Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=RH3LtehnPyU

Rachel, Quinn, Santana e Brittany se juntaram aos demais membros do Glee Clube. As quatro se surpreenderam com a presença de três pessoas estranhas com eles. O professor Schue anunciou que Rachel, Santana e Mercedes não poderiam participar da competição. Apesar do nervosismo, todos estavam quietos. Eles já tinham discutido como as músicas ficariam, dividiram o solo que era da latina entre os meninos. Kurt apresentou seu namorado, para surpresa de todos, que resolveu ajudar o grupo. Blaine, Joe e Sugar pegaram as letras e coreografias facilmente. Santana zombou da garota, sendo repreendida por Britt. Quinn percebeu a morena calada, encostada na parede e com o olhar longe e segurou a mão dela, firme. Rachel deu um pequeno sorriso, sem olhá-la.

– Então, antes de irmos, precisamos conversar sobre um assunto sério. – O professor chama a atenção de todos, fazendo a pequena ficar tensa na cadeira. – O que aconteceu ontem...

– Não precisamos falar sobre isso. – Rachel interrompe. – Sério.

– Mas, Rach...

– Por favor, professor. – Choraminga.

– Rachel. – Finn levanta. – Nós só queremos dizer que estamos aqui para qualquer coisa que você precisar.

– Certo. – Balança a cabeça, se encolhendo nos braços de Quinn.

– Escuta eles. — A loira sussurra. – Só querem te ajudar.

– Eu não preciso da ajuda deles. – Devolve.

– Rachel, ninguém está dizendo que você precisa se tornar a melhor amiga deles. – Santana diz calma. – Eles estão preocupados, acredite.

– Não consigo, San. – Suspira, evitando os olhares dos colegas. – Eu sinto muito.

– Estamos do seu lado, Rach. Queremos o seu bem.

– Obrigada, Tina. – A morena sorri sincera para a asiática.

– Nós quebraremos quem te fizer algum mal de novo. – Puck garante, batendo a mão com Sam e Finn.

– Rachel. – Uma voz tímida chama. Todos viram em direção a Kurt. – Eu... Eu... – Limpa a garganta. – Olha, eu sei que...

– Não precisa fazer isso. – A pequena resmunga, incomodada. – Quinn, por favor... – Pede.

A loira sente o coração afundar. Tudo o que ela quer é tirá-la dali e sair correndo. Mas não pode. Rachel precisa enfrentar a realidade da rotina.

– Eu fui um idiota. – O menino solta. – Fui egoísta, fui babaca. – Suspira. – Você me ensinou muito. Eu gostava de passar o tempo com você. – Sorri triste. – Mas, eu já sofria muito bullying aqui. E...

– E ser meu amigo ia te manchar mais ainda. – Completa, amarga.

– Sim. – Sussurra, envergonhado. – Deus, eu sinto muito. Eu não tinha ideia do que você estava passando. Eu queria ter te ajudado. Juro.

– Agradeço, Kurt. Mas, eu realmente não posso acreditar em você.

– Nós só queremos uma chance. – Diz com a voz embargada. Blaine segura a mão do namorado, apoiando-o. – Você é a estrela do Glee.

– É nossa melhor voz. – Mike sorri.

– É nossa melhor capitã. – Artie se aproxima.

– É nossa melhor fonte de ideias. – Sam bate na perna.

– Sentimos muito por não termos te dado a atenção que você merece. – Finn se ajoelha na frente da ex namorada. – É a nossa hora de fazermos o nosso melhor... Por você.

Rachel encara os olhos que ela tanto gostou. Eles estão tristes e sinceramente arrependidos. A morena suspira, tentando conter as emoções. Todos os olhares apresentam o mesmo brilho. Quinn aperta sua mão, enquanto Santana aperta a outa e Brittany enxuga as lágrimas do rosto.

– Você não vai poder participar hoje. – Tina quebra o silêncio. – Mas, nós queremos que você venha com a gente. Queremos te dedicar nossa apresentação.

– E nós ganharemos. Juntos. – Professor Schue se junta a roda de alunos, sorrindo. – Santana, você também deve vim com a gente.

– Claro que sim. – A latina acena. – Tudo bem pra você, Rach? – A morena morde o lábio, encarando o chão.

– Sim. – Sussurra. – Tudo bem. – Conclui, enquanto os outros comemoram.

Tina dá um abraço apertado em Rachel, sendo seguida por Mike. Quinn vê o menino maior se aproximando lentamente e sente o sangue ferver um pouco. A loira desvia o olhar, se bronqueando. Ela não tem o direito de sentir isso agora.

– Acho justo que os capitães do clube sentem juntos no ônibus. – Finn puxa a morena. Quinn abre a boca, mas não fala nada. – Se você quiser, claro.

– Eu... – Rachel olha para a loira, que não devolve o olhar. – Acho justo. – Suspira, frustrada.

– Ótimo. – Professor Schue abraça os dois. – Agora vamos ganhar.

