Akira - Segredos Entre céu e Inferno
2 Moscou
Notas iniciais
Akira desenhavam freneticamente na folha em branco. imagens desconexas. Seus cabelos castanhos caiam sobre seu rosto tampando a visão de seu lado. Seus coleguinhas de aula olhavam para o professor que desenhava algo alegre no quadro. borboletas, girassóis, um sol amarelo e fadas.
– Akira — O professor chamou.
Ela não deu atenção. Akira continuou desenhando obsessivamente. Ela não ouvia, ela queria apenas desenhar. O professor respirou fundo e resolveu ignorar, pelo menos dessa vez. As crianças começaram a cantar uma música, acompanhando o professor.
Porém, Akira continuava a desenhar. Aquilo irritou o professor. Qual era o problema daquela criança? Algumas vezes ele sentia vontade de não deixa-la entrar na sala de aula, e outras ele sentia a necessidade de ajuda-la de cuidar de Akira. Mas hoje, ele sentia vontade de manda-la embora. Ele não conseguia explicar.
– Akira — Ele chamou impaciente. Akira não o olhou, não parecia sequer ter notado que falavam com ela — Akira — Ele finalmente perdeu a paciência e gritou.
Akira não levantou a cabeça, o professor marchou até ela. Assim que se aproximou ele arrancou o papel ao qual ela estava debruçada. akira levantou a cabeça, seu nariz sangrava. Seu desenho era uma mistura de pessoas pintadas de preto e sangue.
Ele amassou o papel enojado.
– Vou leva-lo a enfermaria — Disse a puxado pelo braço.
Ela tinha apenas 5 anos e era um pouco menor que a maioria. Mas, sabia assustar os outros alunos. Haviam aqueles que não se aproximavam de Akira e outros que simplesmente se mantinham grudados a garotinha.
Ele apertou o braço de Akira e foi quando sentiu algo errado. Um pavor dominou o seu corpo, uma forte dor tomou seu braço e seu coração acelerou. Ele tentou falar algo, mas não conseguiu. Akira olhava algo através da enorme janela de vidro da sala, porém, não havia nada lá fora. Ele tentou gritar, seu grito saiu estrangulado. Várias crianças começaram a chorar e finalmente Akira o olhou. Ela começou a chorar e as janelas explodiram. Tudo ficou escuro e ele não sentiu mais nada.
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