Santana diz, maliciosa. – Hoje NY pega fogo.
– Calem a boca. – Abaixo a cabeça, envergonhada. – Estou com fome. – Sussurro, fazendo-as rir.
A equipe do salão nos informa um restaurante por perto e nós seguimos para ele. O lugar não é muito chique, mas é bastante aconchegante. Pedimos um lanche e jogamos conversa fora. Santana mostra uma lista de lugares para nós irmos à noite.
– Precisamos de bebida. – Anuncia.
– Não acho que seja uma boa ideia. – Quinn fala, incerta.
– É só uma noite, Q. – A latina vira os olhos. – Para nos divertimos.
– Eu topo. – Britt sorri, dando um beijo na bochecha da namorada.
– Eu também. – Dou os ombros. A loira me encara. – O que?
– Você não sabe beber.
– E daí? – Franzo a testa.
– E daí que...
– E daí que nós tomaremos cuidado. – Santana interrompe.
Quinn assente, tirando o celular da mão da latina para escolher o lugar. Nós voltamos para o hotel, onde descansamos o resto da tarde. Estava no meu melhor sono quando eu sinto uma mão me acordando. Estranho ao ver Brittany.
– Vim te ajudar a se arrumar. – Declara, tirando várias coisas na bolsa.
Eu sei que não adianta ir contra as ideias dessas meninas, então apenas concordo e vou tomar um banho. A dançarina cobre meus braços, cuidadosamente, antes de tomar conta do meu rosto. Depois da maquiagem, a loira joga um vestido preto para mim. Um pouco curto, justo e rendado atrás. Respiro fundo, colocando um salto. Me encaro no espelho. O que merda eu estou fazendo? De que adianta isso tudo? Continuo sendo o mesmo lixo de sempre.
– Uau... – Me assusto. – Você... Uau!
– Quinn, eu não quero mais ir. – Murmuro, sentindo meus olhos arderem.
– Ei, ei. – Segura meu rosto. – Vai estragar toda a maquiagem. – Sopra. – Como não quer mais ir? Você está... Perfeita.
– Pare, por favor.
– Não paro. – Franze a testa. – Eu juro que estou me controlando para não te beijar agora mesmo. – Sua voz sai grave. Eu sorrio fraco.
– Não controle. – Sussurro.
Sua boca toma a minha no mesmo segundo, me fazendo desequilibrar. Seguro sua cintura com força, aproveitando seu beijo. No que eu estava pensando mesmo?
– Ok, sem querer atrapalhar, mas... – Santana nos afasta. – Precisamos ir. Nossa! Com todo o respeito Quinn e Brittany: Rachel, você está muito sexy.
– Vamos logo. – Murmuro, envergonhada. – Antes que eu desista.
O bar que elas escolheram, sem sombras de dúvidas, é o lugar mais incrível que eu já fui na minha vida. Não que eu tenha saído muito, mas eu nunca vi isso, nem em televisão. Algo que só pode existir aqui em NY. Pessoas lindas, bem vestidas. Agora eu entendo porque Brittany fez questão de me produzir. Eu não seria capaz de me arrumar para isso. Começo a me sentir fora do lugar. Vou direto para o balcão, sendo acompanhada pelas três e peço uma bebida.
Eu viro o copo quando vejo os rapazes, e moças, olhando para Quinn. Digo, não que eu me importe. Ela é solteira, bonita, pode ter todo mundo. Mas, está me incomodando um pouco. Muito.
– Vai devagar. – Ela pede.
Eu não atendo. Já estou aqui. O objetivo é diversão, certo? Vamos nos divertir, então. Puxo Santana para a pista de dança, sendo envolvida pela batida da música eletrônica. Brittany ri, indo para o lado da namorada. Um rapaz alto e moreno chega perto de mim. Ele é realmente interessante. Tomo mais um copo, apressada, sentindo a garganta arder.
– Hey, está sozinha? – Se aproxima mais.
– Não, ela está comigo. – Ouço. O menino franze a testa. – Não ouviu?
– Ouvi. – Levanta as mãos, saindo.
– Você me dá um trabalho... – Quinn sussurra, me abraçando.
– Me abandonou aqui porque quis. – Dou os ombros. Ela balança a cabeça, rindo.
– Você já está bêbada, não é?
– Não. – Bufo. – Claro que não. – Tento me soltar dos seus braços, mas fico tonta e ela me segura novamente. – Talvez um pouco.
– Estou vendo. – Ri. — Fica aqui comigo, por enquanto.
– Só se você dançar comigo. – Faço bico.
