Além De "irmãos"
8 Pequenas Encrencas
Notas iniciais
Obrigado pelas últimas favoritações! Fiquem sabendo que vocês alegram uma autora. Indiquem suas fics para mim, seria um imenso prazer lê-las.
Boa leitura.
POV Samanta
Olhei nos olhos dele após o beijo. E dei um sorri de canto de boca. Ele seria a vingança perfeita. Mal podia esperar.
-Que porra está acontecendo aqui? _Ouvi a voz do Sebastian se intrometendo entre eu e o Felipe.
-Com licença, você está falando conosco? _Felipe perguntou num tom claro.
-Nossa! Você percebeu? _Sebas debochou. _Por que vocês estavam se beijando? _Eu arqueei uma sobrancelha e ri _Não sei de que você está rindo._Ele disse vindo na minha direção, peguei na mão do Felipe e a apertei_ Mais é uma puta mesmo! Uma vagabunda!
-Opa! Pera lá, lava bem a boca pra falar dela_ Felipe me defendeu, entrando na minha frente _Ela não é as biscatinhas que você está acostumado a pegar.
-Relaxa aí coisa inconveniente! Acaso falei com você? Samanta, venha comigo. _Sebas disse me puxando pelo braço. Felipe entrou na frente e soltou meu braço com brutalidade. Sebastian olhou para ele e Felipe não recuou um só passo. _É melhor você ficar fora disso! _Sebas disse
-Agora é tarde demais! Ela já é minha. _Felipe disse. Bom aquilo não era a pura verdade mas, aquela altura eu não podia distinguir nada.
-Isso é verdade, Samy? _Os dois me olharam. Engoli em seco e pensei nas alternativas. Se eu queria me vingar não podia perder essa chance. Eu concordei com a cabeça olhando para o Sebas e depois para o Felipe, que deu um sorriso torto. Achei que agora o Sebas fosse nos deixar em paz. Triste engano.
Ele me fuzilou e depois veio na minha direção tão bruscamente, que mal tive tempo para pensar em sair do lugar. Ele grudou meu cabelo e soltava um monte de palavrões sequenciais. Felipe enfureceu e partiu pra cima de Sebas com um soco de esquerda perfeito. Sebastian olhou para ele, me esquecendo, e partiu pra briga. Quando vi Felipe derrubar ele e começar a socá-lo sem piedade, senti um certo remorso. Logo a "galerinha" de amigos populares de Sebastian, tiraram Felipe a força de cima de Sebas.
-Seu desgraçado! _Sebastian disse.
-Vamos levá-lo lá para fora e deixar ele lá _Um dos amigos do Sebastian disse.
-Deixá-lo lá? Depois do que ele acabou de fazer comigo? _Sebas perguntou com dificuldade, enquanto passava a mão no canto da boca, procurando limpar o sangue que escorria. _Só o segure _Ele sorriu se preparando para — eu custei a acreditar- socá-lo. _Agora você vai descobrir o que é bater. Mexeu com a pessoa errada. _Eu comecei a gritar quando Sebas depositou o primeiro soco na barriga de Fê. Mas, outros garotos da "galerinha" me seguraram. Por mais que eu gritasse, desse chutes no vácuo ou chorasse, Sebas continuava bater sem piedade.
-Para com isso Sebastian! Você está passando dos limites! Quer matar ele? _Roberta gritava tentando apartar a briga. Depois de alguns instantes, ela entrou na frente de Felipe e acabou levando um soco no lugar dele. Quando Sebas viu que tinha acertado ela, parou de bater e deu um comando para que os garotos soltassem Felipe. Eles obedeceram e soltaram-no. Fê caiu no chão quase inconsciente. Eu ainda estava desesperada. Os garotos me soltaram e saíram seguindo Sebas, que mancava na direção do refeitório. A diretora sequer apareceu. Os inspetores não se atreveram a apartar. E lá estava o Fê. Que para me proteger, enfrentou o Sebas. Ele sangrava e gemia de dor.
-Fê, vai ficar tudo bem. Calma, eu estou aqui. _Ele deu um sorriso.
-Desde quando temos intimidade? _Eu ri e coloquei a mão sobre a boca dele.
-Fala nada não. Eu vou ligar para uma ambulância. A coisa tá feia. _Ele abriu o olho com esforço para me olhar.
-Eu faria de novo, por você. _Eu fiquei muda por um tempo. Então, ignorei e completei minha ligação.
