Notas iniciais
Agradecimentos:
Indi-chin por permitir que eu escrevesse essa história.
Yuka-chan por betar essa história (Não rir da minha incapacidade de compreender o que tentei escrever), fazer revisão completa e críticas construtivas.

Um dia saiu junto de seu amado para caminhar

Sempre de mãos dadas os viam passar

Ele viu um menino de um país amigo

Então, perdidamente, por ele se apaixonou

Arthur declarou seus sentimentos para Kiku, que considerando o quão benéfica seria para seu país tal aliança, aceitou esses sentimentos. Caminhando lado a lado, o inglês segurava a mão japonesa com ternura, até que chegassem ao local destinado.

— Eu posso beijá-lo? — pediu Arthur.

O loiro estava um pouco nervoso por ter de pedir para beijar seu próprio namorado, mas sabia que seria pior se não o fizesse. Kiku apenas desviou o olhar para o chão, pouco à-vontade com o pedido.

— Por favor, não em público — disse com enorme timidez.

Arthur decidiu aceitar o jeito recatado do asiático e se contentar em apenas segurar-lhe a mão.

— Kiku! — gritou Feliciano, que vinha junto de Ludwig. Seria um encontro de casais. Ou, ao menos, era assim que Feliciano e Arthur pensavam.

Sendo puxado para um abraço, a mão do moreno soltou-se da de Arthur indo então para o tórax do italiano, tentando afastá-lo. Poderia abraçá-lo quando estivessem em qualquer lugar da Europa, mas... Em sua própria casa? Ser recatado era uma qualidade e demonstrações de afeto públicas não eram apropriadas.

— Por favor, solte-me... Estão nos olhando! — pediu Kiku, sentindo-se nervoso. Seus olhos percorreram as pessoas em volta, notando alguém desviar o olhar de si e sair andando aos tropeços.

O notado não era do Japão — sua aparência o denunciava. Trazia em suas mãos dezenas de jogos, provavelmente recém adquiridos. Uma risada soou dos lábios de Kiku, fazendo Feliciano tentar se desvencilhar dos braços de Ludwig para tornar a abraçá-lo. De algum modo aquele garoto lhe lembrava Alfred. No entanto, mais desajeitado e fofo — mais semelhante ao gosto de japonês.

Juntos passeavam por todo lugar..

O japonês então disse ao seu amor

\"Eu tenho de voltar\"

Mas o que ele queria era reencontrar

O jovem servente por quem tinha acabado de se apaixonar

Quando se separaram dos outros dois no final daquele encontro, o inglês voltou-se para seu amado companheiro. Tinha algo diferente em seus olhos — eles pareciam ter adquirido um castanho mais brilhante, além de um ar pensativo e distante que lhe deixava extremamente belo.

— Venha! — O loiro segurou o moreno pelo pulso e puxou-o para uma sala vazia pensando que assim obteria o que desejava.

O pequeno não pode reagir: apenas arregalou seus olhos em sinal de surpresa. O que Arthur estava fazendo? Por que o abraçava desse modo e tentava tomar os seus lábios para si? Isso era errado! Pervertido! Indiscreto!

Logo o som da porta se abrindo foi ouvida pelos dois, que se separaram as pressas.

— Artie! — chamou a pessoa que tinha acabado de entrar, dando um enorme sorriso.

O inglês, por um momento, pensou que seriam vistos se beijando e que Kiku brigaria com ele. Porém, ao notar que não ocorreu, começou a ficar irritado. Já não gostava muito de Alfred, e gostava muito menos quando ele o interrompia.

— O que você quer aqui? — falou o britânico com impaciência. Entretanto, Alfred foi incapaz de respondê-lo. Seus olhos estavam voltados à pequena figura que tinha se escondido atrás do loiro pelo susto.

— Alfred — disse o japonês. — É um prazer revê-lo — e, voltando-se aos dois presentes na sala, prosseguiu. — Perdoem-me, eu tenho de voltar! — Em seguida caminhou rápido até a porta e saiu do local, deixando-os para trás.

Rever Alfred o fez recordar do outro rapaz. Um intenso desejo de reencontrá-lo se fez em seu peito e, por destino, encontrou-o parado a poucos metros de distância, esperando pelo estadunidense. Ao notar a presença de Kiku o rapaz se retraiu um pouco e o moreno sorriu, enquanto caminhava vagarosamente em sua direção.

Falaram juntos sobre aquela situação

E ele, por sua vez, o seu amor também confessou

O servo sugeriu, ele com gosto aceitou

Manter em segredo esse amor

O japonês sentou-se junto com Matthew — nome pelo qual o rapaz se apresentou — em um banco, na parte mais vazia do parque. Olhava de soslaio para o outro rapaz, que sempre virava o rosto para frente quando notava os olhos do outro sobre si. Kiku, por sua vez, fazia exatamente o mesmo quando Matthew o olhava.

— Eu me sinto um idiota — disse o moreno. — Estou me declarando para alguém que conheço há poucos minutos. — Em seguida, levou as mãos à face, desejando ocultá-la. O canadense, porém, tocou suas mãos, tentando acalmá-lo. Logo o loiro sorriu ao ver que tinha chamado-lhe a atenção com o toque.

— Eu entendo como se sente, pois me sinto exatamente igual — respondeu, consolando-o. — Nós temos outros compromissos. Você com Arthur, e eu servindo a Alfred. Mas eu quero vê-lo de novo! — depois abaixou a voz, para dizer algo que não devia ser ouvido por ninguém. — Então, podemos nos reencontrar em segredo? Ninguém precisa saber — sugeriu, pensando que desse modo poderiam ficar juntos.

— Sim! — afirmou, erguendo um pouco sua cabeça, empolgado. — Eu quero! Quero vê-lo novamente! — disse Kiku em um tom aflito. Poder revê-lo era o que mais desejava.

O japonês segurou a mão de Matthew, movendo seus dedos e prendendo o próprio dedo mindinho com o dele. Era uma brincadeira infantil para se fazer promessas, mas decidiu fazê-lo. Por fim, e apenas para reforçar, disse:

— Então... Será um segredo!

Uma bela flor, atraída pelo amor

Tenha cuidado com esses espinhos

Se nota que estava repleta de ingenuidade..

Tenha cuidado, há outras flores.. Repletas de maldade!

Notas finais
Capítulo finalizado! Ficou fofo, sendo que não sou muito fã de MattxKiku. O próximo capítulo será dramático!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.