Ela sorri, se movimentando. Eu tento seguir seu ritmo, do jeito que posso. Pego outra bebida, brindando com Santana. O rapaz que havia se aproximado antes nos observa de longe. Quinn me puxa, me beijando com intensidade. Solto um suspiro, sentindo o gosto das bebidas misturadas em nossas línguas. Incrível. Divertido. Sim, divertido. Nós quatro cantávamos alto as músicas conhecidas, chamando a atenção de muita gente. Rachel Berry está se divertindo. Em New York.
Por Quinn
Coloco um braço da morena em meu ombro, ajudando-a a andar. Brittany e Santana nos seguem, visivelmente alegres. Eu rio do casal, tentando chamar o elevador.
– Precisam de ajuda? – O recepcionista de mais cedo aparece, sorridente.
– Não, ela está comigo. – Rachel avisa. Eu levanto uma sobrancelha, surpresa. – Não ouviu? – Repete minhas palavras.
– Claro, senhorita. – Ele murmura, constrangido.
– Desculpe. – Peço. – Ela está bêbada. – Explico. Ele assente, saindo.
– Não peça desculpa. – Bronqueia. – Ele quer você na cama dele.
– Não diz besteira, Rach. – Rio, entrando no elevador.
– Berry está com ciúmes. – Santana zomba.
– Cale a boca, Santana. – A morena me abraça, escondendo o rosto.
– Está, Rachel? – Brinco. Ela se enfia ainda mais, confirmando. Bom, isso explicaria o surto de mais cedo. – Só tenho olhos para você, amor.
– Ah, que fofinha. – Brittany cantarola, enquanto Santana sai apressada, puxando-a para o quarto. Eu rio do desespero da latina. – Calma, San. – Sussurra, rindo.
As duas se despedem e eu abro a porta do meu quarto, levando Rachel. A morena se pendura em meu pescoço, beijando meu rosto.
– O que está fazendo?
– Vamos nos divertir também. – Provoca. Eu rio, empurrando-a levemente. – O que foi?
– Eu não vou te levar pra cama, Rachel.
– Não me importa. – Volta a me beijar. – Podemos fazer em qualquer outro lugar. – Solto uma risada sonora.
– Vamos para o chuveiro.
– Hm, boa escolha. – Fala, sensual. Eu viro os olhos, guiando-a. Tiro seu vestido, deixando-a apenas com a roupa íntima. Suspiro pesado. – Está fria, Quinn. – Geme.
– Você se acostuma. – Coloco-a em baixo d’agua, tendo o máximo de cuidado em seus braços.
– Vem pra cá. – Choraminga. – Está frio.
Meu coração se aperta. Eu me junto a ela, abraçando-a. Seu corpo para de tremer. A morena vira o rosto, me pegando de surpresa. Eu aceito o beijo, tentando dominá-la. Suas mãos correm pelo meu corpo, querendo se livrar da minha roupa encharcada. Lógico que eu não as tirei. Meu autocontrole não aguentaria tanto. Eu prendo suas mãos, colocando-as para trás, em suas costas. Me afasto do beijo, deixando um em sua testa. Ela reclama.
– Você consegue se trocar?
– Me troque você. – Faz birra.
– Criança. – Murmuro. – Se enxugue. — A enrolo na toalha e me enxugo também. Vou pegar seu pijama na bolsa. – Seu pai vai me ma... – Minha voz morre na garganta. Ela está nua. Eu viro, depressa. – Sinto muito. – Entrego sua roupa. Ela cambaleia um pouco, mas consegue se vestir.
– Pode virar. – Avisa. – Ficou com medo de não resistir? – Provoca.
– Céus! O banho não fez efeito? – Rio. – Vamos dormir, Berry.
– Se é isso que você quer. – Bufa. Seco mais o seu cabelo, penteando-o. – Posso ter ao menos um beijo de boa noite?
Eu assinto, deitando-a. Volto para o banheiro para colocar o meu pijama. O quarto é um pouco frio. Pego uma manta mais grossa e nos cubro. A morena se encolhe perto de mim. Seguro seu rosto, beijando-a carinhosamente. Ela já está mais calma, não tenta ultrapassar nenhum limite, apenas aproveita. Sorrio, tirando o cabelo de seu rosto. Abraço sua cintura. Ela suspira, fechando os olhos.
– Perdeu, recepcionista idiota. – Resmunga, me fazendo gargalhar. – Boa noite, Q.
– Boa noite, Rach. – Sussurro.
– Quinn?
– Oi, Rach...
– Obrigada!
Fale com o autor