Notas iniciais
Boa leitura!

POV Karla


Caracólis! Ele estava claramente interessado em mim. E eu o ter tratado daquele jeito, só tinha feito o desejo dele aumentar. Eu me senti realizada, estava mais segura, determinada. Ele já era meu. Estava em minhas mãos.

POV Samanta


Preparei algo light e comemos juntos. Ual! Fazia tempo que não comíamos juntos. Quer dizer, eu só ria. Luan era um retardado.

–Termina logo _Ele reclamou me olhando e fazendo careta.

–Terminar? Eu já acabei dos tempos! Você fica ai moscando e nem vê _Eu disse rindo. _E a louça é sua! _Completei rindo mais ainda da expressão dele.

–Não pode ser, dá um desconto poxa! Eu tinha tantos planos para essa noite _Ele disse fazendo um biquinho perfeito, que não resisti e puxei para um beijo. _Eca! Você tá com gosto de peixe! _Eu dei um tapa nele pelo comentário um tanto quanto maldoso e ri.

-Agora você vai lavar essa louça!

–Não, não... _Ele fez biquinho _Por favor?

–Nem vem. Não caio mais nessa! _Eu ri e sai _Vou escolher algum filme pra gente assistir! Não quero nenhuma marca nesses pratos, viu? _Eu belisquei o bumbum dele (e que bumbum ~suspiro) e fui pra sala.

Luan lavava os pratos cantarolando e rebolando. Parecia uma bicha louca. Estava fazendo graça já. Achei um filme mega romântico, inspirado num dos livros do meu autor favorito e esperei ele. Mas, aquela espera estava me cansando.

–Por que você não estoura pipoca? _Ele perguntou. Muito folgado ele.

–E por que você não estoura? _Eu rebati colocando imenso ênfase _Você é muito folgado! _Eu disse indo até a cozinha e o abraçando por trás. Ele limpava as mãos em um guardanapo, depois me virou e me deu um beijo maravilhoso. Um beijo que não haveria palavras em um dicionário, capaz de descrever.


POV Sebastian


Que mina hipnotizante. Que olhar profundo! Eu não tirava os olhos dela. Ela era tipo, a perfeição em pessoa. E fora que ela não seria difícil de "comer" depois que cedesse ao primeiro beijo e... Cá entre nós, o meu beijo é viciante. Ela seria minha. Isso era fato. Cheguei até ela, de novo.

–Oi.

–Você de novo? _Ela perguntou erguendo os olhos

–Quer sair daqui? _Convidei ignorando

–Na verdade eu quero. Estava pensando nisso agora mesmo. _Afinal, ela não era assim tão difícil. _Já estou com saudade da minha casa _Eu a olhei. Ela sorria cínica. Ok, retiro o que eu disse. Ela realmente era difícil. Ela levantou. _Você vai me dar carona, otário? _Ela me chamou de otário? Isso mesmo?

–Vou. _Tá. Confesso. Eu estava nas mãos dela. Ela ficou me olhando por um tempo. _Que foi? _Perguntei incomodado.

–Tô esperando você sair, ué. Ou quer que eu vá até seu carro, na garagem, mentalmente? _Ela era cheia de gracinha né? Ai ai, eu estava gamadão.

–Vamos oh gracinha...

Já no carro, ela colocou o cinto e depois os pés encima do painel. Eu a olhei de soslaio e sorri torto.

–O que? Vai querer que eu tire os pés? _Ela perguntou como que lendo meu pensamento.

–Não precisa. _Depois de um tempo de silêncio, ela apontou para uma rua com pouca iluminação e falou o número da casa. Eu estacionei em frente e ela me olhou.


POV Karla


Ele ficou gamadão. Parou em frente de casa e eu queria descer, mas, não o fiz.

–E agora? __ele perguntou.

–Agora é o momento que você me lasca um beijo... Ou coisa do tipo _Eu disse sentindo- me corar. _Pelo menos é isso que acontece nos filmes _eu completei rindo. Ele pegou meu rosto e virou _Mas, nós não estamos em um filme. _Eu me esquivei dele e desci do carro batendo a porta. Estava lutando contra o ímpeto de ficar lá. De beijá-lo e transar com ele naquele carro mesmo. Ele saiu do carro e dei a volta no veículo depressa. Como se sua vida dependesse daquilo.

