Akuma no Yoru
1 Banquete ao Luar
Notas iniciais
- Casa Mal-Assombrada – leu a garota em voz alta. – O que acha Dio? Entramos..... ou não?
O rapaz pensou por uns instantes.
- É escuro ai dentro – disse para ela.
- Ta com medo é? – ironizou a mesma.
- Então vamos – afirmou o rapaz adentrando no local juntamente da menina atrás de si.
- Porque você quer tanto vir nesse parque toda noite? – perguntou ele por fim. – Afinal não vejo nada de interessante aqui.
- Veja pelo lado bom... aqui é escuro e podemos nos alimentar sem preocupação – respondeu ela com um sorriso. – Alem do mais ninguém sentira falta desses humanos.... eu acho.
O garoto sorriu.
- Você é mesmo repugnante – diz para ela. – Como uma verdadeira princesa das trevas.
- Faço o que Posso – diz ela com um sorriso.
Ambos mantiveram-se em silencio enquanto adentravam cada vez mais no recinto onde algumas criaturas mecânicas tentavam, inutilmente, assustá-los.
- Humanos são burros – disse a garota observando uma bruxa mecânica aparecer a sua frente. Uma idéia passou em sua mente enquanto esta pegava a mascara do robô.
Logo a garota pôs a mascara em seu próprio rosto.
- Diiiiiiio – sussurrou com uma voz macabra. O rapaz apenas virou-se para encará-la – Bu!
- A mascara combinou direitinho com você Rey – disse Dio com um sorriso brincalhão.
A garota bufou já retirando a mascara e jogando atrás de si.
- Não ficou com medo? – perguntou a rosada.
- Não – respondeu Dio.
- Nem um pouquinho?
- Não...
- Nem um tiquinhozinho assim?
- Não – respondeu o rapaz por fim na maior cara de pau.
- Aff. Nao pude ter nem mesmo o prazer de te assustar essa noite, né? — afirmou ela.
- Se quer prazer podemos voltar pra casa – disse ele virando-se para ela e sorrindo de canto.
Rey apenas cruzou os braços e fez bico já se virando para encarar qualquer outro lugar enquanto o rapaz sorria de canto ao ver que esta tentava esconder o fato de estar corada perante o comentário dele.
- Calma foi brincadeira – disse ele voltando a encarar a frente.
- Você sabe que não gosto quando fala assim – disse ela afastando umas teias de aranha falsas.
- Mentira... – sussurrou ele.
A rosada apenas sentiu seu rosto corar mais que o normal, mas manteve-se em silencio.
Caminharam por mais alguns instantes ate que chegaram frente a uma grande porta com uma escrita em dourado que não era compreensível para o casal.
- Esta pronto? – perguntou Rey já sabendo a resposta.
- Mas é claro que sim – afirmou Dio.
Logo o rapaz abriu a porta e deu espaço para que a rosada entrasse.
- Primeiro as damas – anunciou ele.
- Que cavalheiro – disse a garota irônica passando frente a este e adentrando na sala. O rapaz seguiu-a.
- E agora? – perguntou ela.
- Agora nós nos divertimos – disse Dio ao avistar uma sombra.
Em instantes ambos estão rodeados de pessoas vestindo fantasias com o propósito de assustar os ‘visitantes’.
Risos sinistros ecoavam por toda a sala.
O sorriso da garota alargou-se em sua face.
- Idiotas – sussurrou a mesma enquanto sua expressão, assim como suas roupas, mudavam.
Chifres cresceram em sua cabeça, asas rosadas abriram-se em suas costas, presas reluziam em sua boca, seus olhos rosados tornavam-se como os de um gato, suas orelhas tornavam-se pontudas e por fim seu tom de pele mudou para um lilás claro.
Os humanos presentes assustaram-se com o acontecimento e logo estes puseram-se a correr temendo o que esta poderia proporcionar-lhes.
- Tarde de mais para fugir... humanos – disse ela com uma expressão aterrorizante.
- Quantas vezes tenho que dizer que não conversamos com comida – anunciou o rapaz.
- Eu gosto de vê-los com medo – afirmou a garota. – E da pra sair dessa forma humana senão eu como você também.
O rapaz bufou já tomando sua forma original.
As asas arroxeadas deste se abriram mostrando-se serem maiores que as da garota, seus chifres negros em sua cabeça aparentavam ser mais pontiagudos, sua mão esquerda tomou tons de azulado com roxo e logo tomou a forma demoníaca, suas orbes vinho-escuras tornaram-se mais ameaçadoras.
Uma aura sombria rondava o casal que, sem hesitar, partiu para cima dos humanos.
Sangue espirrou nas paredes, pedaços de membros eram jogados de um lado para outro enquanto ambos saboreavam-se com seu banquete. Ao fim deste Dio e Rey apenas caíram sentados, um ao lado do outro, ainda em suas formas demoníacas.
- Ainda estou com fome – comenta a rosada com um suspiro.
- Temos um parque todo para nos alimentar – comentou o garoto demônio.
- Podemos? – perguntou Rey com um brilho no olhar.
- Mas é claro – afirma ele já se pondo de pé.
Este apenas oferece a mão para ajudar ela a erguer-se sendo a mesma a aceita de bom grado.
Ainda de mãos dadas estes abriram suas asas, mais uma vez aquela noite, e tomaram vôo para fora daquele lugar. Saíram da casa mal assombrada pela janela quebrando-a sem se importarem por chamar a atenção.
Estes se separaram. Rey tomou rumo ao norte do parque de diversões enquanto Dio tomou rumo ao sul.
Rey apenas matava pulando no pescoço dos humanos e mordendo-os sobre a clavícula provando o sabor da carne fresca, se esta não a agradasse ela apenas partiria para próxima pressa e assim continuaria ate encontrar a vitima perfeita, com uma carne que a fizesse sentir prazer que, a levasse a loucura...
Diferente de sua parceira, Dio matava sem importar-se com o sabor queria apenas ter o prazer de poder rasgar a carne humana e de matar as pessoas sem piedade.
Após terminar com sua ultima vitima este olhou para os lados deparando-se com Rey debruçada sobre o corpo de uma mulher. Esta saboreava sua comida com tanto prazer que o rapaz podia sentir cada sensação a Rey sentia... era como se estivesse fazendo sexo ela dissera a ele por muitas vezes.
Ele sorriu enquanto observava-a erguer-se assim que seus olhares se encontraram o ato do rapaz foi imitado pela garota que agora seguia para junto dele. Parando frente a este eles encararam-se por alguns segundos antes iniciarem um beijo.
Terminaram o beijo, não por vontade própria, mas estes sabiam que não poderiam continuar naquele lugar, pois logo outros humanos poderiam chegar.
Entrelaçaram suas mãos e abriram as asas, mais uma vez. Logo ambos estavam no céu flutuando entre as nuvens.
Não se importavam por estarem banhados em sangue.
Eles queriam apenas aproveitar tanto da presença um do outro, quanto das mortes, da destruição e do terror que se formara abaixo de ambos.
Então aquele parque de diversões, que para muitos era o centro da felicidade de todos, tornou-se o lugar onde se podia ouvir os murmúrios daqueles que morreram em um noite macabra. E agora aquele lugar banhado pelas sombras tornou-se o paraíso para o casal de demônios apaixonados... se é que isso é possível um demônio se apaixonar.
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