Por Quinn

Encosto a cabeça na janela, chateada. Claro que eu queria estar com Rachel. Ao invés disso, Sam está ao meu lado enquanto Finn tenta se aproximar de todos as maneiras. Eu quero que eles tenham uma boa convivência, mas eu já namorei o Finn, eu sei como ele é. E, apesar de tudo, eu sei que ele gosta dela. É egoísta demais querer que ela não dê atenção a ele? Olho para frente, vendo-a rir um pouco. Um sorriso fraco surge em meu rosto. Rachel está rindo e isso é ótimo. Suspiro arrastado. Ela está rindo com ele. Encontro os olhos de Brittany em mim e dou os ombros, fingindo não me importar.

– Você acha que nós podemos ganhar? – Sam pergunta.

– Claro. – Respondo, distante. – Está com medo?

– Nervoso. – Ri. – Você não está?

– Talvez mais perto eu fique.

– Como... Como você soube? – Sussurra. – Sobre Rachel.

– Eu vi. – Encolho no banco.

– Eu não sabia que vocês eram tão amigas.

– Viramos, Sam. – Digo, irritada. Ele assente, sem graça. – Desculpe, é que é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

– Sinto sua falta. – Murmura. – Não tivemos a chance de conversar. – Mordo o lábio, vendo Finn gesticular para Rachel.

– O que você quer falar? – Suspiro.

– Nós terminamos de um jeito muito estranho, Q. – Vira para mim. – Eu gosto de você ainda. Muito.

– Sam...

– Respeito a história que você teve com o Finn, mas... Olha só, ele curte a Rachel. – Fecho os olhos, assentindo. – Por que você não nos dá outra chance? – Suplica.

– Porque já tentamos uma vez.

– Ah, Q... – Segura minha mão. – Falo sério. Deixa eu tentar de verdade.

– Sam, eu estou gostando de outra pessoa. – Solto.

– O Finn está...

– Não é o Finn.

– O Puck?

– Também não, Sam.

– Isso é uma desculpa para eu parar?

– Não. – Esfrego os olhos. – Mas, eu vou pedir para que você pare, mesmo assim. Não vai acontecer. O nosso namoro já terminou. – O loiro assente, cruzando os braços. – Não fica chateado.

– Como não ficar? Eu gosto de você, caramba. É muito ruim te ver e não poder fazer nada. – Sinto meu estomago embrulhar. Olho novamente para os dois mais na frente. Dessa vez, encontro os olhos de Rachel em mim. Sua expressão é estranha, mas não consigo lê-la porque ela vira de volta.

– Eu te entendo mais do que você imagina. – Aperto seu joelho. – Podemos ser amigos, Sam. Eu gosto de sua amizade.

– Eu também gosto, Quinn, mas agora... – Respira fundo. – Eu preciso de um tempo. – Beija minha testa e levanta.

Eu suspiro, vendo o garoto sentar no banco de trás do ônibus, sozinho. Ótimo. Deito no meu lugar, cobrindo o rosto com o braço. Onde eu estava com a cabeça quando achei que Rachel vai preferir a mim ao invés de Finn? Eles sempre se gostaram. Se não fosse por minha causa, talvez os dois estivessem juntos e nada disso tivesse acontecido. Sinto minha garganta arder em culpa. Então, um braço passa por cima de meu ombro, me puxando para perto. Me aconchego no abraço que eu tanto conheço.

– Se eu gostasse dele, tudo seria tão mais fácil, Britt. – Sussurro contra seu peito.

– Você já conseguiu coisas muito difíceis, Q. Eu fico feliz por ajudar Rach, San também o faz e muito, mas você sabe que quem mais ajuda ela é você. – Passa a mão no meu cabelo, brincando. – Não pare agora.

– E se ela preferir ele? – Murmuro, temorosa.

– Então não era pra ser e alguma outra pessoa está em seu caminho. – Soluço fraco. Eu não quero outra pessoa. Eu quero Rachel. – O que eu não acho que seja o caso. Quando ela me falou sobre o beijo, ela estava... Diferente. Tinha algo, um brilho especial.

– Não diga isso, B. – Peço. – Não me ilude. Era novidade para ela, só isso.

– Juro que se nós não estivéssemos em um ônibus, eu mesma te bateria. – Diz firme, me fazendo rir um pouco. – Está escrito na testa dela que ela está gostando de ficar com você.

– Você acha? – Me afasto para encará-la. A dançarina dá um sorriso sincero.

– Tenho certeza. – Uma risada nos chama atenção. Santana está na frente, com Puck, conversando com Finn, Rachel, Tina e Mike. – É bom ver essa cena novamente.

– É verdade. – Sorrio. É lógico que a latina foi para lá para desviar a atenção de Rachel que estava somente em Finn. Ao mesmo tempo, ela conseguiu fazer os outros interagirem mais com a morena. – Santana não existe. – Suspiro.

– Ela é demais. – Sussurra, apaixonada. Eu rio, batendo no braço da loira mais alta. – Ei, quero você firme e forte como estava, ouviu? Mostre quem está no controle. – Enxuga meu rosto com as mãos.

– Obrigada, Britt.