–Não vai nem me dizer seu nome? _ele perguntou segurando minha cintura. Eu balancei a cabeça e lentamente colei meus lábios nos dele. Então, depois daquilo, eu me virei e entrei. Mas, podia sentir seus olhos sobre mim.

Fechei a porta e encostei nela. Estava com medo de cair. A estrutura do meu corpo anunciava que logo aquilo aconteceria. Eu sorri e mordi o lábio. Ainda podia sentir a sensação dos lábios dele sobre os meus.


POV Luan


Eu terminei de lavar louça e nossa pipoca resultou numa cozinha repleta de fumaça. Sim. Nós havíamos conseguido queimar todo o milho e pior... Nas duas vezes que tentamos! Depois dessas fracassadas tentativas, Samanta resolveu desistir e me puxou até a sala de estar. Nos aconchegamos numas almofadas no chão e assistimos o filme. Quer dizer, eu assisti. Samanta me abandonou na metade do filme. Ela havia pegado no sono no meu peito.

O filme havia chegado ao fim e comecei dar beijinhos em Samy, a beijei por todo lugar até ela despertar sorrindo.

–Eu dormi? _Ela perguntou sentando entre minhas pernas.

–Sim. Você dormiu. _Eu passei a mão nos cabelos sedosos dela.

–Desculpa. Nem percebi. _Ela virou na posição perfeita a se encaixar no meu corpo. Sentados no chão, ela de frente a mim, não demorou muito para que eu ficasse excitado. Como ela delicioso estar ali. Ela brincava com meus lábios e me provocava. Eu a apertava contra mim com medo de que aquilo tudo não passasse de um sonho e que eu pudesse acordar a qualquer momento.

Estávamos naquele clima, quase na consumação do ato final, quando a porta abriu. Na verdade, eu não havia me dado conta. Achei que era no vizinho. Puxei Samanta para mais um beijo e ela riu.

–Para mor! Assim não vale! _Foi quando ouvimos alguém limpando a garganta. Samanta levantou a cabeça e saltou do meu colo quase caindo. Fiquei em choque também quando vi quem era.

–Qual de vocês dois começa explicando a falta de vergonha que presenciei agora? Entre dois irmãos! _Meu pai colocou a mão na cintura e podia notar o evidente desgosto em seu tom possesso.

–Eu... er... Bom, a gente. _Samanta se embaralhou toda. Achei melhor intervir.

–Foi... _Mas, meu pai me interromper pegando Samanta pelos cabelos.

–Onde você aprendeu isso? Você pediu uma chance para provar que podia ser independente e não uma vadia! _Eu o olhei quase avançando encima dela. _O que você acha que estava fazendo Samanta? Acha que isso é coisa de moça de família fazer? _Samanta tentava falar em meio aos soluços e meu pai estava descontrolado. _Pois, você vai aprender que não deveria ter feito o que fez. Penso o que fariam se eu não tivesse chegado! _Ele puxou mais o cabelo dela a obrigando a olha-lo e eu dei um passo a frente resistindo ao ímpeto de arrancá-la dali e livrá-la das mãos dele. Samanta me olhou e eu engoli em seco. Meu pai a jogou sobre uma mesinha de vidro. E depois venho em minha direção emanando fúria. Não tive tempo de raciocinar. Só senti o punho dele pesado sobre meu rosto. Eu fui para trás sentindo gosto de sangue na boca.

–Pai ! Para! _Samy tentava gritar. Mas, ela estava fraca demais. Com certeza havia s machucado.

–Eu não vou mais te bater, Luan, seu desgraçado! Sua própria irmã? Você é um imbecil mesmo! Não toma jeito. Arruma essa bagunça. Leve sua irmã para um hospital e ai de vocês dois se abrirem a boca para dizer o que aconteceu aqui. Amanhã eu volto e coloco as coisas em seus devidos lugares. _E ele saiu batendo forte a porta. Ouvi o som da cabeça de Samy como que despencando no chão. Seus olhos haviam se fechado. Corri até ela e a virei. Havia um pedaço de caco enfiado em sua coxa, da onde saia muito sangue.

[...]

Notas finais
Tadinha da nossa Samy... O que será que vai acontecer hein? Estão ansiosos? Eu estou kkkk' Até mais meus amores *_*

~Keel