POV Roberta
Eu ainda não acreditava que aquilo tinha acontecido. O pior é que Sebastian se recusa a procurar um pronto- socorro. Deixei ele se exaltando com os amigos e saí. Sentia uma dor enorme na região que ele batera. E nem pediu desculpas. Peguei um táxi e fui para um hospital. Cheguei lá com mais dor. Cara, aquilo estava doendo pra caracólis! E olha que foi apenas um soco. "Se eu estou assim imagine o Felipe?" Eu me perguntei. Sentei na sala de espera e vi Samy andando de um lado para o outro, roendo as unhas.
-Poxa Samy _Eu a adverti e vi ela me olhar. _Eu pago um pau danado pra fazer suas unhas e você me retribui comendo-as? _Ela deu um breve sorriso e foi até mim.
-Desculpe, Estou muito nervosa.
-Aconteceu algo sério? _Eu perguntei preocupada de fato.
-O médico disse que ele pode ter fraturado algum osso ou costela. Ainda não deram o veredito. E você? _Ela perguntou me olhando _Acho que eu não teria coragem de entrar na frente daquele ogro nem em outra encarnação! Você foi muito corajosa, Ro.
-Eu só não podia admitir aquilo. Eu não estou muito bem. Minha barriga está doendo muito. Parece que estão arrancando algo de dentro de mim. _Samy sentou do meu lado.
-Eu sei que não é a melhor hora mas, você não merece o Sebas! Quer dizer, ele não te merece. Você é tão incrível. Até eu me arrependo de ter ficado tanto tempo com ele. O jeito com o qual ele trata você... Você acha mesmo que é isso que o destino tem pra você? Porque eu acho que não _Senti lágrimas caírem do meu rosto. Samanta tinha toda razão. Eu sabia daquilo. Claro que estava ciente de toda aquela verdade. Mas, eu gostava dele. E gostar dele me parece ótimo.
-Como é que eu posso deixá-lo? Agora não dá mais, Samy. Eu entreguei tudo a ele. Inclusive meu coração. Eu o ... Eu amo ele. _Ela abaixou o olhar. Com certeza não esperava aquilo.
-Eu entendo. Só quero o seu bem. _Ela me abraçou.
-Estamos bem? _Eu dei um sorriso amarelo.
-Sempre estivemos.
O médico chegou e chamou pelo meu nome. Eu fui e vi uma enfermeira se aproximar de Samy.
POV Samanta
A enfermeira me disse que Felipe queria me ver. Sem hesitar, levantei da cadeira e andei em direção ao quarto onde ele estava. Um médico estava na beirada da cama.
-Diagnóstico? _Perguntei assim que entrei.
-Umas três costelas fraturadas. Os demais foram ferimentos leves.
-E ele vai ficar bem? _Fê riu baixo.
-Sim. Ele vai sobreviver. Mas, vai precisar de repouso. O que a senhorita é dele? _Eu olhei para Fê e não soube o que dizer..
-Hum... Nós... É... Nós somos... _Fiz uma pausa para engolir a saliva que de súbito se acumulara na minha boca. Na verdade nem eu sabia o que era dele. _Amigos. _Eu disse baixo.
-Ele estava me contando que mora sozinho _Eu fitei Felipe que não desviava o olhar de mim. Eu não sabia daquilo. Aliás, eu não sei nada sobre ele. _Tem como contatar algum parente? _O médico disse se virando para Felipe.
-Meus pais faleceram. Após isso decidi me emancipar. Não tenho ninguém.
-Você tem a mim. _Eu interferi.
-Ele vai precisar de cuidados. _O médico disse se movendo para a porta _Acho que amanhã te dou alta. _E ele saiu da sala.
-Pais falecidos, emancipação... Algo mais que eu não saiba? _Eu disse me sentando na cadeira ao lado da cama.
-Eu sou virgem _Ele riu.
-Eu não sabia disso _Não pude deixar de rir.
-Você vai cuidar de mim? _Ele perguntou _Por que se não quiser, eu me viro sozinho. Somos só amigos mesmo não é? _Eu ri involuntariamente. Eu me sentia culpada. Ele estava assim por tentar me defender. Cuidar dele seria o mínimo a ser feito.
-Claro que cuido.
-Como? Vai grudar em mim 24 horas? _Ele perguntou entre um sorriso lindo.
-Eu posso ficar um tempo na sua casa. _Ele me olhou e sua face denunciou o quanto ele aprovava aquela decisão.
[...]
Notas finais
By: Kekel
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