Por Rachel

Deus, que viagem longa. Olho os carros ultrapassando o ônibus, parecem tão mais rápidos. Viro para trás, procurando Quinn e a encontro dormindo nos braços de Puck. Um frio toma conta da minha barriga. Eu achava os dois bonitos juntos, mas agora são muito diferentes. Respiro fundo, nervosa. Ela gosta de mim, certo? Ela não mentiria pra mim, não de novo, não agora. E daí se ela estiver mentindo? O que muda? Balanço a cabeça, tentando não pensar nisso. Finn demonstrou mudança, pediu para voltar comigo, uma nova chance. Se fosse há alguns dias atrás, eu teria me jogado nos braços dele e jurado amor eterno. Agora, além de não confiar, não sinto vontade.

– O que você está fazendo? – Me assusto.

– O que? – Viro para Santana. Ela aponta para minha mão. – Oh, eu... Meu braço está coçando. Não sei, agoniando.

– Como assim? Será que é alergia a maquiagem? – A latina puxa, preocupada.

– Não. – Suspiro. – É só impressão. Acho que psicológico. – Encolho os ombros.

– Você está bem? – Franze a testa, ficando mais próxima.

– Estou, Santana. – Fecho os olhos. – Só achei que fosse mais perto esse lugar...

– Nossa, essa viagem está cansativa, não é? – Eu assinto. – É só isso? – Viro a cabeça para Quinn outra vez. Ela continua dormindo. Encaro Santana e ela entende o recado. – Você sabe que eles são só amigos, não sabe?

– Sei. – Continuo passando a unha na minha pele, sentindo arder um pouco.

– Pare. – Segura minha mão. – Você vai acabar se cortando assim. – Repreende.

– Você gostava de ir ao psicólogo? – Pergunto, curiosa. Ela me arqueia a sobrancelha, depois fica pensativa.

– Olha, Rachel... – Suspira. – Eu tive que ir a vários. Meu comportamento é explosivo, eu não curtia ter que ficar conversando. Pra mim, bastava alguns gritos, alguns murros, nem que fossem na parede. – Ri. – Eu fiquei bem traumatizada, na verdade. Mas, me ajudou bastante. Eu sou muito mais controlada hoje. – Mordo o lábio, balançando a cabeça. – Está pensando em ir?

– Meus pais pediram. – Olho para o chão. – Quinn também.

– Você precisa, Rach. – Alisa meu braço. – Isso aqui é bem mais sério.

– Será que... – Me interrompo, engolindo seco. – Será que eu vou conseguir voltar ao normal?

– Você é normal.

– Santana. – A encaro, séria.

– Sim, você vai voltar. – Garante. – Fique tranquila.

– Tenho medo. – Sussurro. – Se eu nunca mais...

– Shhhh... – Me segura. – Não diga isso. Pense positivo.

– É isso, San. – Choramingo. – Eu não consigo pensar positivo.

– Rachel, o que houve? – Desvio o olhar. – Foi Finn? Ele te disse alguma coisa?

– Ele quer voltar comigo. – Murmuro.

– E você? Quer voltar? – Pergunta delicada.

– Não. Não sei. – Franzo a testa. – Como eu vou saber?

– Acho que você não tem que ficar pensando nisso agora. – Diz, calma. – Se ele te quer, ele precisa saber esperar. – Pausa. – Está muito confusa, não é?

– Sim, demais, San. Muito. – Escondo meu rosto na mão, sentindo meu corpo tremer.

– Hey... – Congelo ao ouvir a voz rouca.

– Hey, Q. – Santana responde. – Senta aqui um pouco. Eu vou ficar com minha mulher.

Não levanto o rosto, mas sei que elas trocaram de lugar. A loira limpa a garganta, querendo chamar minha atenção. Eu suspiro contra meus dedos.

– Você está bem? – Sussurra. Eu balanço a cabeça, assentindo. – Bom. – Ri, sem graça. – Eu vou... Vou voltar para o meu lugar.

– Não. – Choramingo. – Fique comigo, por favor.

Agarro o seu braço, escondendo meu rosto em seu peito. Sinto seu corpo relaxar e seus braços me envolveram. Sua mão brinca com meu cabelo e ela beija o topo da minha cabeça.

– Queria saber o que te dizer. – Sua voz soa triste.

– Não precisa falar nada. Só me abrace uns minutos.

– Eu poderia te abraçar um ano inteiro, Rachel.

– Você não aguentaria.

– Acredite. – Suspira. – Está cansada? Já deve estar chegando.

– Quero dormir. – Digo, sonolenta. – Seu abraço me acalma.

– Durma, meu amor. – Se aconchega, me segurando.

– Você vai me soltar? – Sussurro.

– Nunca, Rachel. – Garante. – Só se você quiser.

– Eu não quero. – Fecho os olhos. – Eu não quero...

Notas finais
Hey! ;)) Essa semana será difícil de atualizar, então deixo hoje pra vocês! Espero que gostem. Obrigada a todo mundo que está comentando, é bom demais ver vocês curtindo... http://ask.fm/FlorDeLins_